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Bem estar animal interfere no resultado final da qualidade da carne

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O Canal Rural mostrou, na última semana, flagrantes de irregularidades em frigoríficos com inspeção estadual e municipal. Empresas que não respeitam as normas sanitárias, o bem estar animal e o meio ambiente. No oeste do Paraná, porém, existem abatedouros que seguem à risca todas as normas fitossanitárias.
O frigorífico BrasilFrig, que fica no no município de Toledo, tem licença estadual e toma todos os cuidados desde a chegada dos animais. Antes do abate, os animais ficam em bretes por pelo menos 12 horas em uma dieta à base de água e descansando.
 
 – Ele fica estressado, então vai ter que ficar descansando aqui para reconhecer o ambiente. Trabalha com o bem estar animal, para a qualidade do nosso produto ser a melhor possível para o nosso cliente final – diz Geciomar de Souza, gerente de produção.
 
Para o veterinário da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná René Flores, o bem estar animal “influi muito no resultado final da qualidade da carne”.
 
– A lei fala em 12 horas prévias ao sacrifício, depois descansar, e também em uma dieta hídrica apenas – explica.
 
René Flores acompanha o trabalho, que começa com a conferência da Guia de Transporte Animal. 
 
– Sem este documento chamado GTA ele não pode ser abatido, é outra lei básica, porque a gente tem que conhecer a procedência, a propriedade, o dono e as condições que os animais são criados – fala.
 
A segunda etapa, ainda antes do abate, é conferir o estado em que chegaram os animais. Descansados e com a dieta finalizada, os animais são encaminhados para dentro do frigorífico. É o início de mais uma etapa, um processo delicado onde os cuidados são redobrados.
 
Nossa entrada só é permitida depois de realizar uma higiene completa. Na sala de abates, os funcionários que preparam os instrumentos também passam pelo processo de higienização.
 
– Higiene pessoal do funcionário que entra nos nossos controles, higienização da estrutura, instalação, equipamentos, utensílios também. É importante, por causa da contaminação cruzada. A gente não quer que saia contaminado do frigorífico – diz a veterinária Andressa Ramires.
 
O local é dividido em área suja e área limpa.
 
 – Até a esfola, onde a gente faz a retirada do couro, chamamos de área suja. Porque o couro tem contaminações externas, por isto a gente chama de área suja. E a área limpa é depois da retirada do couro. Já tem contaminação da carne, por isso tem que ser uma área mais limpa, por causa da contaminação – explica Andressa.
 
O objetivo é quem sabe um dia chegar ao nível dos frigoríficos com inspeção federal, onde os próprios fiscais do Ministério da Agricultura trabalham controlando toda a linha de produção.
 
Em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), o frigorífico Argus, que abate 400 animais por dia e tem inspeção federal, a mais rígida do país, que obedece os critérios exigidos para exportação.
 
 – Nós temos, em nosso estabelecimento, hoje, um veterinário responsável mais um corpo técnico que trabalha junto ao Ministério da Agricultura para fazer este acompanhamento. O veterinário é uma pessoa que tem formação técnica para poder acompanhar, orientar e diagnosticar as possíveis falhas que venham a ocorrer durante o procedimento e corrigir para que se obtenha, desde a chegada do animal ao estabelecimento onde toda a operação é feita, a maior higiene possível. Isso para que se tenha uma carne de qualidade, respeitando todo o procedimento. Tanto ao modo como os operários fazem o trabalho, garantindo a segurança alimentar, quanto com a segurança das pessoas que também trabalham nestas áreas – fala o diretor executivo da Argus, Ângeli Setim.
 
Para chegar até a área onde desembarcam os animais, é preciso colocar a roupa adequada. Calça, botas, avental e touca. Os animais descansam e passam pela dieta hídrica. Antes de serem conduzidos à sala de abates, são banhados em um chuveiro que, além de acalmar, limpa o animal.
 
O início do abate é realizado com euma pistola pneumática, que deixa o novilho inconsciente para ser sangrado. Depois disso, os trabalhadores retiram o couro, as vísceras e os miúdos. Depois a carne passa por uma lavagem, recebe o carimbo do Ministério da Agricultura e em seguida é encaminhada para a sala de refrigeração.
 
A planta do frigorífico ainda conta com uma estrutura toda preparada para o tratamento dos resíduos. Todo processo é acompanhado pela equipe do Ministério da Agricultura que trabalha dentro do frigorífico.
 
– Nós temos a inspeção permanente formada por elementos, agentes de inspeção, médicos veterinários, que fazem a inspeção em regime permanente, inclusive aos sábados, animal por animal, víscera por víscera, carcaça por carcaça – fala o veterinário do Ministério da Agricultura, Luiz Augusto Gasparetto.
 
 Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Camardelli, a inspeção é mais importante que apenas o carimbo.
 
– Inspeção não é carimbo, é uma coisa muito importante. As vísceras ficam alinhadas com a carcaça, qualquer vislumbre diferente nas vísceras, a carcaça vai para análise. Existe um controle absoluto e uma permanência perene a fiscalização federal – diz.
 
E para garantir que todos os abatedouros do Brasil sigam os mesmos padrões dos frigoríficos que mostrados, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Enio Marques Pereira, afirma que o governo está trabalhando para garantir a liberação de recursos para que os Estados e municípios tenham capacidade para realizar a inspeção.

Fonte: Canal Rural

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Fórum ABMRA de Comunicação leva dados sobre o produtor rural para a Show Rural Coopavel

Evento em Cascavel apresenta recortes nacionais e do Paraná da Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural

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Foto: Ricardo Ribeiro

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realiza no dia 11 de fevereiro o Fórum ABMRA de Comunicação, encontro que coloca em pauta dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além das transformações da comunicação no agronegócio, em um cenário cada vez mais impactado pelo avanço da Inteligência Artificial. O evento será das 14 às 16 horas, no Auditório Principal – Térreo do prédio Paraná Cooperativa, durante o Show Rural Coopavel. 

Foto: Albari Rosa

Organizado pela ABMRA, o Fórum abordará temas centrais para o relacionamento entre marcas e produtores, como as mudanças no perfil do agricultor brasileiro, os canais de comunicação mais relevantes no campo, os desafios enfrentados no dia a dia das propriedades e as oportunidades que a comunicação pode gerar para o setor. Também estarão no centro do debate os riscos e as possibilidades do uso da Inteligência Artificial aplicada ao marketing e à comunicação. 

Grande parte do conteúdo apresentado será baseada nos dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, lançada em dezembro de 2025 e considerada o mais amplo estudo sobre o perfil e o comportamento do produtor rural no Brasil. A edição mais recente reúne informações coletadas em 3.100 entrevistas presenciais, realizadas em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas. A pesquisa foi operacionalizada pela S&P Global, uma das maiores autoridades mundiais em dados e inteligência de mercado. 

A programação do Fórum também contará com a participação de Rodrigo Neves, presidente da Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid) e uma das principais lideranças em projetos e treinamentos baseados em Inteligência Artificial, que irá contribuir com uma visão prática sobre a aplicação da tecnologia no contexto da comunicação e dos negócios. 

Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, a presença da entidade na Show Rural Coopavel reforça o compromisso com a disseminação de

Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

conteúdo qualificado e com a promoção das boas práticas de marketing no agronegócio. “A ABMRA participa ativamente da Show Rural Coopavel ao levar uma visão atualizada sobre as boas práticas da comunicação, como o uso do mix de comunicação e as oportunidades e desafios que a Inteligência Artificial traz para o marketing”, afirma. 

Durante o encontro, os participantes terão acesso a recortes nacionais e regionais da pesquisa, com foco específico no perfil do produtor rural paranaense. Serão apresentados dados sobre idade média, escolaridade, desafios do dia a dia, expectativas para o futuro, hábitos de informação, consumo de mídia, uso de redes sociais para fins profissionais, adoção de tecnologias, conectividade no campo, gestão da propriedade, fontes de financiamento, comercialização da produção, percepção sobre mudanças climáticas e a participação da mulher no agronegócio. “A mais recente Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural traça uma radiografia bastante relevante do comportamento do agricultor e do pecuarista, especialmente ao evidenciar o equilíbrio entre a adoção de tecnologias e a manutenção de práticas analógicas. Esse conjunto de informações é fundamental para orientar estratégias de comunicação, marketing e negócios mais eficientes e verdadeiramente conectadas à realidade do campo”, pontua Nicodemos. 

A edição do Fórum ABMRA de Comunicação no Paraná conta com o apoio institucional da Show Rural Coopavel e com parcerias estratégicas de entidades representativas do setor, como Associação dos Jornalistas do Paraná (AJAP), Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP), Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid), Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), Conselho de Normas Padrão (CENP), Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro Paraná), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e Shop Brasil. 

Fonte: Assessoria ABMRA
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Copagril celebra crescimento, resultados de R$ 2,5 bilhões e engajamento dos cooperados

Assembleia Geral Ordinária reuniu mais de oito mil associados, aprovou balanço de 2025, distribuição de sobras e apresentou Relatório Anual digital, reforçando transparência e sustentabilidade.

