Suínos Mercado
Bolsas de Suínos garantem preço e segurança para produtores brasileiros
Com a bolsa, o suinocultor tem mais informações e maior segurança no momento de comercializar o suíno

Quem trabalha com a suinocultura sabe a grande montanha-russa que é esse mercaado. Alguns anos está bom, em outros nem tanto. Os preços pagos e também custeados pelo suinocultor fazem toda a diferença no ânimo de todos da cadeia. Mas algo que tem ajudado muitos suinocultores de diversos Estados é a Bolsa de Suínos. Uma ferramenta utilizada por suinocultores de vários estados, como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A partir dela, o suinocultor tem mais informações e maior segurança no momento de comercializar o suíno, sabendo que o preço que está recebendo é o justo para o momento.
Cada Bolsa com as suas particularidades, trocando informações, os Estados conseguem definir um preço, fazendo o suíno brasileiro mais valorizado e o suinocultor mais bem remunerado. Para entender como funciona isso, a reportagem de O Presente Rural conversou com os responsáveis das Bolsas de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
Santa Catarina
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, explica que a Bolsa de Suínos de Santa Catarina era feita em forma de pesquisa de mercado até o ano de 2018. “Em julho daquele ano aconteceu uma reunião em Concórdia com os representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Assim, começamos a trabalhar com uma bolsa unificada entre esses Estados. Mais tarde entrou também Goiás e Minas Gerais”, lembra. No início a Bolsa de Santa Catarina acontecia todas as segundas-feiras. “Mas a de Minas Gerais sempre acontecia na quinta-feira, por isso uma sempre servia de referência para a outra”, conta.
De acordo com Lorenzi, Santa Catarina define os preços da Bolsa a partir das informações que são coletadas com produtores de todas as regiões do Estado. “Eles passam para nós a comercialização que tiveram na semana, os preços acertados e as tendências de mercado para a próxima semana. A Bolsa fica sobre aquilo que foi vendido e mais a perspectiva de mercado para a próxima semana”, explica. Ele conta que trabalhar dessa forma tem sido um grande balizador de mercado, já que a maioria dos suinocultores independentes do Estado se espelham na Bolsa para vender os animais, assim como os grandes produtores de suínos já têm contrato firmado com o preço da Bolsa.
No início de janeiro, informa o presidente da ACCS, houve uma mudança na Bolsa e ela passou a acontecer nas quintas-feiras, assim como acontece em Minas Gerais e São Paulo. “Fizemos essa mudança para unificar a informação. Então, na parte da manhã conversamos com os produtores e próximo ao meio dia conversamos entre os responsáveis pelas Bolsas de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais para alinharmos as negociações e preços sobre aquilo que é a realidade do mercado”, explica.
Para Lorenzi, a Bolsa tem sido muito positiva para os suinocultores catarinenses. “Se a gente olhar a avaliação do que fazemos, aqui trabalhamos com regiões específicas como o Extremo-Oeste, Meio-Oeste e Sul do Estado. Então, por mais que a gente compila os dados e colocamos um valor único na Bolsa, acrescentamos também como ficaram as negociações nessas regiões. O Extremo-Oeste sempre tinha o menor preço de todos, mas isso, por falta de informação de mercado”, comenta. Segundo a liderança, hoje a região tem o melhor preço do Estado, porque como não há tantos produtores independentes naquela região e a procura é muito grande os produtores começaram a se organizar melhor com o preço. “Em geral houve uma unificação de preços no Estado”, diz.
O presidente da ACCS conta que após o fechamento da Bolsa os preços são enviados para grupos de WhatsApp de suinocultura de todo o país, além de outras redes sociais, site da associação e nas rádios regionais do Estado. “O pessoal já sabe que na quinta-feira tem o preço da Bolsa. É importante ser essa referência e aumenta a nossa responsabilidade, mas estamos aí para fazer bem feito”, acrescenta.
Lorenzi comenta que 2019 foi um ano histórico para a suinocultura. “Tivemos até março uma retração de preços, mas depois disso começou uma recuperação e os custos de produção ficaram estáveis. A gente conseguiu recuperar parte do dinheiro perdido nos últimos quatro anos”, conta. Para ele, a expectativa é que 2020 continue promissor. “Mas com um diferencial. Percebemos que os custos de produção estão aumentando, especialmente quanto ao preço do milho e do farelo de soja. Então, com os custos de produção aumentando, pode diminuir um pouco a margem de lucro do produtor comparando ao ano passado”, afirma.
