Avicultura
Brasil amplia venda de ovos ao Catar e Emirados Árabes
Os dois países ficaram entre os cinco maiores importadores da proteína brasileira produzida em 2024.

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram em 108,7% as importações de ovos produzidos no Brasil em 2024 com a importação de 2.354 toneladas. Foi o segundo principal destino das vendas desse produto atrás apenas do Chile, segundo o consolidado do ano passado divulgado na quarta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Catar, por sua vez, ampliou suas importações de ovos brasileiros em 7,1%, para 1.107 toneladas. Foi o quinto principal importador atrás de Estados Unidos (3º) e Japão (4º).
No ano, as exportações de ovos in natura e processados somaram 18,4 mil toneladas, em queda de 27,3% em comparação com 2023. A receita obtida com essas exportações em 2024 foi de US$ 39,2 milhões, em queda de 37,9% em comparação com o ano anterior. Em dezembro, contudo, as exportações cresceram 116,8% em volumes, com um total de 2,05 mil toneladas, e 72,2% em valores, para US$ 4,3 milhões, sempre na comparação com dezembro de 2023.
Em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que as exportações foram pressionadas pela demanda interna, mas, mesmo assim, se mantiveram muito acima do observado dois anos atrás. “Ao mesmo tempo, o último trimestre de 2024 marcou o início de um fluxo positivo nas exportações brasileiras de ovos, em patamares que deverão se sustentar ao longo de 2025”, afirmou.

Avicultura
Cenário econômico e riscos ao comércio exterior levam avicultura gaúcha a reduzir produção
Setor cita retração do consumo, volatilidade internacional e preocupação com possíveis restrições às exportações brasileiras.

Na esteira do movimento anunciado na semana passada pela indústria de ovos, o segmento gaúcho de carne de frango também avalia reduzir o ritmo de produção. A medida vem sendo discutida por representantes da cadeia avícola diante do cenário econômico e comercial, marcado por incertezas no mercado interno e no ambiente internacional.
Segundo a avaliação do setor, a instabilidade da economia brasileira tem influenciado o comportamento do consumidor, que adota uma postura mais cautelosa diante das oscilações econômicas, afetando a demanda por alimentos.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN
Entre os fatores que pressionam o mercado, a indústria destaca o elevado nível de endividamento das famílias, agravado pelo crescimento das apostas online, que, segundo informações divulgadas recentemente pela mídia, vêm comprometendo uma parcela significativa da renda da população.
No cenário externo, as preocupações envolvem o agravamento das tensões geopolíticas, o aumento de tarifas e a criação de novas barreiras comerciais, fatores que elevam a insegurança para as empresas exportadoras.
Outro ponto de atenção é a retomada dos conflitos no Oriente Médio, que provocou oscilações na cotação internacional do petróleo. De acordo com o setor, esse movimento pode aumentar os custos de produção, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis.

Também preocupa a possibilidade de restrições da União Europeia às exportações brasileiras de proteína animal, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026. Na avaliação da indústria, a medida representa um risco relevante para a avicultura nacional.
Diante desse cenário, representantes da cadeia afirmam que o setor enfrenta um momento de elevada complexidade e defendem uma análise estratégica por parte de produtores e indústrias para preservar a sustentabilidade econômica das atividades.
Uma das alternativas em discussão é a desaceleração temporária da produção até que o ambiente econômico e comercial apresente maior estabilidade.

Apesar das dificuldades, o setor ressalta que a competitividade entre as empresas continua sendo um fator inerente à atividade e reforça a busca por eficiência. “A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações.”
A indústria também avalia que o contexto atual exige planejamento e decisões criteriosas. “Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios.”
Avicultura
Frango congelado acumula estabilidade após alta de 0,97% no dia
Cotação paulista encerrou a semana em R$ 7,26/kg, conforme o Indicador Cepea/Esalq.

O preço do frango congelado em São Paulo apresentou alta na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Frango Congelado Cepea/Esalq. O produto foi negociado a R$ 7,26/kg, com valorização diária de 0,97% e estabilidade no acumulado do mês.
Na quinta-feira (09), a cotação ficou em R$ 7,19/kg, sem alteração no dia e com recuo de 0,96% no mês. Na quarta-feira (08), o preço também foi de R$ 7,19/kg, com leve alta diária de 0,14% e queda mensal de 0,96%.
No início da semana, o mercado registrou poucas oscilações. Na terça-feira (07), o frango congelado foi cotado a R$ 7,18/kg, estável no dia e com retração mensal de 1,10%. Na segunda-feira (06), a cotação também ficou em R$ 7,18/kg, com variação diária negativa de 0,28% e recuo de 1,10% no acumulado do mês.
Avicultura
Chile impulsiona alta nas exportações brasileiras de ovos
Maior demanda do mercado chileno fortalece os embarques brasileiros, embora o volume permaneça abaixo do registrado um ano antes.




