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Brangus brasileiro será vitrine global em encontro mundial da raça
Congresso promovido pela Associação Brasileira de Brangus vai percorrer quatro estados para destacar a presença da raça do pampa ao cerrado, de 12 a 25 de março, e reunirá criadores das Américas, África e Europa.

O Brasil será a sede do principal encontro mundial dos criadores da raça Brangus de 12 a 25 de março de 2026 para mostrar ao mundo todo o trabalho de seleção e cruzamento que é feito no país, com números impressionantes.
Para contemplar toda a programação, o evento será dividido em três etapas. De 12 a 17 de março, ocorrem as giras técnicas em fazendas selecionadas. Entre os dias 18 e 21, a agenda se concentra em Londrina (PR), com congresso, julgamentos e leilões. Já de 22 a 25 de março, a programação retorna às propriedades para as giras finais. A organização é da Associação Brasileira de Brangus. “O momento é oportuno para a realização do congresso. Queremos mostrar que o Brangus brasileiro está presente em todos os biomas, do pampa ao cerrado. O Brasil tem uma capacidade produtiva extraordinária e a raça contribui muito para nossa cadeia, pois entrega adaptação, desempenho e qualidade à pecuária”, enfatiza o presidente da ABB, João Paulo Schneider da Silva (Kaju).
Além do protagonismo do Brasil, o encontro foi planejado para estimular a atualização técnica e o relacionamento entre criadores, produtores, pesquisadores, técnicos e lideranças da cadeia da carne, explica o diretor de marketing da ABB, Neto Garcia.
A agenda contempla giras técnicas por quatro estados – Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul – para que todos possam visitar as diferentes criações antes e depois da programação técnica central do congresso. Haverá ainda uma programação especial com julgamentos, leilões e atividades de integração, reunindo participantes do Brasil e do exterior ligados à raça Brangus. “O evento é uma vitrine estratégica para apresentar ao mercado global o trabalho desenvolvido no Brasil”, avalia Neto.
Ele lembra que o Brasil vive uma fase de consolidação como maior produtor e exportador de proteína vermelha do mundo e a raça Brangus participa dessa evolução. “Contribuímos com uma evolução genética consistente e com a oferta de animais reconhecidos pela qualidade, incluindo o avanço nas exportações de animais”, salienta.
Programação completa
O Congresso Mundial Brangus 2026 está dividido em três grandes etapas:
12 a 17 de março – Giras técnicas pré-evento, com visitas a fazendas selecionadas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. São eles: Tellechea e Associados (12/03), GAP São Pedro (12/03), Sigma Brangus (13/03), Brangus La Estancia (14/03), Brangus Guapiara (16/03), Brangus HP (17/03).
18 a 21 de março – Congresso em Londrina, PR, realizado no Parque de Exposições Ney Braga, com extensa programação técnica com destaque para Antonio Chaker, Alcides Torres Scot, entre outros. Haverá julgamento de animais rústicos (19 e 20), julgamento de animais argola (21), além de eventos gastronômicos e leilões (19 a 21).
22 a 25 de março – Giras técnicas pós-evento em fazendas nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, dando continuidade à imersão prática em fazendas referência na produção da raça no Brasil. São elas: Agropecuária Laffranchi (22/03), Fazendas Indaiá e Paraíso das águas (24/03) e Fazenda Bandeirante (25/03).
Inscrições
A inscrição para o Congresso é gratuita e pode ser realizada clicando aqui.
A participação nas giras técnicas pré e pós-evento é paga separadamente, com informações e valores disponíveis no mesmo endereço eletrônico no momento da inscrição.

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Prêmio Queijos do Paraná chega à 3ª edição em 2026 com nova categoria
Concurso reforça a consolidação da cadeia queijeira no Estado e inclui, pela primeira vez, a categoria Queijo Colonial, com avaliação também voltada à versatilidade gastronômica.

A cerimônia também marcou o fechamento do ciclo anterior com o lançamento do livro da 2ª edição do prêmio, que registra as histórias dos produtores vencedores, a trajetória da premiação e conteúdos técnicos sobre a produção de lácteos.
A organização do prêmio é realizada por um comitê gestor composto pelo Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae/PR, Senac-PR e Sindileite-PR.
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa funciona como uma grande vitrine para o setor e consolida o Estado como referência de

