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Brasil amplia reserva genética em cofre global de sementes na Noruega
Nova remessa enviada pela Embrapa eleva para 8.149 o número de acessos brasileiros preservados em Svalbard, estrutura criada para proteger a biodiversidade agrícola mundial.

A Embrapa reforçou a participação brasileira na conservação da biodiversidade agrícola mundial com o envio de uma nova remessa de sementes ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. A entrega foi realizada na terça-feira (10) pela presidente da instituição, Silvia Massruhá, e inclui 24 novos acessos de culturas consideradas estratégicas para a agricultura, entre elas caju, fava, amendoim, mamona e gergelim.
Com a nova remessa, o Brasil passa a contar com 8.149 acessos armazenados no chamado “cofre do fim do mundo”, estrutura criada para proteger recursos genéticos agrícolas contra riscos como conflitos armados, eventos climáticos extremos, surtos de pragas e outras ameaças globais.
Localizado na ilha de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, o banco reúne atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes pertencentes a mais de 5 mil espécies, provenientes de 223 países e territórios. O armazenamento é realizado por instituições de pesquisa e bancos genéticos de diversas partes do mundo, responsáveis por preservar a diversidade agrícola de suas regiões.
Durante a agenda na Noruega, Silvia Massruhá esteve acompanhada pelo coordenador do Laboratório Virtual da Embrapa na Europa (Labex Europa), Elcio Guimarães, que dará continuidade às articulações e potenciais parcerias institucionais discutidas durante a missão. Antes da visita ao silo de sementes, a presidente se reuniu com o governador de Svalbard, Lars Fause, e foi recebida no banco pelo coordenador Åsmund Asdal.
Segundo a Embrapa, os novos materiais enviados foram selecionados a partir de coleções mantidas por diferentes centros de pesquisa da instituição. Os acessos de caju são provenientes da Embrapa Agroindústria Tropical; os de fava, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia; enquanto amendoim, mamona e gergelim foram disponibilizados pela Embrapa Algodão.
Culturas básicas lideram acervo brasileiro
Desde 2012, a Embrapa representa o Brasil no banco global de sementes. Entre os materiais já depositados, predominam espécies de grande importância para a alimentação humana, especialmente arroz, feijão e milho.
De acordo com o pesquisador Juliano Pádua, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o País possui atualmente 4.850 acessos de arroz, 739 de milho e 514 de feijão armazenados em Svalbard. O acervo também inclui forrageiras, frutíferas, hortaliças, espécies florestais, soja e trigo.
A predominância dessas culturas está relacionada à relevância para a segurança alimentar global e à adaptação desenvolvida ao longo de séculos de cultivo em território brasileiro, características consideradas importantes pelo Banco de Svalbard.
Banco brasileiro guarda quase 126 mil amostras
Além da participação na reserva internacional, a Embrapa mantém em Brasília (DF) o maior banco de sementes do Brasil e da América Latina. O acervo reúne quase 126 mil amostras de 1.213 espécies vegetais.
As sementes são armazenadas em câmaras frias a 18 graus Celsius negativos, condição que permite conservar sua viabilidade por décadas ou até séculos. Atualmente, a estrutura possui capacidade para armazenar até 600 mil amostras em quatro câmaras, com previsão de expansão para 900 mil unidades.
A conservação genética realizada pela Embrapa não se restringe às plantas. A instituição também mantém coleções de animais e microrganismos de interesse para a pesquisa agropecuária, formando um patrimônio biológico utilizado no desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção sustentável, à segurança alimentar e à inovação no campo.
Para a empresa, a preservação desses recursos genéticos representa uma estratégia de longo prazo para garantir alternativas de produção diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente demanda mundial por alimentos.

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Copel Agro ultrapassa 50 mil atendimentos, com 95% de aprovação dos clientes
No total, em 70 dias foram 51,2 mil contatos feitos por clientes com pedidos de suporte de religamentos

