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Brasil busca diversificar comércio com países árabes

Em encontro com embaixadores da Liga Árabe, governo destacou comércio de US$ 33 bilhões, liderança do Brasil em proteína halal e planos para ampliar parcerias em fertilizantes, ciência e recuperação de pastagens.

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Em Brasília, na embaixada da Palestina, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou na última semana, ao lado do embaixador da Palestina Ibrahim Alzeben, de um encontro com o Conselho de Embaixadores da Liga dos Estados Árabes. A ocasião reuniu representantes do governo brasileiro, embaixadores dos países árabes, membros da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), empresários agropecuários brasileiros e adidos agrícolas para ampliar ainda mais a relação diplomática e comercial entre o Brasil e os países árabes.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “De tudo o que o Brasil exporta para a Liga Árabe, 75% é da agropecuária”  – Fotos: Divulgação/Mapa

Em sua fala, o ministro Fávaro destacou que neste ano celebram-se 80 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Liga dos Estados Árabes. Nesse período, o Brasil consolidou-se como um grande parceiro, tornando-se o maior exportador de produtos halal do mundo. “De tudo o que o Brasil exporta para a Liga Árabe, 75% é da agropecuária. Destaco carnes de aves, carnes bovinas, açúcar, milho, mel. O Brasil é um grande provedor de alimentos para os países árabes”, afirmou.

O ministro também ressaltou que o Brasil busca ampliar a cooperação de forma bilateral, incluindo a importação de produtos árabes. “Nós também queremos ser grandes compradores, não apenas de fertilizantes, que são fundamentais para a nossa produção, mas de outros itens que os países da Liga tenham interesse em comercializar com o Brasil. Estamos abertos a negociar”, disse Fávaro.

O embaixador Ibrahim Alzeben elogiou a qualidade e a competitividade dos alimentos brasileiros, com destaque para

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com embaixador Ibrahim Alzeben durante encontro com o Conselho de Embaixadores da Liga dos Estados Árabes

a proteína halal, reconhecida e valorizada nos mercados árabes e islâmicos. Ele também ressaltou o papel da Embrapa como referência mundial em pesquisa agropecuária e como parceira estratégica no fortalecimento das cadeias produtivas e da segurança alimentar.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, William Adib Dib, lembrou que o comércio bilateral movimenta cerca de US$ 33 bilhões por ano e destacou a importância de novas parcerias em áreas como fertilizantes e economia halal, que vai além das proteínas animais e abrange alimentos industrializados, cosméticos, medicamentos e serviços.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforçou a relevância da ciência e da tecnologia para a agropecuária brasileira, destacando os desafios de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas, sustentável e inovadora.

Já o embaixador e secretário da África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Duarte, sublinhou o crescimento expressivo do comércio entre o Brasil e os países árabes, que aumentou mais de 130% em relação a 2023.

Ao mencionar as tarifas impostas aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o ministro Fávaro reforçou a importância de fortalecer as parcerias com os países árabes. “Trabalhamos muito pela ampliação dos mercados e das relações comerciais, batendo recordes na balança comercial. Só para citar alguns exemplos, conseguimos viabilizar negócios como ovos férteis para a Arábia Saudita, açaí para o Egito, além de café e suco de laranja para os Emirados Árabes Unidos. Queremos cada vez mais estar próximos, transformando amizade e diplomacia em oportunidades comerciais”, concluiu.

Ao final de sua fala, o ministro Fávaro também apresentou ao corpo diplomático árabe o programa Caminho Verde

Brasil, iniciativa que tem como meta a recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade ao longo dos próximos dez anos, convertendo essas áreas em terras agricultáveis de alto rendimento, sem a necessidade de desmatamento.

Participaram do encontro os embaixadores do Marrocos, Bahrein, Arábia Saudita, Síria, Catar, Líbia, Kuwait, Argélia, Mauritânia e da Liga dos Estados Árabes; os encarregados de Negócios do Iraque e da Tunísia; representantes das embaixadas da Jordânia e Omã; além de autoridades brasileiras, como o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares; o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; a chefe de Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira; adidos agrícolas em países árabes; e representantes de entidades do setor agropecuário.

Fonte: Assessoria Mapa

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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