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Biogénesis Bagó inaugura fábrica na China
O CEO do Grupo Insud, Hugo Sigman, do qual a Biogénesis Bagó faz parte, palestrou na China sobre as experiências bem sucedidas de transferência de biotecnologia argentina que contribuem para a sanidade animal e melhoramento de cultivos
Os modelos de transferência de biotecnologia argentina voltados para a saúde animal, o melhoramento de cultivos e produção agrícola de qualidade foram os temas que protagonizaram o Primeiro Fórum de Empreendedores do G20 Agrícola (AE20), onde Hugo Sigman, CEO do Grupo Insud, do qual o laboratório de saúde animal Biogénesis Bagó faz parte, esteve como palestrante e representou a delegação empresarial da América Latina. O evento reuniu na China as principais referências do setor agropecuário dos países membros do G-20.
Durante o evento, Sigman falou do início das atividades da empresa Jinhai Biotecnologia Co, que é o resultado de uma joint venture entre a Biogénesis Bagó e a farmacêutica Hile, da China. A planta, que é considerada o maior desenvolvimento tecnológico no mundo e será inaugurada em setembro, envolveu investimentos de US$ 60 milhões. Sigman compartilhou a experiência de investimento e transferência de tecnologia para a China, que levou quatro anos para ser concluída. “Interesses mútuos são a chave do sucesso”, disse o CEO Insud, que depois de seu discurso foi classificado como “voz forte” do Fórum de Empreendedores Agrícolas.
Ele acrescentou ainda que a partir de agora, a empresa “vai ajudar a melhorar a sanidade animal da China e de animais produtores de alimentos, tais como suínos, bovinos e pequenos ruminantes, para que o país produza mais e melhores alimentos”, com a abertura antecipada da planta Jinhai Biotecnologia Co, onde serão produzidas por ano 400 milhões de doses de vacinas contra a febre aftosa, com a tecnologia desenvolvida pela Biogénesis Bagó.
O encontro ocorreu no dia 2 de junho, na cidade de Xi'an, e contou com representantes de organizações internacionais como a FAO, a OCDE, Banco Mundial e os principais empresários do setor, preocupados em encontrar respostas produtivas mais eficientes para a erradicação da fome e da pobreza. O Fórum foi realizado no âmbito da reunião de ministros da Agricultura do G20, que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi.
“Na inovação, a biotecnologia, a cooperação entre países e a coordenação da ação pública privada estão entre as respostas para os desafios apresentados pela crescente demanda por alimentos e a necessidade de acabar com a fome”, enfatizou Sigman durante a coletiva de imprensa no Fórum Empreendedores Agrícolas, realizada com a presença do vice-ministro da Agricultura da China, Qu's.
“As novas ideias se transformam em inovação quando conseguem se desenvolver e serem implementadas. O mundo necessita de uma implementação eficiente da inovação e, para que isso ocorra, é necessário melhorar a interface entre ciência, as empresas e governos. A interação pública – privada é fundamental”, comentou o CEO da Insud. Ele também destacou a necessidade de apoio e compromisso do governo para “levar adiante planos sustentáveis para que possam estimular o investimento sustentável. Quando são alcançadas todas estas condições, os empresários têm espaço para se desenvolver”.
Sigman disse estas palavras para transmitir suas próprias experiências, ao apresentar três casos que exemplificam como é possível aumentar a oferta de alimentos, com a parceria entre países e a transferência de tecnologias que melhorem a eficiência de produção vegetal e animal.
Durante sua palestra, ele falou sobre as parceiras que a Biogénesis Bagó e a Bioceres, duas empresas que o Grupo Insud detém participação, estão fazendo empresas chinesas em um acordo bilateral entre Argentina e China.
Primeiro, ele se referiu ao papel estratégico que Biogénesis Bagó cumpre na luta contra a febre aftosa na América Latina. “A prevenção e o controle da febre aftosa são reconhecidos como um bem público global. Perdas econômicas em regiões endêmicas estão estimadas entre US$ 6,5 e 21 bilhões por ano”, disse.
“Exemplos muito claros de empresas que desenvolvem tecnologia e cooperação”
Sigman também compartilhou no Fórum outro caso de cooperação entre a China e Argentina. Trata-se da vinculação da companhia argentina de biotecnologia agrícola Bioceres com a chinesa DBN C, especializada em genética vegetal. Esta joint venture permitiu uma troca de tecnologia com o objetivo de desenvolver e desregulamentar variedades de soja, que combinam a proteção das culturas e características agronômicas para os produtores da América Latina. O primeiro produto conseguido é uma soja que combina o gene resistente à seca e solos salinos (HB4®), fornecido pela Bioceres, com tecnologia desenvolvida pela empresa chinesa resistentes a herbicidas (glifosato e glufosinato -GGT).
O CEO da Insud observou que tanto Biogénesis Bagó como a Bioceres e os seus homólogos chineses “não são grandes multinacionais, no entanto, são exemplos claros de empresas que desenvolvem tecnologia por meio de cooperação”.
Outra empresa do Grupo Insud também foi referência na palestra. A Garruchos Agricultura promoveu parceria com produtores e governos de duas províncias chinesas interessadas em melhorar a genética bovina. Em 2015, a empresa argentina fez a primeira exportação de sêmen congelado da raça Angus, com o objetivo de transferir os seus ganhos genéticos para o gado asiático e para o aumento de produtividade de embriões.
“Temos a obrigação de encontrar soluções”
Sigman saudou a organização do Fórum e o encontro com empresários de outros países para facilitar o intercâmbio de ideias entre empresas em matéria de cooperação, inovação e investimento sustentável, favorecendo o aumento da produção para erradicar os problemas da fome no mundo.
“Sabemos que 800 milhões de pessoas em todo o mundo não têm comida suficiente para levar uma vida saudável e ativa. Sabemos que existem 1,5 milhões de crianças que morrem anualmente porque não têm comida. E que uma em cada quatro crianças não possui comida suficiente para se desenvolver e viver em boas condições. Eventos como este têm a obrigação de ser sensíveis a esta realidade e encontrar soluções que contribuam para aumentar a produção. Nós também precisamos assegurar que a transferência de tecnologia chegue ao conhecimento dos países em desenvolvimento, especialmente às mulheres que trabalham no campo, na agricultura familiar, considerando um estudo que diz que um quarto da população, hoje não tem acesso a alimentos. Eles poderiam tê-lo se forem dadas às mulheres trabalhadoras na agricultura familiar as tecnologias para que elas possam produzir mais”.
“Está claro que as nações que não atuam em parceria terão mais dificuldades para erradicar a pobreza e alcançar a segurança alimentar. Em maior ou menor grau, todos são necessários e devem continuar a estimular a inovação, a cooperação e o investimento para atingir esse objetivo”, comentou o CEO da Insud.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Aleris fortalece presença no maior polo suinícola do México
Presença no principal congresso técnico de suinocultores amplia relacionamento com líderes do setor e reforça a expansão na América Latina.

