Empresas Bovinos
Biogenesis Bagó investirá U$ 10 milhões de dólares planta de vacina contra a febre aftosa na Argentina
Empresa atualizará sistemas de qualidade e biossegurança para dar suporte ao crescimento e expansão nos mercados internacionais

A Biogénesis Bagó, uma das líderes na América Latina na produção de soluções para a saúde animal, investirá 10 milhões de dólares em sua planta de produção de vacinas contra a Febre Aftosa, localizada na cidade de Garín, na província de Buenos Aires, na Argentina. O investimento tem como objetivo atualizar o sistema de qualidade e adequar os níveis de biossegurança aos novos regulamentos estabelecidos pelo SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria) da Argentina e as exigências dos países nos quais a empresa projeta seu maior crescimento.
Esse posicionamento estratégico é apoiado por programas de expansão territorial para licenças e pesquisa e desenvolvimento, nesta fase concentrada principalmente no Sudeste Asiático, para onde a empresa já exporta a três destinos.
“Decidimos investir na Argentina para gerar mais conhecimento e produzir aqui uma vacina de alta qualidade em nível global, atendendo às demandas específicas de cada mercado que vamos incorporar. Todo esse processo de atualização da planta permitirá consolidar a capacidade, a segurança e a qualidade da resposta em nível local e será a base do crescimento da empresa em sua estratégia de expansão global”, afirma Rodolfo Bellinzoni, diretor de Operações Industriais e Inovação da Biogénesis Bagó.
A empresa anunciou o investimento durante a 133ª Exposição Rural de Palermo, que prevê o desenvolvimento de um plano de engenharia e obras de infraestrutura nos próximos dois anos. Isso colocará a planta no mais alto nível de tecnologia e biossegurança para a elaboração de vacinas anti aftosas com o manejo de diferentes cepas do vírus, que garantem a resposta imune dos rebanhos em cada região produtiva.
Também permitirá que a empresa, liderada por Esteban Turic desde janeiro deste ano, cumpra as novas exigências do banco de antígenos norte-americano, para o qual fornece desde 2006. “Para intensificar a estratégia preventiva contra um possível surto de febre aftosa que afete essa região, nos foi pedido para expandir a capacidade do banco. Por isso precisamos acelerar nossa capacidade de resposta, além de atualizar os sistemas de biossegurança, levando em conta as novas demandas em nível local”, explica Bellinzoni.
A planta de Garin tem uma capacidade produtiva de 300 milhões de doses de vacinas anti aftosa por ano. É essa planta que abastece os mercados da América Latina, onde 3 de 10 doses aplicadas são fornecidas pela Biogenesis Bagó.
No Brasil, a empresa comercializa a vacina Aftogen® Óleo desde 2009 e o montante comercializado de mais de 300 milhões de doses, contribuindo de forma decisiva para o atingimento dos objetivos do País no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Além disso, as vacinas contra Febre Aftosa da Biogénesis Bagó são exportadas para Taiwan, Coréia do Sul e Vietnã, onde 170 milhões de doses já foram comercializadas.
“Como uma planta especializada, fornecemos vacina contra Febre Aftosa para 11 países e realizamos processos de transferência de tecnologia, o que nos permitiu instalar uma planta de produção na China. Também oferecemos serviços para prevenir emergências de saúde a bancos de antígenos e vacinas em países que não vacinam (livres de febre aftosa sem vacinação)”, complementa o diretor de Operações Industriais e Inovação da empresa.
A Biogénesis Bagó espera adicionar novos destinos às exportações no sudeste da Ásia e direciona esforços em países como Mongólia, Camboja, Laos e Tailândia, onde negociações já estão avançados. Nas projeções para os próximos cinco anos, a empresa espera realizar operações da ordem de 100 milhões de dólares nesta região, além da pretensão de abrir mercados na África e no Oriente Médio.
Para sustentar esse forte posicionamento, Bellinzoni explica que, além da atualização da planta, áreas de pesquisa e desenvolvimento e gerenciamento de projetos serão criadas em nível local e global dentro da Biogénesis Bagó, focadas exclusivamente em Febre Aftosa.
“Queremos oferecer produtos e serviços de alta qualidade, diferenciados em capacidade de resposta, qualidade e biossegurança. A Argentina já é um centro de referência mundial por sua capacidade de responder a emergências de saúde com produtos seguros e eficiente”, afirma Bellinzoni.
China
Por outro lado, a Biogénesis Bagó continuará a investir na China, fornecendo seu know-how para a operação da mais moderna planta de produção de vacinas contra Febre Aftosa no mundo, construída a partir de uma joint venture com a empresa farmacêutica Hile Biotechnology.
Rodolfo Bellinzoni informa que o escritório comercial de Xangai, que já conta com 14 funcionários, ganhará um centro de pesquisa e desenvolvimento sobre doenças bovinas que afetam os rebanhos chineses, para o qual planeja estabelecer alianças de trabalho com instituições científicas técnicas do local para gerar conhecimento e desenvolver soluções específicas de saúde.
Desta forma, a empresa busca diversificar o portfólio de produtos na China para além da produção de vacina anti aftosa na planta Yangling Yinhai Biotechnology. A planta chinesa tem uma capacidade de produção de 400 milhões de doses por ano e foi construída exclusivamente para abastecer o mercado chinês, que anualmente exige 2 bilhões de doses diante de um total mundial de 3 bilhões de doses.

