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Bioinsumos ganham protagonismo e aceleram transformação no agronegócio brasileiro

Adoção cresce acima da média global, amplia uso em soja, cana e milho e consolida produtos biológicos como estratégia técnica, econômica e ambiental no campo.

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Foto: Divulgação/Grupo GIROAgro

O movimento mais relevante do agronegócio brasileiro é a expansão dos bioinsumos. Produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos vêm se tornando parte essencial do manejo de diversas culturas. Enquanto isso, o debate público se concentra no número de registros de defensivos químicos. Conforme dados recentes da CropLife Brasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos em 2025, dos quais 87% microbiológicos, parte de um recorde combinado com defensivos químicos, em um portfólio acumulado de cerca de 800 produtos para pragas e 755 inoculantes.

Foto: Freepik

Não é meramente regulatório o crescimento do setor. Levantamentos apontam que 62% da soja na safra de 2024 e 2025 utilizou bioinsumos no tratamento de sementes e aplicação no solo, representando 26% da área plantada nacional, ou seja 156 milhões de hectares, com crescimento de 13% em relação ao ano anterior. No caso da cana-de-açúcar, o controle biológico está consolidado, enquanto milho (23%), algodão, café e citrus registram adoção gradual, com manejo preventivo de doenças e pragas. “Os bioinsumos têm se mostrado aliados estratégicos na construção de uma agricultura mais equilibrada e menos dependente de produtos sintéticos. A rápida expansão mostra que o setor agropecuário busca unir produtividade, sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, afirmou o engenheiro agrônomo  Fellipe Parreira.

As taxas crescem em ritmo acelerado, com média anual de 22% nos últimos três anos no Brasil,  quatro vezes superior à média global, movimentando o mercado e atraindo investimentos de grandes indústrias, cooperativas e startups nacionais, além de estimular a produção on farm. Para o produtor, essa aplicação não representa apenas uma alternativa ambiental: são ferramentas econômicas e técnicas que reduzem custos, aumentam a eficiência e preservam a longevidade dos sistemas produtivos.

Foto: Divulgação/Freepik

Contudo, o registro não é sinônimo de uso: em 2024, 58,6% das marcas de defensivos químicos registrados não foram comercializadas, contrastando com o crescimento consistente dos bioinsumos, cujo portfólio se amplia e se integra a práticas agrícolas convencionais e orgânicas.

Em 2025, balanços evidenciam avanços no marco regulatório, com produtos inéditos, novos ingredientes ativos e ampliação dos modos de ação para manejo de pragas e doenças, estimulando pesquisa e inovação tecnológica.

A legislação prevê maior transparência e eficiência na análise de registros, com protocolos centralizados no Sistema Eletrônico de Informação do Mapa, em vigor desde setembro de 2025. “Em síntese, o mercado de bioinsumos representa uma evolução técnica e comercial, que busca agregar valor, segurança e sustentabilidade para o produtor rural. Investir em experimentação local, na capacitação de consultores e na construção de uma comunicação sólida é o caminho para acelerar a adoção desses produtos, beneficiando o agronegócio brasileiro como um todo”, enaltece.

Fonte: Assessoria Grupo GIROAgro

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Chuvas de janeiro favorecem lavouras de primeira safra, aponta monitoramento agrícola da Conab

Precipitações regulares mantiveram a umidade do solo e garantiram bom desenvolvimento das culturas, apesar de impactos pontuais do excesso de chuva em algumas regiões.

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O volume de chuvas registrado em janeiro foi, em grande parte do país, suficiente para manter a umidade do solo e sustentar o bom desenvolvimento das culturas de primeira safra. A avaliação consta no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado na última quinta-feira (29) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação

De acordo com o levantamento, as precipitações, influenciadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), contribuíram para o aumento do armazenamento hídrico no solo, criando condições favoráveis ao avanço das lavouras em diferentes estágios do ciclo produtivo.

A análise por meio de dados espectrais reforça o cenário positivo. Em diversas áreas monitoradas, os índices de vegetação ficaram acima da média histórica, sinalizando bom desempenho das culturas de primeira safra, especialmente em fases consideradas críticas para a definição do potencial produtivo.

O boletim também destaca que variações no regime de chuvas e atrasos pontuais na semeadura influenciaram o desenvolvimento das lavouras em algumas regiões, sobretudo no início do ciclo. No Norte e no Nordeste, a distribuição irregular das precipitações nos primeiros dias do mês deu lugar a um quadro mais favorável ao longo de janeiro, permitindo a retomada do plantio e a evolução das áreas cultivadas.

Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, as condições climáticas permaneceram majoritariamente adequadas ao desenvolvimento das

Foto: Shutterstock

culturas. Em áreas específicas, no entanto, o excesso de chuvas gerou restrições pontuais às operações de colheita e à fase de maturação das lavouras.

Em relação à segunda safra, o BMA aponta avanço no plantio do milho, acompanhando o ritmo da colheita da soja nas principais regiões produtoras. As condições climáticas seguem exercendo influência direta sobre o andamento das operações em campo.

