Suínos
Bolsa de suínos de Santa Catarina fecha em R$ 3,80
Presidente da ACCS avalia o valor da bolsa de suínos para a semana
Pela segunda semana consecutiva, a bolsa de suínos de Santa Catarina fecha em R$ 3,80. Em análise de mercado, o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, afirma que a perspectiva de melhora para o suinocultor catarinense ainda está longe, já que os custos de produção ainda ultrapassam a margem de lucro.
De janeiro a agosto deste ano Santa Catarina aumentou em 48% o volume de exportação na comparação com o mesmo período do ano passado. Em âmbito nacional, o incremento nas exportações foi de 120 mil toneladas de carne suína nos primeiros oito meses – correspondendo a 41,40% a mais do que foi exportado no mesmo período de 2015.
“As exportações estão em um bom patamar. Nos primeiros 11 dias de setembro tivemos um volume exportado de 35,4 mil toneladas. A previsão é de que neste mês seja exportado mais de 60 mil toneladas. Mesmo com esse cenário positivo, o mercado ainda está travado. Não há uma compensação para os produtores”, avalia o presidente da ACCS.
Conforme Losivanio, o acumulo de prejuízos para os criadores de suínos é muito grande, principalmente para os independentes, que arcam com todas as despesas dentro da propriedade. “Muitos estão deixando a atividade por não enxergarem um horizonte promissor. Isso preocupa muito o setor, principalmente em Santa Catarina, que é o maior produtor e exortador da proteína. Temos dificuldades em formar sucessores na atividade por conta dessa instabilidade financeira e a falta de políticas públicas para o meio rural”, desabafa.
Custos de produção
Apesar da queda da saca do milho, que hoje pode ser encontrada a R$ 42, o valor da tonelada do farelo de soja ainda está alto, atingindo a casa dos R$ 1.400,00. “Há uma perspectiva de que esses preços caiam nos próximos meses por conta do alto volume da safra e das condições favoráveis do clima. A safra norte-americana também terá bons volumes, fazendo com que haja a tendência de queda nos insumos”, adianta Losivanio.
Baixo preço na integração
O presidente da ACCS lembra que a proteína produzida em Santa Catarina é uma das mais qualificadas no mundo, de modo que é inadmissível da desvalorização do produto no mercado integrado, que hoje remunera o produtor entre R$ 2,90 e R$ 3 pelo quilo do animal vivo. Para ilustrar a falta de valorização da proteína in natura, Losivanio lembra que, em algumas regiões do país, a unidade da banana custa R$ 1.
“O elevado preço da banana é pela escassez no mercado. O produtor de suínos precisa ter a consciência que o momento não é para aumentar o plantel, mas de estagnar a produção. Precisamos ter uma falta de suínos no mercado para que o preço possa aumentar. Com o atual cenário de crise no país, mais de 12 milhões de brasileiros ficaram desempregados, sendo que o consumo não deve se recuperar tão cedo”, analisa o presidente.
Fonte: Ass. de Imprensa da ACCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





