Suínos
Bem-estar animal: o que pensam os especialistas das maiores agroindústrias do Brasil
Representantes da BRF, Seara e Frimesa compartilham com O Presente Rural os avanços, desafios e tendências que consolidam o bem-estar animal como eixo estratégico de sustentabilidade, eficiência e competitividade no setor suinícola.

De exigência técnica a valor corporativo. De demanda social a diferencial competitivo. O bem-estar animal nas agroindústrias brasileiras percorreu uma trajetória de evolução que hoje o posiciona como um dos pilares da sustentabilidade, da eficiência produtiva e da reputação no mercado global. Mas como as empresas têm lidado com esse tema na prática? Quais aprendizados foram determinantes? E o que esperar dos próximos anos?
Essas e outras questões estarão em pauta no painel “Evolução dos programas de bem-estar animal nas agroindústrias”, que integra a programação do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura 2025, em Chapecó (SC). O debate será realizado no dia 12 de agosto, com a participação de representantes de peso da cadeia produtiva: Josiane Busatta (médica-veterinária, mestre em Zootecnia com ênfase em Bem-estar animal, coordenadora do programa Bem-estar Animal feito na BRF e consultora de Bem-estar Animal na BRF), Vamiré Luiz Sens Júnior (médico-veterinário, pós em Gerenciamento de Projetos, MBA em Agrobusiness, mestre em Bem-Estar Animal e gerente executivo de Sustentabilidade Agropecuária na Seara Alimentos), Fabrício Murilo Beker (Engenheiro agrônomo formado, pós em Gestão Empresarial e Marketing, pós em Suinocultura Industrial, mestre em Tecnologia e Ambiente e gerente de Fomento Agropecuário da Pamplona) e Kauany Dalle Molle Navarro (médica-veterinária, especialista em higiene, inspeção e tecnologia de produtos de origem animal, pós em manejo e sanidade de suínos e responsável técnica e responsável pela sanidade e Bem-Estar Animal na unidade da Frimesa de Assis Chateaubriand – PR).
Com exclusividade para O Presente Rural, três dos quatro painelistas compartilharam suas visões e experiências sobre os avanços do bem-estar animal nas agroindústrias, antecipando aos leitores os principais temas que estarão em debate durante o evento. O Presente Rural também entrou em contato com o representante da Pamplona, mas não recebeu resposta até o fechamento dessa edição, em 1º de agosto.
O Presente Rural – Como foi o processo de evolução interna da BRF para transformar o bem-estar animal em uma diretriz corporativa estruturada e transversal?

Josiane Busatta: “Na BRF, a integração entre áreas como produção, qualidade e sustentabilidade é essencial para garantir que o bem-estar animal seja efetivo e sustentável” – Fotos: Divulgação
Josiane Busatta – Transformar o bem-estar animal em um valor corporativo exigiu o engajamento de toda a cadeia. A evolução do bem-estar animal dentro da BRF foi um processo construído com muito comprometimento e ciência. Ao longo dos anos, com o amadurecimento da companhia e o aumento das expectativas da sociedade, ele passou a ocupar um espaço estratégico. Hoje, bem-estar animal é uma diretriz corporativa estruturada e transversal, integrada às decisões de negócio, à cultura organizacional e às metas de sustentabilidade.
Esse avanço é fruto de investimento em capacitação técnica, em parcerias com instituições científicas e em escuta ativa com nossos públicos de interesse. Criamos procedimentos robustos, indicadores de desempenho e auditorias internas e externas que garantem a conformidade e a melhoria contínua. Além disso, o tema está presente em fóruns multidisciplinares dentro da empresa, o que garante que ele seja considerado desde o planejamento até a operação, envolvendo áreas como agropecuária, sustentabilidade, qualidade, P&D e comunicação.
O Presente Rural – A evolução nas agroindústrias exige integração entre diferentes áreas – produção, qualidade, sustentabilidade. Como a BRF faz isso funcionar na prática?
