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Boehringer Ingelheim apresenta resultados positivos no controle de Mycoplasma hyopneumoniae por meio do programa Cadeia de Infecção/Prevenção
Desde 2013, com o lançamento do Programa Cadeia de Infecção/Prevenção para o controle de patógenos como Mycoplasma hyopneumoniae, a Boehringer Ingelheim do Brasil tem focado no desenvolvimento de estratégias e protocolos para garantir que a plataforma gere mais resultados positivos e facilite o trabalho do produtor de suínos. Por meio do suporte de Eduardo Fano, gerente técnico das Américas da Boehringer Ingelheim e da equipe do Brasil foram realizados workshops, palestras e visitas a clientes com o intuito de atualizar e discutir junto com consultores renomados no Brasil, profissionais influentes e técnicos, e clientes das diferentes regiões do País sobre as novas ferramentas disponíveis e sobre os detalhes do programa Cadeia de Infecção/Prevenção. Desta forma, o trabalho está sendo aplicado, difundido e customizado conforme a realidade de cada unidade de produção.
Sabemos que a adequação deste novo conceito modifica a cultura de controle da Pneumonia Enzoóticanos rebanhos de produção de suínos. O fato mais interessante é perceber que modifica também os resultados obtidos, maximizando os ganhos e otimizando o trabalho do produtor, relata Eduardo Fano, gerente técnico da Boehringer Ingelheim.
Depois de pesquisar sobre a dinâmica de infecção por Mycoplasmahyopneumoniae em todos os níveis de produção, os protocolos foram desenhados e adaptados aos diferentes desafios de cada região. E os primeiros resultados analisados foram muito positivos: granjas que apresentavam instabilidade na exposição de fêmeas frente ao agente e presença de subpopulações, hoje se encontram estáveis e passando a mesma estabilidade aos leitões. As granjas que estão utilizando o conceito estão satisfeitas com o programa a ponto de, inclusive, diminuir tratamentos com antibióticos nos animais na fase de terminação.
Com resultados tão satisfatórios, a Boehringer Ingelheim está intensificando o número de protocolos em clientes potenciais, promovendo e estendendo o Programa Cadeia de Infecção em todas as regiões produtoras de suínos no Brasil.
Boehringer Ingelheim
O Grupo Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, a companhia opera globalmente com 142 afiliadas e com um quadro de mais de 47.400 funcionários. Há 128 anos, a empresa familiar mantém o compromisso com pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina humana e veterinária. Em 2013, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de 14,1 bilhões de euros e investiu 19,5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.
A responsabilidade social é um elemento importante da cultura empresarial da Boehringer Ingelheim, o que inclui o envolvimento global em projetos sociais como o Mais Saúde e a preocupação com seus colaboradores em todo o mundo. Respeito, oportunidades iguais e o equilíbrio entre as obrigações de carreira e a vida familiar formam a base da gestão da empresa, que busca a proteção e a sustentabilidade ambiental em tudo o que faz.
No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui um escritório em São Paulo e uma fábrica em Itapecerica da Serra. Há 58 anos no País, a companhia estabelece parcerias com instituições locais e internacionais que promovem o desenvolvimento educacional, social e profissional da população.
Na área de saúde animal, a Boehringer Ingelheim é a empresa de mais alto crescimento entre as dez maiores concorrentes. A companhia se destaca pelo fornecimento de produtos feitos com alta tecnologia e inovação e constante aprimoramento.
Fonte: Ass. Imprensa da Boehringer

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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical
De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação
Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.
Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.
Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.
Vitrine atual da agricultura brasileira
Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.
O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.
Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.
Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.
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ASGAV e entidades da proteína animal promovem debate com pré-candidatos ao Governo do RS
Entidades do setor debateram temas como competitividade, logística, infraestrutura, sustentabilidade e políticas públicas para o desenvolvimento da proteína animal no Estado

Representantes da cadeia da proteína animal do Rio Grande do Sul estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (24), no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, para um debate com pré-candidatos ao Governo do Estado. Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do Rio Grande do Sul (SIPS), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (SICADERGS) e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (SINDILAT/RS), o encontro teve como objetivo ampliar o diálogo entre o setor produtivo e os postulantes ao Palácio Piratini.
Com mediação do jornalista Léo Saballa Jr., o painel reuniu lideranças empresariais, dirigentes de entidades e representantes das cadeias de aves, ovos, suínos, bovinos de corte e lácteos, responsáveis por uma parcela significativa da produção agroindustrial e das exportações gaúchas. A iniciativa proporcionou um espaço para apresentação das principais demandas do segmento, discussão de políticas públicas e construção de propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade do setor.
Participaram do encontro os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). Os pré-candidatos Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), também convidados pelas entidades organizadoras, não compareceram ao evento.
Ao longo do debate, os candidatos presentes abordaram temas relacionados ao ambiente de negócios, infraestrutura, logística, segurança jurídica, sustentabilidade, competitividade, resiliência climática e o papel estratégico do agronegócio na economia gaúcha. Também responderam aos questionamentos apresentados pelas entidades representativas da proteína animal, reafirmando o compromisso com o diálogo e com a busca por soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
Para o presidente executivo da Organização Avícola do RS (ASGAV/SIPARGS), José Eduardo dos Santos, o encontro reforça a importância de aproximar o setor produtivo dos futuros gestores públicos.
“A cadeia da proteína animal é uma das grandes forças econômicas do Rio Grande do Sul, gerando emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do Estado. Este debate permitiu apresentar aos pré-candidatos as demandas e os desafios enfrentados pelos diferentes segmentos, fortalecendo um diálogo institucional necessário para a construção de políticas públicas que assegurem a competitividade e o crescimento sustentável do setor”, destacou Santos.
A avicultura do Rio Grande do Sul, uma das principais atividades do agronegócio estadual, tem papel fundamental na geração de empregos, no desenvolvimento regional e na produção de alimentos para o mercado brasileiro e internacional.
Ao promover o debate em conjunto com as demais cadeias da proteína animal, a ASGAV e o SIPARGS reafirmam seu compromisso com o fortalecimento da competitividade do setor e com a construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento sustentável da agroindústria gaúcha.
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Seguro rural, menos risco e mais cautela: as recomendações para enfrentar o El Niño
Conselho de Agrometeorologia do Rio Grande do Sul orienta produtores a adaptar o manejo das lavouras e reforçar a proteção das propriedades.