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Era um sonho fortalecer essa cadeia e hoje esse sonho chega à terceira edição” – Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria
excelência. “Era um sonho fortalecer essa cadeia e hoje esse sonho chega à terceira edição. No nosso primeiro evento, tivemos 291 queijos participantes. No segundo, foram 477 inscrições de 77 municípios. Isso mostra a força e a pujança do queijo do Paraná, não só para nós, mas para o mundo”, explicou.
A fase final e a cerimônia de premiação estão agendadas para os dias 02 e 03 de junho de 2027, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A programação do evento vai incluir palestras técnicas, minicursos, mesas-redondas e harmonizações gastronômicas.
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) faz parte do grupo gestor do prêmio, mas também auxilia os produtores desde a formulação de dieta dos animais, até a parte da regularização das queijarias, tecnologia dos processos e comercialização desses produtos. “O trabalho em conjunto traz uma alternativa de renda para nossos produtores rurais, que são premiados internacionalmente. Com esse incentivo, nós conseguimos colocar técnicos em todas as regiões paranaenses. É a mão do Estado ajudando o produtor rural”, reforçou o diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Sebastião Dorigo.
Reconhecimento
No ano passado, o queijo colonial Aroma do Campo foi um dos medalhistas Super Ouro da 2ª edição do Prêmio Queijos do Paraná. De sabor suave e aroma frutado,

Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria
o produto é produzido com flores por Solange Liller, fundadora da empresa Tia Nena Produtos Coloniais, no município de Cantagalo, no Centro-Oeste do Estado.
A produtora detalha que o queijo foi criado após uma viagem técnica para a França, que a queijaria ganhou em 2023. “Lá, conheci muitos queijos e me inspirei em um deles para criar o Aroma do Campo. Me inscrevi no prêmio para aprimorar as técnicas; foram várias tentativas até chegar à versão final”, explicou. “Quando me inscrevi, só queria que os técnicos me mostrassem o que poderia melhorar. Nunca imaginei que ganharia o Super Ouro”, finalizou Solange.
Hoje, o queijo maturado com ervas e flores de calêndula, perpétua, fada azul e camomila é vendido em diversos municípios do Paraná.

Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria
Prêmio Queijos do Paraná
Criado para estimular a pecuária leiteira, agregar valor à matéria-prima e projetar os derivados lácteos no mercado nacional, o prêmio atua diretamente no fortalecimento de uma cadeia produtiva presente em todos os 399 municípios do Paraná. O concurso aproxima o produtor do mercado consumidor, alcançando desde lojas especializadas, empórios e supermercados até as mesas das famílias paranaenses.
Para se inscrever no Prêmio Queijos do Paraná, os produtores artesanais ou agroindústrias devem preencher um formulário no site do Sistema Faep.
Presenças
Também estiveram presentes no evento o presidente do Sindileite-PR, Elias José Zydek; o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta; o diretor regional do Senac/PR, Sidnei Lopes de Oliveira; o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba, Leverci Silveira Filho; entre outros representantes da categoria.
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Do laboratório ao tanque: como Rondônia derrubou em até 76% a carga bacteriana do leite
Parceria entre Embrapa, produtores e indústria eleva padrões higiênico-sanitários, reduz contaminação e transforma a cadeia leiteira no estado ao longo de sete anos de estudos.

Desafios logísticos e higiênico-sanitários
A cadeia produtiva do leite em Rondônia reúne cerca de 26 mil famílias, com predominância de pequenos e médios produtores. O estado ocupa a 11ª posição no ranking nacional de produção leiteira e, em 2024, registrou 619 milhões de litros produzidos, o maior volume da Região Norte, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para chegar a esse diagnóstico e identificar os principais fatores de risco no campo, as pesquisas saíram do ambiente laboratorial e avançaram para análises epidemiológicas e de geoprocessamento. Foram considerados indicadores higiênico-sanitários do leite, como contagem bacteriana, contagem de células somáticas (CCS), presença de patógenos associados à mastite bovina e resíduos químicos.

