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Experiência brasileira vira referência mundial em mitigação de metano na pecuária

Guia lançado durante a COP30 apresenta roteiro prático de gestão de dejetos e reforça o papel do Brasil na cooperação climática internacional.

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Foto: Embrapa Suínos e Aves

Uma publicação que mostra a contribuição do Brasil para a ação climática global no setor agropecuário foi apresentada na 30ª Conferência das Partes (COP30) da UNFCCC, em Belém, Brasil. O guia, intitulado em português “Gestão de Dejetos da Produção Animal para Mitigação do Metano: A contribuição do Brasil para a ação climática global”, utiliza a experiência brasileira para oferecer um roteiro prático e replicável para apoiar países, especialmente do Sul Global, no desenvolvimento de estratégias nacionais de baixo carbono.

A publicação é resultado da colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto 17 e a Climate and Clean Air Coalition (CCAC). O documento contou com a revisão técnica de especialistas, incluindo Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves, e Ricardo Kobal Raski e Sidney Almeida Filgueira de Medeiros, do Mapa.

O lançamento internacional ocorreu durante a Roundtable – “From Livestock Waste to Climate Solutions: Policies, Technologies, and Cooperation for Methane Mitigation”, realizada no Pavilhão AgriZone, na COP30, em 13 de novembro. A sessão visou promover o diálogo e a cooperação, apresentando a experiência integrada do Brasil na redução das emissões de metano provenientes dos dejetos de animais.

Foco Estratégico na Mitigação do Metano – A gestão de dejetos da produção animal é considerada um dos pontos de entrada mais eficazes para a mitigação dentro do setor agrícola. Os sistemas de produção pecuária estão entre as principais fontes globais de emissões de metano (CH4). O metano é um poluente climático de vida curta (PCVC), cujo potencial de aquecimento global é até 27 vezes superior ao do gás carbônico (CO₂) em um horizonte de 100 anos. A mitigação do CH4 é considerada uma das formas mais rápidas e custo-efetivas de conter o aquecimento global no curto prazo.

O manejo adequado dos dejetos permite transformar um passivo ambiental em fonte de energia renovável e biofertilizante, promovendo ganhos econômicos e sinergia com a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Roteiro Replicável para Ação Global – O guia, que tem como título internacional “Animal Waste Management for Methane Mitigation: Lessons from Brazil for Global Action”, traduz a trajetória política e técnica do Brasil em um roteiro estruturado. Ele apresenta seis etapas-chave que podem ser adaptadas a diferentes realidades nacionais:

1. Entender o contexto de produção e as fontes de emissão.

2. Diagnosticar barreiras e condições habilitadoras para a adoção.

3. Quantificar o potencial de mitigação e os cobenefícios relacionados.

4. Desenvolver e demonstrar soluções técnicas e de negócios.

5. Estabelecer estruturas para monitoramento e institucionalização.

6. Promover cooperação, inclusão e escalabilidade.

O material foi elaborado para gestores públicos, formuladores de políticas, técnicos, pesquisadores e instituições financeiras interessadas em soluções sustentáveis, escaláveis e inclusivas. Ele busca facilitar o aprendizado entre pares e a cooperação Sul-Sul, demonstrando que é viável conciliar segurança alimentar, inclusão social e mitigação climática.

Baixe a publicação clicando aqui.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves

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Sanepar é finalista de prêmio nacional de biogás com usina no Paraná

ETE Belém, em São José dos Pinhais, se destaca na geração de energia a partir de resíduos

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Fotos: Sanepar

A Sanepar é finalista do Prêmio Melhores do Biogás Brasil, promovido pelo Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. A ETE Belém – Biogás, também referida como USBioenergia ou USBio, localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, concorre na categoria “Unidades/plantas geradoras de biogás – Saneamento”, consolidando-se como referência nacional na transformação de resíduos em energia limpa.

A indicação ao prêmio reforça o posicionamento da Sanepar como uma das principais operadoras de biogás do Brasil. A companhia possui mais de 200 estações de tratamento equipadas com reatores anaeróbicos em todo o Paraná.

“Estar novamente entre os finalistas de uma das maiores premiações de bioenergia do Brasil é um motivo de orgulho e demonstra nosso compromisso com cidades sustentáveis e a gestão focada na economia circular”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Votação

A premiação, que reconhece os principais destaques do setor de energia renovável no país, é decidida por votação popular. O público pode registrar AQUI o voto até o dia 9 de abril. Os vencedores serão anunciados entre 14 e 16 de abril, em cerimônia oficial em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado.

Estrutura

A ETE Belém – Biogás consolidou-se ao longo de 2025 como uma unidade de referência em codigestão em escala industrial, operando como um centro de tecnologia avançada para a valorização de substratos orgânicos e geração de energia renovável. A unidade possui capacidade técnica para processar simultaneamente 900 m³/dia de lodo de esgoto proveniente da ETE Belém e 150 toneladas/dia de resíduos orgânicos de grandes geradores.

