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Brasil amplia mercado avícola no Lesoto
Lesoto autorizou a importação de ovos férteis, pintos de um dia e aves vivas do país.

O governo federal anunciou nesta semana uma nova conquista para o setor agropecuário nacional: o Lesoto autorizou a importação de ovos férteis, pintos de um dia e aves vivas provenientes do Brasil. Este avanço no relacionamento comercial com o Lesoto é o segundo em um curto espaço de tempo. Recentemente, o país africano também abriu seu mercado para carne de aves brasileira, um movimento que promete intensificar o fluxo comercial bilateral. “A nova autorização é expressão do nível de confiança depositado no sistema de controle sanitário brasileiro, além de oferecer oportunidades futuras para produtores brasileiros, em vista do grande potencial do continente africano em termos de expansão demográfica e de crescimento econômico”, destacaram os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) em nota conjunta.
A expansão das exportações brasileiras de produtos agropecuários tem sido uma constante ao longo dos últimos meses. Até o momento, o Brasil conseguiu uma abertura de mercado para 144 novos produtos agropecuários em 51 países, abrangendo todos os continentes. Esse dinamismo demonstra a robustez e a qualidade do sistema de produção agropecuário brasileiro, que vem conquistando a confiança de diferentes nações.
Lesoto
O Lesoto, um pequeno país encravado no interior da África do Sul, possui uma economia que depende fortemente da agricultura. Com esta nova autorização, o governo federal espera que os produtos brasileiros possam contribuir significativamente para o desenvolvimento agrícola local, ao mesmo tempo em que criem novas oportunidades de negócios para os produtores brasileiros.
Esta conquista é mais um passo na estratégia do Brasil de diversificar seus mercados de exportação, diminuindo a dependência de poucos parceiros comerciais e fortalecendo sua presença global. O aumento do fluxo comercial com o Lesoto pode servir como porta de entrada para outros mercados no continente africano, que tem demonstrado um crescimento econômico e demográfico robusto.
A abertura de novos mercados é essencial para manter a competitividade do agronegócio brasileiro, que é um dos pilares da economia nacional.

Notícias
Show Rural Digital reforça papel como hub de tecnologia e conhecimento do agronegócio
Edição 2026 amplia expositores, atrai lideranças internacionais e aposta em temas estratégicos como IA e cibersegurança.

Integrado ao Show Rural Coopavel desde 2019, o Show Rural Digital tornou-se um dos principais ambientes dedicados à inovação e à transformação digital no evento, que chega à sua 38ª edição. O espaço deixou de ser apenas expositivo para se consolidar como um ponto de encontro entre conhecimento, tecnologia, networking e oportunidades de negócios voltadas ao avanço do agronegócio.

Coordenador do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto: “O Show Rural Digital é um evento que cresce de forma consistente, gera conteúdo altamente relevante e deixa sua marca a cada edição” – Foto: Divulgação/Coopavel
De 09 a 13 de fevereiro, a programação reúne 60 apresentações e atividades, além de dezenas de expositores e conteúdos que abrangem toda a cadeia produtiva, da base no campo às soluções tecnológicas mais avançadas. “O Show Rural Digital é um evento que cresce de forma consistente, gera conteúdo altamente relevante e deixa sua marca a cada edição. Em 2026, teremos mais expositores, mais atrações e uma agenda ainda mais completa”, ressalta o coordenador José Rodrigues da Costa Neto.
Um dos momentos centrais será o Fórum Internacional das Cooperativas, programado para terça-feira, dia 10, com a participação de CEOs e diretores técnicos de cooperativas do Brasil, Paraguai e Argentina. “O fórum ganhou dimensão internacional e se transformou em um espaço estratégico de discussão sobre o futuro do cooperativismo”, destaca Neto.
A inovação prática também ganha protagonismo com o Hackathon, maratona que desafia equipes a desenvolver soluções para demandas reais do agronegócio em mais de 40 horas de imersão. A equipe vencedora será premiada com uma visita a um dos principais ecossistemas de inovação da América do Sul, experiência vivenciada, no último ano, na Colômbia. Segundo Neto, o nível dos projetos apresentados evolui a cada edição, com propostas cada vez mais próximas da realidade de mercado.

