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Biogénesis Bagó lança projeto ‘Boi Azul’ durante a Expointer
Projeto se baseia nos seis novos pilares da pecuária e tem como objetivo ajudar na evolução do setor, além de consolidar o protagonismo do Brasil no mercado mundial de produção de alimentos

A Biogénesis Bagó vai ‘pintar de azul’ a Expointer 2022 com o lançamento do seu projeto ‘Boi Azul’. Um dos principais eventos do agronegócio brasileiro será realizado de 27 de agosto a 04 de setembro em Esteio (RS) e marca o lançamento oficial do programa da empresa para contribuir com a produção pecuária do futuro.
O projeto “Boi Azul” tem como premissa os seis novos pilares da pecuária brasileira: sanidade, genética, nutrição, gestão, bem-estar e sustentabilidade como bases para a produção pecuária moderna. Segundo o Gerente de Marketing Brasil e Coordenador de Marketing LATAM da Biogénesis Bagó, Carlos Godoy, a empresa destaca durante a Expointer uma série de frentes em cada pilar. “O tradicional conceito do tripé (Nutrição – Sanidade – Genética) já não pode mais acompanhar a pecuária moderna e o conceito mais atual, são as novas conexões entre sanidade, nutrição, genética, bem-estar animal, sustentabilidade e gestão. Os seis pilares de sustentação da pecuária brasileira conectados para produzir o Boi Azul”, explicou.
Godoy conta que até então os conceitos de sanidade, nutrição e genética eram a tríade da pecuária para atingir o mais alto grau de eficiência. “Contudo, novos desafios produtivos foram surgindo mostrando que o caminho para excelência está mais à frente”, afirma.
Segundo ele, a pecuária evoluiu e hoje seis pilares são fundamentais para que o produtor possa fechar a conta no ‘azul’. “Além da sanidade, nutrição e genética, a reprodução, a gestão e o diagnóstico surgem como aspectos indispensáveis e que dão sustentação à produção. É o que estamos chamando de ‘Boi Azul’, conceito que busca a produção eficiente e sustentável e que consolidará o protagonismo do Brasil no mercado mundial de produção de proteína animal”, destaca.
Parcerias com IDEXX e Lallemand Animal Nutrition em destaque durante a Expointer
A Biogénesis Bagó fará um trabalho em Esteio muito focado em suas parcerias estratégicas. Nesta edição da Expointer, além do seu já reconhecido portifólio com foco preventivo e curativo, também disponibiliza tecnologias que possibilitam o aumento de performance dos animais. “Exemplo disso é o Kit Adaptador, suplemento injetável à base de antioxidantes específicos, com resultados já comprovados em ganhos de carcaça”, explica Godoy
Ao lado da Lalleman Animal Nutrition, um dos pilares, a nutrição, será contemplado pelas soluções da linha Magniva de inoculantes para silagem. Ela traz maior flexibilidade para o processo de produção de silagens, pois os produtos oferecidos atendem as necessidades específicas de cada alimento conservado, além de possibilitar abertura antecipada dos silos e com garantia de estabilidade aeróbia.
Em conjunto com a IDEXX, o destaque ficará por conta do teste rápido de prenhez Alertys ON FARM, exame de sangue que detecta a prenhez de forma rápida, com uma precisão de 99.7%. “Os veterinários, técnicos e produtores podem detectar de forma rápida, fácil e segura se vacas e novilhas não prenhes estarão disponíveis para o descarte ou recria, encurtando assim o intervalo entre partos. Além, é claro, em se diagnosticando positivo, a confirmação da prenhez durante as fases de gestação, maximizando assim a produtividade no campo”, explica Godoy.

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Mitos x realidade: como a tecnologia transformou a segurança e a qualidade da carne suína no Brasil
Especialistas da MSD Saúde Animal e da ABCS explicam por que o uso de hormônios e o risco de cisticercose são falácias na suinocultura.

