Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Blockchain assegura rastreabilidade da pecuária de corte em conformidade com normas internacionais

Tecnologia auxilia empresas e produtores na elaboração de relatórios de sustentabilidade, atendendo padrões internacionais como o GRI (Global Reporting Initiative) e o GHG Protocol Agropecuário.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A rastreabilidade da proteína animal através da tecnologia blockchain está revolucionando a pecuária de corte, proporcionando maior transparência, segurança e sustentabilidade para toda a cadeia produtiva. Paulino Gaspar, diretor executivo da GPX Tecnologia e Investimento, explica como esse sistema inovador permite a quantificação de gases de efeito estufa (GEE) em todas as etapas da produção, garantindo conformidade com normativas ambientais e exigências de mercado internacionais.

A base primária da rastreabilidade é o inventário de GEE, que leva em conta todos os insumos e processos envolvidos na criação dos animais. “Avaliamos tudo, desde a alimentação e consumo de água e energia até o tipo de manejo empregado na propriedade. O monitoramento do crescimento do animal pode ser realizado via satélite ou por sensores de medição direta dos dejetos”, expõe Gaspar, que apresentou essa tecnologia durante o Show Rural Coopavel 2025, realizado em fevereiro no Paraná.

Os dados coletados são processados por um sistema automatizado de cálculo de emissões, que leva em consideração diferentes modalidades de produção, como confinamento, extensivo ou sistemas integrados de pecuária-lavoura-floresta. Após a fase de criação, o monitoramento segue para a indústria de abate, incluindo dados sobre o consumo de energia, a gestão da água utilizada no processo e os produtos químicos aplicados.

Registro em blockchain

Todos os dados e documentação referentes à rastreabilidade da produção são registrados em blockchain, garantindo imutabilidade e segurança das informações. “Esse sistema permite que os produtores atendam às regulamentações nacionais e internacionais, como a EUDR, assegurando que a carne comercializada seja proveniente de áreas livres de desmatamento e com emissões compensadas”, destaca o executivo.

A recente aprovação da Lei do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissão torna obrigatória a quantificação das emissões de propriedades que superem o teto estipulado de 10 mil tCO2e ou de 25 mil tCO2, dependendo do porte da atividade. Se esses parâmetros forem excedidos, será necessário adotar medidas para mitigar, compensar ou eliminar as emissões. Além disso, a Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que entrará em vigor para grandes empresas em 31 de dezembro de 2025 e para micro e pequenas empresas em 30 de junho de 2026, proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas ou degradadas, estabelecendo a mesma régua para quantificação de emissões.

Relatório de sustentabilidade

A tecnologia também auxilia empresas e produtores na elaboração de relatórios de sustentabilidade, atendendo padrões internacionais como o GRI (Global Reporting Initiative) e o GHG Protocol Agropecuário. “Monitoramos os escopos 1, 2 e 3 das emissões, abrangendo desde as operações diretas da agroindústria até o consumo energético e as emissões da cadeia produtiva”, pontua Gaspar.

Investimento

Diretor executivo da GPX Tecnologia e Investimento, Paulino Gaspar: “Esse sistema permite que os produtores atendam às regulamentações nacionais e internacionais, como a EUDR, assegurando que a carne comercializada seja proveniente de áreas livres de desmatamento e com emissões compensadas” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O custo do sistema de rastreabilidade varia conforme a extensão territorial, o tamanho do rebanho e a complexidade da produção. “Para um rebanho de 100 cabeças, por exemplo, o investimento gira em torno de R$ 30 mil, considerando todas as validações e monitoramento”, afirma Gaspar.

Caso o produtor tenha dificuldades financeiras, alternativas são avaliadas, como a mensuração do estoque de carbono na reserva legal da propriedade. “Isso pode gerar créditos de carbono, que podem ser comercializados ou usados como parte do pagamento pelo serviço. Além disso, práticas sustentáveis, como reuso de água e captação de água da chuva, também contribuem para a redução das emissões e podem gerar receitas adicionais”, menciono o profissional.

Tecnologia blockchain

A tecnologia blockchain aplicada à pecuária representa um passo fundamental rumo a uma produção mais sustentável e responsável. “Além de atender às exigências do mercado, os pecuaristas podem transformar a rastreabilidade em um diferencial competitivo, agregando valor ao produto final e contribuindo para um setor mais sustentável”, ressalta Gaspar.

O acesso à edição digital do Bovinos, Grãos & Máquinas é gratuito. Para ler a versão completa on-line, basta clicar aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

Publicado em

em

Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.