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Bom ritmo de exportação sustenta mercado suíno em agosto

Mercado brasileiro de suínos encerrou a última semana de negócios do mês de agosto com preços firmes

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos encerrou a última semana de negócios do mês de agosto com preços firmes, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado. “O bom ritmo de exportação ao longo do mês contribuiu para reduzir a oferta interna e foi um dos fatores que favoreceu a boa valorização das cotações”, destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia.

Ele afirma que não há sinais de reversão deste movimento de valorização dos preços no curto prazo, diante da oferta interna ajustada e da boa procura por parte dos frigoríficos. “Os animais foram abatidos com um peso mais leve que o habitual em vários estados, de modo a evitar um maior impacto nos custos, em meio à forte alta do milho e do farelo de soja. Esta é a principal queixa dos granjeiros ao longo do mês”, pontua.

Por outro lado, Maia destaca que a demanda pela carne suína esteve um pouco mais fraca na semana, o que é normal para o período de final do mês, mas com uma expectativa de melhora na primeira quinzena de setembro com a entrada de salários na economia. “Os frigoríficos continuam alegando dificuldade para repassar as altas recentes, o que pode acirrar o ambiente de negócios nos próximos dias”, sinaliza.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 14,41% ao longo do mês, de R$ 5,62 para R$ 6,43. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 9,63 para R$ 11,06, aumento de 14,86%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,33, ante os R$ 9,06 praticados no encerramento de julho, com valorização de 14,02%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 139,435 milhões em agosto (15 dias úteis), com média diária de US$ 9,295 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 62,378 mil toneladas, com média diária de 4,158 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.235,30.

Na comparação com agosto de 2019, houve avanço de 87,42% no valor médio diário exportado, ganho de 86,7% na quantidade média diária e alta de 0,39% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 123,00 para R$ 145,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,30 para R$ 4,50. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 5,95 para R$ 7,00.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração aumentou de R$ 4,40 para R$ 4,60. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,05 para R$ 7,20 No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 6,00 para R$ 7,10 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 4,40 para R$ 4,70.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração passou de R$ 4,40 para R$ 4,70, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 5,10 para R$ 6,25. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,80 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 7,80. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,10 para R$ 7,90. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado avançou de R$ 4,20 para R$ 4,60. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 5,20 para R$ 6,50.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Santa Catarina amplia em 15% área plantada de trigo

Com a safra encerrada no final de janeiro, a expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas

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Divulgação/AENPr

A alta nos preços estimulou o plantio de trigo em Santa Catarina. Com a safra encerrada no final de  janeiro, a  expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 58 mil hectares – um aumento de 15% na área plantada em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural vem estimulando a produção de trigo nas lavouras catarinenses como alternativa para reduzir a crescente dependência de milho para ração animal.

“Embora com uma queda na produtividade, tivemos um resultado muito positivo na safra de trigo 2020/2021. Estamos estimulando a pesquisa para o desenvolvimento de novos cultivares, queremos ampliar ainda mais a área plantada com cereais de inverno em Santa Catarina. Temos áreas pouco utilizadas, com lavouras disponíveis para o plantio de trigo, triticale e cevada, por exemplo, que podem ser utilizados na fabricação de ração animal. Com isso, conseguiremos agregar mais uma fonte de renda para o produtor rural”, destaca o secretário da Agricultura, Altair Silva.

Em algumas regiões como Canoinhas e São Bento do Sul, o aumento da área plantada chega a 40%. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) João Rogério Alves, os bons preços praticados no início da safra levaram os produtores a investir na atividade e ampliar suas áreas de cultivo.

As estimativas são de que os catarinenses tenham colhido 171,3 mil toneladas de trigo na safra 2020/21, uma alta de 11% em relação ao ano anterior. Boa parte da produção está concentrada na região de Canoinhas e Chapecó.

Alta nos preços de trigo

A manutenção dos preços do trigo em patamares elevados se deve a vários fatores, entre eles a produção nacional insuficiente para atender a demanda, já que mais da metade do volume consumido pelo mercado brasileiro é importado. Outro aspecto relevante é o mercado internacional, com o dólar elevado e a implementação de barreiras tarifárias impostas por importantes países exportadores.

Estímulo ao plantio de grãos de inverno

Com uma cadeia produtiva de carnes em constante crescimento, Santa Catarina busca alternativas para reduzir a dependência de milho e diminuir os custos de produção. A Secretaria de Estado da Agricultura pretende reforçar o apoio para o plantio de trigo, triticale e cevada.

A Secretaria da Agricultura já desenvolve um Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno, que pretende ampliar em 120 mil hectares a área plantada com esses grãos no estado. A intenção é ocupar as áreas de cultivo também nesta estação, trazendo uma alternativa de renda para os produtores e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Comprador pressiona, mas baixa oferta de animais limita queda do indicador

Esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços

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Divulgação/Embrapa

Neste início de março, frigoríficos seguem cautelosos para novas aquisições de animais, tentando evitar abrir preços maiores aos pecuaristas. Segundo colaboradores do Cepea, esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços.

No entanto, a oferta limitada de animais para abate tem diminuído a força da pressão compradora. De 24 de fevereiro a 3 de março, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) permaneceu praticamente estável (-0,45%), fechando a R$ 298,15 na quarta-feira (03).

Quanto às vendas ao mercado internacional, o menor número de dias úteis em fevereiro e o ano novo chinês reduziram os embarques da carne bovina brasileira para o patamar registrado em janeiro/19. Mesmo assim, as exportações seguem acima das 100 mil toneladas mensais desde o começo de 2018, mostrando que o mercado externo continua importante para o Brasil. Em fevereiro, o Brasil exportou 102,12 mil toneladas do produto in natura, baixas de 4,85% em relação a janeiro/21 e de 7,64% em comparação a fevereiro do ano passado (dados da Secex).

Fonte: Cepea
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Notícias ANTT

Transporte rodoviário tem novo piso mínimo de frete

Tabela foi publicada na quarta-feira (03) no Diário Oficial da União

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Gervásio Baptista/Agência Brasil

O transporte rodoviário de carga tem novo piso mínimo de frete. A tabela com os valores específicos foi publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Diário Oficial da União de quarta-feira (03).

Conforme diz a nota técnica que antecedeu a portaria, a Lei nº 13.703/2018 determina que, quando ocorrer no mercado nacional oscilação no preço do óleo diesel superior a 10% (para mais ou para menos), uma nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela agência do setor.

Essa equação considera alguns coeficientes relativos aos custos de deslocamento, de carga e de descarga. Tais custos contemplam tanto custos operacionais como mercadológicos. Entre os elementos considerados estão os de aquisição do veículo, preço do óleo diesel, pneus e salário dos motoristas. O atual reajuste não inclui o IPCA, segundo a ANTT.

A tabela apresenta os novos pisos mínimos para os mais diversos tipos de frete – diferenciados por tipo de carga, coeficiente de custo e número de eixos carregados. O cálculo apresentado na nota técnica leva em consideração o resultado de um levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, tendo como período observado o relativo a 22 e 27 de fevereiro, quando o valor médio do diesel S10 aumentou de R$ 3,663 para R$ 4,25.

Em termos percentuais, esse aumento equivale a 16,03%. Percentual acima dos 10% usados como espécie de gatilho para a revisão da tabela, pela agência.

Fonte: Agência Brasil
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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