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Bloqueio atmosférico na região central do país impede que chuvas cheguem ao Paraná e Mato Grosso do Sul

No Paraná e sul do Mato Grosso do Sul estão previstas chuvas mais generalizadas e em bons volumes somente a partir do dia 08/05

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A passagem de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (30) deixa o tempo bastante instável e com chuva a qualquer hora do dia em grande parte do estado gaúcho, o que deve inviabilizar totalmente os trabalhos de colheita do arroz, soja e milho. Somente na quinta-feira (3) é que o tempo começa a abrir e possibilita o retorno das atividades de campo. Esse sistema meteorológico deve ocasionar chuvas apenas sobre o Rio Grande do Sul e na metade leste de Santa Catarina, devido ao bloqueio atmosférico que ainda está sobre a região central do país. As áreas produtoras do Paraná, Mato Grosso do Sul e quase toda a região Sudeste e Centro-Oeste não serão afetadas e terão mais uma semana de tempo firme e sem chuva.

Apenas poderão ocorrer pancadas de chuvas isoladas sobre as áreas produtoras da metade norte do Mato Grosso e de Goiás, além do Pará e áreas do Tocantins, Maranhão e Piauí.

Tais condições meteorológicas colocam em xeque a produção de milho safrinha e feijão no Brasil. A falta de chuvas regulares e em bons volumes em grande parte das regiões produtoras reduz drasticamente os níveis de umidade do solo, e mantém uma condição desfavorável ao desenvolvimento das lavouras.

Como boa parte das lavouras já se encontra em fase de pendoamento, os efeitos do déficit hídrico são bem significativos. Para essas regiões, não há previsão de chuva ao longo de toda essa semana. Apenas no começo da semana que vem é que uma nova frente fria estará avançando sobre o Sul do Brasil, mas não deve levar chuvas generalizadas e em altos volumes às regiões produtoras de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Somente no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul é que estão sendo previstas chuvas mais generalizadas e em bons volumes a partir do dia 08/05. Até lá, o tempo segue aberto, sem chuva e com temperaturas máximas em elevação. Isso deve agravar ainda mais a situação das lavouras de milho e feijão.

No caso das lavouras de cana-de-açúcar, café e citros, as condições ainda são tranquilas, apesar do período mais seco. Isso porque as lavouras estão em fase adiantada de maturação, e perdas na fase fenológica ao déficit hídrico são extremamente baixas e insignificantes. O tempo mais firme pode prejudicar apenas a cana-de-açúcar, cujas lavouras ainda estão em fase de desenvolvimento. Mas, por outro lado, beneficia os produtores que estão em plena colheita das lavouras. Em São Paulo, as chuvas só deverão retornar em meados da próxima semana. Até lá, o tempo segue aberto e sem nenhum previsão de chuva.

Fonte: Climatempo/O Presente Rural

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Notícias Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação

Fundesa-RS evidencia trabalho realizado no primeiro ano do novo status sanitário 

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Presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber - Foto: Divulgação

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul comemora, nesta sexta-feira (27), um ano de Certificação de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação por parte da Organização Internacional de Saúde Animal. À época, a confirmação foi feita em solenidade virtual, por causa da pandemia, durante a reunião anual do órgão. De lá para cá, o fundo manteve os trabalhos intensos para que a ferramenta vacina fosse substituída por outras ações de proteção do rebanho.

O Fundesa é composto por dez entidades do setor industrial e produtivo, atua desde sua criação em 2005 na promoção de condições para a que retomada da busca pela certificação fosse exitosa. “Ao refletirmos sobre o significado deste dia, após um ano da conquista, precisamos fazer um resgate de todo o trabalho realizado ao longo de 20 anos após o último foco”, propõe o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.

O presidente lembra que os focos registrados no início dos anos 2000 interromperam uma caminhada que havia começado junto com Santa Catarina (certificada em 2007). A criação do Fundo foi uma iniciativa do setor privado, que entendia ser necessária maior agilidade e flexibilidade para a aplicação dos recursos, através de um planejamento estratégico. “O primeiro passo do Fundesa foi criar ferramentas digitais para que as inspetorias estivessem conectadas em tempo real com o produtor e com o nível central. Todas as propriedades rurais foram cadastradas e o registro da existência de animais nos estabelecimentos foi feito”, explica Kerber.