Foto: Albari Rosa
Novos caminhos ao agro
A agenda do Show Rural Digital contempla temas como inteligência artificial aplicada ao agronegócio, cibersegurança, eventos climáticos extremos, agricultura de precisão, biotecnologia e valorização de resíduos. O público também poderá participar de rodadas de negócios, painéis com fundos de investimento e iniciativas de inovação aberta, como o Iguassu Valley Show, que trará ao debate as estratégias do ecossistema regional de inovação.
O compromisso com a diversidade segue fortalecido com o retorno do Founders Mulheres, que reunirá cerca de 150 mulheres de diferentes municípios do Oeste do Paraná em uma programação voltada à equidade, liderança feminina e ampliação da participação das mulheres no ecossistema de startups.
Entre os participantes confirmados está Renato Chaves, presidente da Extreme Networks América Latina, que integra o Fórum das Cooperativas com reflexões sobre cibersegurança e infraestrutura digital, temas cada vez mais estratégicos e transversais para o setor agropecuário. O Show Rural Digital conta com a parceria do Governo do Paraná, Sebrae, Fiep, UTFPR, Biopark, Ocepar e Iguassu Valley.
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Comunicar bem é produzir valor para a cadeia da proteína animal, defende Tejon
Especilista destaca campanhas, ética e estratégia como pilares para aproximar o campo do consumidor e do mercado internacional.

Com foco na relevância da comunicação e em fortalecer o agronegócio, a primeira edição do Mercoagro Talks de 2026 contou com a palestra do publicitário, jornalista e doutor em Educação, José Luiz Tejon Megido, um dos principais nomes do setor no Brasil, que abordou o tema “A importância da comunicação no mercado da proteína animal”.
Tejon frisou que as transformações no consumo e na cadeia produtiva da proteína animal brasileira foram impulsionadas pela força da comunicação. “A tecnologia, a genética, o cooperativismo já existiam. Mas foi a comunicação que mudou a cabeça do consumidor final”, evidenciou, ao citar o avanço no consumo de carne suína no Brasil, que dobrou nos últimos anos graças a campanhas direcionadas ao público.
O professor relembrou episódios marcantes de sua trajetória profissional e citou líderes que ajudaram a construir o setor, como Atílio Fontana, Saul Brandalise e Aury Bodanese. Para ele, a comunicação eficaz é aquela que conquista o coração antes da razão, e precisa ser usada com ética, emoção e estratégia. “Um bom comunicador diz o que as pessoas precisam ouvir, não apenas o que elas querem ouvir”, frisou.
O palestrante defendeu uma comunicação voltada não apenas ao setor produtivo, mas também ao consumidor final, especialmente os mais jovens, que demandam informações sobre origem, processo e valores das marcas. “A família produtora é a marca mais preciosa que temos. Precisamos mostrar isso com autenticidade”, afirmou.
Tejon também alertou sobre os desafios enfrentados pela imagem do Brasil no exterior. De acordo com ele, apenas 8% dos europeus têm alguma ideia sobre o agronegócio brasileiro. “Quando você é ignorado, qualquer bobagem vira verdade. Precisamos de uma estratégia internacional de comunicação que mostre a dignidade e a origem dos nossos produtos”, ressaltou.
Acrescentou também que o Brasil se tornou a segurança alimentar do planeta Terra. E isso precisa ser reconhecido, divulgado, valorizado. “Queremos um mundo bem informado sobre o Brasil. Isso é responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva”, enfatizou.
A programação marcou a abertura oficial do calendário da Mercoagro 2026 – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, que ocorrerá entre os dias 17 e 20 de março, em Chapecó (SC).
O evento é uma realização da Associação Comercial, Industrial, Agronegócios e Serviços de Chapecó (ACIC), com apoio da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob. Conta ainda com o apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc/Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque.
Colunistas
Animais merecem cuidado, respeito e proteção
Cooperativas adotam tolerância zero a maus-tratos e investem em tecnologia, manejo e auditorias.

