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Brasil deve colher 112,814 milhões de toneladas de milho em 2020/21
Na estimativa anterior, divulgada em janeiro, a previsão era de 113,463 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho em 2020/21 deverá totalizar 112,814 milhões de toneladas. A previsão é de SAFRAS & Mercado. Na estimativa anterior, divulgada em janeiro, a previsão era de 113,463 milhões de toneladas. No ano passado, os produtores brasileiros colheram 106,833 milhões de toneladas.
SAFRAS estima que a área total cultivada no Brasil deve crescer 6,2% frente à temporada 2019/20, de 19,537 milhões de hectares, ocupando 20,752 milhões de hectares. Na estimativa anterior, a área havia sido indicada em 20,199 milhões de hectares.
A produtividade média da safra brasileira 2020/21 deve ficar em 5.436 quilos por hectare de milho, inferior aos 5,617 quilos por hectare projetados em janeiro e aos 5.468 quilos por hectare obtidos na temporada 2019/20.
A nova previsão de SAFRAS indicou a safra de verão 2020/21 em 21,645 milhões de toneladas de milho, contra 23,161 milhões de toneladas do ano anterior. Em janeiro, a previsão de SAFRAS era de uma primeira safra de 19,399 milhões de toneladas.
A área cultivada na safra de verão 2020/21 foi estimada em 4,353 milhões de hectares, subindo 5,7% frente aos 4,118 milhões de hectares cultivados em 2019/20. Em janeiro a área havia sido apontada em 3,953 milhões de hectares.
A produtividade média da safra de verão foi estimada em 4.973 quilos por hectare, abaixo dos 5.624 quilos por hectare registrados na safra de verão 2019/20. No relatório anterior, a produtividade havia sido prevista em 4.907 quilos por hectare.
A safrinha, ou segunda safra, está estimada por SAFRAS em 80,685 milhões de toneladas em 2021. No ano passado, a produção foi de 73,478 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, a projeção era de 84,027 milhões de toneladas.
Para chegar a esse volume, SAFRAS estima a área cultivada na segunda safra de 14,211 milhões de hectares, 7,1% acima dos 13,27 milhões de hectares cultivados na safrinha 2020. A área também é maior frente aos 14,124 milhões de hectares de milho projetados em janeiro.
A produtividade média da safrinha 2021 deve ficar em 5.677 quilos por hectare, superando os 5.537 quilos por hectare de milho colhidos na segunda safra de 2020. Na estimativa anterior, a produtividade média havia sido indicada em 5.949 quilos por hectare.
SAFRAS estima que a safra das regiões Norte e Nordeste em 2020/21 ficará em 10,483 milhões de toneladas de milho, acima das 10,036 milhões de toneladas projetadas em janeiro e à frente das 10,193 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019/20.
A área cultivada nas regiões Norte e Nordeste na temporada 2020/21 deve avançar 1,8% frente aos 2,148 milhões de hectares cultivados na safra anterior, chegando a 2,187 milhões de hectares. Na estimativa passada, a área projetada era menor, de 2,121 milhões de hectares de milho.
A produtividade de milho a ser produzido nas regiões Norte e Nordeste em 2020/21 deve alcançar 4.792 quilos por hectare, superando os 4.745 quilos por hectare obtidos em 2019/20.

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo
Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos
Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.
O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.
Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.
O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves
litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.
Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas
Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.
A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.
Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.
De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial
IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.
Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.
No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.
Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.
No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.
Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.