Além da informatização das inspetorias e da criação da Guia de Trânsito Animal eletrônica, o fundo investiu fortemente em capacitação dos técnicos dos serviços veterinários oficial e privado, bem como na comunicação com os produtores. Outra medida foi a assinatura de convênios com universidades para promover ações de inteligência em prevenção a partir de dados, como a análise de risco, com a UFRGS, a Plataforma de Defesa Sanitária Animal, com a UFSM, e a análise de movimentação de redes de animais, com a Universidade da Carolina do Norte. Outro foco dos investimentos do Fundesa ao longo dos anos foi no diagnóstico, contribuindo com a estruturação de laboratórios e com a agilidade no envio de amostras em casos de suspeita.

Com todo o trabalho construído e investimentos realizados que superam R$ 29 milhões, o Fundesa e todas as entidades que o compõe, apoiaram e deram suporte à decisão de suspender a vacinação para pedir o certificado internacional. “Desta forma, o Rio Grande do Sul pode ser reconhecido pelos principais mercados como um estado que, além de ter produtos de qualidade, ainda possui um Serviço Veterinário oficial com credibilidade.”

O presidente do fundo destaca ainda que as ações desenvolvidas são parte de um conjunto de melhorias e de evolução e que dizem respeito sanidade como um todo, não só na aftosa. Neste período o RS recebeu o certificado de área livre de Peste Suína Clássica, e vem trabalhando para manter outras doenças como Influenza Aviaria, New Castle e Peste Suína Africana longe do estado. “Podemos também citar a mobilização que há na pecuária leiteira com relação a busca do controle e erradicação da brucelose e tuberculose, necessário e fundamental para a busca do mercado internacional para a produção de lácteos”, exemplifica.

A busca pela abertura de mercados, esperada com a certificação, é trabalho que vem sendo realizado pelo Ministério da Agricultura, através de seus adidos agrícolas, pelas entidades que participam de negociações pelo mundo e pelas empresas exportadoras, que estão prontas para atender novas demandas.

Por fim, Kerber afirma, em nome das entidades que compõem o Fundesa-RS, que sente-se gratificado de ter participado desta caminhada. “O Fundo foi uma das instituições que contribuição neste sentido. Valeu a pena e com certeza vai continuar valendo a pena tudo o que temos ainda que fazer pela frente.”

Fonte: Assessoria
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Notícias 15 anos de área livre de aftosa

Sindicarne destaca patrimônio sanitário de Santa Catarina 

Conquista histórica para a agropecuária brasileira ocorreu em maio de 2007, quando a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), reunida na assembleia geral anual em Paris, reconheceu Santa Catarina como área livre de aftosa sem aplicação de vacina.

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Presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas Junior, elenca conquistas do setor - Foto: Divulgação

Custo machuca, sanidade mata. A manifestação é do presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de SC (Sindicarne), José Antonio Ribas Júnior, ao sintetizar a importância do status de área livre de aftosa sem vacinação conquistado há exatos 15 anos por Santa Catarina.

A conquista histórica para a agropecuária brasileira ocorreu em maio de 2007, quando a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), reunida na assembleia geral anual em Paris, reconheceu Santa Catarina como área livre de aftosa sem aplicação de vacina.

O 15º ano dessa vitória foi comemorado nesta semana com vários atos na Assembleia Legislativa, nos quais o Sindicarne recebeu moção de reconhecimento pela contribuição dada no aperfeiçoamento da cadeias produtivas da proteína animal.

“Esta conquista, aos olhos de hoje, pode parecer fácil e óbvia, mas se voltarmos no tempo e entendermos o contexto daquela época, constataremos a coragem e o arrojo que foram necessários”, assinalou.

O dirigente enumerou os agentes que participaram dessa jornada, como o setor público (lideranças políticas, Secretaria da Agricultura, CIDASC e Polícia Militar), o setor privado (Sindicarne com agroindústrias e cooperativas) e os produtores rurais “que entenderam a importância e o compromisso com o desafio proposto”.

