Bovinos / Grãos / Máquinas Saúde Animal
Bovinos sofrem efeitos agudos das verminoses no inverno
O Presente Rural procurou o consultor técnico André Pratto, um dos especialistas sobre verminose no Brasil, para saber mais a respeito

As verminoses aparecem mais no verão, mas os bovinos sentem seus efeitos mais intensamente no inverno, quando as pastagens não possuem boa qualidade, resultando em baixa resistência dos animais, tanto de corte quanto de leite. Para explicar sobre o tema, O Presente Rural procurou o consultor técnico André Pratto, um dos especialistas do assunto no Brasil.
O Presente Rural (OP Rural) – O que são verminoses?
André Pratto (AP) – As verminoses dos bovinos são causadas por nematódeos gastrintestinais. Na sua grande maioria são infecções mistas, nas quais várias espécies de nematódeos estão envolvidos. Pode-se dizer que essa enfermidade está presente em praticamente 100% das propriedades de bovinos do mundo.
OP Rural – Têm prevalência em todas as estações do ano?
AP – A prevalência varia de acordo com a época do ano. No período das chuvas, que vai de outubro a março, a grande maioria dos vermes encontra condições favoráveis de clima para o seu desenvolvimento, ocorrendo maior contaminação das pastagens quando comparado com os períodos mais secos e frios do ano. Devido ao aumento da temperatura e humidade, ocorre o crescimento das pastagens, favorecendo a criação de um microclima que proporciona melhor condição para o desenvolvimento da fase de vida livre dos parasitos e, consequentemente, maior fonte de contaminação para os bovinos. Entretanto na época seca do ano (abril a setembro), os vermes estão na sua forma de vida adulta parasitária, e grande parte deles estão presentes nos animais, em um estado manifestado como hipobiose. Nessa condição, os nematódeos interrompem o seu ciclo biológico, mantendo o metabolismo muito baixo até a instalação de condições mais favoráveis para seu desenvolvimento. Porém, com a diminuição da quantidade e qualidade das pastagens, os problemas de verminoses tendem a se agravar.
Embora o inverno não seja favorável para o ciclo de vida livre dos vermes, os bovinos sentem mais os efeitos das verminoses, pois geralmente estão com a resistência orgânica diminuída em função do baixo valor nutricional das pastagens.
OP Rural – O que mais contribui para o aparecimento de verminoses?
AP – Todos os animais criados a campo estão sujeitos a verminoses, contudo normalmente os surtos ocorrem entre a desmama e os dois anos de idade. Entretanto, condições de estresse, como deficiência alimentar, prenhez, lactação, alta lotação animal, resistência do parasito aos vermífugos utilizados e falta de rotação de pastagens podem favorecer o parasitismo mesmo em animais adultos.
OP Rural – Elas acometem bovinos de corte e leite? Que prevalência?
AP – Sim, tanto o bovino de corte quanto o de leite podem ser acometidos por verminoses. A prevalência vai depender dos fatores já citados anteriormente como, idade, manejo, época do ano e condições de estresse.
OP Rural – Quais os sintomas?
AP – As verminoses podem se manifestar nas formas clínica e subclínica. No primeiro caso, os sinais clínicos caracterizam-se por menor ganho de peso, perda de apetite, emagrecimento progressivo, mucosas pálidas (anemia), desidratação, edema de barbela, pelos arrepiados e sem brilho, fezes pastosas e, posteriormente, diarreia. Porém esta situação dificilmente ultrapassa mais de 10% dos casos.
O grande problema são as verminoses subclínicas, que atingem cerca de 90% dos casos. Nesta situação, os animais não apresentam sinais clínicos típicos das verminoses, porém ocorre atraso no crescimento, diminuição do ganho de peso, diminuição da produção leiteira, retardo nas atividades reprodutivas e predisposição a outras doenças.
OP Rural – Quais os prejuízos econômicos possíveis?
AP – O maior prejuízo para os pecuaristas está na redução do desempenho dos animais e no menor ganho de peso, podendo gerar perdas econômicas que chegam a 20-30%. No caso de bovinos de corte essa redução no desempenho gera menor peso ao desmame e aumenta a idade até o abate, podendo representar de uma a quatro arrobas a menos durante a vida do bovino. Em bovinos de leite as novilhas vão demorar mais para ter condições de saúde e peso para emprenhar e consequentemente dar leite. Uma novilha com bom desenvolvimento consegue atingir idade ao primeiro parto por volta de 24 meses, entretanto, caso tenha ocorrido uma falha no controle das verminoses, essa idade pode atingir até 36 meses.
OP Rural – Como prevenir e quais os tratamentos?
AP – Medidas de manejo devem ser associadas para diminuir o número de formas infectantes no ambiente, tais como: descanso de pastagens, pastejo alternado entre diferentes espécies de animais (bovinos, ovinos e equinos), pastejo com categorias não suscetíveis ou menos suscetíveis (animais adultos e jovens) e pastejo rotativo.
O tratamento é realizado com a administração de anti-helmíntico de amplo espectro, uma vez que as infecções por nematódeos são, geralmente, mistas. As principais estratégias utilizadas são:
Curativo – Neste tipo de controle, os animais são tratados apenas quando apresentam verminose clínica. Esta estratégia não traz benefícios ao produtor, pois não previne os prejuízos causados pela verminose subclínica, que acomete até 90% do rebanho.
Supressivo ou tradicionais – Neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré-estabelecidos durante todo o ano, realizando a administração em todo o rebanho, uma vez na entrada da estação chuvosa e outra na entrada da estação seca.
Tático – Neste tratamento os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou associados a práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, aquisição de animais novos para a propriedade e em fêmeas próximas ao parto.
Estratégico – Esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações e na diminuição das populações de vida livre. Consiste na utilização racional de vermífugos que irão contribuir para a manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, contribuindo para o melhor retorno (custo x benefício). Preconiza-se a aplicação em 3 momentos do ano: 1ª no mês anterior ao primeiro mês mais seco, 2ª no segundo mês mais seco, 3ª após o terceiro mês mais seco.
Deve-se levar em consideração que as verminoses afetam o equilíbrio nutricional, uma vez que induzem à redução da ingestão alimentar, diminuem a absorção de nutrientes, propiciam sangramento intestinal e consomem grandes quantidades de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas.
O uso de vitaminas ADE juntamente com a administração de vermífugos tem demostrado excelentes resultados na recuperação e ganho de peso dos animais, provando ser uma boa estratégia no tratamento de bovinos.
Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de junho/julho de 2019 ou online.

