Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Conab
Brasil deve produzir 1,69 bilhão de litros de etanol de milho na safra 2019/20
Estimativa é de uma produção de 1,69 bilhão de litros, com elevação de 114% frente a última safra

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de etanol, proveniente da cana-de-açúcar e do milho, é de 35,5 bilhões de litros, com um acréscimo de 7,2%, comparado à safra 2018/19. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (19) no 3º levantamento da Safra de Cana 2019/20.
O etanol do milho está despertando o interesse dos produtores. A estimativa é de uma produção de 1,69 bilhão de litros, com elevação de 114% frente a última safra. O biocombustível na forma hidratada sinaliza a produção 1,2 bilhões de litros, com crescimento de 120%, ao passo que o anidro chega a 463 milhões e aumento de 2,6% a mais que no estudo anterior.
De acordo com a Conab, a produção de etanol anidro a partir do milho está estimada em 463,2 milhões de litros, sendo 97,7% superior à temporada passada. Enquanto a produção de etanol hidratado a partir do milho está projetada em 1.230,01 milhões de litros, sinalizando aumento de 120,8% em comparação a 2018/19.
O menor custo de produção do etanol à base de milho, a crescente produção do milho segunda safra e a forte demanda dos segmentos produtores de proteína animal, contrapõem com a baixa competitividade do cereal produzido nos Estados centrais com relação ao mercado exportador, em razão da precária infraestrutura de escoamento, foram alguns dos motivos pelos quais as indústrias aderiram ao novo modelo de negócio.
Atualmente são cinco os Estados produtores desse tipo de biocombustível: Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Paraná e Rondônia. Nesses Estados avançam com rapidez as construções de empreendimentos, além de estudos para implantação de novas unidades produtoras. A Região que mais se destaca na produção de etanol a base de milho é a Centro-Oeste, representando na safra 2019/20, 95% da oferta nacional. Nesta safra deverá apresentar uma produção de 1,69 bilhão de litros, representando crescimento de 114% em relação à safra passada, visto que, desse total, 1,23 milhões de litros representam a produção de etanol hidratado e 463,2 milhões de anidro.
Rondônia, além de ter uma produção relevante de milho, se beneficia da proximidade com Mato Grosso e investe na fabricação de etanol a partir do milho. Para essa safra, é estimado a produção de 5,8 milhões de litros de etanol hidratado.
Mato Grosso é o principal produtor de milho no país e de etanol a partir do grão. Com um consumo de 3,3 milhões de toneladas de milho, a produção para essa safra é estimada em 1,3 bilhão de litros de etanol a partir do cereal, mais que o dobro do que foi produzido na última safra. Entre os ganhos observados com as unidades de produção neste modelo, está o confinamento de gado integrado às usinas, potencializando as receitas da operação industrial de milho.
Em Goiás, além das unidades flex, empreendimentos exclusivos para a produção de etanol a partir do milho estão sendo construídos. O objetivo é diversificar a fonte de matérias primas e, a partir do milho, produzir biocombustível e produtos para alimentação animal. A estimativa de produção de etanol por meio dessa fonte é de 295,7 milhões de litros. Em São Paulo, apesar da maior atratividade da cana-de-açúcar, a produção de etanol a partir de milho deverá ser de 17,6 milhões de litros.

Etanol de cana-de-açúcar
Das 642,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar a serem moídas no Brasil, cerca de 65% são destinados à produção de etanol, distribuídos nos subprodutos anidro e hidratado, e 35% para açúcar. O crescimento foi 3,6% em relação à safra anterior. Já a área diminuiu 1,35%, alcançando 8,48 milhões de hectares.
O fato de a redução de área permitir o aumento da safra se deve à boa produtividade dos canaviais que marca atualmente 75,7 toneladas/hectare e aumento de 4,9%. Em algumas regiões, os cultivadores estão mudando as áreas de produção para as de renovação, em busca de maior produtividade.
Só da extração da cana são 33,8 bilhões de litros e crescimento de 4,6%. Desse total, a maior parte vai para o etanol hidratado, gerando 23,6 bilhões de litros, enquanto que o anidro fica com 10,2 bilhões. Além disso, os 35% da moagem destinados ao açúcar vão permitir que se produza 30,1 milhões de toneladas do subproduto, com um crescimento de 3,8%.

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações
Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.
As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso
Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.
Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.
Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais
Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).
O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.
O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.
O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.
A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.
O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira
Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.
O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.
De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.
A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.
O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.



