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Notícias NOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Bioeconomia é tema de debate entre Brasil e Alemanha

O Programa Nacional de Bioinsumos, criado em 2020, é uma das ações do Mapa para impulsionar o setor

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ALESSANDRA SILVA - EMBRAPA

A transformação de uma economia baseada em desafios ambientais e climáticos colocam a bioeconomia nas agendas políticas e econômicas em todo o mundo, requerendo novas abordagens e cooperação na pesquisa e nos negócios. Os governos do Brasil e da Alemanha são parceiros no setor agrícola e debateram o tema da bioeconomia nesta quarta-feira (17), em evento online do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha, transmitido para público dos dois países.

Pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação apresentou as iniciativas já desenvolvidas para a consolidação e amadurecimento do conceito de bioeconomia agrícola com foco em inovação. O destaque ficou com o Programa Nacional de Bioinsumos, criado em 2020, e com a renovação do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+).

Tendência da agricultura mundial, o consumo de bioinsumos pelos produtores cresce a cada ano e o Brasil chama a atenção por incrementar o uso dessa tecnologia em cerca de 28% ao ano, enquanto o crescimento no restante do mundo representa quase metade, atingindo 15%. O valor movimentado é estimado em R$ 1 bilhão.

Somente em 2020, o Mapa registrou 95 defensivos de baixo risco, entre produtos biológicos, microbianos, semioquímicos, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento. Em relação ao ano anterior, o aumento é de 121% no número de registros.

“Metade da área plantada de soja no país, até a safra de 2022, terá aplicado ao menos um insumo biológico. Isso mostra que não é mais uma tendência, é uma realidade no Brasil o uso dos bioinsumos”, destacou a diretora de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, Sibelle Silva.

Além disso, o tema está presente no Plano Safra, que fortaleceu o Pronaf Bioeconomia, com a inclusão, por exemplo, de financiamento para Sistemas Agroflorestais e construção de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes.

A criação de novos insumos, principalmente de base biológica; a pesquisa e o desenvolvimento em biologia e biotecnologia avançadas e sobre energias alternativas; as políticas públicas sobre recursos genéticos para alimentação e agricultura estão na pauta de trabalho do Mapa, contribuindo para a descarbonização e a sustentabilidade agropecuária.

É o que explica a diretora Sibelle Silva: “A bioeconomia tem como preceitos essenciais o manejo sustentável dos recursos naturais como água, ar e solo, além da proteção da biodiversidade. Assim, a bioeconomia pode contribuir para a proteção climática, a conservação de recursos e a segurança alimentar global”, ressaltou.

Para o presidente do Conselho Estratégico do Programa Bioinsumos, Alessandro Cruvinel Fidelis, o crescimento do mercado de bioinsumos mostra que a transformação do agro do Brasil para uma agricultura “resiliente, com produtos sustentáveis e descarbonizante” já está ocorrendo e precisa ser intensificada.

Neste contexto, a bioeconomia converge para uma agricultura de baixo carbono, adaptada e resiliente para enfrentar as mudanças climáticas que já se apresentam. Esse é o objetivo do Plano ABC+, que tem como meta reduzir a emissão de carbono equivalente em 1,1 bilhão de toneladas no setor agropecuário até 2030. Com tecnologias de produção sustentável, o objetivo é alcançar 72,68 milhões de hectares (pouco mais do que duas vezes o tamanho do Reino Unido); ampliar o tratamento de 208,4 milhões de metros³ de resíduos animais e abater 5 milhões de cabeças de gado em terminação intensiva.

O foco está baseado em uma abordagem integrada da paisagem das áreas produtivas, o que consiste em olhar a propriedade não apenas como produtora de alimentos, mas levando em considerações toda a sua paisagem ao redor de forma sistêmica com o cumprimento ao Código Florestal; a saúde do solo; a conservação de água e de toda a biodiversidade brasileira, considerada a maior do mundo.

Ao mesmo tempo, o Governo Federal alemão reconhece sua responsabilidade global para bioeconomia conectada internacionalmente. Esse compromisso está firmado em estudo apresentado pela contraparte alemã do Diálogo Agropecuário no evento online.

Duas diretrizes gerais orientam os objetivos e as medidas da estratégia nacional alemã de bioeconomia. A primeira diretriz refere-se ao conhecimento biológico e às tecnologias avançadas como pilares de um sistema econômico viável, sustentável e sem impactos climáticos. A segunda diretriz visa a base de matéria-prima da economia, que deve ser sustentável e orientada para a economia cíclica através de recursos biogênicos.