Minas Gerais
Funcionando há 40 anos, desde 1980, a Bolsa de Suínos do Estado de Minas Gerais (BSEMG) tem se tornado uma referência, não somente ao suinocultor mineiro, mas também para outras Bolsas do país. De acordo com o presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), João Carlos Leite, as reuniões da Bolsa acontecem todas as quintas-feiras, quando são definidos os preços para a semana. “Definimos o preço a partir de uma análise que fazemos do nosso software, das informações que temos, para ser algo justo para todos”, informa.
Ele explica que este software que a Bolsa utiliza trata-se de uma plataforma que conta com informações de produção, comercialização, exportação, entre outros. Destas informações são retirados dados relativos ao total de animais vendidos, peso médio de cargas, peso médio de vendas avulsas, idade média das cargas, animais retidos, retenção para o dia da venda, venda prevista, venda realizada, animais vendidos por faixa de pesos, entre outros dados estão disponíveis para análise. “Isso torna possível o entendimento do mercado no qual a entidade está inserida. E nos ajuda bastante no momento de definir o preço, porque dá mais confiabilidade ao que estamos fazendo. Tanto o produtor quanto o frigorífico se sentem mais seguros em adotar os preços”, afirma.
Para Leite, é possível entender e prever os movimentos de mercado quando se trabalha em cima de números. “A Bolsa de Suínos de Minas Gerais trabalha hoje com uma arrojada plataforma de dados que mapeia diariamente e entende o mercado através de dados gentilmente cedidos por suinocultores e que são automaticamente retirados de seus sistemas de gestão, o que nos dá a segurança de entender a disponibilidade de suínos no Estado de forma automatizada e bastante precisa. Temos vários outros dados que complementam a plataforma, mas vale lembrar das exportações e do acompanhamento do abate oficial a nível Brasil. O processamento desses dados permite acompanhar a disponibilidade interna de carne suína (DICS). Isso tudo facilita a tomada de decisão dos suinocultores na hora da discussão de mercado junto aos frigoríficos” conta.
A tomada de decisão de preços é feita na própria sede da ASEMG, onde eles tem um espaço somente para isso. “Negociamos com produtores e frigoríficos. A intenção é chegar em um consenso com o melhor preço para todos”, diz. Para Leite, se não tiver a Bolsa, tanto o produtor quanto o frigorífico ficam sem referência. “Dessa forma, todos saem tranquilos, sabendo que vão negociar a um preço justo. É bom para todos”, comenta. Segundo ele, existe uma relação de confiança entre todos os envolvidos.
Além de todos os dados do software que são analisados, no momento da decisão do preço também são levados em conta fatores como mercado interno, externo e as exportações. “No mercado interno vemos os preços que estão sendo praticados em São Paulo e no Sul. Mas nós pegamos também o que está acontecendo no nosso mercado para definir um preço. Além disso, acompanhamos ainda todo o mercado externo no geral”, comenta. Os preços que são decididos na Bolsa são informados imediatamente para todos os suinocultores não somente de Minas, mas também do país. “Temos grupos de WhatsApp, no nosso Twitter, outras redes sociais e também no nosso site”, informa.
Para Leite, a média praticada em 2019 foi positiva. “Superou as expectativas dos suinocultores. Podemos dizer que ano passado foi um ano bom para nós. Teve toda a questão da China e o mercado de carnes foi positivo”, analisa. Segundo ele, as expectativas é que 2020 seja parecido. “As informações que temos é que este ano continue a mesma movimentação do ano passado. Não dá pra China se recompor ainda. Mas, para 2021 não se fala muito ainda”, explica.
São Paulo
Funcionando como um parâmetro de preços para o suinocultor de São Paulo, a Bolsa de Suínos é feita no Estado há 25 anos, desde 1994. Com algumas peculiaridades das demais, a cotação da Bolsa paulista é feita diariamente, porém, uma vez por semana é oficializado o valor que será referência na comercialização, explica o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior. “A Bolsa foi criada para que o produtor e o frigorífico possam ter condições de sinalizar o preço mais próxima da realidade do mercado”, informa.