Elaborado a partir de imagens de satélite, informações de campo e análises agrometeorológicas, o Boletim de Monitoramento Agrícola é produzido em parceria pela Conab, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). O documento serve de base técnica para a elaboração das estimativas mensais de safra divulgadas pela Companhia.

Fonte: O Presente Rural
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Programa da ApexBrasil levou cooperativas brasileiras à vitrine global na Gulfood 2026

Iniciativa Cooperar para Exportar estreia no exterior com nove cooperativas na maior feira de alimentos do Oriente Médio e projeta ampliar presença do cooperativismo no comércio internacional.

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Foto: Divulgação/ApexBrasil

A presença inédita de cooperativas brasileiras na Gulfood 2026, em Dubai, marcou o início da atuação internacional do Programa Cooperar para Exportar, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Lançado em dezembro de 2025, durante o Exporta Mais Cooperativas, em Salvador (BA), o programa busca ampliar a inserção do cooperativismo brasileiro no mercado externo por meio de ações estruturadas de capacitação, promoção comercial e geração de negócios.

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a participação na maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio simboliza uma nova fase para o cooperativismo nacional. Segundo ele, o Brasil dobrou o número de empresas presentes no evento em relação às edições anteriores, passando de uma média de 90 para quase 200 expositores. “O Brasil já é um sucesso na Gulfood 2026. A grande novidade é a presença das cooperativas, que chegam ao mercado internacional com o apoio do novo programa da Apex, em parceria com o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério do Desenvolvimento Agrário”, afirmou.

De acordo com Viana, a expectativa é que os negócios gerados ao longo da feira alcancem cerca de US$ 3,5 bilhões em 2026, reforçando a relevância do evento como plataforma estratégica para a expansão das exportações brasileiras no Oriente Médio.

A estreia internacional do Cooperar para Exportar inaugura um ano considerado estratégico para o programa, que pretende atender cerca de 450 cooperativas em todo o país. As ações incluem qualificação para exportação, participação em feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios. Na Gulfood, nove cooperativas integram a delegação brasileira, representando diferentes regiões e cadeias produtivas.

O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller, destacou o papel do programa no fortalecimento dos pequenos negócios e da agricultura familiar. “Estamos na primeira grande ação internacional do Cooperar para Exportar. Aqui na Gulfood, mostramos ao mundo o modelo de cooperativismo brasileiro, a força da agricultura familiar e a integração entre a Apex e os órgãos de governo. A expectativa é avançar na geração de negócios”, afirmou.

Participam da feira as cooperativas Amazonbai (AP), Bio + Açaí (AP), Coopemapi (MG), Cooperativa Grande Sertão (MG), Coopercarajás (DF), Coopercuc (BA), Eldorado Foods Amidos (MS), Unicafes (DF) e Unicafes Bahia (BA). O portfólio apresentado evidencia a diversidade da produção cooperativista brasileira, com itens que vão do açaí amazônico a frutas do semiárido, mel, cafés especiais e derivados de mandioca.

Entre os destaques está a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia. Com apoio da ApexBrasil, a fundadora Jussara Dantas apresentou o umbu, fruta típica do semiárido ainda pouco conhecida no mercado internacional. “Já exportamos para França, Áustria, Itália, Alemanha e agora estamos enviando para o Reino Unido”, relatou. Segundo ela, a cooperativa reúne 298 agricultores familiares de três municípios, sendo 70% mulheres, e tem papel relevante na geração de renda no Nordeste.

Ao final da agenda na Gulfood, Jorge Viana reforçou que novas ações internacionais do programa já estão previstas. “Queremos que cada vez mais cooperativas conquistem mercados, aumentem sua competitividade e levem a qualidade dos produtos brasileiros para o mundo”, ressaltou.

Fonte: Assessoria ApexBrasil
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Notícias Crescimento de 8%

Investimento global em transição energética atinge US$ 2,3 trilhões em 2025

Aportes globais em energia limpa e transporte eletrificado alcançam níveis recordes em 2025, mesmo com incertezas geopolíticas, regulatórias e desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética.

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Foto: Divulgação

Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, disputas comerciais e incertezas regulatórias, a transição energética global manteve sua trajetória de avanço em 2025. É o que revela o relatório anual Energy Transition Investment Trends (ETIT), da BloombergNEF (BNEF), que mostra que os investimentos globais no setor alcançaram um novo recorde de US$ 2,3 trilhões no ano passado, alta de 8% em relação a 2024.

O estudo compila e analisa investimentos em tecnologias limpas e suas cadeias de suprimentos, participações acionárias em empresas de climate-tech e emissões de dívida voltadas à transição energética. Segundo a BNEF, todos esses indicadores apresentaram crescimento em 2025, evidenciando a resiliência do movimento global de descarbonização, apesar dos choques externos.

Foto: José Fernando Ogura

O transporte eletrificado concentrou a maior fatia dos recursos, com US$ 893 bilhões destinados a veículos elétricos e à expansão da infraestrutura de recarga, avanço de 21% na comparação anual. Em seguida aparecem as energias renováveis, com US$ 690 bilhões, e os investimentos em redes elétricas, que somaram US$ 419 bilhões.

