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Brasil deve ampliar produção de carnes e ovos até 2026, aponta ABPA
Suínos e ovos mantêm ritmo forte de exportações, enquanto a carne de frango deve seguir em queda em 2025 antes de retomar crescimento no ano seguinte.

O Brasil deve registrar avanços consistentes na produção de carne suína, frango e ovos nos próximos dois anos, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgadas nesta quarta-feira (20). O levantamento indica que, enquanto a carne suína e os ovos devem manter trajetória de expansão tanto no mercado interno quanto externo, o frango deve apresentar queda pontual nas exportações em 2025, antes de retomar o crescimento.
No caso da carne suína, a produção pode alcançar até 5,42 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior. Para 2026, a estimativa é de 5,55 milhões de toneladas, alta de 2,4%. As exportações devem seguir em ritmo mais acelerado: até 1,45 milhão de toneladas em 2025 (+7,2%) e 1,55 milhão em 2026 (+7%). O consumo interno deve permanecer praticamente estável, com média de 18,7 quilos per capita em 2025.
Na avicultura de postura, o destaque é para a forte expansão das exportações. O Brasil deve praticamente dobrar as vendas externas de ovos em 2025, saltando de 18,4 mil toneladas em 2024 para até 40 mil toneladas (+116,6%). Em 2026, a previsão é de 45 mil toneladas. A produção total pode superar 62 bilhões de unidades no próximo ano, crescimento de 7,5%. O consumo interno também mostra alta, chegando a 288 unidades per capita em 2025 e 306 em 2026.

Já a carne de frango mantém a posição de principal proteína produzida no país, com projeção de até 15,4 milhões de toneladas em 2025 (+3%). Para 2026, a produção deve alcançar 15,7 milhões de toneladas (+2%). Apesar do avanço produtivo, as exportações devem cair 2% em 2025, totalizando 5,2 milhões de toneladas, para só então se recuperar em 2026, quando a expectativa é de 5,5 milhões de toneladas embarcadas (+5,8%). O consumo interno, por outro lado, cresce de forma significativa, com estimativa de 47,8 quilos per capita em 2025, 5,1% acima do registrado em 2024.
Os dados evidenciam que o Brasil segue consolidado como um dos maiores fornecedores mundiais de proteína animal, mas reforçam desafios distintos para cada setor: a suinocultura e a avicultura de postura devem ampliar presença internacional, enquanto a avicultura de corte enfrenta ajustes nas exportações, mas se fortalece no mercado doméstico.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






