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Biofilmes: um desafio invisível na produção animal – Como prevenir e controlar
Agregados de microrganismos aderidos a superfícies podem comprometer a qualidade da água, favorecer a disseminação de patógenos e reduzir a eficiência de programas sanitários.

Artigo escrito por: Michele Fangmeier (Head de Marketing Estratégico e Inovação) e Luana Specht (Coordenadora de Pesquisa Aplicada) – American Nutrients do Brasil
A biosseguridade é um pilar fundamental na produção animal. Entre os desafios enfrentados pelos produtores, os biofilmes se destacam como um problema invisível, mas altamente impactante. Esses agregados de microrganismos aderidos a superfícies podem comprometer a qualidade da água, favorecer a disseminação de patógenos e reduzir a eficiência de programas sanitários.
O que são biofilmes e onde se formam?
Os biofilmes são estruturas organizadas de bactérias e outros microrganismos envoltos por uma matriz extracelular protetora. Essa matriz é composta por proteínas, polissacarídeos e DNA, formando uma camada resistente a agentes de limpeza comuns. Nas granjas, os biofilmes se desenvolvem principalmente em:
- Sistemas de distribuição de água;
- Bebedouros e comedouros;
- Superfícies de equipamentos e instalações;
- Pisos, paredes e tubulações.
O impacto dos biofilmes na produção animal
A presença de biofilmes é um risco sanitário significativo, pois pode abrigar patógenos como Salmonella spp., Escherichia coli, Pseudomonas spp. e Staphylococcus spp.. Esses microrganismos podem se tornar mais resistentes aos desinfetantes convencionais, dificultando a erradicação e aumentando os riscos de infecções entéricas e respiratórias nos animais. Além disso, a presença de biofilmes em sistemas de água pode comprometer a hidratação dos animais e impactar diretamente o desempenho zootécnico.
Métodos eficazes de controle e prevenção
Para eliminar e prevenir a formação de biofilmes, é essencial a utilização de princípios ativos eficazes. Agentes alcalinizantes contribuem para eliminação de biofilmes. Manter o pH controlado nos sistemas de água também reduz a adesão de microrganismos. Existem produtos específicos para remoção de biofilme, que atuam na dissolução da matriz extracelular dos mesmos. A aplicação deve ser realizada de maneira controlada, respeitando a concentração ideal para garantir eficácia. Os agentes antioxidantes contemplados em algumas formulações, ajudam a inibir a formação dos biofilmes ao interferirem na comunicação celular das bactérias (quorum sensing). Isso impede a adesão inicial e dificulta a proliferação microbiana em superfícies e sistemas de água. Agentes sequestrantes removem minerais como cálcio e magnésio, que favorecem a aderência de bactérias às superfícies e melhoram a ação de desinfetantes.
Aplicação prática nas granjas
Para garantir a eficácia do controle de biofilmes, recomenda-se a adoção de um programa de limpeza e desinfecção regular, incluindo:
- Higienização frequente dos sistemas de água: uso de produtos específicos para remoção de biofilmes e posterior manutenção da qualidade da água com pH regulado e presença de cloro.
- Limpeza das superfícies e equipamentos: aplicação de detergentes alcalinos seguidos de desinfetantes específicos.
- Monitoramento e manutenção preventiva: inspeção periódica de tubulações, bebedouros e demais áreas propensas à formação de biofilmes.
Portanto, lembre-se de que os biofilmes representam um risco sanitário relevante na criação de animais, comprometendo a saúde e a produtividade. O uso estratégico de produtos especialmente desenvolvidos para remoção de biofilmes é essencial para um controle eficaz. A implementação de um programa de biosseguridade adequado garante ambientes mais seguros, reduzindo perdas e promovendo um manejo mais eficiente nas granjas. Manter instalações livres de biofilmes não é apenas uma questão de higiene, mas um investimento na saúde dos animais e na rentabilidade da produção.