Com um desempenho operacional otimizado, a produção diária de biogás já atingiu patamares da ordem de 18.000 Nm³/dia, resultado de um sistema composto por dois biodigestores de 5.000 m³ cada e uma robusta infraestrutura de pós-digestão que assegura a completa estabilização e o aproveitamento do potencial energético dos materiais.

O biogás produzido é convertido em energia elétrica e calor em dois geradores de alto rendimento, com potência elétrica instalada total de 2,8 MW. A energia elétrica gerada supre integralmente a demanda interna da Usina de codigestão, garantindo sua autossuficiência. O excedente é injetado na rede elétrica via autoconsumo remoto. O calor gerado pela operação dos motores é reaproveitado para a estabilização térmica dos biodigestores, otimizando o processo fermentativo e a produtividade de biogás.

Segundo Gustavo Rafael Collere Possetti, especialista em Pesquisa e Inovação da Sanepar, a indicação da ETE Belém – Biogás representa a validação de uma estratégia de inovação que transforma passivos ambientais em ativos energéticos. “Na Sanepar, entendemos que os resíduos não são o fim da linha, mas potenciais fontes de recursos”, disse Possetti. “Ao otimizarmos a codigestão de lodo com outros resíduos orgânicos, estamos escalando nossa capacidade de gerar energia limpa e reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Essa iniciativa exemplifica como a ciência aplicada ao saneamento pode impulsionar a descarbonização, a transição energética e fortalecer a segurança energética do Paraná”, destaca.

A operação da Ete Belém – Biogás pode ser traduzida em números expressivos. Somente no primeiro bimestre de 2026, a unidade recebeu mais de 6 milhões de toneladas de lodo e outros resíduos orgânicos. Nesse período, a eficiência da Usina resultou na geração de 1.517,50 MWh. Em outras palavras, essa eletricidade seria suficiente para abastecer uma cidade de 12 mil habitantes por um mês inteiro. O processo, que é uma alternativa a disposição de lodo e resíduos orgânicos em aterros sanitários, reduz, portanto, custos operacionais e impactos ambientais.

“Operar uma unidade com o porte e a eficiência da ETE Belém – Biogás é motivo de imenso orgulho para nossa equipe”, afirmou um dos responsáveis pela operação da Usina da Sanepar, André Alves da Silva. Para ele, ver o conceito de economia circular saindo do papel e se transformando em energia limpa é a prova de que a Sanepar está na fronteira tecnológica do setor. “Não estamos apenas tratando esgoto; estamos operando uma verdadeira usina que gera valor, reduz custos e serve de modelo para o Brasil,” celebra.

Fonte: AEN-PR
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Paraná adere a subsídio do diesel para reduzir custos no campo

Programa prevê desconto de até R$ 1,20 por litro e busca amenizar impactos da alta do combustível.

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Foto: Sistema Faep

A adesão do Governo do Paraná ao programa de redução da carga tributária sobre o óleo diesel foi recebida como uma conquista pelo Sistema Faep. A medida, publicada na terça-feira (31), atende a uma demanda da entidade, que vinha articulando, junto a órgãos públicos, alternativas para reduzir os impactos da alta do combustível no meio rural, intensificada após os reflexos da guerra no Oriente Médio.

Pelo programa, os governos federal e estadual vão subsidiar juntos até R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 de cada parte. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), o impacto estimado é de cerca de R$ 77,5 milhões por mês aos cofres do Paraná, terceiro maior importador de diesel do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “É fundamental unir esforços para reduzir os impactos desse cenário sobre a agropecuária, que já sofre com alto custo de produção e margens apertadas”

Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a decisão ameniza os impactos da alta do diesel no meio rural, mas alerta que o cenário ainda exige atenção. “Conforme relatos de alguns sindicatos rurais, em algumas regiões, o litro do diesel chegou a R$ 7,80, bem acima dos R$ 5,50 praticados antes da guerra. É fundamental unir esforços para reduzir os impactos desse cenário sobre a agropecuária, que já sofre com alto custo de produção e margens apertadas”, afirma.

A alta do diesel afeta diretamente o setor agropecuário. Hoje, cerca de 73% da energia utilizada no campo têm origem nos combustíveis fósseis, essenciais para o funcionamento das máquinas dentro das propriedades. Fora da porteira, o peso também é significativo: o diesel responde por aproximadamente 40% do custo do frete para o escoamento da produção.

“Também estamos conversando com a Secretaria Estadual da Fazenda sobre a possibilidade de redução do ICMS do diesel. Essa seria outra medida importante para os nossos produtores rurais e também para a sociedade paranaense durante o conflito”, destaca Meneguette.

Diante desse contexto, o Sistema Faep também tem atuado em outras frentes. No dia 11 de março, a entidade assinou, junto a outras organizações do setor, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA). A proposta prevê elevar de 15% para 17% a mistura de biodiesel no diesel.