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Financiamentos para pecuária leiteira ultrapassam R$ 164 milhões em um ano no Paraná
Recursos liberados pelo BRDE superam média histórica e reforçam modernização e expansão da cadeia leiteira no Estado.

Com linhas específicas e condições diferenciadas para o segmento, incluindo operações com juro subsidiado, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) direcionou R$ 164,5 milhões a 1.627 contratos de financiamento para a pecuária leiteira paranaense nos últimos 12 meses. O volume representa um patamar 84% superior à média anual registrada nos últimos cinco anos e reforça uma aceleração dos investimentos em criação e beneficiamento do leite no Estado. Desde 2021, as operações de crédito do BRDE para essa cadeia produtiva somam R$ 471,3 milhões.
O movimento acompanha a fase de expansão do setor no país. Em 2025, a produção brasileira registrou crescimento estimado de 7,2% em relação ao ano anterior, com impactos diretos sobre a oferta e sobre o ambiente de mercado para 2026, de acordo com análise da Embrapa. No recorte estadual, o Paraná detém a segunda posição no ranking nacional e responde por quase 13% do total produzido, conforme dados oficiais organizados a partir de estatísticas do IBGE.

Foto: Fernando Dias
Além das linhas tradicionais de financiamento, produtores e agroindústrias do setor também podem acessar operações por meio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em abril de 2021, com juros subsidiados para incentivar investimentos, modernização e ganho de competitividade no campo.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, o avanço do crédito reflete uma mudança de perfil na atividade. Segundo ele, a pecuária leiteira do Paraná busca cada vez mais qualidade de gestão e de produto, mais tecnologia e uma preocupação crescente com eficiência e previsibilidade. “O papel do BRDE é dar escala a esse salto, com financiamento de longo prazo e foco em produtividade, sustentabilidade e renda no campo. Esses ganhos de produtividade ajudam a reduzir custos e ampliam a capacidade de competir, inclusive no mercado externo”, afirma.
Entre os produtores atendidos pelo BRDE está Marius Bronkhorst, de Arapoti, nos Campos Gerais. Ele iniciou a atividade leiteira em 1982 com 20 vacas e, ao longo de quatro décadas, ampliou a estrutura até alcançar 600 vacas em lactação e uma produção diária de 18 mil litros. Há cerca de 15 anos, acessou uma linha de crédito do BRDE, com juros de 2,5% ao ano, que possibilitou modernizar a propriedade, investir em confinamento total do rebanho e em tecnologias de ordenha e monitoramento. A produção saltou de 6 mil para 18 mil litros por dia, com expectativa de atingir 7 milhões de litros no ano.
“Antes do apoio do BRDE conseguíamos viver bem, mas era sem estrutura e perspectiva de crescimento. Com o crédito, passamos a crescer de forma gradativa e sustentável, com ganhos na produção e na satisfação dos funcionários”, diz Bronkhorst.
Além das operações voltadas à produção primária, o banco também fechou 25 contratos direcionados ao beneficiamento e à industrialização do leite nos últimos cinco anos, com R$ 59 milhões em recursos. A avaliação do BRDE é que essa segunda frente — agregação de valor, qualidade industrial e logística — é decisiva para sustentar o ciclo de investimentos na fazenda e melhorar a resiliência do setor em momentos de oscilação de preços.
Regiões

