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Bovinos / Grãos / Máquinas Na África

Brasil abre mercado em Ruanda para exportação de gado vivo e material genético

Negociação inclui bovinos e búfalos para reprodução, engorda e abate, além de embriões e sêmen. África importou mais de US$ 392 milhões do Brasil em 2025 e passa a ganhar peso na estratégia comercial do setor.

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Foto: Fabiano Bastos

O governo brasileiro finalizou negociações sanitárias e comerciais que habilitam o país a exportar gado vivo e material genético para Ruanda. O pacote inclui bovinos e búfalos destinados à reprodução, bovinos para engorda e abate, além de embriões bovinos e bubalinos e sêmen bovino.

Foto: Shutterstock

A abertura amplia o alcance da pecuária brasileira em um mercado africano com demanda crescente por genética e reposição de rebanhos. A possibilidade de envio de animais vivos para diferentes finalidades – reprodução, recria e abate – indica um escopo mais amplo de atuação, que vai além da venda de genética e inclui fornecimento direto de animais para sistemas produtivos locais.

Os embarques de embriões e sêmen reforçam a inserção do Brasil em programas de melhoramento genético no exterior, com potencial de contratos de médio e longo prazo. Esse tipo de operação costuma agregar maior valor e envolve também serviços associados, como assistência técnica, manejo reprodutivo e transferência de tecnologia.

O continente africano vem ganhando peso na estratégia comercial brasileira. Em 2025, as exportações de gado vivo e

Foto: Divulgação

material genético bovino para a região superaram US$ 392 milhões, refletindo a expansão da demanda por proteína animal e o crescimento populacional em diversos países.

Com a habilitação de Ruanda, o agronegócio brasileiro soma 552 aberturas de mercado desde o início de 2023, em diferentes cadeias produtivas. No caso da pecuária, o avanço reforça a diversificação de destinos e reduz a dependência de mercados tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia o espaço para a genética brasileira em sistemas produtivos em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rrual

Bovinos / Grãos / Máquinas

Avaliação do comportamento de Brangus ajuda eficiência e bem-estar na pecuária

Pesquisadores utilizam sensores para classificar bovinos de acordo com a reatividade, promovendo manejo mais seguro e produtivo.

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Foto: Daniela Collares

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul vêm utilizando uma metodologia simples e objetiva para avaliar o temperamento de bovinos da raça Brangus. O comportamento dos animais Brangus é um dos focos de um projeto de melhoramento genético da raça, que busca identificar animais mais dóceis, que posteriormente serão utilizados em cruzamentos, para a formação de linhagens com essa característica de comportamento.

Foto: Divulgação

O método mede a chamada velocidade de fuga, indicador que revela o grau de reatividade do animal durante o manejo. A metodologia é utilizada em estudos sobre comportamento animal e para a seleção de animais Brangus mais dóceis e adaptados aos sistemas de produção do sul do Brasil. No mês de março, machos e fêmeas entre um e dois anos passaram pela avaliação nos campos experimentais da Embrapa, em Bagé (RS).

A iniciativa integra o projeto de melhoramento genético da raça Brangus, que busca aprimorar características produtivas e comportamentais com apoio da genômica. Álvaro Fonseca, médico veterinário da Embrapa Pecuária Sul, salienta que esse é um procedimento que serve como base para classificar os animais com temperamento menos reativo, relacionando a docilidade, podendo servir como ferramenta de seleção ou descarte de animais.

O sistema funciona em um trajeto curto, de cerca de 2,70 metros, equipado com sensores na entrada e na saída.

Foto: Carolina Jardine

Quando o animal passa pelo primeiro sensor, o tempo começa a ser registrado. Ao cruzar o segundo sensor, o sistema marca a saída e calcula automaticamente o tempo e a velocidade com que o bovino percorreu o percurso.

A partir dessa informação, é possível calcular o tempo de fuga e a velocidade de fuga do animal. “Os animais mais dóceis têm uma tendência de fazer em maior tempo o trajeto. É um animal que vai sair caminhando lentamente, que vai manter um comportamento mais tranquilo. Então, com isso, conseguimos identificar aqueles animais que serão selecionados pela pesquisa”, explica Fonseca. Já os animais mais reativos deixam o equipamento rapidamente, com maior velocidade de fuga.

Precisão da avaliação

Foto: Gustavo Rafael

Para aumentar a precisão da avaliação, cada animal passa por duas medições, e a média dos resultados gera um índice de temperamento. Esse indicador permite classificar os animais de acordo com o comportamento. Fonseca salienta que a partir desses resultados, conseguimos classificar o temperamento dos bovinos e identificar aqueles com comportamento mais calmo ou mais agitado no rebanho.

A identificação de bovinos mais dóceis é importante para o sistema produtivo, sendo uma das características que Embrapa está mensurando para o melhoramento genético da raça. Animais com temperamento mais tranquilo facilitam o manejo, reduzem riscos de acidentes e contribuem para o bem-estar animal, além de favorecerem sistemas de produção mais eficientes. Além disso, o temperamento pode influenciar o desempenho e a eficiência produtiva, tornando-se um critério relevante na pecuária de corte.

