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Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil atinge recorde no abate bovino com quase 43 milhões de cabeças

Resultado reflete mercado aquecido e expansão da atividade na maioria das regiões produtoras.

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Foto: Shutterstock

O abate de bovinos no Brasil alcançou 42,94 milhões de cabeças em 2025, alta de 8,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior já registrado na série histórica da pesquisa, superando o recorde anterior.

Todos os trimestres do ano apresentaram crescimento na comparação com 2024. Um dos destaques foi o aumento na participação de fêmeas, que atingiu 46,8% do total abatido, chegando a superar o número de machos no segundo trimestre.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Também houve avanço no abate de animais jovens, especialmente novilhas, que representaram 78% das 8,4 milhões de cabeças dessa categoria. O cenário foi impulsionado pela forte demanda interna e pelo desempenho das exportações.

O crescimento foi registrado em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No quarto trimestre de 2025, o abate somou 11,04 milhões de cabeças, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 14% na comparação com o mesmo período de 2024.

Fonte: Agência IBGE

Bovinos / Grãos / Máquinas

Paraná debate fortalecimento da cadeia do leite

Produtores, autoridades e parlamentares discutem políticas públicas, competitividade e fiscalização da lei sobre leite em pó importado.

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O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), participou, no dia 14 de março, do encontro Leite com Dignidade, realizado durante a Expobel, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O evento reuniu produtores, lideranças do setor, parlamentares e representantes do poder público para discutir os principais desafios da cadeia produtiva do leite, como questões sobre competitividade, importações de produtos lácteos e políticas públicas para o setor.

Na ocasião, um dos temas debatidos foi a aplicação da Lei Estadual nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado destinado ao consumo humano no Paraná. A fiscalização da norma envolve órgãos de controle sanitário e de defesa agropecuária, entre eles a Adapar, que fica responsável por atuar no acompanhamento e na verificação do cumprimento da legislação no Estado.

A programação também incluiu discussões sobre os impactos das importações na cadeia produtiva do leite e a necessidade de fortalecimento da organização institucional dos produtores no Estado. Entre os temas apresentados esteve ainda o projeto de criação do Instituto Nacional do Leite.

A proposta busca a estruturação de uma instância nacional voltada ao desenvolvimento de políticas públicas para o setor. Lideranças do setor apresentaram iniciativas de mobilização dos produtores, incluindo um documento que reúne demandas e propostas para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no país.

Economia

A cadeia leiteira tem um papel relevante na agropecuária paranaense. Anualmente são produzidos aproximadamente 4,6 bilhões de litros de leite no Paraná. A atividade possui forte presença da agricultura familiar e contribui para a geração de renda no campo, além de movimentar cooperativas e agroindústrias em diversas regiões do Estado.

Na região Sudoeste, considerada um dos principais polos leiteiros do Paraná, a produção se aproxima de 1 bilhão de litros por ano. A regional de Francisco Beltrão concentra cerca de 600 milhões de litros anuais, consolidando-se como uma das áreas de maior destaque na produção estadual. Na região dos Campos Gerais está localizado o município com maior produção de leite do país, Castro, responsável pela produção anual de mais de 480 milhões de litros de leite.

Premiação

A 2ª edição do Prêmio de Queijos Coloniais foi mais uma das atrações da Expobel. O concurso reuniu 49 produtores de queijo do Paraná, que disputaram nas categorias de queijo colonial tradicional e queijo colonial diferenciado. Ao todo, seis produtos foram premiados. O concurso foi realizado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Paraná (IDR-PR), com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a prefeitura de Francisco Beltrão.

Fonte: Assessoria Adapar
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Bovinos / Grãos / Máquinas Na África

Brasil abre mercado em Ruanda para exportação de gado vivo e material genético

Negociação inclui bovinos e búfalos para reprodução, engorda e abate, além de embriões e sêmen. África importou mais de US$ 392 milhões do Brasil em 2025 e passa a ganhar peso na estratégia comercial do setor.

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Foto: Fabiano Bastos

O governo brasileiro finalizou negociações sanitárias e comerciais que habilitam o país a exportar gado vivo e material genético para Ruanda. O pacote inclui bovinos e búfalos destinados à reprodução, bovinos para engorda e abate, além de embriões bovinos e bubalinos e sêmen bovino.

Foto: Shutterstock

A abertura amplia o alcance da pecuária brasileira em um mercado africano com demanda crescente por genética e reposição de rebanhos. A possibilidade de envio de animais vivos para diferentes finalidades – reprodução, recria e abate – indica um escopo mais amplo de atuação, que vai além da venda de genética e inclui fornecimento direto de animais para sistemas produtivos locais.

