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Brasil caminha para autossuficiência na produção do trigo, afirma ministro da Agricultura

Marcos Montes participou, na terça-feira (27), da cerimônia de encerramento do 29º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, que reuniu produtores nacionais e estrangeiros em Foz do Iguaçu (PR).

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Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes durante evento do setor de trigo em Foz do Iguaçu (PR) - Foto: Guilherme Martimon/Mapa

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, participou na terça-feira (27) da cerimônia de encerramento do 29º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, em Foz do Iguaçu (PR). O evento é uma realização da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e tem como objetivo contribuir para o fortalecimento e crescimento de toda a cadeia que envolve o cereal no Brasil e em outros países.

No evento, o ministro destacou a alta da produção de trigo no país, graças ao investimento em pesquisa e inovação, em especial a atuação da Embrapa. Ele citou, como exemplo, que a média nacional é a produção de 2,8 de toneladas por hectare. Porém, há produtores que já alcançaram nove toneladas por hectare. “Achamos o caminho para produzir trigo, o que nos levará a autossuficiência e também aumentar a exportação”, disse o ministro.

A estimativa é que o Brasil alcance esse cenário dentro de dez anos. Para chegar a autossuficiência, umas das frentes é a expansão do cultivo no Cerrado, com  potencial de produção de trigo para um milhão de hectares em sistema irrigado e incorporação de mais 2,5 milhões de hectares no sistema de sequeiro. Isso representa cerca de quatro milhões de toneladas do grão a mais no país, conforme a Embrapa.

A Embrapa já desenvolveu quatro variedades resistentes ao clima do país e regime de chuvas. “São três pilares que o Brasil conseguiu avançar na triticultura brasileira: primeiro, nós conquistamos o Cerrado, transformamos solos ásperos em terra fértil. Depois, desenvolvemos uma plataforma de produção sustentável, com plantio direto, com controle biológico e fixação biológica de nitrogênio. E o terceiro pilar, que a cadeia do cereal representa essa capacidade do produto brasileiro, é a tropicalização do trigo”, explicou o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

Para este ano, a previsão é chegar a 84 mil hectares de área cultivada no Centro-Oeste, com produção estimada de 200 mil toneladas.

Trigo

Na safra 2021/2022, a produção de trigo está estimada em 9,4 milhões de toneladas, com área plantada de 290,6 mil hectares (crescimento de 10,6%), de acordo com o 12º Levantamento de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os brasileiros consomem anualmente quase 13 milhões de toneladas de trigo, em massas, pães, bolos e outros produtos. Cerca de 60% do cereal consumidos são importados.

Congresso

O Congresso Internacional do Trigo, realizado anualmente pela Abitrigo, reúne executivos e empresários dos principais setores envolvidos na produção, moagem e derivados do grão e aborda temas atuais e relevantes para o agronegócio, como análise de mercado, tendências de consumo, regulamentação, saudabilidade, entre outros.

Além da programação de palestras e workshops, a Abitrigo promove uma feira de exposição com fornecedores que apresentam as últimas novidades para a indústria. O evento durou três dias, de 25 a 27 de setembro.

Fonte: Ascom Mapa

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Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro

Resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo do volume exportado e gerou superávit de US$ 10,5 bilhões no período.

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Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Oagronegócio brasileiro exportou US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período.  

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições governamentais e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. 

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

Apesar do avanço nas vendas externas, o preço médio internacional registrou retração de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos, como os divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%). 

A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). 

O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente. 

Outros mercados também ampliaram suas compras no período, entre eles Turquia (US$ 312 milhões, +12,7%), Egito (US$ 212,6 milhões, +20,7%), México (US$ 205 milhões, +19,7%), Tailândia (US$ 201 milhões, +33,1%), Reino Unido (US$ 194,6 milhões, +61,2%), Filipinas (US$ 161,2 milhões, +80%), Rússia (US$ 109 milhões, +38%), Taiwan (US$ 99,2 milhões, +20,7%), Omã (US$ 55 milhões, +211%) e Gâmbia (US$ 36,4 milhões, +115,6%). 

Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%). 

Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se: 

  • Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%); 
  • DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%); 
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%); 
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%); 
  • Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%). 

