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Biomin apresenta solução contra a prevalência de micotoxinas

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A Biomin realizou uma série de eventos técnicos para apresentar seu novo produto, o Mycofix Focus. Os encontros, realizados no mês de novembro, reuniram pesquisadores, especialistas no assunto das principais universidades e técnicos do setor que atuam nas agroindústrias e Cooperativas de Toledo, PR, Chapecó, SC, Lajeado, RS e Ponte Nova, MG. 

No evento, a professora Profª. Drª. e Pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina, Ana Paula Bracarence,  abordou o tema “Fumonisinas e Saúde Animal – há interação?”. A especialista alerta que as Fumonisinas estão bastante frequentes, tanto no grão, como no produto final, a ração, usualmente em quantidades bem elevadas. “A quantidade de micotoxinas presente na matéria-prima varia com as condições climáticas. Umidade somada a períodos de calor favorecem a proliferação dos fungos e a produção das Fumonisinas”.

Um dos efeitos imediatos desta agressão ao organismo do animal provocada pela alimentação contaminada é a diminuição da imunidade. Ana Paula explica que as Fumonisinas presentes no organismo do animal, através da alimentação contaminada, afetam diretamente o intestino, alterando a absorção de nutrientes. “Induzem à morte das células do intestino, mesmo em baixas concentrações”, alerta.

As micotoxinas impedem, inclusive, que a resposta imune ocorra de forma normal no processo de vacinação. “Temos trabalhado com pesquisa sobre o tema e, ao longo dos últimos anos, é possível verificar que há um efeito da ingestão crônica de micotoxinas na imunidade. Consequentemente, isso pode acabar interferindo na resposta a uma vacina, por exemplo, que deixa de ser eficaz e os animais desenvolvem várias doenças como as enterites e pneumonias”.

Além de comprometer a saúde animal, as micotoxinas podem ter reflexos também em humanos. “Várias pesquisas mostram que pessoas expostas a aflatoxinas, por exemplo, apresentam mais câncer de fígado”.

Problema
As micotoxinas representam um dos maiores desafios da produção animal. E este não é um problema exclusivo do Brasil. A prevalência de algumas micotoxinas, dentre elas a fumonisina, tem preocupado mercados a nível mundial. Segundo o Médico Veterinário e Gerente Técnico da Biomin, Vladimir Borges, as soluções apresentadas até então não vinham sendo eficazes contra a fumonisina. “Os adsorventes funcionam bem para um grupo pequeno de micotoxinas, como as aflatoxinas. A adsorção dos outros grupos de micotoxinas apresentava uma eficiência baixa em Ph mais alto, como é o do intestino”.

Esta baixa eficiência no controle ocorre principalmente porque existe um grande número de micotoxinas, que diferem entre si. “Possuem estruturas quimicas diferentes e que demandam fórmulas diferenciadas para a sua inativação”, explica Borges.

Solução
Com o objetivo de sempre apresentar ao mercado tecnologias inovadoras, a Biomin trabalha a nível mundial pesquisando matérias-primas e ingredientes para prevalências das diferentes micotoxinas. As fumonisinastem sido foco nos mercados como o Brasil com uma prevalência acima de 90% nas matérias primas e nas rações finais. “Isso nos levou a buscar uma solução que fosse realmente efetiva e que tivesse um referencial tecnológico para combater os efeitos deletérios das micotoxinas”, afirma o Diretor Comercial da Biomin, Richard Runho. 

Nos eventos promovidos em várias regiões produtoras a Biomin apresentou o Mycofix Focus, um aditivo anti-micotoxinas. “Trata-se de um produto diferenciado por conter uma enzima específica que promove a biodegradacao da fumonisina em metabólitos não tóxicos, de uma forma efetiva e definitiva”, destaca Runho. “É uma nova ferramenta que estamos apresentando ao mercado e que vai revolucionar o controle das fumonisinas”, acredita.