 

Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha

Em 2020, os governos do Brasil e da Alemanha assinaram memorando de entendimento para Diálogo Agropolítico Alemão-Brasileiro. O acordo foi firmado entre as ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Julia Klöckner (Alimentação e Agricultura da Alemanha), em Berlim.

O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações (seminários, feiras, cursos), visitas técnicas e publicação de material conjunto em diversos setores da agricultura, como bioeconomia, gestão sustentável (solo e água), cadeias agroalimentares sustentáveis, financiamento rural, política agrícola e conectividade.

Fonte: MAPA
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Notícias Palestra de abertura

Amyr Klink compartilha experiências e lições de superação no 14º SBSS

O 14º SBSS é realizado em formato híbrido, com transmissão também on-line, ao vivo. Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o evento vai até esta quinta-feira (18).

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Criar soluções para vencer desafios com criatividade foi o tema da palestra de abertura do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), na terça-feira (16), no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC). O navegador e escritor Amyr Klink compartilhou suas experiências de viagens ao redor do mundo com o público e trouxe lições de superação.

Navegador e escritor Amyr Klink palestra na abertura do 14º SBSS – Fotos: Divulgação/Nucleovet

O 14º SBSS é realizado em formato híbrido, com transmissão também on-line, ao vivo. Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o evento vai até esta quinta-feira (18).

Amyr ficou conhecido por suas expedições marítimas. Carrega no currículo mais de 2,5 mil palestras proferidas no Brasil e no exterior. Dos relatos de viagem, relembra de todos os obstáculos e aprendizados que conduziram sua jornada. Em 1984, ele partiu da Namíbia, no Sudoeste da África, em seu primeiro grande desafio: atravessar o Oceano Atlântico a remo.

Na época, ele se planejou muito e analisou com afinco várias empreitadas como a que estava prestes a embarcar para garantir o sucesso da sua viagem. “Gosto de aprender com exemplos de fracasso, não só de sucesso. Vi que todas as tentativas que falharam não haviam fracassado por causa das ondas, das tempestades, da falta de GPS, mas por erros de planejamento que teriam solução, como erros de estratégia, de uma dieta balanceada, de higiene, e então me encantei com as falhas. Percebi que para cada problema havia uma solução simples, era só alinhar as soluções, e foi assim que comecei a desenhar uma rota no Atlântico Sul e comecei a construir meu barquinho”.

Os desafios na construção foram inúmeros e Amyr dedicou anos para construir um barco que desse conta da travessia. “Você tem que dormir com o problema, abraçar o problema, o problema faz parte do teu desafio”.

Navegador e escritor Amyr Klink: “Gosto de aprender com exemplos de fracasso, não só de sucesso”

No bate-papo com os congressistas, ele recordou o medo que passou na viagem, mas principalmente o prazer de sair do mundo da intenção, de uma viagem que havia idealizado tanto, e entrar no mundo da ação. “Essa sensação, de finalmente ser um protagonista de um plano de dois anos, foi extremamente gratificante e acho que todos aqui passam por isso quando entregam um lote, cumprem uma meta. As primeiras semanas da viagem foram muito duras, mas aos poucos, com paciência, descobri que tudo aquilo que fizemos ontem, amanhã podemos fazer melhor. É essa a necessidade intrínseca de evoluir que nos diferencia dos animais. Sempre é possível incrementar o desempenho e ninguém sabe melhor disso do que as pessoas que estão aqui neste evento”.

Hoje, ele faz barcos que são referência no mundo todo. Misturando conhecimento acadêmico com as experiências práticas de quem vive no mar, construiu embarcações que carregam a simplicidade como diferencial. Soluções simples, mas complexas de serem alcançadas. “Cada um de nós sempre tem um exército de fornecedores invisíveis, provedores invisíveis e nunca paramos pra prestar atenção em quem são eles. Essa é a beleza de pertencer a uma comunidade, a uma instituição. O ser humano faz coisas incríveis por ter a capacidade de aprender com os erros, de ser mais eficiente, mais criativo e o fato é que só somos criativos quando temos uma crise batendo a porta. É nesse momento que colocamos em prática a busca por soluções”.

Amyr ainda deu uma lição sobre o tempo. “Vocês são líderes de um segmento extremamente competitivo no mundo, mas não podem perder tempo, o tempo passa rápido e a gente não recupera o tempo que passou”.