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África do Sul recebe 1º lote de vacinas da Biogénesis Bagó para ajudar a conter emergência sanitária pelo surto de febre aftosa
Primeiro carregamento, composto por um milhão de vacinas de alta potência contra as cepas SAT 1 e SAT 2, chegou ao aeroporto de Joanesburgo no último sábado, 21 de fevereiro; empresa argentina confirmou que fará novos carregamentos nos próximos meses.

A Biogénesis Bagó entregou o primeiro lote de um milhão de doses de vacina ao Ministério da Agricultura da África do Sul para ajudar a conter a emergência local causada pelo surto de febre aftosa. Esta entrega faz parte de um acordo que inclui novas exportações nos próximos meses a partir da fábrica da empresa em Garín, província de Buenos Aires, na Argentina.
“Na Biogénesis Bagó, temos uma longa trajetória internacional de resposta a emergências sanitárias de febre aftosa, tanto em países da América Latina quanto na Ásia e no Oriente Médio. Estamos comprometidos em apoiar as autoridades sul-africanas e os produtores locais na recuperação do status de país livre da febre aftosa”, afirma o Diretor de Operações e Inovação da Biogénesis Bagó, Rodolfo Bellinzoni.
A África do Sul, com um rebanho bovino de 14 milhões de cabeças, enfrenta uma emergência sanitária que está causando perdas significativas para os produtores, com forte impacto na economia local e nas exportações. Com o objetivo de recuperar o status de país livre da febre aftosa, este primeiro carregamento faz parte do plano nacional sul-africano para conter e erradicar a doença em dez anos. Dessa forma, a Biogénesis Bagó consolida sua liderança no combate às emergências sanitárias da febre aftosa em todo o mundo. Atualmente, é a maior produtora de vacinas contra os sete sorotipos circulantes globalmente e a única empresa capaz de fornecer tanto o produto acabado quanto reservas de antígenos para formulação e uso em emergências.
A empresa argentina de biotecnologia desempenhou um papel fundamental no enfrentamento das emergências sanitárias causadas pelos surtos de febre aftosa em Taiwan (1997), Argentina (2001), Uruguai (2002), Coreia do Sul (2016), Indonésia (2022) e outros países da Ásia e do Oriente Médio. “Por trás desse primeiro lote, estão 70 anos de experiência, inovação e desenvolvimento que permitem à empresa contribuir para a proteção da saúde de mais de 1,1 bilhão de animais em 30 países em 4 continentes. Isso a torna uma parceira essencial nas estratégias de controle e erradicação da febre aftosa, e a empresa continuará trabalhando, investindo e inovando para manter o status da saúde animal global”, reforça Rodolfo Bellinzoni.
Banco de antígenos no Brasil
No final de 2025, a Biogénesis Bagó se tornou a detentora do banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa para o Brasil, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto localizado da doença no país, fruto de um acordo de cooperação tecnológica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e com o governo federal brasileiro.
“A atuação da Biogénesis Bagó na África do Sul tem uma relevância estratégica para o Brasil. Vivemos um momento histórico, em que o país avança na consolidação do status sanitário sem vacinação contra a febre aftosa, o que exige vigilância permanente, capacidade de resposta rápida e integração com as iniciativas globais de controle da doença. Ao contribuir para conter um surto em um país com forte inserção no comércio internacional de proteína animal, ajudamos a reduzir riscos sanitários globais e a proteger mercados que também são estratégicos para o Brasil. A febre aftosa não respeita fronteiras — por isso, cada foco controlado no mundo representa mais segurança para todos os países produtores e exportadores”, destaca o Country Manager da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman.
“Além disso, a experiência acumulada pela Biogénesis Bagó em emergências internacionais fortalece a nossa própria estrutura regional, inclusive no Brasil, onde mantemos o banco estratégico de antígenos e vacinas. Isso amplia a capacidade de reação diante de qualquer eventualidade e reforça a confiança dos produtores e das autoridades brasileiras de que contamos com parceiros preparados, tecnologia de ponta e logística ágil para preservar o patrimônio sanitário nacional”, complementa o executivo.
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MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.
O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.
Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos
O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.
“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.
Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná
O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.
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Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura
Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.
“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.
Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.
“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.
A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.
“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.
A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.