De acordo com Ferreira, a definição de preços, como ocorre cotação diária, é oficializada nas quintas-feiras. “Nós fazemos uma pesquisa junto aos frigoríficos e aos produtores. Na oportunidade eles têm a chance de opinar sobre o preço de referência ou de comercialização”, explica. A liderança expressa que a participação dos suinocultores é decisiva na precificação, uma vez que quanto mais produtores participam, a possibilidade de ocorrer algum erro na referência é menor. “A Bolsa tem sinalizado positivamente para os produtores. Ela acaba sendo uma referência, um patamar de pesquisa de mercado. E já que existe há muitos anos, ela é um instrumento que ajuda o produtor na decisão de venda e gestão”, comenta.
Ferreira informa que os preços são baseados observando o mercado como um todo, tanto São Paulo quanto Estados com maior consumo. “Observamos também como estão as exportações naquela semana ou mês. Prevalece sempre a teoria da oferta e da demanda, por isso que é importante a cotação, porque ela nos baliza tanto no preço, quanto na oferta dos animais”, diz.
Após a cotação ser feita, os preços já são encaminhados para todos. “A informação é online. Assim que termina a Bolsa já é divulgado o preço através de todas as ferramentas que temos disponíveis, como redes sociais, WhatsApp, e-mail e site. Nós trabalhamos muito para que a informação chegue o mais rápido possível ao nosso produtor”, conta Ferreira. Ele informa que a Bolsa ocorre de forma presencial em Campinas, SP. Mas quando há necessidade de fazer de forma online, ela é realizada dentro da estrutura física da associação, que está localizada na cidade de Espírito Santo do Pinhal, SP.
Para Ferreira, o primeiro semestre do ano passado foi negativo para o setor, porém, no semestre seguinte foi mais positivo em termos de preço. “Ocorreu uma rentabilidade no segundo semestre que desafogou um pouco o produtor, já que as perdas de 2017 e 2018 foram grandes”, comenta. Já quanto a 2020, a liderança diz que a associação está sugerindo que o produtor trabalhe este ano para melhorar os investimentos, principalmente na fábrica de ração, instalações, equipamentos e material genético. “O importante é que o suinocultor tenha uma granja forte em termos de competitividade na produção e produtividade”, conta.
Segundo ele, é importante que primeiro o produtor arrume a casa no que foi estragado nos últimos anos, especialmente 2017 e 2018. E somente em um segundo momento que ele pense em aumentar o plantel. “Isso por ainda existir instabilidade no mercado. Temos que ter cautela em aumentar a produção sem saber para onde vamos vender”, diz.
Além disso, há expectativas ainda para melhora no mercado interno, acredita Ferreira. “A economia dá sinais de melhora e isso significa que o trabalhador brasileiro, tendo emprego e salário, tem a possibilidade de um maior consumo de proteína animal. Por isso, acreditamos que este ano será positivo para os produtores”, comenta. Porém, a preocupação, segundo a liderança, está nos custos de produção. “Principalmente no mercado de milho e farelo de soja em questão do câmbio, já que hoje ele tem grande participação em virtude da maioria dos produtos, como milho, vitaminas e aminoácidos, serem todos dolarizados”, explica.
Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2020 ou online.

Suínos
Núcleo da suinocultura do Paraná reage à autorização para recolha de suínos mortos
Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais reafirmam a manutenção dos protocolos sanitários atuais e rejeitam a retirada de carcaças das propriedades, sob argumento de proteção da biosseguridade e do mercado exportador.

A autorização inédita concedida no Paraná para recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos em propriedades rurais provocou reação no centro da suinocultura estadual. Após a formalização, pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do primeiro credenciamento para esse tipo de operação, Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais informam que não adotam a retirada de suínos mortos das propriedades e defendem a manutenção dos procedimentos sanitários já em vigor. A Adapar oficializou o credenciamento da A&R Nutrição Animal, de Nova Aurora, com base na Portaria nº 012/2026.