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o resultado reflete o aumento da oferta e o trabalho contínuo de ampliação de mercados. “O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional, demonstrando a capacidade do setor de atender à demanda global com regularidade, qualidade, sanidade e confiança”, afirmou.  

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho também está relacionado à agenda de acesso a mercados. “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. Esse resultado reflete a importância de uma agenda contínua de negociação e aproximação com outros países”, destacou. 

Fonte: Assessoria Mapa
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Cooperativismo consolida papel estratégico no desenvolvimento de Santa Catarina

Atuação das cooperativas fortalece cadeias produtivas, gera renda e amplia oportunidades nas diferentes regiões do Estado.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo consolidou-se, ao longo da história, como uma das mais eficazes formas de organização econômica e social. Em todo o mundo, milhões de pessoas optaram por esse modelo empresarial para alcançar objetivos de desenvolvimento pessoal, fortalecer suas comunidades e construir oportunidades coletivas de progresso. Mais do que um sistema produtivo, o cooperativismo representa uma filosofia baseada na união de esforços, na participação democrática e na distribuição justa dos resultados do trabalho.

As cooperativas criam e mantêm postos de trabalho, geram renda e garantem a produção e o abastecimento de alimentos e serviços essenciais. Ao mesmo tempo, promovem inclusão econômica, fortalecem cadeias produtivas e contribuem para a estabilidade social das regiões onde atuam. Ao colocar em prática princípios como solidariedade, responsabilidade compartilhada e respeito à dignidade humana, o cooperativismo demonstra que é possível conciliar eficiência econômica com compromisso social.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

Em diversos países, as cooperativas se tornaram agentes relevantes do desenvolvimento nacional. Ao organizar produtores, dinamizar economias locais e ampliar oportunidades de participação econômica, elas transformam o desenvolvimento em realidade concreta para milhões de pessoas. Em um mundo onde a pobreza e a insegurança alimentar ainda desafiam governos e sociedades, o cooperativismo continua sendo um instrumento poderoso de inclusão produtiva e de construção de prosperidade coletiva.

Santa Catarina é um exemplo emblemático dessa força. O cooperativismo está presente em diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, consumo, transporte, infraestrutura etc.) e desempenha papel decisivo na geração de riqueza, na organização da produção e na interiorização do desenvolvimento. Em muitas regiões, são as cooperativas que estruturam cadeias produtivas, agregam valor à produção e impulsionam o crescimento econômico de municípios e microrregiões.

Diante dessa realidade, o papel do Parlamento torna-se fundamental. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputados que compreendem a relevância estratégica do cooperativismo constituíram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Esse espaço fortalece o diálogo institucional e cria condições para a construção de soluções legislativas capazes de impulsionar o setor e responder aos desafios contemporâneos da economia. Atuam na Frencoop catarinense os deputados José Milton Scheffer (PP), Altair Silva (PP), Oscar Gutz (PL), Dr. Vicente Caropreso (PSDB), Lunelli (MDB), Pepê Collaço (PP), Napoleão Bernardes (PSD), Camilo Martins (Podemos), Marcos Vieira (PSDB), Mauro de Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Fernando Krelling (MDB).

A atuação das frentes parlamentares, tanto no âmbito estadual quanto no Congresso Nacional, tem sido decisiva para defender o cooperativismo e garantir um ambiente jurídico e institucional adequado ao seu desenvolvimento. A elaboração de leis, a aprovação de políticas públicas e a mediação de debates estratégicos permitem que o Parlamento cumpra seu papel de promover o crescimento econômico com equilíbrio e responsabilidade.

Essa atuação é especialmente importante em momentos nos quais propostas equivocadas, muitas vezes baseadas em desinformação, colocam em risco conquistas históricas do setor. No caso do cooperativismo agropecuário decisões legislativas precisam considerar a natureza específica do ato cooperativo e o papel fundamental que as cooperativas exercem na produção de alimentos, na geração de empregos e na arrecadação de tributos.