Nas últimas décadas, a suinocultura brasileira passou por um processo intenso de modernização e garantiu uma versão atualizada da carne suína. Hoje, ela é uma carne com diversos cortes magros, de alto valor biológico e rica em vitaminas do complexo B (especialmente B1, B3, B6 e B12), minerais essenciais, como zinco e ferro, e proteína. Mas, apesar de toda evolução, ainda há muitos mitos que cercam a produção de suínos e a qualidade da carne para consumo. Para esclarecer os principais pontos, profissionais da MSD Saúde Animal e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) destacam tópicos importantes sobre a produção e composição nutricional.
O médico-veterinário Leonardo Rossi, gerente nacional de vendas da unidade de negócio de Suinocultura na MSD Saúde Animal, começa destacando que um dos mitos mais comuns na produção da proteína animal é sobre o uso de hormônios de crescimento para acelerar o ganho de peso, prática que não acontece no Brasil. “É proibida e fiscalizada por legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária”, diz.
Leonardo também pontua que o melhoramento genético, as melhores práticas nutricionais, o controle sanitário respaldado por evidências científicas em constante validação, a ambiência controlada e as novas tecnologias, como identificação eletrônica, monitoramento e gestão individual dos suínos, trouxeram maior eficiência aos sistemas produtivos. “Conseguimos acompanhar cada animal do nascimento ao abate, garantindo transparência e confiabilidade da cadeia produtiva. O uso da tecnologia como ferramenta catalisadora para uma produção eficiente e sustentável é justamente o que mantém o Brasil como quarto maior produtor mundial de carne suína, aproximando-se da terceira posição a cada ano”, afirma o profissional.
Ainda segundo o médico-veterinário, as boas práticas de produção já não são mais uma vantagem competitiva no mercado de suinocultura, é condição para existir. “Produzir alimento saudável e inócuo para o consumidor, com ética social e ambiental, são pilares que sustentam a credibilidade das empresas produtoras frente aos mercados consumidores da carne suína brasileira”, exalta.
Biosseguridade
O conjunto de medidas adotadas em uma granja, ao qual chamamos de protocolo de biosseguridade, visam impedir a entrada e disseminação de agentes infecciosos no sistema produtivo. Isolamento físico, protocolo vacinal eficiente e controle sanitário rigoroso são exemplos de procedimentos indispensáveis para assegurar a biosseguridade dos plantéis. “O robusto status sanitário da suinocultura brasileira foi construído há anos e é mantido a muitas mãos, desde órgãos governamentais até a iniciativa privada, o que nos garante acesso aos mercados mais exigentes e um crescimento consistente no volume exportado”, pontua Rossi.
Como reflexo direto dessa segurança sanitária, o destaque da carne suína também é cada vez maior em território nacional. O consumo per Capita de Carne Suína foi de 18,6 kg/habitante em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Comparado ao consumo de dez anos atrás, o índice cresceu 26,5%.
Maciez e melhor custo-benefício
Iuri Pinheiro Machado, consultor da ABCS, ressalta que a produção de suínos adotou linhagens geneticamente selecionadas para produzir mais carne e com menos gordura. “Avanços na nutrição com dietas balanceadas, formulações mais precisas e manejo alimentar tecnificado garantiram um desenvolvimento mais eficiente e um produto final mais alinhado ao que o consumidor moderno busca”, explica.
Além dos benefícios nutricionais da carne suína, Iuri destaca que ela não perde em nada para outras carnes e ainda possui mais maciez e melhor custo-benefício. “Hoje, os suínos produzidos nas granjas tecnificadas do Brasil, que representam a maior parte da produção, são criados com biosseguridade rigorosa, ambientes controlados, manejo sanitário profissional, rastreabilidade e inspeção. Isso elimina o risco associado à produção industrial. O que o consumidor precisa saber é que a carne suína é segura, nutritiva e atende aos padrões sanitários elevados”, expõe Machado.
O consultor da ABCS também reflete que um dos mitos mais persistentes, mas que não condiz com a realidade da suinocultura moderna, é de que o suíno é o vilão da cisticercose (infecção parasitária grave causada pelas larvas da tênia). Machado detalha que a cisticercose está relacionada a condições sanitárias inadequadas, e não ao consumo de carne suína inspecionada e de procedência segura. “O produto nacional cumpre rigorosos requisitos sanitários, ambientais e de qualidade, inclusive são reconhecidos mundialmente”, pontua.
Tanto que, atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne suína do mundo, ocupando posição de destaque no cenário global e exportando para mais de 100 países.
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Ensaio a campo atesta que suplementação alimentar de matrizes de tilápias auxilia a fertilidade e produtividade
Conduzido pela MSD Saúde Animal, experimento mostrou ganhos na atividade reprodutiva e no volume de ovos.

A eficiência reprodutiva das matrizes de tilápia é fator determinante para um bom desempenho zootécnico e econômico de sistemas de produção aquícola. A taxa de desova, a qualidade dos ovos e a viabilidade embrionária são diretamente impactadas por fatores nutricionais, metabólicos e ambientais. Considerando especificamente o aspecto nutricional, a MSD Saúde Animal promoveu um estudo experimental a campo que comprovou que o uso do suplemento alimentar composto por fósforo orgânico (butafosfana) e vitamina B12 (cianocobalamina) eleva o desempenho reprodutivo na tilapicultura.
Entre março e abril de 2025, o ensaio de campo foi conduzido com tilápias em reprodução em tanques escavados na região dos Grandes Lagos/SP. As matrizes foram distribuídas em dois grupos experimentais: o primeiro alimentado com ração suplementada com Coforta A, na dosagem de 3g por kg de ração em uso contínuo; e o segundo alimentado com a mesma ração, porém sem suplementação.
Durante o período experimental, foram monitorados a atividade reprodutiva, o volume total de ovos e o volume médio de ovos por fêmea. Os resultados obtidos demonstraram melhora expressiva na performance reprodutiva das matrizes suplementadas com Coforta A.
“É um suplemento alimentar da MSD Saúde Animal que está associado à melhora do metabolismo energético celular, da função hepática e do estímulo à eritropoiese e à regeneração tecidual, ou seja, da produção de glóbulos vermelhos e da recuperação dos tecidos após estresse. Um produto que melhora a saúde geral do peixe”, pontua a médica-veterinária Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de negócio de Aquicultura da MSD Saúde Animal.
Ainda segundo a especialista, ao fortalecer o sistema de defesa e o metabolismo das matrizes, é esperado que o Coforta A contribua diretamente para a reprodução (com o amadurecimento mais eficiente dos ovos e sincronização da desova), a qualidade dos ovos (com maior reserva nutritiva, resultando em ovos maiores e mais viáveis) e para uma recuperação mais rápida das fêmeas após a desova. “E essas ações foram atestadas no ensaio a campo, que permitiu observar um aumento de 8,4% na atividade reprodutiva das matrizes pertencentes ao grupo suplementado, em comparação ao grupo controle”, afirma Talita.