A Aleris Nutrição Animal participou, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, do XXXII Congresso Internacional AMVECAJ 2026, realizado em Tepatitlán de Morelos, Jalisco, estado que lidera a produção de suínos no México e se consolidou como um dos polos mais relevantes da suinocultura latino-americana.
Organizado pela Asociación de Médicos Veterinarios Especialistas en Cerdos de los Altos de Jalisco (AMVECAJ), o congresso reúne anualmente médicos-veterinários, produtores, integradoras e empresas do setor para discutir temas centrais como sanidade, nutrição, biossegurança e eficiência produtiva.
Mais do que uma presença institucional, o evento representou um movimento estratégico para fortalecer a marca no mercado mexicano. Jalisco concentra parcela expressiva da produção nacional de carne suína e se destaca pelo alto nível tecnológico das granjas e pela profissionalização da cadeia produtiva, características que tornam a região decisiva para negócios que buscam crescimento consistente no país.
A atuação ocorreu em conjunto com a Aleris Internacional, subsidiária no México, evidenciando o alinhamento entre as operações e a estratégia de expansão na América Latina. A agenda de reuniões foi estruturada a partir do relacionamento local conduzido por Jesús Sánchez, Gerente Comercial da região, ampliando a conexão com clientes e parceiros estratégicos.