Foto: Rafael Alves da Rocha
Os resultados apontam que o principal gargalo regional está no controle da contagem bacteriana, associado, sobretudo, a falhas na adoção de boas práticas de ordenha e à deficiência na logística de refrigeração do leite.
Entre os pontos críticos identificados está o uso de “carretinhas”, transporte intermediário entre a propriedade e o tanque coletivo. Atrasos no resfriamento e falhas na higienização dos latões utilizados nesse percurso contribuíram para o aumento da carga bacteriana. Atualmente, 78% dos produtores do estado estão vinculados a sistemas de tanques coletivos. A pesquisa também indica que tanques com mais de cinco produtores apresentam maior risco de contaminação, o que levanta a necessidade de reavaliação desse modelo por parte da indústria.
Segundo Juliana, falhas no manejo sanitário dentro das propriedades também elevam o risco de mastite no rebanho. Um dado que chama atenção é que sistemas mais tecnificados, incluindo ordenha mecânica e uso de animais especializados, apresentaram maior probabilidade de ocorrência da doença.
Esse cenário é reforçado pelo monitoramento da contagem de células somáticas (CCS) em tanques vinculados às indústrias. A comparação entre 2015 e 2022 indica tendência de aumento da média de CCS em todo o estado, sinalizando novos desafios para o controle da saúde do úbere. “Esses resultados indicam que o setor enfrenta novos desafios que exigem ações mais efetivas de prevenção e controle da saúde do úbere, especialmente em rebanhos mais tecnificados”, destaca a pesquisadora.
Para chegar a essas conclusões, além do acompanhamento temporal e espacial dos dados de tanques industriais, foram conduzidos dois estudos em nível de propriedade: um em 2013, com 267 rebanhos em 11 municípios da microrregião de Ji-Paraná, e outro entre 2018 e 2019, envolvendo 178 rebanhos ligados a agroindústrias familiares em seis microrregiões do estado.
Projeto piloto avalia impacto das boas práticas nas propriedades
A pesquisa realizada em Rondônia indica que a adoção de práticas simples tem papel decisivo na transformação da qualidade do leite no estado. Entre 2017 e 2018,

Foto: Juliana Alves Dias
quatro propriedades representativas dos principais sistemas de produção da região foram selecionadas para um estudo de validação de protocolos de higiene. A amostra foi definida a partir de levantamentos anteriores e contemplou diferentes realidades produtivas, desde a ordenha manual em piquetes abertos até o sistema mecanizado “balde ao pé”.
Segundo a pesquisadora Juliana Dias, o objetivo foi identificar os principais pontos de contaminação bacteriana durante a ordenha, incluindo baldes, latões, tetos dos animais, ordenhadeiras, água utilizada e as mãos dos ordenhadores. A partir desse diagnóstico, foram propostas práticas adaptadas às condições locais.
Com a adoção do conjunto de boas práticas, como o preparo adequado do úbere e a higienização rigorosa de utensílios e equipamentos, as propriedades registraram uma redução superior a 95% na carga bacteriana do leite, independentemente do nível tecnológico adotado.
Para viabilizar a transferência desse conhecimento ao campo, foram produzidos materiais educativos, como vídeos, notas técnicas e documentos orientadores, destinados a técnicos, produtores e indústrias. Os resultados também foram disseminados em cursos, treinamentos, oficinas e palestras em diferentes regiões do estado. Ao todo, mais de cinco mil pessoas foram alcançadas em 42 municípios, o que representa cerca de 80% do território rondoniense.
A melhoria da qualidade do leite é atribuída a um conjunto integrado de ações, que vai desde a estruturação de laboratórios e diagnósticos da cadeia produtiva até a definição de recomendações técnicas e a aplicação prática das boas práticas nas propriedades.

Foto: Shutterstock
Juliana destaca que a parceria com as indústrias lácteas foi determinante para transformar os resultados da pesquisa em ganhos concretos de qualidade, por meio da análise estratégica de dados, capacitação de equipes de campo e comunicação direta com os produtores.
Além das indústrias, participaram dos projetos a Secretaria de Agricultura de Rondônia (Seagri), a Emater-RO, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) e a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero), além de unidades da Embrapa, como a Embrapa Gado de Leite, a Embrapa Agricultura Digital e a Embrapa Acre. As ações também contaram com a participação de técnicos e produtores vinculados ao Programa Balde Cheio, coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste.
Qualidade do leite se converte em renda
A adoção de bonificações por qualidade do leite tem funcionado como um incentivo direto à implementação de boas práticas no campo. Em Rondônia, o Laticínio Joia, parceiro da Embrapa, passou a pagar, a partir de 2015, um adicional por litro de leite que atende aos padrões estabelecidos pelo Programa Nacional de Qualidade do Leite (PNQL). A medida contribuiu para melhorar a qualidade da matéria-prima e também a eficiência industrial, estabelecendo uma relação de ganho mútuo entre produtor e agroindústria.
Segundo o proprietário do laticínio, Alessandro Rodrigues, a melhoria na qualidade do leite impacta diretamente o rendimento industrial. “Valorizamos o trabalho do produtor rural que queira se adequar e, quando o leite chega com qualidade à indústria, nós temos uma maior rentabilidade em quilo de massa de queijo produzido. Se antes eu precisava de dez litros de leite para produzir um quilo de queijo, hoje produzo um quilo de queijo com 9,2 litros de leite. Isso em escala, por dia, impacta muito. É uma parceria em que todos se beneficiam”, afirma.