Empresas Reforço de equipe
Alivira reforça atuação na América Latina com novo Gerente Técnico Comercial
Com mais de 25 anos de experiência em nutrição de monogástricos, Jorge Pacheco chega para fortalecer a estratégia técnica e comercial da companhia na região

A Alivira anuncia a chegada de Jorge Pacheco como seu novo Gerente Técnico Comercial para a América Latina, reforçando sua estratégia de crescimento e proximidade com o mercado na região.
Médico-veterinário de formação, o executivo construiu uma sólida trajetória de 26 anos na área de nutrição de monogástricos, acumulando experiência em desenvolvimento de negócios e liderança técnica. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas de referência do setor, como Agroceres Nutrição (Multimix), Guabi, In Vivo, Sumitomo Chemical e Agrifirm.
A chegada de Pacheco está alinhada ao movimento da Alivira de ampliar sua presença na América Latina, agregando expertise técnica e visão estratégica para atender às demandas do mercado de proteína animal.
Empresa global de saúde e nutrição animal, a Alivira integra o grupo Sequent Scientific e está entre as principais companhias do setor no mundo, com operações em mais de 100 países e unidades produtivas em diferentes continentes.
No Brasil, a empresa atua desde 2016 com foco na fabricação e distribuição de medicamentos veterinários e soluções nutricionais para animais de produção e companhia, incluindo antimicrobianos, anticoccidianos, antiparasitários, aditivos e suplementos.
Com estratégia multiespecializada e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a companhia busca oferecer soluções que promovam saúde, bem-estar e produtividade animal, atendendo às necessidades de veterinários, produtores e indústria.
A contratação de Jorge Pacheco reforça o compromisso da Alivira com a excelência técnica, a inovação e o fortalecimento de parcerias no mercado latino-americano.
Empresas
Frísia anuncia entreposto em Pium (TO) e projeta investimento de cerca de R$ 100 milhões
Nova unidade vai ampliar capacidade de recepção e beneficiamento de grãos na região e gerar cerca de 20 empregos diretos, além de mais de 200 postos durante as obras

No ano em que comemora dez anos no Tocantins, a Frísia Cooperativa Agroindustrial anuncia a construção de um novo entreposto no estado, no município de Pium, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento da atuação no estado. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e geração de cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante o período de obras.
A construção da unidade está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A estrutura foi planejada para atender o crescimento da produção agrícola na região e ampliar o suporte aos cooperados.
A decisão de investir no novo entreposto foi resultado de um processo de análise estratégica e da expansão da atividade agrícola na região. “Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue crescendo no Tocantins. A região de Pium é uma das que mais têm se desenvolvido nos últimos anos e, após três anos de estudos aprofundados, decidimos realizar esse investimento para atender às necessidades dos cooperados”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.
O novo entreposto tem capacidade operacional prevista de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos. A unidade também terá um armazém para insumos.
Segundo o gerente-executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a escolha de Pium como sede da nova unidade levou em conta o potencial produtivo da região e a presença crescente de cooperados. “Trata-se de uma região bastante próspera, com alto potencial agrícola e uma área já consolidada de produção de nossos cooperados”, explica.
Crescimento
O investimento também está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa para os próximos anos. “Dentro do nosso ciclo de planejamento estratégico, que vai de 2025 a 2030, temos como meta crescer no Tocantins de forma sustentável e agregar valor ao negócio dos cooperados. Esse entreposto vai ao encontro desse objetivo”, destaca o gerente-executivo.
Para os produtores, a nova estrutura vai trazer ganhos logísticos e operacionais importantes. “Na prática, o cooperado terá maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, economia com fretes e mais proximidade no acesso a insumos, além de segurança no abastecimento”, completa Cavazotti.
A área cultivada de soja no Tocantins saltou de 14,7 mil hectares da safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na de 2024/2025, com produtividade média de 3.771 kg/ha na última safra, acima das 3.057 kg/ha de 20/21.
A Frísia está presente no Tocantins desde 2016, completando, em 2026, uma década de atuação no estado. Atualmente, a cooperativa conta com 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.
Nos últimos anos, a cooperativa vem realizando diversos investimentos em suas unidades, com o objetivo de acompanhar o crescimento da produção agrícola na região.
Empresas
JBS aponta demanda por nutrição funcional como vetor de crescimento do setor de alimentos
CEO da companhia afirma que mudança no padrão de consumo, com foco em saúde e bem-estar, sustenta expansão e abre espaço para proteínas de maior valor agregado