Segundo Letícia Moreira, analista técnica da Aleris: “Há uma busca clara por soluções que combinem ciência, inovação e resultados consistentes”
“Estar no AMVECAJ representa um movimento estratégico para a Aleris. Jalisco é o principal polo suinícola mexicano e exerce papel central na produção animal da América Latina”, afirma Roberta Rodrigues, Coordenadora Comercial LATAM da empresa.
Ao longo dos três dias de programação, a equipe realizou encontros técnicos, apresentou seu portfólio e aprofundou discussões sobre soluções baseadas em leveduras, com foco na modulação da microbiota intestinal e na melhoria da performance produtiva.
O ambiente evidenciou um mercado cada vez mais receptivo a tecnologias avançadas de modulação de microbiota, especialmente aquelas que unem base científica sólida à aplicação prática em granja. Segundo Letícia Moreira, Analista Técnica da Aleris, o público demonstrou interesse crescente por estratégias que entreguem previsibilidade, eficiência e sustentabilidade em sistemas de produção desafiadores. “Há uma busca clara por soluções que combinem ciência, inovação e resultados consistentes”, destaca.
Entre os destaques apresentados esteve o Provillus 4Pig, reforçando o posicionamento da marca em soluções naturais voltadas à saúde intestinal e ao desempenho de suínos.
A participação no AMVECAJ 2026 consolida a presença da Aleris em uma das regiões mais estratégicas da suinocultura latino-americana e fortalece sua atuação próxima ao mercado, conectando ciência aplicada às demandas reais da produção.
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Automação orientada por dados eleva produtividade e eficiência da Granjas 4 Irmãos
Gestão integrada, rastreabilidade e uso intensivo de tecnologia permitem ganhos operacionais, controle de custos e decisões estratégicas no agronegócio gaúcho

A adoção de um modelo de gestão orientado por dados e apoiado em automação tem sido determinante para o desempenho econômico da Granjas 4 Irmãos, um dos grupos mais tradicionais do agronegócio gaúcho. Ao integrar tecnologia agrícola, rastreabilidade e padronização da informação, a empresa conseguiu ampliar produtividade, reduzir desperdícios, aumentar o controle de custos e elevar a eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Com uma história de 80 anos de atuação, a Granjas 4 Irmãos opera hoje com uma estrutura de grande escala. Em uma área total de 27 mil hectares, cultiva arroz em 7.200 hectares, soja em 5.500 hectares, milho em 700 hectares além de outras culturas, como sorgo e forragens diversas. Conta também com um rebanho leiteiro com 380 vacas em ordenha, pecuária de corte com cerca de 7 mil cabeças e capacidade de armazenagem de 2 milhões de sacos. Segundo o diretor da empresa, Eduardo Castilho, o avanço tecnológico foi decisivo para sustentar esse crescimento com controle. “A automação nos permitiu transformar dados em decisões rápidas, reduzir ineficiências e melhorar significativamente o desempenho econômico da operação”, afirma.
Dados como base da produtividade