Josiane Busatta – Na BRF, a integração entre áreas como produção, qualidade e sustentabilidade é essencial para garantir que o bem-estar animal seja efetivo e sustentável. Isso acontece por meio de uma governança estruturada, com comitês multidisciplinares, fluxos de comunicação claros e metas compartilhadas. Cada área tem seu papel técnico bem definido, mas todas trabalham com um olhar sistêmico, entendendo que o resultado depende da colaboração.
Quando falamos em manejo animal, a produção precisa garantir que os procedimentos sejam executados corretamente, a qualidade monitora os indicadores e conformidades e os aspectos regulatórios e de clientes, e a sustentabilidade avalia os impactos e oportunidades de melhoria.
Essa abordagem colaborativa permite que decisões sejam tomadas com base em dados, evidências e alinhamento estratégico. O resultado é uma operação ainda mais eficiente, ética e alinhada com os compromissos da BRF.
O Presente Rural – Quais aprendizados mais impactaram a BRF na jornada por certificações e compromissos públicos de bem-estar animal?
Josiane Busatta – A jornada da BRF em busca de certificações e compromissos públicos de bem-estar animal trouxe aprendizados valiosos que impactaram na forma de atuar. Um dos principais foi entender que o bem-estar animal vai muito além da conformidade legal — ele exige uma abordagem proativa, baseada em ciência, transparência e melhoria contínua.
Ao buscar certificações reconhecidas internacionalmente, percebemos a importância de padronizar processos, investir em capacitação contínua das equipes e fortalecer a rastreabilidade em toda a cadeia. Isso nos levou a desenvolver indicadores mais robustos, processos e monitoramentos padronizados e uma cultura interna robusta.
Ao longo dos anos enfrentamos desafios importantes que exigiram resiliência, adaptação e muito trabalho em equipe. Um dos principais foi a padronização de práticas em uma operação de grande escala e com diferentes realidades regionais. Garantir que todos os elos da cadeia, desde os produtores integrados até as unidades industriais, estivessem alinhados com os mesmos critérios técnicos é um processo que demanda investimento em capacitação, comunicação clara e acompanhamento constante.

Foto: Shuttertsock
Outro aprendizado importante foi o valor da escuta ativa e do diálogo com stakeholders (ONGs, clientes, academia e consumidores), tanto para construção como para acompanhamento das metas públicas. Os compromissos públicos nos desafiam a sermos transparentes, a prestar contas e a evoluir com base em evidências e expectativas sociais.
O Presente Rural – Quais tendências futuras devem moldar os programas de bem-estar animal nas grandes agroindústrias, e como a BRF está se preparando para elas?
Josiane Busatta – O futuro dos programas de bem-estar animal nas grandes agroindústrias será moldado por uma combinação de avanços tecnológicos, exigências regulatórias mais rigorosas, e uma sociedade cada vez mais consciente e exigente em relação à origem dos alimentos. Entre as principais tendências, destacam-se o uso de tecnologias como sensores e inteligência artificial, o monitoramento completo da cadeia produtiva e a valorização de indicadores baseados no comportamento e na saúde dos animais, e não apenas em parâmetros produtivos.
Outra tendência importante é a integração do bem-estar animal com os pilares e agendas ESG, como mudanças climáticas, uso racional de recursos naturais e saúde única (One Health). Isso exige uma abordagem ainda mais sistêmica e colaborativa.
A BRF já vem se preparando para esse cenário. Estamos investindo em inovação, com projetos que utilizam visão computacional e análise de dados para monitorar o comportamento animal, além de fortalecer parcerias com centros de pesquisa e startups. Também estamos aprimorando nossos indicadores, sensibilizando e capacitando continuamente nossas equipes para lidar com essas novas demandas.
Nosso objetivo é estar à frente das transformações, garantindo que o bem-estar animal continue sendo um pilar estratégico da nossa produção responsável e sustentável.
