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Brasil agirá contra desmatamento se preocupações se confirmarem

Ela alertou que é preciso aguardar para ver se os dados preliminares de desmatamento se confirmam

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REUTERS/Ueslei Marcelino

O Brasil tomará medidas se preocupações sobre um aumento no desmatamento se confirmarem, disse na quarta-feira (03) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em momento em que o país enfrenta pressão sobre questões ambientais devido aos termos de um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

O acordo, fechado na semana passada, inclui como condição que os dois lados devem implementar efetivamente o Acordo de Paris sobre mudança climática, assim como outros compromissos para limitar o desmatamento, segundo esboço divulgado pela União Europeia.

Mas dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento na parte brasileira da floresta Amazônica cresceu mais de 88% em junho na comparação com mesmo mês do ano anterior, no segundo mês consecutivo de aumento do desmate no governo do presidente Jair Bolsonaro.

A ministra disse que as exigências ambientais no acordo entre UE e Mercosul estão alinhadas com as leis brasileiras e seus compromissos internacionais. Ela também disse que o agronegócio está bastante ciente de que o Brasil deve seguir o Acordo de Paris.

Ela alertou que é preciso aguardar para ver se os dados preliminares de desmatamento se confirmam, mas insistiu que ela e a indústria agrícola compartilham das mesmas preocupações ambientais. “Eu, como ministra da Agricultura, tenho preocupação, sim. Desenvolvimento e meio ambiente são dois segmentos que podem e precisam caminhar juntos, um depende do outro”, afirmou ela a jornalistas, em uma coletiva de imprensa sobre o acordo comercial. “Se houver preocupação, o Brasil vai agir, sim. Se não houver preocupação, nós vamos esclarecer os dados para todos, para maior transparência.”

O presidente Jair Bolsonaro tem atacado o que define como uma “indústria” de multas ambientais, defendido a exploração de terras indígenas e outras áreas protegidas da Amazônia e nomeado pessoas que negam o aquecimento global para posições chave em seu governo.

O acordo UE-Mercosul, que ainda precisa ser ratificado pelos países envolvidos, deve aumentar as exportações e importações do Brasil em cerca de R$ 1 trilhão nos próximos 15 anos, segundo o Ministério da Economia. O pacto deverá impulsionar o comércio de produtos agrícolas do Brasil, uma potência do setor, ao reduzir tarifas para uma série de produtos, afirmou a ministra.

Autoridades europeias já começaram a levantar preocupações sobre a entrada em seus países de produtos agrícolas com origem em nações com regras menos severas de proteção ambiental.

Antes do acordo ser obtido, o presidente francês Emmanuel Macron alertou que seu país não iria assiná-lo se o Brasil deixasse o Acordo de Paris. Depois, ele disse que o pacto atendeu às demandas francesas. Mas ministros de Agricultura e Relações Exteriores da França disseram na terça-feira que ainda é preciso ver se as exigências do país foram atendidas. Bolsonaro encontrou-se com Macron durante a reunião do G-20 na semana passada, quando reiterou ao francês que o Brasil não pretende deixar o Acordo de Paris.

Fonte: Reuters
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Notícias Artigo

É melhor ter 10 vacas bem alimentadas do que 15 subnutridas

Manejo correto das pastagens reduz a dependência por silagem, feno e ração

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Artigo escrito por Carlos Mader Fernandes, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Pecuária da Epagri na área de extensão rural

Estamos passando por um momento extremamente difícil na pecuária. Uma associação de fatores, tanto de ordem climática quanto de ordem econômica, deverá repercutir na pecuária leiteira de Santa Catarina de forma mais acentuada nos próximos meses.

Os déficits hídricos no período de safra, associados à incidência de cigarrinha na cultura do milho, repercutiram na produtividade das lavouras, afetando a produção de grãos, silagens, pré-secados e fenos. Da mesma forma, esses fenômenos climáticos afetaram a produção de forragens, principalmente as de ciclo produtivo anual, como capim-sudão e milheto.

Em algumas regiões do estado, no período de janeiro a abril, os produtores têm o costume de plantar milho ou sorgo para produzir silagem (milho safrinha). Entretanto, observa-se que, nesse período, as produções são relativamente baixas devido às condições climáticas. Especialmente neste ano, o déficit hídrico dos meses de março e abril tende a agravar as perdas nessas lavouras, além de dificultar a semeadura de pastagens anuais de inverno.