O Brasil deve assumir um papel central na expansão global do consumo de proteína nos próximos anos, sustentado por escala produtiva, ganhos de eficiência e avanços tecnológicos no campo. A avaliação é do CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, feita nesta terça-feira (7), durante o 12º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.
Segundo o executivo, o crescimento da demanda por proteína deixou de ser uma tendência conjuntural e passou a refletir uma mudança estrutural, impulsionada por fatores como segurança alimentar, mudanças demográficas e a crescente busca por alimentos com maior valor nutricional. “Estamos diante de uma transformação consistente no padrão de consumo, com mais foco em saúde, energia e qualidade de vida”, afirmou.
A declaração foi feita no painel “Leading Brazil’s Protein Industry: Perspectives from the Companies That Feed the World”, que reuniu lideranças do setor para discutir perspectivas para a indústria de proteínas do Brasil e seu papel no abastecimento global.
O CEO da JBS destacou que a segurança alimentar ganhou centralidade na estratégia de diversos países, impulsionando investimentos em produção local, especialmente no Oriente Médio. Para ele, esse movimento, no entanto, não reduz a relevância do Brasil como fornecedor global competitivo e essencial para complementar o abastecimento internacional. “A produção local é uma realidade. Mas isso não elimina o papel do Brasil, porque você nunca fecha a equação produzindo exatamente tudo o que o mercado quer”, disse.
Ao falar sobre a competitividade brasileira, Tomazoni destacou que o país conta com uma vantagem estrutural rara no setor de proteína animal. Além de deter o maior rebanho comercial bovino do mundo, o Brasil ainda apresenta espaço significativo para elevar sua produtividade, sobretudo a partir do avanço em genética, nutrição e manejo. “O Brasil vai dar as cartas na carne bovina, porque tem rebanho, porque tem área e porque ainda há uma oportunidade muito grande de ganho de produtividade.”
Para o executivo, esse avanço produtivo será decisivo para atender a uma demanda global que tende a crescer de forma consistente nos próximos anos. Na avaliação de Tomazoni, o consumo de proteína deixou de ser somente uma tendência de mercado e passou a refletir uma transformação estrutural nos hábitos alimentares, impulsionada por uma mudança geracional e pela busca crescente por saúde, energia e qualidade de vida.
Nesse cenário, Tomazoni apontou uma nova avenida de crescimento para a indústria: o desenvolvimento das chamadas superproteínas, com aplicações voltadas à nutrição funcional, ao bem-estar e à saúde de longo prazo. Segundo ele, a JBS acredita no avanço de soluções baseadas tanto na proteína natural como em rotas de biotecnologia capazes de customizar compostos com funções específicas.
Um exemplo do investimento da Companhia nessa frente é a recente inauguração da JBS Biotech, em Florianópolis (SC). Esse centro de biotecnologia avançada é dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos. “A gente acha que existem dois caminhos: o caminho da proteína natural, com aumento de produtividade, e o caminho da proteína funcional”, explicou o executivo.
Ao encerrar sua participação, Tomazoni reforçou que a diversificação entre geografias, proteínas e ciclos produtivos segue como um dos principais diferenciais estratégicos da JBS diante de um ambiente global mais volátil.



