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Brasil bate recordes históricos de exportações e superávit da balança comercial em abril

Com US$ 26,48 bilhões em exportações, saldo comercial sobe 69,7% e atinge US$ 10,35 bilhões no mês, valores mais altos de toda a série histórica iniciada em 1997

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Divulgação/AENPr

O mês de abril marcou uma temporada de recordes no comércio exterior brasileiro. A começar pelo superávit de US$ 10,35 bilhões – o maior valor absoluto na comparação com qualquer mês do ano –, impulsionado por um crescimento de 67,9% em relação a abril de 2020. O maior superávit até então havia sido registrado em julho do ano passado, de US$ 7,6 bilhões, considerando toda a série histórica iniciada em 1997. As exportações também bateram recorde, com aumento de 50,5%, somando US$ 26,48 bilhões. Nesse caso, o maior valor anterior era o de agosto de 2011, com US$ 20,08 bilhões.

Já as importações no mês atingiram US$ 16,13 bilhões, em alta de 41,1%, com o quinto maior valor para meses de abril. Assim, a corrente de comércio subiu 46,8%, alcançando US$ 42,61 bilhões no período, o que também representa um recorde, mas apenas para os meses de abril. Os dados foram divulgados na segunda-feira (03) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado de janeiro a abril de 2021, em comparação a igual período de 2020, o superávit é de US$ 18,26 bilhões, com crescimento de 106,4%. A corrente de comércio atinge US$ 146 bilhões, registrando alta de 20,7%. As exportações cresceram 26,6% e somaram US$ 82,13 bilhões, enquanto as importações subiram 14% e totalizaram US$ 63,87 bilhões.

Segundo a Secex, a exportação do quadrimestre também foi a maior da série histórica para os primeiros quatro meses do ano. Já o saldo comercial foi o segundo maior, atrás apenas do superávit de 2017, de US$ 19 bilhões, enquanto a corrente de comércio foi a terceira maior para o período.

Alta de quantidades e preços

O crescimento das exportações em abril ocorreu em todas as categorias, com aumento mais expressivo na Indústria Extrativa, chegando a US$ 6,46 bilhões (+73,2%). Na Agropecuária, as vendas atingiram US$ 8,23 bilhões (+44,4%) e na Indústria de Transformação a marca foi de US$ 11,66 bilhões (+43,9%).

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou que esse aumento das vendas externas se deve tanto à alta dos preços quanto à dos volumes exportados. “Até março, o principal fator que explicava o aumento das exportações era o preço. Com o aumento das quantidades, chegou-se a esse bom resultado, de valor recorde exportado de mais de US$ 26 bilhões no ano”, comentou.

A Agropecuária se destacou, com um crescimento de 35,8% na quantidade em relação a abril de 2020, sobretudo nas vendas de soja. Os embarques da oleaginosa subiram 17% e atingiram o recorde de 17,4 milhões de toneladas, permitindo um resultado que foi ajudado, também, pelo aumento de 22,3% do preço no mês. “Temos uma recuperação da demanda mundial, preços de importantes produtos da pauta de exportação brasileira em alta, além da concentração dos embarques de soja. Tivemos uma safra tardia este ano, o que fez com que os embarques aumentassem mais em março e abril, em detrimento de fevereiro e janeiro. Mesmo assim, temos uma safra recorde e uma demanda mundial aquecida, o que fez com que esse produto tivesse um destaque”, disse Brandão.

Na Indústria Extrativa, houve aumento de 70,7% no preço. “Só o minério de ferro apresentou crescimento de 92%, ao compararmos o preço de abril deste ano com abril do ano passado. O preço de exportação desse produto chegou a US$ 126 a tonelada, muito próximo das máximas históricas, que foram em 2011, quando chegou a US$ 136 a tonelada”, lembrou o subsecretário.

Alta das importações

A Secex também constatou crescimento das importações em todos os setores. A Indústria de Transformação – que representa 90% das compras – teve aumento de 42,6%. Em quantidades, esse segmento registrou alta de 30% nas compras, puxada por insumos e bens intermediários.

Apontando o gráfico das importações pela média diária, Herlon Brandão chamou a atenção para o fato de que a pandemia da Covid-19 e a desaceleração da economia em 2020 produziram “um vale no meio do ano”, enquanto em 2021 há uma trajetória mais sustentada, com uma média em torno de US$ 800 milhões por dia útil, em todos os meses do ano. “Devemos observar crescimentos elevados das importações, por efeito de base de comparação, ao longo do ano”, previu.

Destinos e origens

Em relação aos destinos, aumentaram em 55,1% as vendas para a China, mas Brandão salientou que a alta foi registrada para toda a Ásia, a exemplo do Japão, que comprou 36% a mais do Brasil no mês passado. Para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a alta foi de 53% e, para a Coreia, de 43,6%.