De todas as expedições que percorreu pelo mundo, todos os países que já conheceu, tem orgulho de contar que sempre levou consigo a bandeira do Brasil hasteada. E destacou que precisamos valorizar o que produzimos nacionalmente. “Nós tendemos a não valorizar as coisas fantásticas que a gente faz aqui, mas é um orgulho genuíno o reconhecimento ao trabalho que vocês fazem aqui, que é reconhecido e visto como referência no mundo”, pontuou.

Solenidade de abertura

Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, durante a cerimônia de abertura frisou o esforço conjunto para a realização do 14º SBSS

 

Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, frisou o esforço conjunto para a realização do SBSS.

A palestra de Amyr Klink, patrocinada pela Farmabase, marcou a abertura oficial do 14º SBSS. Na solenidade, o presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, destacou o lançamento da campanha do selo “Coma Mais Carne Suína”, para incentivar o consumo dessa proteína. Nos dias de simpósio, inclusive, em todos os coquetéis servidos haverá alimentos que têm como base a carne suína.

Lucas fez um agradecimento a todos os fornecedores, parceiros, associados e congressistas que tornam possível o evento. “Essa soma de esforços permitiu que nós tivéssemos esse momento de conexão e de troca. Queremos fazer nossa parte para permitir com que nosso setor siga evoluindo,” encerrou.

Na mesa de honra, também se pronunciaram a vice-governadora do estado de Santa Catarina, Daniela Reinehr, o secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo Miotto Ternus, representando o governador Carlos Moisés, o diretor de Desenvolvimento Econômico de Chapecó, Élio Cella, representando o prefeito João Rodrigues, e o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Parte do valor das inscrições foi doado para HRO e AVHRO

Doação

A cada simpósio, o Nucleovet doa parte do valor das inscrições pagas para entidades locais. Nesta edição do SBSS, as entidades contempladas foram o Hospital Regional do Oeste (HRO) e a Associação de Voluntários do HRO (AVHRO). O presidente do Nucleovet entregou um cheque simbólico à presidente a AVHRO, Édia Lago, e à voluntária Odila Moretto Folle.

Scrapbook

Ainda durante a solenidade, foi lançada a versão virtual do scrapbook que resgata a história do Nucleovet e marca a comemoração aos 50 anos da entidade, com pronunciamento do autor da obra, o jornalista Julmir Ceccon.

Oinc Music Brasil Sul

Atração musical embalou coquetel de abertura

Para encerrar a noite, o coquetel de abertura da 14ª edição do SBSS contou com o Oinc Music Brasil Sul, um momento de confraternização, apresentações musicais e espaço para os congressistas se apresentarem junto com a banda.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600 (para o evento presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes.

O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair, que ocorre em paralelo ao 14º SBSS, é gratuito, tanto presencial quanto virtual. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc). O Jornal O Presente Rural é veículo de comunicação oficial do evento.

Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura:

Quarta-feira (17)

Painel Biosseguridade

08h às 08h40 – Biosseguridade: está na hora de parar com o “faz de conta”. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja

Palestrante: Nelson Morés

08h45 às 09h25 – Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção

Palestrante: Anne Caroline De Lara

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

Painel Gestão da Informação

10h05 às 10h45 – Gestão em tempos de crise: cortar custos sempre é a melhor solução?

Palestrante: Iuri Pinheiro Machado

10h50 às 11h30 – Tomada de decisão baseada em dados: experiência norte-americana na análise de informações em banco de dados de diagnósticos na suinocultura

Palestrante: Daniel Linhares

11h30 às 11h50: Questionamentos

11h50 às 14h – Intervalo para almoço

12h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade (Jurij Sobestiansky)

14h às 14h40 – Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?

Palestrante: Leandro Hackenhaar

14h45 às 16h – Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?

Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti

Moderador: Geraldo Alberton

16h às 16h20 – Intervalo

16h20 às 17h – Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?

Palestrante: Rafael Frandoloso

17h05 às 17h45 – Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!

Palestrante: Jalusa Deon Kich

17h45 às 18h05 – Questionamentos

18h15 às 19h15 – Evento Paralelo Zoetis

19h15 – Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (18)

Painel Nutrição e Reprodução

08h às 08h40 – Efeito da matéria-prima no desempenho e saúde intestinal dos suínos

Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha

08h45 às 09h25 – Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição

Palestrante: Breno Castelo Beirão

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

10h05 às 10h45 – Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção

Palestrante: Rafael Ulguim

10h50 à 11h30 – Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle

Palestrante: Augusto Heck

11h30 às 11h50 – Questionamentos

12h – Sorteios e encerramento

Fonte: Ascom Nucleovet
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Notícias Agosto/Setembro

Nova edição de Bovinos, Grãos e Máquinas está disponível na versão digital

Material traz uma série de reportagens sobre o agronegócio brasileiro, evidencia os atuais alvos do melhoramento genético para bovinos, análises de mercado e muito mais.