Foto: Shutterstock
Dentro do Estado, as mesorregiões Centro-Sul Paranaense e Sudoeste Paranaense concentram mais de 50% dos contratos firmados pela Agência Paraná do BRDE. A maior parte das operações é voltada à criação de bovinos para produção de leite, e 99,44% dos financiamentos têm como beneficiários produtores rurais.
O diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, observa que a capilaridade do crédito ajuda a explicar a consistência do avanço. “Não se trata apenas de financiar uma compra pontual. O que vemos é um ciclo de modernização. Quando o investimento chega na ponta com condições adequadas, ele vira produtividade e estabilidade para a propriedade”, afirma.
A série histórica recente indica dois momentos de maior aceleração no crédito para o setor leiteiro. O primeiro ocorreu entre 2022 e 2023, quando o volume contratado passou de R$ 51,8 milhões para R$ 94,9 milhões. Um novo avanço foi registrado entre 2024 e 2025, com alta de R$ 100 milhões para R$ 150,7 milhões, o maior valor anual do período de cinco anos. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses, já foram formalizados 246 contratos, que somam R$ 24,8 milhões.

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar
O superintendente da Agência do BRDE no Paraná, Paulo Starke, avalia que os números traduzem uma mudança de patamar. “O que observamos é um movimento consistente de profissionalização da atividade leiteira. O produtor está investindo em tecnologia, eficiência e escala”, disse Starke. “E o crédito é um instrumento para viabilizar essa transição, especialmente quando combinado a mecanismos de juro subsidiado, que reduzem o custo financeiro do investimento e aceleram a adoção de tecnologia, permitindo ganho de produtividade e maior estabilidade econômica para as propriedades”, afirma.
Produtores interessados em acessar os recursos do Banco do Agricultor Paranaense devem procurar uma das cooperativas de crédito conveniadas ao BRDE. A lista completa de instituições está disponível no site do BRDE:
Projetos com valor acima de R$ 800 mil podem ser submetidos diretamente pelo internet banking do BRDE.
Confira as linhas de financiamento:
– Pronaf Mulher: juro zero
– Cooperativas da agricultura familiar: juro zero
– Agroindústria familiar: juro zero
– Produção, captação e armazenamento de água: juro zero
– Erva-mate, pinhão, seda, café, orgânicos, apicultura e horticultura: juro zero
– Turismo rural: juro zero
– Pecuária de corte e leite: juros de 1% a 4%
– Piscicultura: juros de 1% a 4%
– Projetos de energia renovável: juro zero para projetos de até R$ 500 mil. Acima desse valor, juros variam de 2% a 5,5%
– Biogás: juro zero para projetos de até R$ 2 milhões para pessoas físicas e de até R$ 20 milhões para CNPJs. Acima desses valores, juros de 5%
– Projetos de irrigação: juro zero para projetos de até R$ 1 milhão para pessoa física e de até R$ 4,5 milhões para pessoa jurídica. Acima desses valores, os juros variam de 3% a 5,5%
– Demais linhas do Pronaf: redução de cinco pontos percentuais nos financiamentos, cujas taxas variam de 8,5% e 10,5%, devendo ficar entre 3,5% e 5,5%.
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Mulheres fortalecem a pecuária com gestão, técnica e inovação
Participação feminina amplia influência nas decisões das propriedades e em entidades ligadas ao setor.

A presença feminina na pecuária de Mato Grosso tem se ampliado nos últimos anos, com mulheres assumindo funções de gestão, decisões técnicas e posições estratégicas dentro das propriedades rurais e das entidades do setor. Além de atuar na administração das fazendas, elas também estão presentes em áreas como medicina veterinária, zootecnia, agronomia, comercialização e gestão financeira.
Na propriedade onde atua em Diamantino, a cerca de 208 quilômetros de Cuiabá, a pecuarista e médica veterinária Mara Ferreira divide o tempo entre a rotina no campo e atividades técnicas ligadas à produção. O trabalho envolve manejo reprodutivo, inseminação artificial, atendimentos clínicos, cirurgias, além de orientação sobre sanidade, nutrição e questões ambientais do rebanho.