A previsão de um El Niño forte no segundo semestre de 2026 não altera apenas o cenário climático do Rio Grande do Sul. O fenômeno também deve influenciar diretamente as decisões dos produtores rurais, desde a escolha das cultivares até o volume de investimentos nas lavouras.
Diante da perspectiva de chuvas acima da média, o Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs) divulgou uma série de orientações técnicas voltadas às culturas de inverno e primavera-verão, além de recomendações para a pecuária.

Foto: Divulgação/Seapi
Entre as principais medidas estão a adesão ao seguro agrícola, o escalonamento das épocas de semeadura, o uso de cultivares com diferentes ciclos e a intensificação do monitoramento de doenças e pragas.
O conselho também recomenda que os produtores acompanhem regularmente as previsões meteorológicas e busquem apoio da assistência técnica para adequar o manejo das culturas às condições climáticas previstas.
Menos foco em recordes e mais atenção ao risco
Para as culturas de inverno, o boletim faz um alerta incomum: evitar investimentos com o objetivo de alcançar recordes de produtividade.
Segundo os técnicos, em anos influenciados pelo El Niño, como 2026, o ambiente tende a apresentar maior restrição produtiva em razão do excesso de chuvas e do aumento da incidência de doenças.
A recomendação é que os investimentos em fertilizantes e demais insumos sejam compatíveis com o

Foto: Divulgação
potencial produtivo de cada área e com as condições climáticas previstas.
Outra orientação é priorizar cultivares com maior resistência genética a doenças, especialmente manchas foliares, mosaico comum e doenças de espiga, como giberela e brusone.
O Copaaergs também recomenda a rotação de culturas, sobretudo para o trigo, evitando a semeadura em áreas que receberam trigo, triticale, cevada ou centeio no inverno anterior. A prática ajuda a reduzir a incidência de doenças foliares e podridões radiculares.
Chuvas elevam preocupação com doenças
O excesso de umidade previsto para os próximos meses deve aumentar a pressão de doenças nas lavouras.
Por isso, os técnicos recomendam monitoramento constante das áreas cultivadas e adoção de estratégias racionais de controle químico, evitando aplicações baseadas em calendários fixos.

Foto: Divulgação
As decisões sobre fungicidas e outros defensivos devem considerar a necessidade real da lavoura e as condições climáticas de curto prazo, que costumam apresentar maior precisão nas previsões.
No caso dos cereais de inverno, o boletim chama atenção também para a necessidade de monitorar a presença de micotoxinas nos grãos colhidos, problema que tende a se agravar em anos mais úmidos.
Soja e milho exigem planejamento
Para as culturas de primavera-verão, as orientações envolvem desde a preservação do solo até o respeito ao vazio sanitário da soja.
O Copaaergs recomenda que a semeadura seja iniciada apenas quando a temperatura do solo, a cinco centímetros de profundidade, estiver entre 16°C e 18°C, sempre observando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Outra estratégia sugerida é escalonar as datas de plantio e utilizar cultivares de diferentes ciclos,

Foto: Fernando Dias/Seapi
reduzindo a possibilidade de que as fases mais sensíveis das plantas coincidam com períodos de maior demanda evaporativa ou de instabilidade climática.
No caso do milho, os técnicos orientam que produtores que planejam duas safras antecipem ao máximo a semeadura da primeira, desde que respeitadas as recomendações do zoneamento agrícola.
Pecuária deve reforçar cuidados sanitários
Na pecuária, as recomendações estão voltadas principalmente ao manejo das pastagens e ao bem-estar animal.
O boletim orienta manter carga animal baixa ou moderada nas pastagens naturais durante o inverno, período em que o crescimento das forrageiras tende a ser menor devido ao excesso de nuvens e à redução da radiação solar.

Foto: Divulgação
Também é recomendada a suplementação alimentar com feno, silagem ou ração quando houver baixa disponibilidade de forragem.
Após episódios de chuva intensa, os técnicos sugerem reduzir temporariamente a lotação das pastagens para evitar danos provocados pelo excesso de pisoteio.
Outra preocupação é o aumento dos riscos sanitários. A combinação de chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas pode favorecer problemas de casco, principalmente em vacas leiteiras, além de ampliar a incidência de doenças.
O monitoramento do estresse térmico também entra na lista de prioridades, especialmente para animais de alta produção de leite. Segundo o Copaaergs, as temperaturas devem permanecer acima da média climatológica em parte do Estado, sobretudo em setembro.
Seguro agrícola
Entre as recomendações gerais, o conselho destaca a adesão a programas públicos e privados de

Foto: Divulgação
seguro rural como uma das principais ferramentas para reduzir perdas em anos de maior instabilidade climática.
Além disso, os produtores são orientados a manter o solo protegido com plantas de cobertura, investir em práticas de conservação e ampliar a capacidade de armazenamento de água nas propriedades.
A avaliação dos técnicos é que, diante da previsão de um El Niño forte, a gestão de riscos será tão importante quanto as decisões relacionadas à produtividade das lavouras.