A relação entre sociedade e Parlamento também precisa ser permanentemente fortalecida. O mandato parlamentar representa um compromisso contínuo com os interesses da população e exige sensibilidade para compreender os processos econômicos e sociais em constante transformação. Nesse contexto, ouvir os setores produtivos organizados, como o cooperativismo,  contribui para decisões mais qualificadas e alinhadas com o desenvolvimento do País.

O cooperativismo catarinense construiu, ao longo de décadas, uma trajetória sólida, marcada por eficiência, responsabilidade social e contribuição efetiva para o crescimento do Estado. Proteger e fortalecer esse patrimônio coletivo é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, instituições e representantes públicos.

Por isso, o apoio parlamentar ao cooperativismo não é apenas um gesto de reconhecimento a um modelo empresarial bem-sucedido. Trata-se de uma decisão estratégica para o futuro de Santa Catarina, capaz de garantir desenvolvimento econômico, inclusão social e prosperidade para as próximas gerações.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Capacitação apresenta novas exigências sanitárias para granjas de suínos no Rio Grande do Sul

Evento reuniu técnicos do serviço veterinário e responsáveis por granjas para detalhar critérios de certificação e biosseguridade.

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Foto: Marcelo Borba/ Fundesa

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Nacional de Sanidade dos Suídeos (PNSS), realizou entre os dias 09 e 11 de março um ciclo de treinamentos sobre a Portaria nº 1.358/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A normativa regulamenta as Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas (GRSCs) e estabelece critérios atualizados para certificação, biosseguridade e monitoramento sanitário desses estabelecimentos.

O treinamento ocorreu na Casa do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e reuniu técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e responsáveis técnicos (RTs) de granjas de reprodutores. Nos dias 09 e 10 de março, a capacitação foi destinada aos profissionais do SVO. Já no dia 11, o treinamento foi direcionado aos responsáveis técnicos das granjas.

Foto: Shutterstock

Especialistas do Mapa apresentaram as principais mudanças previstas na portaria, com orientações sobre a aplicação das novas exigências sanitárias e a padronização dos procedimentos entre o serviço oficial e a iniciativa privada.

Durante os dois primeiros dias, os técnicos do SVO receberam atualizações sobre os critérios técnico-sanitários para certificação das GRSCs, além das responsabilidades relacionadas às auditorias e supervisões nas granjas. Também foram abordados os novos parâmetros para verificação documental e de biosseguridade, com o objetivo de padronizar os procedimentos no Rio Grande do Sul e garantir a correta aplicação da normativa.

No terceiro dia, o treinamento foi voltado aos responsáveis técnicos das granjas registradas como GRSCs ou que pretendem se adequar às novas exigências. A programação abordou aspectos práticos da portaria, incluindo requisitos de infraestrutura, procedimentos de biosseguridade e rotinas de notificação e registro de informações sanitárias.

A Portaria nº 1.358/2025 também reforça medidas de prevenção e controle de enfermidades de alto impacto sanitário e econômico, como a Peste Suína Africana (PSA), a Peste Suína Clássica (PSC) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS). A normativa estabelece ainda a classificação das granjas em três níveis de biosseguridade: A, B e C.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Suína da Seapi, Gabriela Cavagni, o treinamento teve foco na aplicação prática das exigências previstas na portaria, especialmente nos requisitos de biosseguridade e nas responsabilidades dos responsáveis técnicos no processo de certificação das granjas.

Durante a capacitação, também houve espaço para esclarecimento de dúvidas e troca de experiências entre os participantes. Técnicos da Seapi, especialistas do Mapa e responsáveis técnicos discutiram exemplos observados em supervisões, orientações para adequação das estruturas físicas das granjas e práticas recomendadas para garantir a biosseguridade e a qualidade sanitária dos reprodutores.

Os participantes receberam ainda informações sobre os prazos e o processo de adaptação às novas regras, além das responsabilidades compartilhadas entre os estabelecimentos, os responsáveis técnicos e o serviço oficial.

Segundo a Seapi, a iniciativa reforça o trabalho conjunto entre o setor público e a iniciativa privada para fortalecer a sanidade da suinocultura no Estado. O alinhamento técnico durante a transição para as novas exigências busca contribuir para a segurança sanitária, a sustentabilidade e a competitividade da cadeia suinícola no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Seapi
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