Ao longo do ensaio, foram realizadas dez coletas no total, sendo três destinadas especificamente à avaliação do volume de ovos produzidos pelas matrizes em reprodução. Quanto a isso, os resultados demonstraram um volume de ovos aproximadamente duas vezes maior dos peixes suplementados, indicando um aumento significativo na performance reprodutiva.

Além disso, as coletas revelaram um incremento de 49,3% no volume médio de ovos por fêmea. “Esse resultado sugere uma melhora no processo de maturação ovariana e um maior estímulo ao amadurecimento dos ovos das matrizes tratadas”, diz Talita.
Os dados validam que a inclusão de Coforta A na dieta das matrizes (reprodutoras) aumenta de forma consistente a fertilidade e a produtividade do plantel, devido ao seu suporte metabólico.
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Surto de febre aftosa na África do Sul: Biogénesis Bagó enviará vacinas para conter emergência sanitária
Empresa fará parte da estratégia nacional sul-africana de combate à febre aftosa, fornecendo vacinas de alta potência para reduzir drasticamente os surtos e contribuir para a recuperação do status sanitário do país.

A Biogénesis Bagó anunciou o envio de vacinas contra a febre aftosa para a África do Sul, que farão parte do plano nacional de vacinação no país com o objetivo de conter e erradicar a doença em um horizonte de dez anos. O acordo prevê um lote inicial de 1 milhão de doses de vacinas de alta potência, prontas para envio assim que forem emitidas as autorizações regulatórias necessárias, além do fornecimento adicional de 5 milhões de doses até março de 2026. As vacinas são direcionadas aos sorotipos SAT 1, SAT 2 e SAT 3, que causaram surtos no país com consequências significativas para a produção de carne e leite.
As doses fornecidas pela Biogénesis Bagó para a África do Sul farão parte de campanhas de vacinação em massa por etapas, focadas nas áreas de maior circulação viral, identificadas por meio de mapas de risco, com metas de cobertura superiores a 80% em rebanhos comunitários e até 100% em confinamentos e fazendas leiteiras.
O fornecimento complementa a produção local e os acordos que a África do Sul mantém com outras instituições da região, ampliando a disponibilidade de vacinas trivalentes adaptadas às cepas SAT (South African Territories) atualmente em circulação no país.
Segundo a Biogénesis Bagó, o acordo se baseia na ampla experiência da empresa no combate à febre aftosa e em sua capacidade industrial para responder a emergências sanitárias de grande escala. “Nossa missão é apoiar os países no desenvolvimento e implementação de estratégias sustentáveis de controle e erradicação da febre aftosa, combinando tecnologia de ponta, capacidade produtiva e conhecimento epidemiológico”, afirma o diretor de Operações e Inovação da Biogénesis Bagó, Rodolfo Bellinzoni.
“O compromisso com a África do Sul soma-se à nossa trajetória em programas bem-sucedidos de controle da doença na América Latina e na Ásia, onde o uso sistemático de nossas vacinas contribuiu para a recuperação e a manutenção do status de livre de aftosa, com e sem vacinação”, acrescenta o executivo.

Diretor de Operações e Inovação da Biogénesis Bagó, Rodolfo Bellinzoni: “Nossa missão é apoiar os países no desenvolvimento e implementação de estratégias sustentáveis de controle e erradicação da febre aftosa, combinando tecnologia de ponta, capacidade produtiva e conhecimento epidemiológico”
A Biogénesis Bagó também atua como fornecedora de antígenos e vacinas para bancos de antígenos contra a febre aftosa, o que permite respostas rápidas e flexíveis diante do surgimento de novos focos e variantes virais. “Ser fornecedor de bancos de antígenos de alguns dos principais exportadores de carne do mundo, como Brasil e Estados Unidos, nos proporcionou uma plataforma única para adaptar rapidamente nossas soluções às cepas relevantes de cada região. Essa mesma experiência estará agora a serviço da África do Sul, como parceira estratégica em sua jornada rumo a um país livre de aftosa e com maior resiliência sanitária”, conclui Bellinzoni.
Em dezembro de 2025, a Biogénesis Bagó passou a ser a detentora do banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa para o Brasil, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto localizado da doença no país. Isso é fruto de um acordo de cooperação tecnológica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e com o governo federal brasileiro.