De forma paralela, no dia 25 de março, a entidade encaminhou ofício a deputada estadual e segunda secretária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Maria Victoria, solicitando a elevação do teor da mistura para 20%. Essa medida pode contribuir para reduzir custos, fortalecer a segurança energética e acelerar a transição para fontes renováveis no campo, diminuindo a dependência do diesel na agricultura e pecuária.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Brasil recebe jornalistas de 22 países para imersão no agronegócio

Caravana reuniu 50 profissionais internacionais para conhecer, de perto, a produção e a tecnologia do agro brasileiro.

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Foto: Divulgação/Agrojor

De 15 a 20 de março, o Brasil recebeu uma caravana da imprensa internacional especializada em agronegócio: 50 jornalistas* experientes que vieram de 22 países para conhecer e vivenciar a agropecuária brasileira. A programação permitiu o diálogo com lideranças do setor, empresários e pesquisadores, somando conhecimento técnico, científico, tecnológico, sustentável e produtivo de alguns dos principais cultivos como café, cana-de-açúcar, grãos, soja, citrus e pecuária, além de conhecimentos sobre agricultura familiar, preservação ambiental, bioinsumos, agricultura de precisão e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

O encontro, promovido pela IFAJ – Federação Internacional dos Jornalistas Agrícolas e com organização da Rede Agrojor – Associação Brasileira dos Jornalistas de Agronegócio, foi preparado durante 10 meses por um comitê de trabalho voluntário composto por 16 jornalistas brasileiros, associados Agrojor, e baseados em várias regiões do país. A equipe foi comandada pela presidente da entidade, a jornalista Vera Ondei. “Não estamos sozinhos no mundo e o que queremos para o futuro é que todos estes colegas olhem para nós como parceiros na busca por informações sobre o Brasil, principalmente, fontes oficiais, sejam elas empresas, entidades, governo e ONGs”, ressaltou Vera em sua fala de encerramento.

A imersão foi realizada durante o Mid Term Executive Meeting, reunião que ocorre anualmente, a cada edição, em um país diferente. Em 2026, o Brasil sediou o evento pela primeira vez. O principal objetivo foi demonstrar aos profissionais internacionais, de forma completa e abrangente em um curto espaço de tempo como é o agronegócio brasileiro – do lado de dentro da porteira.

Durante os cinco dias, o grupo passou por 10 cidades do interior paulista: Guarulhos (onde foi realizado o coquetel de abertura), São Carlos (local da hospedagem e de onde partiam diariamente), Araraquara, Campinas, Charqueada, Descalvado, Holambra, Mogi-Guaçu, Pirassununga e Piracicaba. Nessas cidades estão centros de pesquisa, institutos, empresas e propriedades rurais que demonstraram inovações e esforços em prol do desenvolvimento tecnológico e sustentável do agro.

Além do conteúdo técnico, durante a experiência, os jornalistas também tiveram a oportunidade de experimentar parte da culinária típica brasileira como um jantar em uma churrascaria no sistema self-service/rodízio. Muitos desconheciam este formato de serviço. Teve também noite com comidas de boteco e a tradicional feijoada. “Foi uma experiência fabulosa, aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas”, ressaltou o jornalista Patrick Dupuis, da Canadian Farm Writers Federation (CFWF). “Tanto na Suíça como na Alemanha há muita discussão sobre o Mercosul e os insights que recebemos foram bastante esclarecedores. Aprendi muito. Senti que estava exatamente no lugar e na hora certa”, destacou Kirsten Müller, da Schweizer Agrarjournalisten (VDAJ). “Aprendi muito sobre o Brasil e seu trabalho com o segmento agrícola: minha mente está repleta de ideias de comunicação no agro para acrescentar ao meu trabalho nos EUA”, disse Katie Knapp, da Agricultural Communicators Network (EUA) em acordo com seu colega de redação, Gregory David Horstmeier: “Devo dizer que tudo que vi nesta semana alimentou minha alma e iluminou meu coração. Ficar fora dos EUA uma semana, aprendendo tanto com vocês no Brasil foi incrível”. Steve Werblow, presidente da IFAJ, finalizou: “Vocês transformaram cada problema em aprendizado. Até quando o ônibus ficou atolado, aquilo virou uma oportunidade de entender a logística. Passamos a enxergar as dificuldades e as possibilidades”.

A realização do Executive Meeting IFAJ-Agrojor no Brasil foi possível por causa de empresas e marcas que acreditam na comunicação agro. O evento teve como patrocinador Ouro as empresas Bayer, John Deere e Yara Fertilizantes; a Basf como patrocinador Prata e Corteva como Bronze. A iniciativa teve o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Cachaça Cabaré, Ford, Legga, Ludu e Toledo do Brasil.

Os locais visitados foram: Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Instrumentação, Embrapa Territorial, Coplacana, Esalq/Sparcbio, CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, Café DelGraan, Sítio São João, Joost Kalanchoé, Koppert, Agrindus/LettiA, Fazenda Estância e Fazenda Cachoeira.

Países representados por seus jornalistas: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Finlândia, Geórgia, Irlanda, Nigéria, Noruega, Países Baixos, Quirguistão, Reino Unido, Sérvia e Suíça.

Fonte: Assessoria Agrojor
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