Suínos
Brasil amplia rebanho e vê municípios despontarem como potências da suinocultura
IBGE confirma crescimento da atividade e mostra maior concentração produtiva em polos estratégicos do país.

O município de Toledo (PR) mantém a liderança nacional em número de suínos, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com quase 950 mil cabeças, a cidade segue como referência na produção brasileira, impulsionada por forte estrutura agroindustrial, cooperativas organizadas e elevada eficiência produtiva.

Foto: Divulgação
O levantamento também mostra que outros polos importantes reforçam a capilaridade da atividade no país. Uberlândia (MG) aparece em segundo lugar, com 623.933 suínos, seguida por Marechal Cândido Rondon (PR), com 576 mil, Concórdia (SC) com 517,7 mil, e Tapurah (MT) com 407 mil animais. Juntos, os cinco municípios formam o centro de maior concentração produtiva do Brasil.
Rebanho nacional
A suinocultura brasileira segue em expansão. Segundo o IBGE, o país encerrou 2024 com 43,9 milhões de suínos, alta de 1,8% em relação ao ano anterior. O número de matrizes também registrou aumento, chegando a 5 milhões, o maior patamar já registrado, reforçando a previsão de continuidade na expansão da produção.
Abate reforça peso econômico do setor
O setor também fechou 2024 com um marco histórico: 57,86 milhões de suínos abatidos, avanço de 1,2% sobre 2023. A ampliação da capacidade frigorífica, especialmente no Sul e Centro-Oeste, ajudou a sustentar o desempenho.
O Paraná desempenhou papel central nesse crescimento. O estado registrou 7,3 milhões de animais, cerca de 16,6% de todo o rebanho

Foto: Luiza Biesus
brasileiro, e alcançou a maior participação de sua história no abate nacional, com 21,5% das cabeças abatidas no país. Somente em 2024, foram 281 mil suínos a mais enviados aos frigoríficos paranaenses.
Concentração
Embora Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais sigam como pilares da suinocultura, municípios como Tapurah (MT) mostram que o Centro-Oeste tem ampliado participação, impulsionado por oferta de grãos e novas integrações produtivas.
Com o rebanho em alta, recorde de abate e municípios consolidados como grandes polos, a suinocultura brasileira segue sua trajetória de crescimento. A combinação de tecnologia, padronização sanitária, expansão industrial e diversificação geográfica mantém o setor como um dos mais dinâmicos do agronegócio nacional.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