A maneira como a sociedade humana se relaciona com os animais é um indicador inequívoco de seus valores éticos, de sua maturidade social e de sua capacidade de projetar um futuro sustentável. Tratar os animais com respeito não é um gesto acessório, tampouco um modismo. É um compromisso moral que envolve indivíduos, organizações e sistemas produtivos inteiros. Nesse contexto, as cooperativas estão engajadas de forma ativa e responsável, assumindo seu papel histórico de conciliar desenvolvimento econômico, justiça social e cuidado com a vida.

Foto: Divulgação
Animais domésticos e animais de produção, ainda que inseridos em realidades distintas, compartilham a mesma condição de dependência da ação humana. Nos lares, cães e gatos integram famílias e oferecem vínculos afetivos profundos.
No campo, aves, suínos, bovinos, equinos, caprinos e tantos outros sustentam a produção de alimentos essenciais à população. Em ambos os casos, o respeito, o cuidado e a proteção devem ser princípios inegociáveis. Não há espaço para negligência, maus-tratos ou abandono, seja nas propriedades rurais, seja nas cidades, ruas e rodovias brasileiras.
No segmento agroindustrial da proteína animal, essa responsabilidade ganha uma dimensão ainda maior. Pessoas, empresas e organizações precisam adotar, de forma concreta, o moderno conceito de saúde única, que reconhece a interdependência entre a saúde animal, a saúde humana e o equilíbrio ambiental. Essa visão integrada orienta práticas que asseguram sustentabilidade, biosseguridade e bem-estar em todas as etapas produtivas. Ao cuidar adequadamente dos animais, protege-se também o alimento, os trabalhadores, os consumidores, o meio ambiente, o sistema produtivo e a segurança alimentar global.
As áreas de produção intensiva merecem atenção absoluta e permanente. A avicultura industrial, a suinocultura industrial, a

Foto: Divulgação
bovinocultura de corte e de leite, assim como a criação de equinos, caprinos e outras espécies, exigem rigor técnico, planejamento e investimentos contínuos. O mesmo nível de prioridade deve ser direcionado aos animais domésticos, especialmente àqueles que foram abandonados e hoje vivem em situação de vulnerabilidade extrema, submetidos à fome, doenças e violência silenciosa.
Essa filosofia de respeito se traduz em ações práticas e mensuráveis. A política de Tolerância Zero a maus-tratos é fundamental, com postura firme contra qualquer prática abusiva ou negligente. O monitoramento contínuo e a capacitação permanente, por meio de treinamentos regulares, promovem o manejo ético e humanitário. A ambiência adequada, sustentada por investimentos em infraestrutura, assegura conforto térmico, liberdade de movimento e acesso à água e alimentação de qualidade.

Foto: Divulgação
Auditorias internas e externas, realizadas de forma periódica, garantem conformidade, transparência e melhoria contínua. O alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável reforça que o bem-estar animal é parte central de uma agenda global de responsabilidade e futuro.
As cooperativas têm avançado de maneira consistente nesse caminho, implementando ações estruturais, tecnológicas e educativas para assegurar condições dignas aos animais em todas as etapas da cadeia produtiva. Os investimentos concentram-se na melhoria das condições sanitárias, no conforto térmico e na implantação de tecnologias de monitoramento da saúde animal. Sistemas de notificações e penalidades complementam esse esforço, salientam que ética e respeito são compromissos permanentes, não retóricos.
Respeitar os animais é respeitar a vida em todas as suas dimensões. É reconhecer que produção, consumo e sustentabilidade não são conceitos opostos, mas interdependentes. É uma responsabilidade coletiva, que exige consciência, ação e compromisso. As cooperativas seguem firmes nesse propósito, porque acreditam que não há desenvolvimento verdadeiro sem dignidade, cuidado e respeito.