Apesar de ocupar a segunda posição no ranking setorial, o investimento em renováveis recuou 9,5% em relação a 2024. A retração é atribuída, principalmente, às incertezas regulatórias no mercado de energia da China, o maior do mundo, que registrou a primeira queda nos aportes em renováveis desde 2013. Com exceção de hidrogênio (US$ 7,3 bilhões) e energia nuclear (US$ 36 bilhões), todos os demais setores acompanhados pela BNEF apresentaram crescimento.

O relatório também destaca que, pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou o destinado à oferta de combustíveis fósseis. Em 2025, a diferença chegou a US$ 102 bilhões, acima do intervalo de US$ 85 bilhões observado em 2024.

Enquanto os aportes em energia limpa, que incluem renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento e redes, continuaram avançando, o investimento em combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, com retração de US$ 9 bilhões. A queda foi puxada pela redução nos gastos com exploração e produção de petróleo e gás e na geração fóssil, parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão.

Ainda assim, a BNEF alerta para a desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética. Após avançar 27% em 2021, o crescimento anual recuou gradualmente até os 8% registrados em 2025, indicando desafios para manter a trajetória necessária aos compromissos globais de neutralidade de carbono.

Ásia lidera, Europa acelera e EUA crescem apesar de cortes

A região da Ásia-Pacífico permaneceu como o principal polo de investimentos, respondendo por 47% do total global. A China manteve a liderança em volume absoluto, embora com sinais de desaceleração em renováveis. A Índia se destacou com crescimento de 15%, alcançando US$ 68 bilhões.

Foto: Roberto Dziura Jr

A União Europeia foi a maior contribuição individual para a expansão global, com alta de 18% nos investimentos, totalizando US$ 455 bilhões. Já os Estados Unidos registraram crescimento de 3,5%, chegando a US$ 378 bilhões, mesmo diante da redução significativa de incentivos públicos e de medidas adotadas pelo governo Trump para desacelerar a transição energética.

Para Albert Cheung, vice-CEO da BloombergNEF, o desempenho do setor demonstra robustez estrutural. “O último ano mostrou que, apesar dos desafios de política pública e comércio, a transição energética global é resiliente e oferece diversas oportunidades para investidores”, afirmou. Segundo ele, a busca por segurança energética e pelo desenvolvimento de cadeias de suprimentos domésticas deve sustentar novos aportes, especialmente impulsionados pela expansão global de data centers.

Cadeia de suprimentos, climate-tech e dívida verde

Os investimentos na cadeia de suprimentos de energia limpa cresceram 6% em 2025, somando US$ 127 bilhões. O valor reflete a entrada em operação de fábricas de equipamentos solares, baterias, eletrolisadores e turbinas eólicas, além de minas e unidades de processamento de metais para baterias. O avanço foi liderado pela manufatura de baterias e materiais associados, embora o excesso de oferta continue pressionando preços em praticamente todos os segmentos.

A China segue respondendo pela maior parcela desses investimentos e, segundo a BNEF, deve manter essa posição por pelo menos mais três anos. Ainda assim, sua participação relativa vem diminuindo gradualmente, à medida que Estados Unidos, União Europeia e Índia ampliam incentivos para o desenvolvimento local de cadeias produtivas.

Foto: Gabriel Rosa

No universo das empresas de climate-tech, 2025 marcou uma inflexão positiva. O setor captou US$ 77,3 bilhões em investimentos públicos e privados, alta de 53% e o primeiro crescimento após três anos consecutivos de queda. O movimento foi liderado por empresas de energia limpa, armazenamento e transporte de baixo carbono, com destaque para grandes operações na Ásia. Em contrapartida, o financiamento de capital de risco para startups caiu pelo terceiro ano seguido.

A atividade de fusões e aquisições permaneceu aquecida, encerrando o ano com US$ 99,1 bilhões em negócios concluídos, avanço de 37%, impulsionado principalmente por aquisições nos setores de energia limpa e edifícios, também associadas à expansão dos data centers.

Já as emissões de dívida voltadas à transição energética totalizaram US$ 1,2 trilhão em 2025, crescimento de 17% frente a 2024. O aumento foi sustentado pelo financiamento corporativo e de projetos, enquanto as emissões governamentais recuaram em setores mais maduros da transição, como o de energias renováveis.

Perspectivas

Foto: IDR

No cenário-base da BloombergNEF, o investimento médio anual em transição energética deve alcançar US$ 2,9 trilhões nos próximos cinco anos. O relatório ressalta que tecnologias mais consolidadas, como renováveis, armazenamento, veículos elétricos e redes, continuam dominando os fluxos por apresentarem menor risco e modelos de negócios mais maduros.

Ao mesmo tempo, a BNEF alerta para possíveis desalinhamentos futuros, especialmente na manufatura eólica e no ritmo de expansão de metais para baterias. Manter o alinhamento com as trajetórias globais de neutralidade de carbono exigirá aceleração significativa dos investimentos nesses segmentos, em um contexto no qual a transição avança, mas enfrenta limites crescentes de ordem econômica, regulatória e geopolítica.

Fonte: O Presente Rural
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