Suínos
Bem-estar influencia futuro da produção animal
A produção comercial de animais hoje em dia leva em conta muito mais que ambiência, nutrição e saúde animal. É preciso ter a compreensão dos animais como seres vivos, que são capazes de sentir emoções positivas e negativas. Com isso aumenta a responsabilidade com o cuidado desses animais que são destinados a produção, seja carne, ovos ou leite, já que os conceitos de bem-estar se aplicam a toda espécie. A questão foi assunto da palestra do professor de Etologia e Bem-estar animal Mateus Paranhos da Costa, da Unesp, de Jaboticabal, no Congresso Latino Americano de Nutrição Animal (Clana), realizado no ano passado, em São Pedro (SP).
O professor ressalta que bem-estar animal é um tema complexo com dimensões científicas, éticas e econômicas, culturais e políticas e legais, conforme definição da própria OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Ele expõe que, às vezes, as pessoas têm definições diferentes do que é bem-estar. Mas os técnicos e pesquisadores precisam se posicionar, já que muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) militam nesse campo fazendo pressão para mudanças. A pressão atualmente é, principalmente, sobre sistemas de criação restritivos e qualquer tipo de mutilação. A palavra pode parecer forte, mas o fato é que cortar cauda, dente, bico é mutilação. Se justifica, ou não, é outra coisa, mas trata-se de mutilação e por isso há pressão, analisa. Na linha de frente das cobranças estão o banimento de gaiolas de gestação de suínos, gaiolas de poedeiras, todas as ações mutilatórias, inclusive castração dos animais e debicagem, que são manejos sistematicamente aplicados. A atenção, ainda, está voltada ao manejo pré-abate, também considerado crítico para o ciclo produtivo e apresenta dificuldades relacionadas ao bem-estar.
Importância
O pesquisador ressalta que é preciso dar importância à questão do bem-estar animal porque está se tornando um critério para negociações comerciais. O bem-estar é um tema tão importante que a OIE já vem debatendo o assunto há vários anos, criando regras, acordos e muitos detalhes, alguns, inclusive, ainda não são praticados no Brasil, ressalta Costa ao tempo que lembra que há uma pressão internacional para a prática sugeridas. O professor paulista pontua que, ao assumir compromissos perante a sociedade internacional, o Brasil se compromete a se adequar. Exemplo disso são as orientações para abate humanitário e para transporte de animais e, mais recentemente, as gaiolas, tanto de suínos quanto de aves.
O especialista levanta o questionamento do porquê devemos ter em conta o bem-estar dos animais e ele mesmo responde: porque tem efeito sobre a saúde e sobrevivência dos animais, além de ter efeito sobre a carne e por tratar-se de uma demanda de mercado no que tange à qualidade e ética. Costa destaca que essas discussões sobre bem-estar animal interessam também a quem está produzindo, como o produtor e os técnicos e tornou-se relevante para a questão da produção.
A matéria completa você pode acompanhar na edição impressa do jornal O Presente Rural de SUINOS E PEIXES que esta em circulação, ou no link: http://www.flip3d.com.br/web/pub/opresenterural/?numero=39
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





