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Brasil abre mercados para miúdos suínos, genética animal e frango

Vietnã, Angola e El Salvador passam a importar novos produtos do agro brasileiro.

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Foto: Shutterstock

No Vietnã, a abertura do mercado de pé e miúdos suínos amplia oportunidades para exportadores brasileiros, ao permitir o aproveitamento integral dos produtos. O país importou mais de USD 3,5 bilhões em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e têxteis.

Em Angola, a autorização para exportação de oócitos ovinos e caprinos abre novas possibilidades no segmento da genética animal e deve contribuir para o melhoramento genético da pecuária local. O país importou mais de USD 380 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Em El Salvador, a abertura para carne de frango termoprocessada reforça a presença nacional em mercado com o qual se busca maior aproximação comercial. Em 2025, o Brasil exportou mais de USD 103 milhões em produtos agropecuários àquele país.

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 578 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tal resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa

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Inscrições para o 28º Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer estão abertas

Interessados devem se inscrever por meio das entidades representativas da agricultura familiar ou nos escritórios da Emater/RS-Ascar.

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Foto: Vitor Vilella/SDR

O período para as agroindústrias familiares realizarem as inscrições para a 28ª Feira da Agricultura Familiar da 49ª Expointer começa nesta semana e se estende até o dia 24 de abril. Neste ano, a feira ocorrerá de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Os empreendimentos devem se inscrever por meio de entidades representativas da agricultura familiar, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul e a Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf/RS) e da Via Campesina.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirma que o Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer representa muito mais do que um espaço de comercialização. “O espaço da agricultura familiar na Expointer é um ambiente de valorização do trabalho, da identidade e da cultura dos nossos produtores. Ali, promovemos a abertura de mercados, ampliamos oportunidades e conectamos o campo com a cidade. A verdadeira inovação está na tradição: são produtos que carregam história, conhecimentos passados de geração em geração e um compromisso genuíno com a qualidade. É isso que fortalece a agricultura familiar e impulsiona o desenvolvimento do nosso Estado”, analisou Paim.

Para participar, as agroindústrias devem estar incluídas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), com regularização ambiental, sanitária e tributária. No processo de inscrição, o empreendedor deverá apresentar também o extrato do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e licenciamento sanitário válido e atualizado.

Esta será a 28ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) na Expointer. No ano passado, o espaço alcançou R$ 13.637.634,00 em vendas, resultado que representou crescimento de 25,81% em relação ao ano anterior. O desempenho reforça a confiança do público na qualidade dos produtos e a consolidação da agricultura familiar como vetor de desenvolvimento sustentável.

O Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer tem como organizadores a SDR, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Emater/RS-Ascar, a Fetag/RS, a Fetraf/RS e a Via Campesina.

Fonte: Assessoria Expointer
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Setor agropecuário apresenta demandas para o Plano Safra 2026/2027

Encontro da CNA reuniu representantes para tratar de investimento, custeio e gestão de risco.

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Foto: Divulgação/CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, no dia 07 de abril, uma reunião em Linhares para discutir propostas da região Sudeste para o Plano Safra 2026/2027.

O encontro reuniu produtores rurais, lideranças e representantes de federações e sindicatos com foco nas principais demandas do setor agropecuário. Entre os temas debatidos estiveram o crédito rural, políticas de apoio à comercialização e instrumentos de gestão de risco.

Representando o setor avícola e suinícola do Espírito Santo, participou o diretor executivo da AVES e da ASES, Nélio Hand.

Durante a reunião, os participantes apontaram o aumento das exigências e garantias para a contratação de crédito rural como um dos principais entraves enfrentados pelos produtores. Segundo relatos, houve redução nos limites de crédito e maior rigor por parte das instituições financeiras.

A alienação fiduciária também foi destacada como fator que dificulta o acesso aos financiamentos, especialmente para produtores que já possuem propriedades vinculadas a operações anteriores. A limitação de garantias tem impactado a capacidade de investimento e a continuidade das atividades no campo.

Além disso, foram discutidas propostas relacionadas às linhas de custeio e investimento, incluindo programas como Pronaf, Renovagro, Proirriga e o Programa de Construção e Ampliação de Armazenagem (PCA).

A reunião faz parte de uma série de encontros promovidos pela CNA em diferentes regiões do país para reunir contribuições do setor produtivo. As propostas serão consolidadas em um documento que servirá de base para as negociações com o governo federal sobre o próximo Plano Safra.

De acordo com Nélio Hand, as discussões reforçaram a necessidade de políticas que considerem as particularidades regionais e ampliem o acesso ao crédito rural. Ele também destacou a importância de reduzir a burocracia para facilitar o acesso dos produtores aos recursos disponíveis.

A participação das entidades reforça a atuação conjunta na defesa dos interesses do setor e na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária capixaba.

Fonte: Assessoria CNA
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Inteligência artificial avança e transforma pesquisa no agro brasileiro

14 da Embrapa adotam IA generativa para análise de dados e simulação de cenários.

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Foto: Freepik

Quatorze unidades de pesquisa da Embrapa ampliam o uso de inteligência artificial (IA) generativa a fim de desenvolver e validar soluções tecnológicas para os sistemas agroalimentares e florestais no Brasil. Estratégica para apoiar a tomada de decisão, a tecnologia se incorpora à construção de modelos integrados nas bases de conhecimento da Empresa, com potencial de escalabilidade, replicação e geração de recomendações prescritivas adaptadas às demandas do setor agropecuário.