O Mycofix Focus é adicionado na ração de suínos de creche, suínos em crescimento e terminação, frango de corte e aves poedeiras para o controle de aflatoxinas e fumonisinas. “A dosagem vai depender do desafio. Por isso é importante termos monitoramento da quantidade de micotoxinas nas matérias-primas das rações”, explica Runho. 

Resultados
“O Mycofix Focus é composto por uma tecnologia diferenciada, comprovada por um grande grupo de centro de pesquisas e universidades, que asseguraram a efetividade da enzima”, destaca Borges. Segundo o veterinário,  estudos mostram que o uso do Mycofix Focus em aves promove a diminuição do impacto da fumonisina, com reflexos positivos na conversão alimentar e no ganho de peso.

Já em suínos, destaca Borges, os estudos mostram que a presença desta enzima especifica para a degradação da fumonisina tem impacto positivo na conversão alimentar, no ganho de peso e na relação esfinganina/esfingosina.

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Cadeia de proteína animal inicia articulação nacional para padronizar práticas de bem-estar animal

Workshop da COBEA reuniu representantes do setor em São Paulo e antecipou dados de estudo que será lançado em maio.

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Mesas-redondas discutiram os principais desafios do setor apresentaram sugestões de ações colaborativas - Fotos: Divulgação/COBEA

Cerca de 30 representantes de 20 empresas da cadeia de produção de proteína animal participaram, na última quinta-feira (26), do primeiro workshop colaborativo promovido pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), realizado na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. O encontro abriu uma agenda de articulação do setor voltada à construção de projetos conjuntos relacionados ao bem-estar animal.

Durante o evento, os participantes tiveram acesso a uma prévia dos resultados do relatório inédito “Bem-estar animal na cadeia produtiva brasileira – Evolução e ambições para o futuro”, que será apresentado oficialmente em 07 de maio, durante o Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal. O fórum é organizado pela coalizão em conjunto com a Produtor do Bem Certificação, idealizadora da iniciativa.

Desafios comuns e busca por padronização

Workshop Colaborativo COBEA – Rotas para a produção sustentável de alimentos abriu uma agenda de articulação do setor voltada à construção de projetos conjuntos relacionados ao bem-estar animal

A programação incluiu a apresentação institucional da entidade, a exposição dos dados preliminares do estudo e uma dinâmica de trabalho em grupo. Em quatro mesas-redondas, os participantes discutiram os principais entraves relacionados ao tema e propuseram caminhos de atuação coletiva.

Entre os desafios levantados estão a necessidade de padronização de critérios de bem-estar animal, a dificuldade de mensurar benefícios econômicos dessas práticas, a comunicação desse valor ao consumidor, a capacitação de fornecedores e a carência de dados consolidados no país.

As discussões resultaram na proposição de ideias para projetos colaborativos que, segundo a organização, serão estruturados nas próximas etapas. As empresas interessadas deverão ser convidadas a participar da construção dessas iniciativas.

Construção de agenda conjunta

Para Elisa Tjarnstrom, diretora-executiva da entidade, o encontro mostrou a disposição do setor em tratar o tema de forma coordenada. “Esse primeiro workshop da COBEA teve participação ativa dos presentes e discussões muito fundamentadas e importantes para o tema do bem-estar animal. Foi uma oportunidade rara para diferentes atores do setor se reunirem e compartilharem experiências e desafios, o que gerou um senso compartilhado de propósito e inspiração que marcou o encontro”, afirmou.

O presidente da coalizão, João Paulo Camarinha Figueira, destacou o papel da integração entre os elos da cadeia. “O encontro foi importante para integrar os diferentes elos da cadeia e alinhar expectativas, desafios e oportunidades. Quando os atores se conectam e trabalham de forma colaborativa, conseguimos avançar mais rapidamente na solução de problemas comuns e na geração de valor compartilhado. Esperamos que outras empresas se juntem ao grupo e fortaleçam essa relevante agenda”, frisou.