Em pouco mais de dois meses de funcionamento, o Programa Copel Agro ultrapassou a marca dos 50 mil atendimentos personalizados a produtores rurais da cadeia de proteína de todo o Paraná pela linha direta 0800 643 76 76. Desde abril, quando o programa foi lançado, o grau satisfação reportado em pesquisa pelos clientes após o atendimento foi de 95%.
No total, em 70 dias foram 51,2 mil contatos feitos por clientes com pedidos de suporte de religamentos, em casos de interrupções temporárias, solicitações de novas ligações e de outros serviços da companhia. No período, também foram realizadas ligações de retorno, com previsões de serviços e confirmação de restabelecimento de energia em propriedades rurais.
“O Copel Agro permite a interação entre as partes e o detalhamento da demanda. Essa escuta qualificada faz a diferença”, afirma o gerente executivo do programa, Marcelo Gonçalves. “São atendimentos diversos, não apenas emergenciais, mas também comerciais”, completa. Fruto de construção coletiva da Copel com representantes do setor produtivo paranaense, o programa tem se consolidado como importante suporte ao desenvolvimento do agronegócio.
Para o presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a assistência que a ferramenta proporciona confere mais confiança ao setor. “O Copel Agro é um canal estratégico para ouvir as demandas do setor produtivo. Continuamos abertos ao diálogo com a Copel para garantir que os serviços sejam prestados da melhor forma possível, atendendo plenamente às necessidades das cooperativas e dos produtores”, ressalta.
Com o Copel Agora, o produtor paranaense de proteína animal, seja de frango, suíno, leite, peixe ou outras, pode chamar pelo telefone 0800 643 76 76. Os teleatendentes estão à disposição 24 horas por dia, sete dias por semana.
Infraestrutura
São cerca de 76 mil clientes da cadeia de proteína (peixe, frango, leite) atendidos pelo programa em todo o território paranaense. Além da linha direta dedicada, o Copel Agro envolve infraestrutura própria que contempla equipe dedicada no Centro de Operações da Copel, a ampliação do quadro de eletricistas em regiões com maior produção agrícola, a implantação de escolas de eletricistas em regiões estratégicas para o reforço do quadro próprio de profissionais e a utilização de tecnologia de ponta para a conectividade das equipes de campo (Starlink).
Para orientar os produtores rurais quanto à atualização e a manutenção da rede elétrica interna e ao bom funcionamento de sistemas de energia nas propriedades rurais, a Copel firmou uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR).
O foco é buscar que o produtor rural tenha estabilidade da energia fora e dentro da propriedade. Isso passa por ações permanentes de prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, com a realização de podas, orientações quanto à aprovação, junto à Copel, de projetos de placas solares para evitar sobretensão e o monitoramento da manutenção de sistemas de geradores e baterias.
LINHA DIRETA – Pela linha direta 0800 643 76 76, exclusiva do Copel Agro, os produtores rurais são atendidos por teleatendentes que atuam 24 por dia, sete dias por semana, para o encaminhamento de demandas relacionadas à energia elétrica.
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Oferta recorde do Brasil e safra dos EUA seguram cotações da soja em Chicago
Amplo volume global e avanço do plantio norte-americano reduziram prêmios de risco climático e limitaram ganhos na CBOT.

O mercado da soja registrou pouca variação em abril na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo o equilíbrio entre fatores de pressão e de sustentação sobre os preços. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a ampla oferta global continuou limitando avanços mais expressivos das cotações, enquanto a valorização do óleo de soja ajudou a dar suporte ao mercado.

Foto: Sistema CNA/Senar
Entre os fatores que pressionaram os preços esteve a colheita recorde brasileira, somada ao bom desenvolvimento inicial da safra norte-americana. O avanço consistente do plantio nos Estados Unidos reduziu os prêmios de risco climático e reforçou a percepção de maior conforto no balanço global da oleaginosa. Além disso, a demanda internacional mais cautelosa, especialmente por parte da China, restringiu movimentos de alta mais significativos.
Por outro lado, o óleo de soja acumulou mais um mês de valorização. O movimento foi impulsionado pelas expectativas de forte demanda relacionada à política de biocombustíveis dos Estados Unidos, pela concorrência com outros óleos vegetais e pelo suporte vindo da alta dos preços do petróleo.
Com esse cenário, a média da soja na CBOT encerrou abril em US$ 11,67 por bushel, resultado 0,4% inferior ao registrado em março.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
No mercado brasileiro, os preços permaneceram limitados pela elevada oferta durante o período de colheita e pela necessidade de comercialização dos produtores para o cumprimento de compromissos financeiros com vencimento em 30 de abril. Embora os prêmios de exportação tenham oferecido alguma sustentação, especialmente nos últimos dias do mês, o fortalecimento do real frente ao dólar também contribuiu para pressionar as cotações recebidas pelos produtores.
Em Sorriso (MT), a média de preços foi de R$ 101,60 por saca em abril, registrando leve alta de 0,2% na comparação com março.
Mesmo diante do ambiente de preços pressionados, os produtores aceleraram as negociações ao longo do mês para reforçar o fluxo de caixa e atender obrigações financeiras. Com isso, a comercialização da safra brasileira atingiu 55% do volume produzido, o equivalente a cerca de 99 milhões de toneladas de um total projetado de 180 milhões de toneladas.
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Agro exporta US$ 16 bilhões em maio e responde por metade das vendas externas do Brasil
Impulsionado pela soja e pelas proteínas animais, setor registra crescimento de 8,2% no mês e acumula recorde de US$ 70,5 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026.

