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Brasil apresenta nos EUA tendências em tecnologia para produção e processamento de proteína animal

Indústria brasileira participa da Feira Internacional de Produção e Processamento, maior exposição mundial do setor. Evento acontece em Atlanta, entre 24 e 26 de janeiro.

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Foto: Divulgação

Dez empresas brasileiras estão entre os expositores da Feira Internacional de Produção e Processamento (IPPE da sigla em inglês), que acontece entre os dias 24 e 26 de janeiro em Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos. A participação é promovida pelo Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A IPPE é a maior exposição mundial de tecnologia, equipamentos, suprimentos e serviços usados na produção e processamento de ovos e carnes, bem como na fabricação de ração animal. Nesta edição, o evento receberá a Cúpula Latino-Americana de Avicultura 2023, com o tema “Alinhando esforços para um mundo avícola integrado”. Alinhadas à temática, as expositoras brasileiras disponibilizam soluções em prol da qualidade de vida do agricultor, por meio de tecnologias que contribuem para o aumento da produtividade, rendimento do trabalho, qualidade e segurança.

A participação brasileira contará com a presença das fabricantes Farenzena, Fornari, Hightech, Ibraflex, Lenke, Plasmetal, Tecmaes, Torfresma, Usitec e Vantec. Com atuação expressiva no mercado nacional, essas dez empresas apresentarão maquinários e lançamentos que serão expostos no Pavilhão Brasil, promovido pelo Programa BMS. “Por se tratar de um evento de proporção mundial, que reúne toda a cadeia voltada ao setor de produção e processamento e acontece no segundo maior país consumidor de carne do mundo – Estados Unidos, apresentar máquinas e equipamentos que são desenvolvidos com tecnologia de ponta, de acordo com as demandas do mercado, contribui para o fortalecimento da nossa imagem, principalmente perante os mercados norte-americano e latino, destacando a qualidade e a competitividade da indústria brasileira”, menciona a diretora de Mercado Externo da Abimaq, Patrícia Gomes.

Entre as principais questões debatidas atualmente no mercado, estão as que envolvem segurança alimentar, custos e eficiência na produção, contínuo aumento da produtividade, sustentabilidade e ampliação do consumo.  Para auxiliar as indústrias do setor dentro deste contexto, os fabricantes brasileiros apresentarão na IPPE esteiras modulares, empilhadeiras, laminadoras, soluções para frigoríficos, ferramentas de automatização de processos de encaixotamento, paletização e movimentação de caixas, robôs industriais, equipamentos para fechar, codificar e etiquetar embalagens, máquinas para biomassa, desossadoras mecânicas, moedores, massageadores, emulsificadores, equipamentos para reciclagem e para produção de ração farelada (desde o recebimento, armazenagem, dosagem, processamento de moagem e misturas até a expedição automatizada a granel), entre outras soluções e tendências focadas em qualidade, tecnologia, inovação, biossegurança, baixa manutenção e alta produtividade.

Mercado norte-americano

Patrícia destaca a importância estratégica do mercado norte-americano. De acordo com a executiva, “os Estados Unidos são o segundo maior consumidor de proteína animal do mundo, ficando atrás somente da China, fato que abre um leque de oportunidades para que os fabricantes brasileiros realizem negócios com a indústria local”.

Vale ressaltar, também, que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos aumentou a uma taxa anualizada de 3,2% no terceiro trimestre, segundo o Departamento de Comércio Americano. Com isso, o país confirma que interrompeu a sequência de duas quedas trimestrais consecutivas, o que havia levantado preocupações de que a economia estaria numa recessão.

Em 2022, as importações norte-americanas de máquinas e equipamentos brasileiros para proteína animal movimentaram cerca de 114,5 milhões de dólares, crescimento de 316% nos últimos cinco anos. Ainda em 2022, os EUA representaram 12% do mercado brasileiro de exportação, que totalizou 963,8 milhões de dólares.

É Importante ressaltar, por fim, que o público estimado para a IPPE é de mais de 25 mil visitantes em Atlanta e o evento contará com cerca de 1.200 expositores de uma centena de países, possibilitando que as empresas participantes tenham contato estratégico não só com o mercado americano, mas também com compradores qualificados da América Latina.

Fonte: Ascom

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros

Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

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As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.

O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.

No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.

Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.

As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.

Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.

Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia

Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT

O avanço das negociações para um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China esteve entre os temas tratados em uma conversa telefônica realizada no domingo (26) entre os governos dos dois países. A discussão ocorreu em meio ao esforço para ampliar a integração econômica e a cooperação em áreas estratégicas.

Foto: Divulgação

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), houve convergência sobre a necessidade de acelerar as tratativas para um acordo que envolva os dois blocos comerciais. O comunicado informou que as partes defenderam a importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.

Além da agenda comercial, a conversa abordou projetos nacionais de desenvolvimento e a ampliação da cooperação em setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Os dois governos também destacaram o desempenho das relações comerciais bilaterais e avaliaram iniciativas recentes de aproximação, como a isenção de visto para viagens de curta duração entre os países, em vigor desde maio, e as ações previstas no Ano Cultural Brasil-China 2026.

Conflitos internacionais

Os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética também fizeram parte da pauta. Segundo

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

a Secom, os dois países manifestaram preocupação com a continuidade da crise humanitária em Gaza. “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informou o comunicado.

Outro ponto discutido foi a instabilidade provocada pelas restrições à navegação em importantes rotas marítimas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb. Na avaliação dos governos, eventuais interrupções nesses corredores podem afetar a economia mundial.

Brasil e China também destacaram a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada pelos dois países na Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à busca de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises globais, os dois governos reafirmaram a defesa do multilateralismo e o compromisso de ampliar a coordenação em fóruns internacionais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira

Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

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Foto: Divulgação

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.

Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.

O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.

Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.

Fonte: Assessoria ANDA
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