Origem da raça Brangus

A raça teve origem nos Estados Unidos, no início do século 20, a partir do cruzamento entre animais das raças

Foto: Divulgação

Aberdeen Angus e Brahman. No Brasil, os trabalhos começaram em 1945, na Fazenda Experimental Cinco Cruzes, em Bagé, onde hoje é a Embrapa Pecuária Sul, com cruzamentos entre animais Nelore e Angus.

Os primeiros animais com a composição genética 3/8 Nelore e 5/8 Angus nasceram em 1955. Inicialmente chamada de Ibagé, a raça passou a ser conhecida como Brangus-Ibagé e, mais tarde, consolidou-se apenas como Brangus.

A proposta era desenvolver uma raça bovina adaptada às condições das pastagens naturais do Rio Grande do Sul e também às condições de regiões de clima tropical.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Seis frigoríficos brasileiros são habilitados para exportar carne bovina à Guatemala

Habilitação reforça a credibilidade sanitária do país e amplia oportunidades para o setor agropecuário nacional.

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Fotos: Shutterstock

As autoridades sanitárias da Guatemala concluíram o processo de avaliação técnica e habilitaram os seis primeiros estabelecimentos brasileiros a exportar carne bovina e produtos cárneos ao país, após auditoria in loco realizada em território brasileiro.

A decisão consolida a abertura do mercado guatemalteco para a carne bovina brasileira, ocorrida em dezembro de 2025, e permite o início das exportações, ampliando as oportunidades para o setor produtivo nacional na América Central.

O resultado reforça a credibilidade sanitária do Brasil no cenário internacional e evidencia a capacidade do país de atender aos requisitos técnicos e sanitários exigidos por seus parceiros comerciais.

Com população de 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 222 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, dado que demonstra a relevância da relação comercial entre os dois países e o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira.

Para o Brasil, a habilitação representa mais um avanço na presença da carne bovina nacional na América Central e na estratégia de diversificação de mercados para o agronegócio brasileiro.

O Mapa seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e abrir novas oportunidades para os produtos agropecuários brasileiros no exterior.

Fonte: Assessoria Mapa
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Alta no preço do bezerro exige atenção de pecuaristas à reposição e custos

Armindo Barth Neto orienta compra entre 210 kg e 240 kg, uso de planilhas para controlar média dos lotes e entrada na terminação com 430 kg a 450 kg para reduzir custo e preservar margem

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Foto: Armindo Barth Neto/Divulgação

A perspectiva de alta no preço do bezerro exige mais controle na compra e atenção aos custos de produção por parte de pecuaristas que trabalham com recria e terminação. A avaliação é do mestre em Zootecnia e doutor em Agronomia, Armindo Barth Neto, que aponta a relação de troca como um dos fatores centrais para manter a atividade viável em um ano mais desafiador.

De acordo com o especialista, o primeiro ponto de atenção deve ser o ágio pago pelo bezerro em relação ao boi gordo. Produtores mais eficientes costumam operar com um ágio entre 35% e 40%, o que ajuda a segurar o custo de entrada do animal na fazenda.

Em um cenário com a arroba ao redor de R$ 350, o bezerro posto na propriedade deveria ficar próximo de R$ 15,50, no máximo R$ 16,00 por quilo. “O principal é cuidar o quanto está sendo pago de ágio no preço do bezerro. Bons produtores trabalham nessa faixa de 30% a 35% acima do valor do boi gordo”, afirma.

O acompanhamento da média de compra dos lotes também é decisivo. A recomendação é utilizar planilhas para monitorar os valores pagos e equilibrar eventuais compras mais caras com aquisições mais baratas, mantendo a média sob controle. “Não tem problema pagar um lote um pouco mais caro, desde que isso seja compensado ao longo das compras”, observa.

O peso do animal na reposição também influencia diretamente no resultado. A orientação é evitar animais muito pesados com custo elevado, que dificultam a remuneração na engorda. A faixa indicada para compra fica entre 210 quilos e 240 quilos.

Dentro da propriedade, o foco deve ser custo baixo com eficiência produtiva. Pastagens bem manejadas e adubadas, aliadas a suplementação de baixo consumo, permitem alto ganho de peso com maior número de animais por área. “Com pasto bem conduzido, o produtor consegue desempenho elevado com custo relativamente baixo”, ressalta.

A estratégia recomendada é manter o animal o maior tempo possível no pasto e concentrar a fase mais cara no final do ciclo. A entrada na terminação deve ocorrer mais pesada, com o bovino entre 430 quilos e 450 quilos, reduzindo o custo médio de produção.

O peso de abate também impacta diretamente na rentabilidade. “Abater o animal mais pesado possível aumenta o retorno por cabeça e melhora a relação de troca”, salienta Neto.

Para ele, anos de maior pressão no custo da reposição exigem disciplina na compra, ajuste de lotação e eficiência no sistema produtivo como caminhos para preservar margem e competitividade na pecuária de corte.

Fonte: Assessoria Serviço de Inteligência do Agronegócio
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