Fonte: Assessoria COBEA
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Crises internacionais expõem dependência do agro brasileiro por fertilizantes e diesel

Aumento dos custos e risco de desabastecimento colocam em xeque a produtividade e a segurança alimentar.

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Foto: Divulgação/Aprosoja-MT

As guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Estados Unidos e Israel contra o Irã configuram uma crise que descortina ângulos inéditos da realidade e impõe reflexão estratégica. Ela irradia efeitos que transcendem o campo militar e alcançam, com intensidade, a segurança alimentar global. Para o Brasil, potência agrícola de dimensão planetária, a instabilidade internacional revela uma vulnerabilidade estrutural: a dependência externa de fertilizantes e de diesel.

Mais de 80% dos insumos utilizados na agricultura brasileira têm origem no exterior. O País importa mais de 40 milhões de toneladas anuais e ocupa a posição de quarto maior consumidor mundial, atrás de China, Índia e Estados Unidos. Potássio, cálcio e nitrogênio compõem a base nutricional das lavouras, enquanto a soja absorve mais de 40% do volume aplicado. Essa dependência, tolerada por décadas em razão de custos e conveniências econômicas, tornou-se fator de risco em um cenário de rupturas logísticas, sanções comerciais e volatilidade de preços.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

A escalada dos custos dos insumos, agravada pela escassez global, impõe ao produtor rural decisões difíceis. A tendência de redução no uso de fertilizantes compromete a produtividade e projeta impactos diretos sobre a oferta de alimentos. Ao mesmo tempo, a elevação do preço do petróleo pressiona o custo do diesel, essencial à operação das máquinas agrícolas, enquanto o transporte marítimo enfrenta encarecimento do frete e restrições de navegação. O resultado converge para um ciclo de aumento de custos que alcança toda a cadeia produtiva e recai, de forma inexorável, sobre o consumidor.

Santa Catarina já experimenta esses efeitos. A necessidade anual de aproximadamente 500 mil toneladas de fertilizantes para o cultivo de 1,4 milhão de hectares evidencia a dimensão do desafio. Culturas como soja, milho, arroz e trigo, além da fruticultura e da horticultura, dependem diretamente desses insumos para viabilizar a produção em solos de baixa fertilidade natural.

A contradição brasileira reside no fato de possuir abundância de matérias-primas, como gás natural, rochas fosfáticas e reservas de potássio em Sergipe e no Amazonas, e, ainda assim, não alcançar competitividade industrial. A desindustrialização e a ausência histórica de prioridade estratégica para o setor consolidaram a dependência externa.

Diante desse quadro, a busca pela autossuficiência deixa de ser uma aspiração e assume caráter de necessidade/prioridade nacional. O Plano Nacional de Fertilizantes representa um passo relevante ao estabelecer a meta de reduzir a dependência até 2050. Iniciativas como o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, ao prever incentivos fiscais, sinalizam um caminho possível para reverter a fragilidade estrutural.

A OCESC sustenta que o Brasil deve reestruturar sua política de fertilizantes com visão de longo prazo, integrando produção nacional, inovação tecnológica e práticas de manejo que promovam a recuperação e a eficiência do solo. A segurança no fornecimento desses insumos constitui condição indispensável para a soberania alimentar, para a estabilidade econômica e para a proteção do consumidor.

As crises internacionais não podem ser vistas apenas como ameaça, mas como impulso para decisões estratégicas. O Brasil reúne condições para transformar vulnerabilidade em força. A agricultura nacional, pilar da economia, exige uma base sólida que não dependa de fatores externos imprevisíveis.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e alcançam 194 milhões de hectares no Brasil

Área tratada cresce 28% em um ano, bionematicidas avançam 60% e inoculantes já estão presentes em 77 milhões de hectares, puxados por soja, milho e cana

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Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais de R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior. No mesmo período, a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024. Os números, divulgados pela CropLife Brasil, indicam expansão acelerada do uso de soluções biológicas no manejo agrícola, especialmente dentro de estratégias de manejo integrado de pragas.