Em abril, o Brasil também vendeu mais para a Argentina (+88,2%), totalizando US$ 900 milhões, enquanto para os Estados Unidos (+33,7%) foram US$ 2,32 bilhões e para a União Europeia (+37%) as vendas totalizaram US$ 3,45 bilhões. “São crescimentos expressivos para todas as regiões, mas com características diferentes entre si”, ponderou Brandão.

Isso porque, para a Ásia, o aumento é sobre uma base elevada de 2020, com grande impacto do preço. Por outro lado, para destinos como Argentina, Estados Unidos e União Europeia, a base de comparação de abril de 2020 é baixa, considerando os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre as compras desses países no ano passado.

Previsões

Herlon Brandão lembrou que em janeiro a Secex divulgou uma previsão “mais modesta” – de 5% no crescimento das exportações para o ano – devido a um cenário de incerteza em relação aos efeitos da pandemia, ritmo de vacinação e comportamento dos consumidores. Com os resultados dos primeiros três meses, a projeção foi revisada para US$ 266,6 bilhões de exportações no ano, o que seria um recorde anual.

“Esse último resultado projetado mostrava um crescimento de 27%. O crescimento no quadrimestre, até agora, é de 26,6%. Então, essa projeção do primeiro trimestre antecipou esse bom resultado de abril. Por mais que possamos achar surpreendente, está dentro do que foi previsto até agora e, por enquanto, não há motivo para acreditar que vá se alterar essa expectativa”, afirmou.

De acordo com o subsecretário, o mesmo vale para as previsões de importações e do saldo comercial: “Quando divulgamos essa projeção, a expectativa era de um saldo de quase US$ 90 bilhões. Então, o saldo expressivo de abril, de US$ 10 bilhões, também está dentro desse contexto”, concluiu Herlon Brandão.

Fonte: Ministério da Economia
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Notícias Serviço

Usuários poderão avaliar serviços de informação e abastecimento prestados pela Conab no país

Plataforma permite que qualquer indivíduo seja um avaliador

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Desde a segunda-feira (26), todos os usuários dos serviços prestados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderão avaliar sua experiência em relação à qualidade do trabalho e do atendimento da estatal. A nova plataforma virtual do Conselho de Usuários de Serviços Públicos, da Controladoria-Geral da União (CGU), agora também disponibiliza uma enquete sobre a Companhia, que possibilita à sociedade e ao governo identificar os desafios e as necessidades para desenvolver a empresa.

Os itens questionados incluem perguntas sobre a tempestividade das informações agropecuárias disponibilizadas, a facilidade de navegação no Portal da Companhia e a avaliação do site em relação a outros que contêm dados do setor agrícola e de abastecimento. Os serviços da Conab inicialmente passíveis de avaliação são os de armazenagem, cadastro e consulta na rede armazenadora do país, transparência na gestão dos estoques públicos e informações de safra e indicadores da agropecuária.

A plataforma permite que qualquer indivíduo seja um avaliador. O objetivo é acompanhar e verificar a qualidade dos atendimentos governamentais e ampliar a participação no controle social da Administração Pública.

O funcionamento dos conselhos de usuários é totalmente virtual e qualquer cidadão interessado pode participar. Para se cadastrar, é necessário ter inscrição no Gov.br e um perfil no Fala.BR, que é o sistema integrado de Ouvidoria e Acesso à Informação. Após a inclusão nesses sistemas, o acesso à plataforma é liberado para atuar nas avaliações. Por meio dessa ferramenta, também é possível receber periodicamente outras pesquisas de avaliação e propor soluções para o melhor atendimento às necessidades da população.

Acesse aqui a avaliação dos serviços oferecidos pela Conab e conheça também a página do Conselho de Usuários para outras enquetes.

Fonte: Conab
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Notícias Previsão do Tempo

Sistema Nacional de Meteorologia prevê frio intenso em partes do país nos próximos dias

Com a entrada de uma nova e intensa onda de frio, as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sul da região Norte devem ter queda de temperatura entre os dias 28 de julho e 1° de agosto. Também há previsão de geadas amplas

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Com as atualizações dos principais modelos numéricos de previsão do tempo de na segunda-feira (26) e as análises dos Meteorologistas do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), persiste a previsão de que a partir desta terça-feira (27) as temperaturas entrem em declínio acentuado no Rio Grande do Sul. Com o deslocamento da frente fria, a chuva ainda está prevista para os três estados da Região Sul até amanhã e também deverá atingir o sul do Mato Grosso do Sul; posteriormente no dia 28 (quarta-feira), deverá ocorrer no Sudeste (leste de São Paulo com maiores volumes), sul de Minas Gerais, e na sequência, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ainda no dia 28, a presença de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, intensificará os ventos no litoral da Região Sul e também favorecerá a incursão de umidade nas serras gaúcha e catarinense. A combinação de umidade com o ar frio poderá favorecer à ocorrência de chuva congelada e/ou queda de neve nas áreas de maior altitude.