Dados do IBGE indicam que atualmente 92,5% do leite processado em Rondônia é oriundo de indústrias sob Serviço de Inspeção Federal (SIF), o que garante maior controle sanitário ao produto que chega ao consumidor final.
De acordo com Juliana, durante o desenvolvimento dos estudos também foi avaliada a qualidade do leite proveniente de rebanhos vinculados a cerca de 85% das

Foto: Shutterstock
agroindústrias familiares do estado com Selo de Inspeção Estadual. Nesse processo, foram capacitados 52 fiscais agropecuários e 57 técnicos da Emater/RO, que passaram a atuar como multiplicadores das boas práticas voltadas à qualidade do leite.
Boas práticas elevam produtividade e reduzem perdas
A integração entre pesquisa e extensão rural em Rondônia confirmou que a adoção de boas práticas tem impacto direto na rentabilidade das propriedades. Para o técnico do Programa Balde Cheio, Abner Guimarães, a capacitação focada na qualidade do leite é determinante para o retorno econômico do produtor. “A abordagem técnica permitiu aos produtores a compreensão do quanto a mastite pode ser economicamente importante dentro de uma propriedade; assim, incentivou a adoção de práticas de higiene e o uso correto de antimicrobianos”, explica.
O produtor Ademir Reolon, de Vilhena (RO), relata que as orientações técnicas contribuíram para a redução da contagem padrão em placas (CPP) e da contagem de células somáticas (CCS), o que resultou em bonificações pagas pela indústria. “A partir das orientações, começamos a realizar o monitoramento da mastite subclínica e a adoção da linha de ordenha, em vez de realizar o tratamento com antibióticos”, afirma.
Na avaliação do médico veterinário da Emater/RO, Samuel Borges, a aplicação de protocolos adequados e o acompanhamento em tempo real foram decisivos para a mudança de comportamento nas propriedades.
Ele explica que a mastite clínica exige descarte do leite, gerando perdas diretas e custos com tratamento. Já a forma subclínica, mais difícil de identificar, pode reduzir significativamente a produção sem sinais visíveis. “Dependendo do grau de infecção do rebanho, a queda na produção de leite pode chegar a 18%. Esse é um prejuízo difícil de mensurar, mas é uma realidade. E, por fim, pode chegar ao ponto de descarte dos animais”, complementa.
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Abate de fêmeas volta a crescer e muda composição da pecuária brasileira
Matrizes e novilhas responderam por 49,9% dos animais abatidos no primeiro trimestre, o maior índice já registrado para o período pelo IBGE.

O crescimento do abate de fêmeas marcou o início de 2026 na pecuária bovina brasileira e alterou a composição dos animais destinados aos frigoríficos no país. No primeiro trimestre, matrizes e novilhas representaram 49,9% do total de bovinos abatidos, a maior participação já registrada para o período na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Foto: Divulgação
O percentual praticamente iguala a presença de machos e fêmeas nos abates e interrompe uma sequência de dois trimestres consecutivos de queda na participação das vacas e novilhas enviadas para o abate.
Ao todo, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças entre janeiro e março deste ano, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento na comparação anual, houve redução de 6,9% em relação ao quarto trimestre do ano passado, quando tradicionalmente o ritmo de abates costuma ser maior.
Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o comportamento das fêmeas foi determinante para o resultado do trimestre. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, afirmou.

Foto: Divulgação
Produção de carne também atinge recorde
O aumento no número de animais abatidos refletiu diretamente na produção de carne bovina. No primeiro trimestre, foram produzidas 2,63 milhões de toneladas de carcaças, o maior volume já registrado para os três primeiros meses do ano.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a produção cresceu 5,1%. Já em relação ao quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,3%, acompanhando a redução no ritmo dos abates.
O avanço da participação das fêmeas é acompanhado de perto por analistas do setor por ser um dos indicadores do

Foto: Fernando Dias
ciclo pecuário. Quando cresce o envio de vacas e novilhas para os frigoríficos, aumenta a oferta de carne no curto prazo, mas pode haver impacto sobre a reposição do rebanho nos anos seguintes, dependendo da intensidade desse movimento.
Entre as unidades da Federação, o Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% de todo o abate bovino do país no primeiro trimestre. Em seguida aparecem São Paulo, com 11,6%, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.
Os dados fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha divulgadas pelo IBGE e reforçam que, embora o volume total de abates tenha alcançado um novo recorde para o período, a principal mudança observada no início de 2026 ocorreu na composição do rebanho destinado aos frigoríficos.