Para Renato Gomides, gerente executivo da entidade, o crescimento está associado tanto a fatores conjunturais quanto estruturais enfrentados pelo produtor rural. “Quem acompanha a agricultura, sabe que o produtor enfrenta vários desafios como variabilidade de preço de commodities, de preço de produtos ou taxas de juros elevadas, que são desafios conjunturais da situação econômica e setorial do país. E existem desafios estruturais na produção, ligados à crescente pressão por soluções mais sustentáveis no campo. E os bioinsumos surgem exatamente nesse cenário, como uma tecnologia viável e integrada, para alcançar uma produção mais sustentável”, afirmou.

O crescimento do insumo biológico no campo está atrelado a um conjunto de fatores, como a profissionalização e expansão da indústria, a necessidade de combate a pragas resistentes pelo manejo integrado de insumos químicos e biológicos, a busca por soluções sustentáveis para a lavoura e a maior adoção do produto (em repetidas aplicações ou misturas).

Segmentos

A CropLife Brasil monitora quatro segmentos no mercado de bioinsumos: biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em 2025, a distribuição da área tratada entre esses segmentos foi concentrada principalmente em inoculantes, que representaram 40% do total, seguidos por bioinseticidas (24%), bionematicidas (23%) e biofungicidas (13%).

Os inoculantes, compostos por bactérias fixadoras de nitrogênio, foram aplicados em 77 milhões de hectares no ano passado, o que evidencia a crescente adoção dessa tecnologia na transição da agricultura brasileira para modelos de baixa emissão de carbono.

O desempenho entre 2024 e 2025 mostra um avanço mais expressivo dos bionematicidas, que ampliaram sua área de uso em 16 milhões de hectares, um salto de cerca de 60% ano a ano. Esse crescimento sinaliza a consolidação dos bionematicidas como um componente relevante das práticas de manejo sustentável no país. “Os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam cada vez mais uma realidade no campo, é o que reflete a confiança do produtor rural no uso dessa tecnologia. Se observarmos o crescimento do triênio (2022-2024), nós já víamos um aumento na ordem de 15% ao ano. Já em 2025, houve um crescimento de 28% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 194 milhões de hectares. O principal destaque que temos são os bionematicidas, que tiveram aumento de 60% em área tratada, adicionando 16 milhões de hectares no ano. Esse avanço mostra como a adoção vem sendo acelerada, principalmente em culturas de larga escala”, destacou a diretora de bioinsumos da entidade, Amália Borsari.

Já com relação ao valor de mercado do insumo biológico em 2025, o movimento de crescimento é igualmente relevante, com alternância dos destaques. A ordem dos segmentos fica em bioinseticidas (35%), bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%).

O segmento dos biofungicidas (microrganismos como bactérias e fungos) foi o que mais cresceu em valor (41%), atingindo R$ 1,4 bilhão. A tecnologia vem sendo utilizada no controle de doenças complexas como o mofo branco e a ferrugem.

Desempenho culturas agrícolas e estados

Entre os cultivos, a soja (62%), o milho (22%) e a cana (10%) são as culturas mais consolidadas no uso de bioinsumos. Além delas, o conjunto de outras culturas como algodão, café, citrus e hortifruti (HF) somam, aproximadamente, 6%.

Mato Grosso é o estado que mais utiliza bioinsumos, puxado pelo cultivo da soja, que adota inoculantes em 90% da área da cultura. Em seguida, São Paulo e Goiás assumem os segundo e terceiro maiores mercados de bioinsumos, com 17% e 14% de área tratada pela tecnologia, respectivamente. O desempenho do estado paulista é impulsionado pelo cultivo da cana e pelos cítricos.

A região de Matopiba, que envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, crescente cinturão de produção de grãos, representa 11%. “O cenário para os defensivos biológicos é promissor, evidencia o panorama de 2025. O produtor já compreende a importância da tecnologia, que complementa as práticas adotadas na proteção de cultivares”, salienta Gomides.

Fonte: Assessoria CropLife Brasil
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