Além da Região Sul, o ar frio predominará por toda a Região Sudeste, Centro-Oeste e sudoeste da Amazônia Legal entre os dias 28 e 31/07, ocasionando mais um episódio de Friagem. Já no período de 30/07 a 01/08, o ar frio deverá avançar também pelo sul da Bahia e partes do interior da Região Nordeste (declínios de temperaturas entre 6ºC e 4°C, especialmente nas áreas de maior altitude).

Geadas

Já há indícios de ocorrências pontuais na região da Campanha Gaúcha, na fronteira com o Uruguai, na madrugada do dia 27 (terça-feira). Já na madrugada do dia 28 (quarta-feira), há previsão de geadas amplas, que podem chegar à forte intensidade em algumas áreas, em todo interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do sul e sudoeste do Paraná e, com menores chances, de forma mais pontual e de menor intensidade, entre o noroeste do Paraná e o extremo sul do Mato Grosso do Sul.

No dia 29/07, há previsão de geada ampla em praticamente toda a Região Sul, sul do Mato Grosso do Sul e sudeste de São Paulo (com intensidade variando de moderada a forte). Também não se descarta episódio pontual de chuva congelada nas áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira (divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – região de Itatiaia);

Já no dia 30/07 a previsão de geada se entende para todo o estado de São Paulo, sul, Campo das Vertentes, oeste, Triângulo e Alto Paranaíba em Minas Gerais (área de divisa com São Paulo – Serra da Mantiqueira, poderão ter intensidade moderada a forte). Também poderá ocorrer de forma mais isolada no sul de Goiás.

A previsão de geadas pode ser consultada na Plataforma de Monitoramento de possíveis Geadas no Brasil

Fonte: Mapa
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Notícias

Central de resíduos de Campos Novos é modelo para as demais unidades da BRF

Localizada no Meio-Oeste de SC, a unidade conta com duas áreas para armazenagem temporária de descartes da fábrica e de setores administrativos

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Foto: Assessoria

Uma das maiores companhias de alimentos do mundo, a BRF investe em ações de sustentabilidade conectadas à Visão 2030 da empresa por meio dos seus 22 compromissos globais e transversais aos aspectos ESG (Ambiental, Social e de Governança). Próxima de completar 10 anos, a unidade de Campos Novos está conectada com essa agenda de sustentabilidade e conta com uma central de resíduos que se transformou em modelo para as demais plantas. A unidade possui duas centrais para armazenamento temporário de resíduos Classe I e II. O projeto em linha com as ambições do plano de sustentabilidade são: atuar em sinergia com os nossos parceiros e impactar positivamente as comunidades, inovar e obter soluções sustentáveis para desafios globais, promover o bem-estar animal, ser inclusivo, plural e diverso, preservar o meio ambiente e ser ecoeficiente.

A diretora de Sustentabilidade da BRF, Mariana Modesto, afirma que a Companhia busca evolução constante nos patamares de gestão ambiental. “Como empresa global, a inclusão de critérios de sustentabilidade à gestão e à estratégia é uma jornada permanente que visa antecipar transformações de mercado e mitigar os riscos e seus impactos”, destaca. “Buscamos ser cada vez mais ecoeficientes através da gestão sustentável da nossa cadeia”.

Colocada em operação há pouco mais de um ano, a central II recebe os resíduos gerados pela fábrica, como papel, plástico, resíduos não recicláveis e orgânicos, bombonas de produtos de higienização e de óleo sintético, sucatas metálicas, que vão para uma área impermeabilizada, com cobertura, contenção e acesso restrito. Depois de prensados, os materiais são destinados para terceiros homologados e licenciados com controle ambiental adequado para a destinação final. O prédio da central conta com baias identificadas de acordo com a coleta seletiva e o armazenamento é realizado em contêineres. O projeto da central de resíduos atende as NBRs 12.235 e 11.174 (normas técnicas e possuem inúmeras aplicações para padronização de documentos, processos produtivos e procedimentos).

“A central de resíduos de Campos Novos conta com um mapa de processos e também um padrão técnico onde estão descritos os procedimentos a serem executados no local”, ressalta o gerente da unidade, Vitório Almeida. “Esse documento, registrado com um padrão simples e prático, está fixado dentro da própria central”. A planta conta com outra área, também adequada chamada de Central de Resíduos I, que recebe os resíduos exclusivamente de setores externos e administrativos, banheiros e restaurante.

Fonte: Assessoria
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