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Fotos: Divulgação/Copagril

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizou, na tarde desta sexta-feira (30), a Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo expressivo número de produtores cooperados no Salão Social da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR). A assembleia é considerada um dos principais momentos de transparência, prestação de contas e tomada de decisões da cooperativa.

Durante a AGO, o diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, apresentou o relatório de gestão contendo o balanço do exercício 2025, detalhando os principais resultados, as ações estratégicas e os avanços alcançados ao longo do último ano.

No decorrer da assembleia foi apresentado aos associados um vídeo de retrospectiva, reunindo os principais trabalhos, projetos e eventos realizados pela Copagril em 2025. O material proporcionou uma visão integrada das ações desenvolvidas pela cooperativa, reforçando a evolução institucional e o compromisso com o desenvolvimento dos cooperados e das comunidades onde atua.

Crescimento do quadro social e resultados financeiros

O último exercício foi marcado por crescimento expressivo do quadro social. A cooperativa alcançou a marca de 8.009 associados, representando um incremento de 16,6%, resultado que evidencia a confiança dos produtores no modelo cooperativista e na condução da gestão.

No exercício de 2025, a Copagril registrou faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões. Após a apresentação, o balanço foi aprovado por aclamação pelos associados presentes. Em seguida, foi deliberado favoravelmente sobre a distribuição de sobras do exercício. “Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, destacou Podkowa.

O diretor vice-presidente da Copagril, Cesar Luiz Petri, ressaltou a importância do engajamento dos cooperados no crescimento da cooperativa. “Os resultados que foram apresentados são fruto de um trabalho coletivo, construído com responsabilidade, participação ativa dos associados e decisões estratégicas alinhadas às necessidades do produtor rural”, afirmou Petri.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Já o diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, enfatizou o papel da governança e da organização institucional. “A AGO demonstra, mais uma vez, a solidez do nosso modelo cooperativista, baseado na transparência, no planejamento e no respeito às decisões tomadas de forma democrática”, pontuou Griep.

O CEO da Copagril, Daniel Engels, destacou a consistência da gestão e as oportunidades futuras. “Os números comprovam a capacidade da Copagril de crescer de forma sustentável, investindo em inovação, eficiência operacional e diversificação dos negócios, sempre com foco na competitividade do cooperado”, declarou Daniel.

Relatório Anual em formato digital

Neste ano, a AGO trouxe uma novidade importante: o Relatório Anual passou a ser disponibilizado exclusivamente em formato digital, no site da Cooperativa. A iniciativa reforça o comprometimento da Copagril com a sustentabilidade e a modernização dos processos, proporcionando mais agilidade no acesso às informações, ampliando a transparência e contribuindo para a redução do uso de papel.

O documento reúne dados, resultados e informações estratégicas que permitem ao cooperado acompanhar, de forma clara e detalhada, a atuação da cooperativa ao longo do último exercício, fortalecendo a tomada de decisão consciente e participativa.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Copagril, foi realizada a eleição e posse do Conselho Fiscal para a Gestão 2026. O colegiado, responsável por acompanhar a execução financeira e contábil da cooperativa, será composto pelos membros efetivos José Rosenberger, Hari Normélio Krepsky e Luis Miguel Fülber. Os suplentes eleitos foram Mauro Vanroo, Antonio Francisco da Silva e Roseli Ines Vogel Pazdiora.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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Preços dos ovos caem e registram menor média de janeiro em seis anos

Levantamento do Cepea aponta quedas de até 27% em relação ao ano passado, influenciadas por excesso de oferta e demanda enfraquecida no início de 2026.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As médias de preços dos ovos registraram em janeiro o menor patamar para o período desde 2020, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Até quarta-feira (28), as cotações estavam até 17% abaixo das registradas em dezembro de 2025 e até 27% inferiores às de janeiro de 2025, considerando valores reais deflacionados pelo IGP-DI de dezembro de 2025.

Foto: Divulgação

Na região de Bastos (SP), a cotação média do ovo branco tipo extra, a retirar (FOB) na granja, ficou em R$ 105,57 por caixa com 30 dúzias, recuo real de 12% em relação ao mês anterior e de 24,8% no comparativo anual.

O ovo vermelho negociado na mesma praça apresentou preço médio de R$ 118,76 por caixa, queda de 11% frente a dezembro de 2025 e de 27,3% em relação a janeiro de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, essas quedas refletem a combinação de excesso de oferta e menor demanda típica do início do ano, cenário que mantém os preços pressionados em diversas regiões produtoras.

Fonte: O Presente Rural
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