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A edição de agosto/setembro de Bovinos, Grãos e Máquinas do Jornal O Presente Rural já está disponível na versão digital, com acesso gratuito. Na capa destacamos como a carne de melhor qualidade e sustentabilidade ambiental são alvos atuais da genética bovina e, ainda, a queda na oferta de 10 milhões de litros/dia eleva preços e traz esperança a produtores de leite.

Também trazemos uma série de reportagens sobre os temas debatidos no 26º Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores da ANCP e no 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Ademais, você ainda confere nesta edição uma análise do primeiro semestre e as perspectivas para os próximos meses sobre o mercado de grãos e da pecuária de corte e de leite, realizada por consultorias especializadas.

Há ainda artigos técnicos escritos por profissionais de renome do setor falando sobre saúde animal, bem-estar e as novas tecnologias existentes no mercado.

O acesso é gratuito e a edição pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Notícias

Capal registra alta de 37% no faturamento durante 1º semestre

Receita bruta da cooperativa atingiu R$ 2,19 bilhões e os investimentos para ampliação e reformas das unidades ultrapassam R$ 109 milhões.

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Resultado foi apresentado aos produtores associados em reunião semestral da cooperativa

A Capal Cooperativa Agroindustrial, sediada no município de Arapoti (PR), convocou a participação dos produtores associados e realizou, na primeira quinzena deste mês, reuniões semestrais para prestação de contas do exercício referente ao primeiro semestre de 2022. No balanço apresentado, o faturamento bruto da cooperativa teve aumento de 37% em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 2,19 bilhões. Consequentemente, a receita líquida também teve resultado superior, com total de R$ 87,1 milhões, 13% a mais ante aos R$ 76,8 milhões do consolidado no primeiro semestre do ano passado.

O crescimento foi fortalecido principalmente pela produção de grãos, que totalizou no período quantidade superior a 615 mil toneladas de recepção bruta oriundas de uma área assistida que ultrapassa 163 mil hectares, além da produção de leite, que totalizou mais de 64 milhões de litros comercializados no primeiro semestre do ano.

Unidade matriz da Capal Cooperativa Agroindustrial, sediada no município de Arapoti (PR) – Fotos: Divulgação/Capal

Durante a reunião, também foram compartilhados os investimentos realizados pela cooperativa, que ultrapassam R$ 109 milhões em obras, em andamento em diversas unidades. Na matriz de Arapoti, por exemplo, estão sendo construídos novos silos para armazenamento de grãos e matéria-prima para ração, além de montagem final de novo secador de grãos.

Outras unidades paranaenses com obras concluídas ou em andamento incluem Wenceslau Braz (Unidade Operacional e Unidade de Beneficiamento de Sementes), Curiúva e Santana do Itararé.

As reuniões semestrais passadas foram realizadas virtualmente por conta da pandemia. Para o presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch, retornar ao formato presencial neste semestre e ter o contato direto e interação com os cooperados é ainda mais produtivo. “Estas ocasiões têm como objetivo mostrar aos nossos associados que as atividades da Capal estão caminhando muito bem. Agradecemos a confiança dos cooperados nas decisões da diretoria, pois estamos trabalhando sempre olhando para todos os segmentos, para todas as unidades e no empenho diário de atender a todas as necessidades”, declara.

Transparência
Mantendo a tradição de transparência junto aos cooperados, as reuniões semestrais da Capal foram conduzidas pelos membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva. Ao todo, estiveram presentes cerca de 350 cooperados nas unidades de Arapoti, Santana do Itararé, Wenceslau Braz, Carlópolis, Joaquim Távora, Curiúva e Ibaiti; e em Fartura, Itararé, Taquarituba e Taquarivaí, no estado de São Paulo.

“Eu considero este momento muito importante porque a gente, que é cooperado, está sempre muito focado no trabalho da propriedade e nas orientações da assistência técnica. Estas reuniões semestrais são boas porque ficamos inteirados das atividades da cooperativa, como estão sendo os investimentos e a saúde financeira de uma forma geral”, comenta o produtor rural Gustavo Andrade, 32, de Wenceslau Braz.

Além de divulgar os resultados obtidos pelos diferentes setores de atuação da cooperativa, os encontros visam sanar dúvidas e ouvir as contribuições dos associados.

Fonte: Ascom Capal
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