Com aplicações que vão da organização e análise de grandes volumes de dados à simulação de cenários produtivos, a tecnologia contribui para agilizar a pesquisa, orientar decisões, qualificar recomendações no campo, impulsionar a inovação em sistemas agropecuários e ampliar o acesso ao conhecimento, em integração com ferramentas da agricultura digital.

tecnologia

Fotos: Shutterstock

O uso de IA na pesquisa agropecuária é uma evolução do que já é feito há décadas na Embrapa na análise de dados históricos para reduzir incertezas sobre a atividade agropecuária pela via da agricultura digital e de precisão.

Segundo Kleber Sampaio, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), o domínio desse conhecimento é também um avanço em relação à IA preditiva, já utilizada no contexto científico da Empresa. “Enquanto a primeira antecipa cenários a partir de dados históricos, a generativa utiliza esses mesmos dados para produzir conteúdos, simulações e recomendações inéditas. É uma inovação no uso de informações geradas pela pesquisa agropecuária”, diz.

Exemplos do uso da IA generativa na agropecuária incluem a aceleração da pesquisa científica ao  gerar relatórios técnicos e apoiar a revisão de literatura, além da organização de grandes volumes de dados experimentais. A tecnologia também contribui para a tomada de decisão no campo, por meio da simulação de cenários de clima, produtividade e manejo, da geração de recomendações personalizadas e da integração de dados de solo, clima e genética.

Outros destaques são o desenvolvimento de soluções inovadoras, como a simulação do crescimento de culturas, o apoio ao melhoramento genético e a criação de novos modelos preditivos. E, ainda, a pesquisa que desenvolveu método que usa laser e inteligência artificial para estimar, em uma única análise, a densidade do solo e o teor de carbono.

Inovação nas ferramentas digitais

O pesquisador Kleber Sampaio, que é o líder do projeto Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva  (SORaIA), vê na IA uma aliada cada vez mais estratégica no apoio a decisões.

O projeto prevê o estímulo à produção de artigos científicos e a consolidação de acervos de dados estruturados para treinamento de modelos e reuso. O desenvolvimento de ferramentas digitais acessíveis, associado à qualificação de equipes técnicas e institucionais no uso dessas tecnologias, também é alvo da iniciativa.

“É improvável que alcancemos a fronteira do conhecimento utilizando um instrumental metodológico ou técnico já superado”, avalia Inamasu. Segundo ele, é importante que tanto  as ferramentas de softwares e de hardwares quanto os especialistas estejam constantemente atualizados.

Vale destacar que as pesquisas nessa área na Embrapa asseguram que os algoritmos sigam padrões éticos em âmbito nacional e internacional em questões como a privacidade de dados sensíveis, prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Patrimônio intelectual

A expansão planejada por meio de iniciativas como os projetos SORaIA e Semear Digital encontra respaldo nas análises do grupo de trabalho que apresentou recomendações para o avanço da IA generativa na instituição, como pontua Viviane Cavalcanti, que liderou o grupo de trabalho no âmbito da GCI.

De acordo com Cavalcanti, aliar inovação tecnológica à segurança jurídico-institucional, implantar governança permanente, além de investir em um processo dinâmico de curadoria e validação de dados também foram recomendados. “Essa visão estratégica inclui a proposta de um marketplace de contexto para proteger o patrimônio intelectual da Embrapa de forma soberana.”, argumenta.

O digital na agricultura familiar

Explorar a transformação digital em seu potencial de reduzir assimetrias de mercado é o propósito do projeto de inclusão socioprodutiva e digital da Embrapa e parceiros, o Semear Digital, criado em 2023 e idealizado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. A iniciativa apoia a chegada de tecnologias emergentes a dez municípios brasileiros, denominados Distritos Agrotecnológicos (DATs).

O projeto é coordenado pela Embrapa Agricultura Digital com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As equipes são constituídas por especialistas de 13 centros de pesquisa da Embrapa e de sete instituições fundadoras, além de 24 parceiros, somando 90 pesquisadores, incluindo 43 bolsistas. O trabalho já resultou em 160 publicações técnico-científicas que envolvem 15 cadeias produtivas.

Arte: Alexandre Adas

Entre os eixos de atuação estão: conectividade; IA e sensoriamento remoto; automação e agricultura de precisão; rastreabilidade e certificação digital. Também inclui parcerias e comunicação para constituir o ecossistema local necessário para a continuidade das ações.

O robô SEEmear (foto), baseado em imageamento georreferenciado para a contagem automatizada de frutos em pomares, é um exemplo. A automação de etapas da colheita é a expectativa de pequenos produtores de maçã em Vacaria (RS), para reduzir os impactos da escassez da mão de obra e da penosidade da atividade.

“As pessoas têm a percepção de que os produtores são muito refratários. Isso não é verdade. Se a tecnologia, de fato, trouxer benefícios, eles ficarão muito felizes por adotá-la,” avalia Barbedo. O pesquisador instalou experimento com antenas de monitoramento climático para detectar doenças do trigo no DAT de São Miguel Arcanjo.

Em 2025, a metodologia de atuação do Semear Digital começou a ser replicada na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai em iniciativa com duração de três anos, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional para a Agricultura do Cone Sul (Procisur).

A agricultura digital também apoiará a retomada econômica da área rural na bacia do Rio Doce, junto a comunidades rurais atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana (MG). A ação compõe o  Rio Doce Semear Digital, um dos braços do principal projeto. Nesse caso, a atuação da Embrapa está vinculada à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que executa quatro eixos do Novo Acordo do Rio Doce.

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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