O Presente Rural – Quais foram os principais saltos na política de bem-estar animal dentro da Seara nos últimos anos, e como isso se reflete na cadeia produtiva?

Vamiré Luiz Sens Júnior: “Nos últimos anos, ampliamos de forma significativa a estrutura de governança do bem-estar animal na Seara, tornando esse tema transversal à operação”
Vamiré Luiz Sens Júnior – Nos últimos anos, ampliamos de forma significativa a estrutura de governança do bem-estar animal na Seara, tornando esse tema transversal à operação. Estreitamos conversas e relacionamentos com a academia, clientes e ONGs ligadas ao tema. Realizamos uma análise detalhada dos processos e interfaces e isso nos permitiu mapear oportunidades de trabalho.
Desenvolvemos o site de Sustentabilidade, onde é possível encontrar e acompanhar as iniciativas, compromissos públicos e evoluções das boas práticas de produção na empresa. Esta iniciativa promoveu maior transparência em relação aos nossos avanços no tema, possibilitando inclusive a participação em pesquisas de mercado por stakeholders.
Atualmente, todas as equipes e produtores da Seara são treinados nos cinco domínios de bem-estar animal, de modo que essa forma de produção seja incorporada pelos colaboradores e se reflita naturalmente no manejo dos animais. Isso ocorre de forma espontânea e torna-se parte intrínseca do processo. Um animal bem cuidado, com saúde, boa nutrição, em um ambiente limpo e confortável, apresenta bem-estar geral positivo. E um estado mental positivo, por sua vez, significa condições ideais para a máxima expressão do seu potencial zootécnico, seja no ganho de peso ou na produtividade. Não há nada mais sustentável do que isso!
Estimulamos a melhoria contínua dos nossos processos, seja nas granjas, com a adoção de novas tecnologias e equipamentos; na gestão da informação ou nas práticas de manejo, sanidade e reprodução. Contamos com especialistas exclusivamente dedicados, sempre atentos às melhores referências globais e focados em garantir estratégias e padrões produtivos que promovam mais qualidade de vida para os animais.
O Presente Rural – Na sua visão, o que levou o tema a deixar de ser apenas uma exigência técnica para se tornar um eixo estratégico nas agroindústrias?
Vamiré Luiz Sens Júnior – O bem-estar animal passou a impactar diretamente três frentes centrais do negócio: performance, reputação e acesso a mercados. Do ponto de vista da performance, um animal criado em boas práticas de bem-estar expressa melhor seu potencial zootécnico, aproveita mais eficientemente a ração, ganha peso com mais rapidez e apresenta melhor desempenho em menos tempo. Os avanços em ciência e tecnologia têm contribuído para uma compreensão mais precisa das necessidades dos animais, facilitando a adoção de práticas que asseguram seu bem-estar. Um animal saudável e bem cuidado resulta em produto de alta qualidade, com maior valor agregado. Isso se traduz em eficiência de custo, possibilitando a oferta de um produto de qualidade a preços acessíveis para diferentes faixas de poder aquisitivo.
No aspecto reputacional, é importante destacar que a percepção dos consumidores está cada vez mais sensível e atenta a essas questões. Eles demonstram preocupação com aspectos éticos e de responsabilidade social, especialmente quanto ao tratamento dado aos animais. A demanda por esses produtos tem incentivado as agroindústrias a incorporarem o bem-estar animal de forma mais estruturada em suas estratégias comerciais, oferecendo maior transparência sobre suas boas práticas.
Por fim, em relação ao acesso a mercados, o bem-estar animal, quando associado a boas práticas específicas, pode se tornar um diferencial competitivo, abrindo portas para nichos e mercados premium. Ao mesmo tempo, observa-se uma evolução nas exigências regulatórias, com leis mais rigorosas e padrões de certificação que demandam um tratamento mais adequado aos animais. Nesse contexto, o bem-estar animal passa a ser não apenas uma questão de responsabilidade social, mas também uma exigência legal, viabilizando o acesso a novos mercados e clientes.