O protagonismo de Santa Catarina – primeiro Estado brasileiro a receber a distinção – mudou o patamar da produção de suínos e aves no Brasil. A sociedade catarinense deve prestigiar um setor que, mesmo num Estado pequeno em território, bate recordes de produção, lidera exportação de aves e suínos no Brasil e atende mercados de mais 150 países. Esses resultados falam por si só e se constituem em atestado de qualidade e competência.

O agronegócio – tendo a agroindústria como grande locomotiva – responde por 30% a 35% do PIB, criando riqueza e, assim, complementa os outros 65% a 70% da economia catarinense. O agro catarinense gera atividade crescente, sustentando empregos, estimulando a produção e o consumo e fomentando as atividades econômicas. “Ou seja, somos a alavanca da economia, tornando cada vez mais assertiva a afirmação de que o campo sobrevive sem as cidades, mas o contrário não é verdadeiro”.

O presidente do Sindicarne salientou que o mundo está falando sobre agro porque o alimento ganhou a evidência de soberania nacional nos países mais desenvolvidos: alimento é questão de segurança nacional. Neste contexto, o Brasil e, especialmente, Santa Catarina, assumem papel de destaque. “Podemos ser protagonistas mundiais em alimentos. Temos que nos empoderar de nossas fortalezas e competências. Se o mundo quer alimento de alta qualidade, de absoluta sanidade, sustentável, competitivo, nós sabemos produzir e produzimos.”

Ao finalizar, Ribas Júnior conclamou governo, indústrias, produtores rurais, órgãos de pesquisa e controle sanitário para protegerem o patrimônio que representa o status sanitário do Estado. E recomendou: Investir no agro e suas estruturas continuará trazendo grande retorno a sociedade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Rio Grande do Sul

Pedidos para o Programa Troca-Troca de Sementes podem ser feitos a partir do dia 30

Iniciativa irá disponibilizar 12 cultivares de milho híbrido convencional, 19 cultivares de milho híbrido transgênico e sete cultivares de sorgo.

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Fernando Dias/SEAPDR

A partir desta segunda-feira (30), o Programa Troca-Troca de Sementes de Milho e Sorgo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) começa o recebimento dos pedidos para o ano-safra 2022/2023. Os produtores interessados devem procurar as prefeituras, sindicatos, associações e cooperativas de seus municípios para efetuar os pedidos. A abertura foi publicada hoje (27/05) no Diário Oficial do Estado.

O programa está disponibilizando 12 cultivares de milho híbrido convencional, 19 cultivares de milho híbrido transgênico e sete cultivares de sorgo. São oito empresas que estarão fornecendo um total de 38 cultivares de sementes para que cada produtor possa escolher aquela com as características técnicas mais adequadas ao seu sistema de produção.

A principal novidade desta safra é o aumento de 50% no limite da quantidade de sementes por agricultor, que passa de quatro para seis sacas. Assim, cada agricultor vai poder fazer a reserva de até seis sacas de milho ou sorgo na etapa da safra e mais seis sacas na etapa da safrinha. “Com essa medida, a Seapdr reforça o estímulo já amplamente discutido no Estado em relação à necessidade de aumento da área cultivada com milho no Rio Grande Sul”, afirma Jonas Wesz, coordenador do programa Troca-Troca de Sementes.

Segundo Wesz, “o principal benefício para os produtores é a ampla gama de cultivares disponíveis, tanto convencionais como transgênicas, para os diversos tipos de tecnologia de produção, a um preço abaixo do custo de mercado e com um subsídio de 28% dado aos produtores”.

Para saber quais são as cultivares de milho e sorgo disponíveis para a safra e safrinha 2022/2023 e a caracterização técnica dos materiais  acesso o Informativo Técnico Troca Troca da safra 2022/2023.

Cronograma

Os pedidos de sementes para a safra devem ser feitos entre 30 de maio e 17 de junho e para a safrinha entre 20 e 24 de junho. Os escritórios municipais da Emater vão estar à disposição dos agricultores e das entidades para orientar sobre a cultivar mais adequada para o plantio.  A entrega das sementes para a safra será feita nos meses de julho/agosto/setembro e da safrinha em novembro/dezembro. O pagamento da parcela transgênica é feito antes da entrega da semente.

Fonte: Ascom SEAPDR
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