Acompanhamento em tempo real de tudo o que acontece na lavoura e na pecuária
A estratégia da Granjas 4 Irmãos foi construída de forma progressiva. Após consolidar sistemas de gestão (ERP), a empresa avançou para a digitalização do campo, incorporando telemetria de máquinas, monitoramento do consumo de combustível, análise de desempenho de operadores e uso de dashboards gerenciais. “Hoje conseguimos acompanhar, praticamente em tempo real, o que acontece na lavoura e na pecuária. Isso encurta o tempo entre o problema e a decisão, com impacto direto na produtividade”, explica Castilho.
O uso de drones e dados georreferenciados ampliou ainda mais a capacidade analítica da empresa, ao permitir diagnósticos mais precisos e antecipação de falhas. “Essa combinação de tecnologia e dados melhora a performance econômica e produtiva, além de engajar os colaboradores, que passam a enxergar claramente os resultados do seu trabalho”, acrescenta.
Eficiência econômica e sustentabilidade
Além dos ganhos operacionais, a automação fortaleceu a sustentabilidade financeira e ambiental da companhia. A Granjas mantém uma biofábrica própria, voltada à produção de insumos para uma agricultura mais regenerativa, reduzindo custos e dependência externa. O modelo de negócio também investe no desenvolvimento humano, com três vilas agrícolas e programas de formação que garantem continuidade da operação no longo prazo. “Sustentabilidade, para nós, é econômica, social e ambiental. Os três pilares precisam caminhar juntos”, ressalta o diretor.
Padronização e rastreabilidade como vantagem competitiva
Com o crescimento da operação e do volume de dados, a padronização da informação tornou-se essencial para garantir consistência, integração entre sistemas e rastreabilidade de ponta a ponta. Esse processo assegura maior confiabilidade dos dados, transparência ao mercado e aderência às exigências da indústria e das exportações. “Os padrões permitem que diferentes tecnologias conversem entre si e que a automação realmente gere valor econômico”, afirma Castilho.
Principais resultados da automação na Granjas 4 irmãos:
– Aumento da produtividade por colaborador e por máquina
– Redução do tempo de resposta entre o evento no campo e a decisão gerencial
– Melhor controle de custos operacionais e consumo de insumos
– Gestão baseada em dados, com dashboards e indicadores em tempo real
– Rastreabilidade integrada com garantia transparência e segurança da informação
– Maior previsibilidade econômica e eficiência na tomada de decisão
– Modelo escalável, preparado para crescimento e exigências do mercado
Reconhecimento nacional
Os resultados obtidos com essa estratégia levaram a Granjas 4 Irmãos a conquistar o Prêmio Automação 2025, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, na categoria AgroTech. A premiação reconheceu a capacidade da empresa de integrar dados, automação e rastreabilidade para elevar eficiência, produtividade e competitividade no agronegócio.
“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Mais do que tecnologia, construímos um modelo de gestão baseado em dados, eficiência e sustentabilidade, preparado para os desafios atuais e futuros do setor”, pontua Castilho.
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Biochem LATAM amplia atuação em ruminantes com foco em desempenho produtivo e eficiência
Movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.

A Biochem LATAM vem fortalecendo sua atuação no mercado de ruminantes por meio de uma estratégia que integra ciência aplicada, presença técnica em campo e relacionamento direto com a indústria de nutrição animal. O movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.
A expansão está baseada na aplicação prática de tecnologias nutricionais capazes de gerar impacto mensurável nos resultados zootécnicos, com foco em consistência produtiva e resposta fisiológica dos animais em diferentes sistemas de produção.
Ciência como base estratégica

Atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil – Fotos: Divulgação/Biochem
No eixo técnico-científico, a empresa conduz estudos em parceria com instituições de referência, como a Universidade Estadual Paulista (UNESP – FMVZ), por meio do GEBOL – Grupo de Estudos em Bovinos Leiteiros da UNESP Botucatu, e a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos. As iniciativas focam na geração de dados técnicos aplicáveis à realidade dos sistemas de produção, fortalecendo decisões nutricionais e produtivas no campo.
Os estudos avaliam parâmetros ligados ao desempenho produtivo e à resposta fisiológica, gerando dados consistentes que sustentam decisões técnicas e comerciais com maior segurança.
Além disso, a Biochem mantém atuação técnica próxima à indústria e aos sistemas produtivos, garantindo que suas soluções estejam alinhadas às demandas operacionais e às necessidades práticas do mercado.
Estrutura orientada à estratégia e execução

Na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial
A atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil, responsável pela estratégia de mercado, desenvolvimento de negócios e relacionamento com a indústria em nível nacional.
Ao seu lado atua, na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial.
Essa estrutura fortalece a integração entre posicionamento estratégico, aplicação técnica e expansão de mercado, promovendo soluções consistentes tanto para a indústria quanto para o produtor final.
Foco em resultado e sustentabilidade
Ao ampliar sua atuação em ruminantes, a Biochem reforça seu posicionamento como empresa de ciência aplicada à produtividade. As iniciativas são direcionadas à geração de impacto zootécnico mensurável, viabilidade econômica e estabilidade produtiva.
O crescimento no segmento consolida a presença da empresa, com foco em eficiência e produtividade na produção animal.
Sobre a Biochem LATAM
A Biochem LATAM integra o grupo internacional Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsgesellschaft mbH, empresa de origem alemã com atuação global no desenvolvimento de soluções para nutrição animal.
Com tecnologia própria e validação científica consistente, a companhia oferece um portfólio de aditivos e soluções nutricionais adaptados às necessidades dos mercados latino-americanos.
A Biochem atua de forma integrada junto à indústria e ao cliente final, contribuindo para maior eficiência produtiva, melhor desempenho e geração de valor em diferentes sistemas de produção.