A partir desse diagnóstico, e considerando as condições de preços do leite e sua relação de preços com os alimentos concentrados e conservados, é que devemos trabalhar as recomendações técnicas para os produtores de leite para os próximos meses:

– Inicialmente, é fundamental que técnicos e produtores realizem um exercício de orçamentação alimentar. Deve-se calcular, de um lado, a demanda diária de forragens para atender o rebanho por um período mínimo de 154 dias. De outro lado, calcular as reservas de alimento de que o produtor dispõe, associadas ao potencial produtivo das forrageiras disponíveis para o período de inverno.

– Se esse balanço entre demanda e disponibilidade forrageira for negativo, recomenda-se fazer o descarte de animais. O produtor deve iniciar o descarte pelos animais que jamais vão produzir leite: vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada. Num segundo momento, recomenda-se descartar vacas com baixa produtividade. Lembre-se: é melhor ter dez vacas produzindo leite com boa rentabilidade do que 15 produzindo de forma antieconômica.

– Em relação aos alimentos concentrados, constata-se, no decorrer dos anos, que é cada vez mais importante produzir as rações na propriedade. Outra orientação é utilizar alimentos alternativos nas formulações de rações, como soja grão, casquinha de soja e cereais de inverno (trigo, farelo de trigo). Os técnicos da Epagri atualmente têm à disposição ferramentas para calcular a viabilidade técnica e econômica desses alimentos em substituição ao milho e ao farelo de soja.

– Outra medida fundamental é fazer o melhoramento de pastagens. A sobressemeadura de pastagens anuais de inverno nas áreas de pastagens perenes de verão reduz a dependência do produtor por alimentos conservados e diminui a necessidade de alimentos concentrados e de farelo de soja.

– No médio e no longo prazo, é importante que os produtores realizem um planejamento alimentar, compatibilizando a estrutura de rebanho com a estrutura de produção forrageira. A orientação é ter como base o uso de pastagens perenes de alto potencial produtivo, com alta resistência ao estresse hídrico, é o caso do capim pioneiro e da grama Tífton 85.

Fonte: Assessoria
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Notícias Capacitação

Em menos de uma semana acontece o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais

Evento acontece nos dias 12 e 13 de maio de 2021

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Dentro de menos de uma semana, nos dias 12 e 13 de maio de 2021, o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realiza o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais.

Seguindo os protocolos atuais de distanciamento social, o CBNA realiza novo evento no ambiente virtual. Já com um Know How sobre eventos online e suas particularidades, o CBNA recebe os palestrantes Antonio Apércio Klein, José Luiz Ferraz, José Fernando Raizer, Marco Antonio Lara, Lucas Pagnussatt, Sandra Bonaspetti, Phillip Wellhausen, Luiz Pereira, Eduardo Soffioni, Marcel Franitza, Cassiano Ferreira, Pablo Aguilar Gomez, Fernando Jaboinski e Alvaro Ghedin.  Eles concordam que “Teremos cada vez mais atividades online no futuro, pois houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir”, como diz Sandra Bonaspetti.

O CBNA promete um ano de agenda cheia e adaptada com ferramentas tecnológicas, já que houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através da página www.cbnatecnologia.com.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Soja

Colheita da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul

Já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra

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Divulgação/AENPr

A cultura da soja no Rio Grande do Sul se encaminha para o final do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e publicado na quinta-feira (06), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricutlura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra. Outros 12% das lavouras estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos.

Em regiões onde a colheita da soja está mais adianta, cerealistas abrem o silo e produtores dão atenção à continuidade da colheita do milho. No RS, 84% das lavouras estão colhidas. Outros 10% das lavouras estão em maturação e 6% ainda em enchimento de grãos.

Restam apenas 3% das lavouras de arroz a serem colhidos, que estão em fase de maturação. Com a safra praticamente concluída (97%), o Rio Grande do Sul colhe boa produção. Nas áreas colhidas, produtores conduzem bovinos de corte.

Fonte: Emater/RS
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