Na comunicação assinada pelo presidente executivo Elias José Zydek, a Frimesa informa que o Conselho de Administração decidiu “manter os procedimentos sanitários atuais, dentre os quais, a não retirada dos suínos mortos das criações nas propriedades rurais”. No mesmo texto, a cooperativa afirma que “a sanidade e as normativas de biossegurança no Sistema de Integração Suinícola das Cooperativas Filiadas e Frimesa deverão ser cumpridas em conformidade com a legislação vigente, bem como para garantir as habilitações para as exportações”.
A Coopavel adotou tom ainda mais direto. Em comunicado, a cooperativa afirma que “não autoriza e não adota a prática de recolhimento de carcaças”. Na sequência, lista os motivos para a posição institucional. Segundo o texto, a coleta “facilita a disseminação de vírus e bactérias entre as propriedades”, aumenta o risco sanitário dos plantéis, pode comprometer o status sanitário da região e afeta diretamente a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva suinícola”. A orientação da cooperativa é para que “carcaças de suínos devem ser destinadas corretamente na própria propriedade, seguindo as orientações técnicas da Coopavel”.
Resistência
A manifestação das duas cooperativas expõe que, embora o credenciamento tenha sido autorizado pela Adapar, sua adoção prática encontra resistência justamente entre agentes de peso da cadeia integrada de suínos no Paraná. Na prática, o que está em disputa não é a existência do ato regulatório, mas a aceitação, dentro dos sistemas de integração, de um modelo que envolve circulação externa para recolhimento de animais mortos.
Com os comunicados de Frimesa e Coopavel, o tema passa a ter uma nova dimensão. O credenciamento existe, está formalizado e tem respaldo normativo. Ao mesmo tempo, cooperativas centrais da suinocultura paranaense deixam claro que, em seus sistemas, o protocolo permanece sendo a destinação dos animais mortos dentro da própria propriedade, sob a justificativa de biosseguridade, proteção sanitária e preservação das condições exigidas pelos mercados exportadores.
Compostagem
A própria Adapar afirma que a retirada de animais mortos por terceiros continua proibida, sendo permitida apenas para empresas credenciadas, e reforça que o principal destino dos suínos mortos “ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”. O órgão também destacou que o manejo dentro da propriedade reduz riscos sanitários e advertiu que empresas credenciadas não devem adentrar áreas limpas das granjas, para evitar contaminação cruzada.
A autorização concedida pela Adapar prevê que a empresa credenciada poderá recolher, transportar, processar e destinar animais mortos e resíduos da produção pecuária no Estado, com validade de três anos. A portaria também veda o recolhimento de carcaças oriundas de outros estados e proíbe o uso dos produtos gerados no processamento na fabricação de alimentos para consumo animal ou humano. Segundo a publicação, o material processado tem como destino biocombustível, indústria química e fertilizantes.
Suínos
ABCS reúne produtores para discutir integração na suinocultura
Encontro online marca início de agenda voltada ao fortalecimento da relação com agroindústrias.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, na última quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.
A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.
“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.
Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica
A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.
A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.
A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.
Suínos
Startup desenvolve tecnologia inédita para reduzir natimortalidade na suinocultura
Equipamento em fase de protótipo auxilia o parto e busca reduzir perdas nas granjas.

A Pigma Desenvolvimentos, startup com sede em Toledo, desenvolveu uma cinta massageadora voltada a matrizes suínas para auxiliar no trabalho de parto.
O projeto, chamado PigSave, utiliza estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, contribuindo para a redução dos índices de natimortalidade. O equipamento também busca diminuir o estresse e a dor dos animais, além de aumentar a produção de colostro. A proposta é substituir ou otimizar a massagem que normalmente é realizada de forma manual durante o parto.
Segundo o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o desenvolvimento da solução passou por um processo de reestruturação, com foco no aprimoramento do produto e na validação por meio de pesquisa aplicada. A iniciativa tem como objetivo ampliar o bem-estar animal e melhorar a usabilidade da tecnologia no campo.
O equipamento ainda está em fase de prototipagem, com ajustes e testes para mensurar os resultados. A empresa também mantém parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao projeto.
Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos atua na criação de soluções tecnológicas voltadas a demandas industriais e do agronegócio, com foco em automação e ganho de produtividade. Seus projetos integram hardware e software para atender necessidades específicas de produtores e empresas do setor.