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho garantiu ao setor participação de 50,2% nas exportações totais do Brasil no período.

Foto: Shutterstock
No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6%, também recorde para os cinco primeiros meses do ano.
Em relação a maio do ano passado, o volume exportado pelo setor cresceu 3,6%, enquanto o preço médio dos produtos vendidos ao exterior registrou alta de 4,4%. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, recuo de 3,6% na mesma comparação, resultando em um superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.
China lidera compras do agro brasileiro
A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agronegócio brasileiro, com aquisições de US$ 6,3 bilhões em maio e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025.

Foto: José Fernando Ogura
A União Europeia ocupou a segunda posição, com importações de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a 15% das exportações do agro brasileiro no mês, e alta de 5,4% na comparação anual. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com US$ 837 milhões exportados e participação de 5,2%, apesar da retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.
Também se destacaram mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, que ampliaram significativamente suas compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.
Soja e proteínas animais impulsionam resultado
A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$ 6,3 bilhões, aumento de 14,6% em relação a maio de 2025. O volume exportado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% na comparação anual.
As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil – bovina, de frango e suína – registraram recordes de valor e volume para o mês de maio.
As exportações de carne bovina in natura somaram US$ 1,7 bilhão, avanço de 50,2%, e embarques de 262 mil toneladas, com crescimento de 20,2% na comparação anual. A China permaneceu como principal destino do produto, com compras de US$ 1 bilhão, equivalentes a 61,4% das exportações brasileiras da proteína no período.
A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões em exportações, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado atingiu 442 mil toneladas, aumento de 32,3%. O resultado, com

Foto: Claudio Neves
embarques para mais de 135 destinos em maio, reflete a manutenção da confiança internacional na proteína brasileira.
Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo recorde para o período.
Segmentos entre os destaques
Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio em maio, o complexo soja somou US$ 7,5 bilhões, crescimento de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
As proteínas animais alcançaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto fibras e produtos têxteis totalizaram US$ 483 milhões, alta de 39,6%.
Também registraram desempenho recorde para o mês o óleo de milho, com US$ 28,5 milhões exportados e crescimento de 798%; o algodão, com US$ 450 milhões e alta de 45,3%; e as miudezas de frango, que alcançaram US$ 62,5 milhões, aumento de 20,5%.

Foto: Shutterstock
Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação na pauta exportadora brasileira. Entre os destaques estão sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, óleo de milho, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.
DDG amplia presença internacional
Entre os produtos com maior potencial de expansão no mercado internacional está o DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho utilizado principalmente na alimentação animal.
Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do produto somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, enquanto o volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. Os números representam recordes históricos para o período.
O desempenho acompanha a estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, foram abertos 21 novos mercados para o

Foto: Claudio Neves
DDG brasileiro.
Nos cinco primeiros meses de 2026, os principais destinos do produto foram China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).
Confiança internacional e diversificação de mercados
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o desempenho demonstra a relevância do setor para a economia nacional. “Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo. Esse resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria, dos exportadores e de uma atuação permanente do governo para abrir caminhos e ampliar mercados”, destacou.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o resultado reflete a capacidade do Brasil de atender à crescente demanda global por fornecedores confiáveis e competitivos. Em um contexto global marcado por incertezas geopolíticas, reorganização de fluxos comerciais e maior exigência dos mercados consumidores, o Brasil tem conseguido se posicionar como um fornecedor previsível, competitivo e capaz de atender diferentes demandas. O resultado de maio mostra não apenas a força de grandes complexos, como soja e proteínas animais, mas também o avanço de produtos que vêm ganhando espaço na pauta exportadora. Desde 2023, já foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, resultado de uma agenda estratégica que amplia destinos, reduz dependências, fortalece cadeias produtivas e transforma a capacidade do agro brasileiro em presença concreta no comércio internacional”, afirmou.