O Presente Rural – O que as agroindústrias brasileiras ainda precisam ajustar para que a evolução em bem-estar seja mais homogênea e duradoura em todo o setor?
Vamiré Luiz Sens Júnior – Para avançar de forma ainda mais consistente, é fundamental investir em capacitação e educação continuada. É necessário promover programas de qualificação para produtores e gestores, assegurando que compreendam a importância, os benefícios e as melhores práticas relacionadas ao bem-estar animal. Além disso, é importante buscar, junto ao governo ou a entidades de apoio, linhas de financiamento com condições acessíveis e competitivas que possibilitem a execução de melhorias nas instalações, a aquisição de novas tecnologias e, especialmente, o apoio às pequenas e médias agroindústrias na implementação de boas práticas de bem-estar animal.
Após a publicação da Instrução Normativa nº 113 do Ministério da Agricultura e Pecuária, de 16 de dezembro de 2020, que estabelece as boas práticas de manejo e bem-estar animal nas granjas de suínos de criação comercial, torna-se essencial acompanhar continuamente a evolução no atendimento aos requisitos. Isso permitirá avaliar o nível de engajamento do setor ao longo do tempo.
Diante do aumento da percepção sobre bem-estar animal por parte dos consumidores, também é válido destacar a importância de iniciativas de marketing que levem mais informação e educação ao público. Isso contribui para a valorização dos produtos certificados por práticas de bem-estar, estimulando, assim, a evolução de toda a cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/BRF
O Presente Rural – Olhando para os próximos cinco a dez anos, como você projeta o papel do bem-estar animal na competitividade do Brasil no mercado global?
Vamiré Luiz Sens Júnior – Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a demanda por alimentos deverá dobrar até 2050. Diante desse cenário, será cada vez mais necessário produzir alimentos de forma sustentável, por meio de sistemas produtivos altamente eficientes, que otimizem o uso dos recursos naturais e assegurem a saúde do planeta. Nesse contexto, o bem-estar animal se apresenta como um caminho essencial para que possamos contribuir com esse grande desafio global.
O Brasil possui diversas fortalezas na suinocultura. Podemos destacar a sanidade, a rastreabilidade, os sistemas de produção integrados, a segurança alimentar, a disponibilidade de grãos, a mão de obra qualificada, o uso de tecnologia e a eficiência produtiva. Nossos indicadores de desempenho estão entre os melhores do mundo, agregando valor à produção e permitindo a captura de custos diferenciados, o que torna nossos produtos de alta qualidade mais acessíveis. E tudo isso só é possível com a aplicação consistente de práticas de bem-estar animal.
Precisamos dar maior visibilidade e transparência ao mercado, mostrando com mais clareza como produzimos e como as boas práticas estão integradas ao nosso sistema produtivo. Assim, poderemos abrir novas portas comerciais e levar nossos alimentos a ainda mais mercados, gerando elevados níveis de confiança e satisfação entre os consumidores.
O Presente Rural – De que forma a Frimesa vem evoluindo suas práticas de bem-estar animal dentro das unidades industriais e nas propriedades integradas?
Kauany Dalle Molle – A Frimesa vem evoluindo suas práticas de bem-estar animal desde 2018 por meio de práticas e investimentos em infraestrutura, capacitação e inovação, tanto nas unidades industriais quanto nas propriedades integradas. O programa começou com o treinamento das equipes operacionais e melhorias das estruturas, criando assim as bases para uma cultura sólida de bem-estar animal. Nos anos seguintes foram implantadas melhorias que reduziram estresse e mortalidade, com ventilação, sombrite, uso de eletrólitos, além da modernização do processo de insensibilização. Também foram incorporadas tecnologias de gestão, como o rastreamento via aplicativo para monitorar transporte e embarque, além de enriquecimento ambiental, com brinquedos, cortinas e climatização para diferentes estações do ano. Essas ações permitiram que a cooperativa não só melhorasse a qualidade de vida dos animais, mas também a padronização de manejos, reduzindo perdas e obtendo certificações internacionais, como a WQS, reforçando seu compromisso com os padrões globais de bem-estar e produtividade.