Os embarques de embriões e sêmen reforçam a inserção do Brasil em programas de melhoramento genético no exterior, com potencial de contratos de médio e longo prazo. Esse tipo de operação costuma agregar maior valor e envolve também serviços associados, como assistência técnica, manejo reprodutivo e transferência de tecnologia.

O continente africano vem ganhando peso na estratégia comercial brasileira. Em 2025, as exportações de gado vivo e

Foto: Divulgação

material genético bovino para a região superaram US$ 392 milhões, refletindo a expansão da demanda por proteína animal e o crescimento populacional em diversos países.

Com a habilitação de Ruanda, o agronegócio brasileiro soma 552 aberturas de mercado desde o início de 2023, em diferentes cadeias produtivas. No caso da pecuária, o avanço reforça a diversificação de destinos e reduz a dependência de mercados tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia o espaço para a genética brasileira em sistemas produtivos em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rrual
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Avaliação do comportamento de Brangus ajuda eficiência e bem-estar na pecuária

Pesquisadores utilizam sensores para classificar bovinos de acordo com a reatividade, promovendo manejo mais seguro e produtivo.

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Foto: Daniela Collares

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul vêm utilizando uma metodologia simples e objetiva para avaliar o temperamento de bovinos da raça Brangus. O comportamento dos animais Brangus é um dos focos de um projeto de melhoramento genético da raça, que busca identificar animais mais dóceis, que posteriormente serão utilizados em cruzamentos, para a formação de linhagens com essa característica de comportamento.

Foto: Divulgação

O método mede a chamada velocidade de fuga, indicador que revela o grau de reatividade do animal durante o manejo. A metodologia é utilizada em estudos sobre comportamento animal e para a seleção de animais Brangus mais dóceis e adaptados aos sistemas de produção do sul do Brasil. No mês de março, machos e fêmeas entre um e dois anos passaram pela avaliação nos campos experimentais da Embrapa, em Bagé (RS).

A iniciativa integra o projeto de melhoramento genético da raça Brangus, que busca aprimorar características produtivas e comportamentais com apoio da genômica. Álvaro Fonseca, médico veterinário da Embrapa Pecuária Sul, salienta que esse é um procedimento que serve como base para classificar os animais com temperamento menos reativo, relacionando a docilidade, podendo servir como ferramenta de seleção ou descarte de animais.

O sistema funciona em um trajeto curto, de cerca de 2,70 metros, equipado com sensores na entrada e na saída.

Foto: Carolina Jardine

Quando o animal passa pelo primeiro sensor, o tempo começa a ser registrado. Ao cruzar o segundo sensor, o sistema marca a saída e calcula automaticamente o tempo e a velocidade com que o bovino percorreu o percurso.

A partir dessa informação, é possível calcular o tempo de fuga e a velocidade de fuga do animal. “Os animais mais dóceis têm uma tendência de fazer em maior tempo o trajeto. É um animal que vai sair caminhando lentamente, que vai manter um comportamento mais tranquilo. Então, com isso, conseguimos identificar aqueles animais que serão selecionados pela pesquisa”, explica Fonseca. Já os animais mais reativos deixam o equipamento rapidamente, com maior velocidade de fuga.

Precisão da avaliação

Foto: Gustavo Rafael

Para aumentar a precisão da avaliação, cada animal passa por duas medições, e a média dos resultados gera um índice de temperamento. Esse indicador permite classificar os animais de acordo com o comportamento. Fonseca salienta que a partir desses resultados, conseguimos classificar o temperamento dos bovinos e identificar aqueles com comportamento mais calmo ou mais agitado no rebanho.

A identificação de bovinos mais dóceis é importante para o sistema produtivo, sendo uma das características que Embrapa está mensurando para o melhoramento genético da raça. Animais com temperamento mais tranquilo facilitam o manejo, reduzem riscos de acidentes e contribuem para o bem-estar animal, além de favorecerem sistemas de produção mais eficientes. Além disso, o temperamento pode influenciar o desempenho e a eficiência produtiva, tornando-se um critério relevante na pecuária de corte.

Origem da raça Brangus

A raça teve origem nos Estados Unidos, no início do século 20, a partir do cruzamento entre animais das raças

Foto: Divulgação

Aberdeen Angus e Brahman. No Brasil, os trabalhos começaram em 1945, na Fazenda Experimental Cinco Cruzes, em Bagé, onde hoje é a Embrapa Pecuária Sul, com cruzamentos entre animais Nelore e Angus.

Os primeiros animais com a composição genética 3/8 Nelore e 5/8 Angus nasceram em 1955. Inicialmente chamada de Ibagé, a raça passou a ser conhecida como Brangus-Ibagé e, mais tarde, consolidou-se apenas como Brangus.

A proposta era desenvolver uma raça bovina adaptada às condições das pastagens naturais do Rio Grande do Sul e também às condições de regiões de clima tropical.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
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