Pecuarista e médica veterinária, Mara Ferreira: “A mulher sempre esteve à frente dos negócios, sempre esteve ali no campo trabalhando. Eu acredito que ela só ficava ali de uma forma silenciosa” – Foto: Divulgação/Imac
Segundo Mara, o interesse pela atividade começou ainda na infância, quando acompanhava o trabalho da família no campo. “Eu atuo nessa parte reprodutiva, inseminação artificial, faço a parte clínica também, algumas cirurgias, trabalho muito na questão de orientação de sanidade, a parte nutricional também, a parte ambiental. Foi um sonho de infância que se concretizou”, relata.
A influência da atividade no campo também chega à nova geração da família. De acordo com ela, a filha se prepara para prestar vestibular para medicina veterinária.
Para a pecuarista, as mulheres sempre estiveram presentes na rotina das propriedades rurais, mas atualmente participam de forma mais ativa das decisões. “A mulher sempre esteve à frente dos negócios, sempre esteve ali no campo trabalhando. Eu acredito que ela só ficava ali de uma forma silenciosa”, afirma.
Ela também destaca que a participação feminina contribui com diferentes habilidades na condução das atividades no campo. “A gente tem muito a contribuir. Às vezes não tem aquela força física do homem, mas a gente entra com o lado delicado, social, de inovação, de uma opinião, com tarefas multidisciplinares que a gente encaixa perfeitamente bem. Então, com certeza a mulher é bem-vinda no meio rural e ela pode estar onde ela quiser”, enfatiza.
Na avaliação da diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Paula Sodré Queiroz, a presença feminina na pecuária do estado se tornou cada vez mais comum e passou a ocupar também espaços de liderança e decisão dentro da cadeia produtiva.
“A mulher sempre esteve na pecuária mato-grossense. O que mudou é que agora ela está sendo ouvida. Estamos ocupando espaços de decisão, de técnica, de liderança. É uma tendência clara e consistente, que tem trazido importantes transformações no campo”, destaca Paula.
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Prazo para vacinação contra raiva termina em 24 de março no Oeste do Paraná
Produtores de 30 municípios devem imunizar animais a partir de três meses, conforme determinação da Adapar.

O prazo para a regularização vacinal contra a raiva para animais de produção para 30 municípios do Oeste do Estado chega ao final em 24 de março. A decisão foi comunicada na portaria 368/2025 da Adapar, em setembro e previu um prazo de seis meses para os produtores vacinarem seus herbívoros domésticos com idade a partir de três meses.
O grupo de animais que deve ser imunizado inclui búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras, com idade igual ou superior aos três meses. Animais que receberem forem vacinados pela primeira vez, devem tomar uma dose de reforço entre 21 e 30 dias e, posteriormente, de forma anual.

Foto: Shutterstock
Estão inclusos na obrigatoriedade os municípios de Boa Vista da Aparecida, Braganey, Campo Bonito, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Planalto, Pérola D’Oeste, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Realeza, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste.
A medida leva em conta a quantidade de focos registrados nos últimos anos, a proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu, a ocorrência de áreas compartilhadas de transmissão e o número de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos. A obrigatoriedade abrange apenas 30 municípios, mas a vacinação é aconselhada em todo o território paranaense.
A Raiva é considerada uma das doenças de maior importância em Saúde Pública, sendo uma das zoonoses mais letais, com grandes impactos econômicos, sociais e sanitários. Quando abordada à ótica da Saúde Única, que engloba a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente, o controle depende de uma atuação integrada entre diversos setores públicos. As ações constantes são uma forma importante de controle do vírus.
Segundo dados do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Adapar, 218 casos de raiva foram confirmados no ano de 2025 até novembro. A doença circula tanto em territórios urbanos, onde cães e gatos são os principais transmissores, quanto no em ambientes rurais, territórios em que os morcegos hematófagos são os principais reservatórios e responsáveis pela transmissão aos animais de produção. O vírus é letal para animais e para humanos, caso não seja identificada a contaminação em tempo hábil para o tratamento.
Prevenção
A autarquia realiza o cadastramento e o monitoramento dos abrigos de morcegos hematófagos – controle da espécie Desmodus rotundus –, investiga casos suspeitos em herbívoros com coleta de material e executa ações em focos de raiva. Atividades de educação sanitária relacionadas à identificação dos morcegos hematófagos, ao reconhecimento dos sinais clínicos da doença nos animais e sobre como realizar uma notificação são ações desenvolvidas rotineiramente pelos servidores.
Praticidade
A vacina contra a raiva tem baixo custo, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser dada anualmente. A vacinação preventiva é a melhor forma de combate direto. Uma vez que o animal apresente sinais clínicos, não há tratamento.