O Presente Rural – Quais marcos técnicos ou institucionais você destacaria como pontos de virada nesse processo evolutivo dentro da cooperativa?

Kauany Dalle Molle: “A Frimesa vem evoluindo suas práticas de bem-estar animal desde 2018 por meio de práticas e investimentos em infraestrutura, capacitação e inovação, tanto nas unidades industriais quanto nas propriedades integradas”
Kauany Dalle Molle – Entre 2018 e 2025 a Frimesa consolidou uma trajetória marcante de avanços tecnológicos e institucionais que transformaram o bem-estar animal em um dos pilares estratégicos de sua atuação. O primeiro ponto de virada ocorreu em 2018, com a criação de um programa estruturado em bem-estar animal, que inclui a capacitação das equipes, instalações das rampas de descarregamento com inclinação igual ou inferior a 15 graus, nebulizadores nas áreas de espera e uso de câmeras para treinamentos baseados em situações reais. Essas ações estabeleceram a base de uma cultura organizacional voltada ao cuidado com os animais e o alinhamento entre a teoria e a prática do manejo.
Em 2020, a Frimesa modernizou o abate ao substituir a insensibilização elétrica por CO2, eliminando o bastão elétrico, reduzindo em 90% o estresse dos animais, alinhando-se assim à portaria 365 de 2021 e padrões internacionais. Entre 2021 e 2022 ampliou o foco em bem-estar animal com climatização das áreas de espera, rastreamento via aplicativo e enriquecimento ambiental nas baias, unindo tecnologia, conforto e eficiência operacional. Entre 2018 a 2024 essas ações foram padronizadas com estruturas e manejos, alcançando baixos índices de mortalidade e estresse, além da certificação WQS em todas as unidades, reconhecimento internacional que validou a seriedade do programa de bem-estar animal da Frimesa.
O Presente Rural – Como o tema do bem-estar animal tem sido integrado às estratégias de sanidade e produtividade da Frimesa?
Kauany Dalle Molle – Já em 2019 o foco passou a ser a melhoria de ambiência e de saúde física dos suínos, com a instalação de sombrite e ventiladores para reduzir o estresse dos animais e a adoção de uso de eletrólito para todos os animais, medida essa que resultou em uma redução de 60% da condenação por hipertermia. Esse período foi fundamental para conectar o bem-estar animal à produtividade e à qualidade do produto final.
Essas melhorias foram sendo incorporadas às estratégias de produção e manejo. Com o tempo, o programa passou a integrar não só infraestrutura e capacitação, mas também ferramentas de gestão como o rastreamento via aplicativo para transporte e embarque. Todas essas ações contribuíram para a padronização de manejos e para a redução de perdas, com reflexos diretos na produtividade e na sanidade dos animais.
O Presente Rural – O que deve mudar nos próximos anos para que o bem-estar animal avance ainda mais dentro do modelo cooperativo e industrial?
Kauany Dalle Molle – É necessário ampliar a tecnologia, fornecer a capacitação contínua das equipes, buscar certificação com mais abrangência e aprofundar a questão do bem-estar animal à produtividade e sustentabilidade, consolidando a cooperativa como uma referência global nesse tema.
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Suínos
Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol
Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”
Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.
Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.
Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.
Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock
A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.
A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.
Produção segura e rentável
De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.
Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato
Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato
O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.
Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.
Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.
Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.
Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.
Gestão baseada em dados
Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN
Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.
O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.
Espaço para discutir o futuro da atividade
Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.
Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.



