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Beef Week São Paulo aproxima consumidor de carne do setor produtivo e lança manifesto #SomosdaCarne

Iniciativa teve a participação de diversos restaurantes e lojas de carne da capital que ofereceram pratos e kits especiais de carne bovina

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Uma semana em que a carne bovina esteve em evidência na cidade de São Paulo, seja com a cadeia produtiva se reunindo para discutir melhorias, seja com o consumidor sendo convidado a conhecer mais sobre esse setor e a saborear diferentes cortes e formas de preparo. Esta foi a primeira edição da Beef Week na capital, um movimento de coordenação de cadeia produtiva da carne bovina que tem como objetivo aumentar a percepção dos centros urbanos e dos consumidores em relação à qualidade e origem da carne bovina brasileira. De 14 a 19 de junho, restaurantes selecionados ofereceram cardápios especiais de carne bovina e lojas de carne comercializaram kits a preços promocionais. A iniciativa ocorreu simultaneamente à InterCorte – Exposição Tecnológica da Cadeia Produtiva da Carne, que reuniu mais de 3 mil pessoas na Bienal do Ibirapuera, onde diversas marcas de carne e utensílios estiveram presentes no Empório Beef Week.

Participam da Beef Week São Paulo os restaurantes Micaela, BOS BBQ, Varanda Grill, Casa de Grelhados Marcos Bassi, Templo da Carne Marcos Bassi, Leôncio, Pobre Juan (Vila Olímpia, Higienópolis, Cidade Jardim e Alphaville) e Barbacoa (shoppings Morumbi e D&D), e as lojas Talho Carnes, The Butcher, Carnes Del Sur, Villa Beef, Varanda Gourmet, Empório No Ponto e TPSR Wangus Beef.

“A Beef Week foi uma oportunidade de apresentar à cidade um setor um tanto quanto desconhecido, mas que é de extrema importância tanto para a economia do país quanto por oferecer um alimento muito apreciado. Todos os restaurantes e lojas participantes puderam entregar ao consumidor o manifesto #SomosdaCarne, um convite para que as pessoas conheçam e reconheçam como a pecuária é estruturada, sustentável, investe em tecnologia e é responsável por fazer chegar à mesa um alimento de qualidade, seguro e saboroso”, destaca a coordenadora da Beef Week, Carolina Barretto, profissional com mais de 12 anos de experiência na indústria da carne no Brasil e na América do Sul e que sempre trabalhou pela comunicação entre os diversos elos da cadeia produtiva.

“Foi um prazer contribuir com um movimento em que a principal estrela é a carne bovina. O grupo Varanda não poderia ficar de fora deste evento maravilhoso. Sensacional celebrarmos juntos!”, declara Sylvio Lazzarini, proprietário do restaurante Varanda Grill e da loja Varanda Gourmet, que participaram da Beef Week.

“O balanço foi muito positivo, gostamos e aprovamos a iniciativa da Beef Week e de participarmos do Empório na InterCorte. Depois do evento, várias pessoas já foram até a loja para conhecer e comprar nossos produtos, o que abriu o leque para novos clientes”, atesta Pedro Larriera, um dos sócios da loja Carnes Del Sur, em Alphaville, herdeiro da família com uma história de mais de 50 anos trabalhando na importação e exportação de carnes e no varejo com as antigas "Mignon Carnes e Frios Ltda", nas ruas Oscar freire e Mario Ferraz, em São Paulo.

Também aprovou a iniciativa Marcelo Whately, proprietário da Villa Beef Carnes Especiais, que trabalha com produtos com garantia de origem, padrão animal, assim como o processo produtivo, a nutrição, o gerenciamento e o processamento industrial. A Villa Beef é pioneira no conceito de Beef Experience, termo utilizado pela casa para designar uma prazerosa experiência gastronômica com carne bovina. “A Vila Beef teve uma bela oportunidade de participar da Intercorte por meio da Beef Week e do Empório Beef Week em São Paulo. Mesmo estando em Ribeirão Preto, a semana da Beef Week nos forneceu mais uma forma de divulgar o nosso produto: a carne bovina. Já em São Paulo, na Intercorte, estávamos com um estande no Empório, uma nova atração da feira. Foi muito legal ficar frente a frente com novos clientes, principalmente porque todos estavam relacionados à pecuária de corte e fazem parte da produção de carne”, avalia Whately.

Além da Villa Beef e Carnes Del Sur, participaram do Empório Beef Week na Bienal as marcas Queijo Cuesta Pardinho, Parrilla SA, Comercial Almeida (facas), Vinhética e TPSR Wangus Beef.

Outra atração da Beef Week na InterCorte, na Bienal, foi o Caminho do Boi, projeto que convidava o público a se colocar no lugar do animal e conhecer por dentro a importância da cadeia produtiva da carne brasileira. Era possível percorrer o trajeto do pasto ao prato, através de estações interativas, que mostravam importantes etapas do processo, como genética, nutrição, infraestrutura, manejo, sanidade, reprodução, sustentabilidade, sistemas de produção, bem-estar, gestão, transporte, indústria e mercado da carne. “Com essa nova perspectiva oferecida pelo Caminho do Boi, o pecuarista pôde ampliar a sua percepção em relação ao que é necessário para melhorar a qualidade da carne que ele produz e o consumidor conseguiu captar os cuidados e a excelência do setor produtivo para que chegue até a sua mesa um produto saboroso, seguro e saudável”, ressalta Carolina Barretto.

MANIFESTO #SOMOSDACARNE

Somos da carne.

Nosso trabalho é alimentar pessoas.

Para isso acordamos cedo, trabalhamos duro dia e noite. Preparamos, plantamos e zelamos pela terra que nos dá abrigo e sustento. Cuidamos com dedicação dos animais que estão sob nossa responsabilidade, ajudando-os a nascer, a se alimentar, protegendo-os com respeito e gratidão.

Acreditamos que uma alimentação equilibrada é essencial para o desenvolvimento adequado em todas as fases da vida. E que a carne vermelha é parte importante na mesa de milhões de famílias no Brasil e no mundo.

Acreditamos na vocação natural do Brasil para a pecuária, na sua eficiência, e na sua relevância como provedor de alimentos. Movimentamos a indústria de insumos, profissionais e técnicos, transportadoras, operadores de máquinas, trabalhadores do campo e da indústria, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e mais de R$ 480 bilhões na economia do país. Queremos um governo que promova uma infraestrutura à altura de nossa capacidade produtiva, nos dê segurança jurídica e uma fiscalização sanitária que garanta saúde ao consumidor.

Somos produtivos.   

A pecuária faz parte da história e da cultura do Brasil. Ajudou a desbravar fronteiras e a fortalecer raízes. A pecuária evoluiu com o país, assim como o país evoluiu com a pecuária. Há muitas coisas boas para serem contadas, com uma enorme contribuição para o desenvolvimento rural, urbano e humano do Brasil. E nos orgulhamos disso!

Somos do bem.

No campo e em todas as atividades evolui a consciência da nossa responsabilidade para com o planeta, com os recursos naturais e o desenvolvimento sustentável. A pecuária brasileira acompanha essa evolução e tem se mostrado uma grande aliada na redução do desmatamento e na conservação da biodiversidade. Não é à toa que o Brasil é reconhecido como o único país do mundo que, nos últimos anos, conseguiu aumentar a produção sem explorar novas áreas.

Somos sustentáveis.

Por isso, este manifesto convida a todos a fazer parte desta pecuária, com o compromisso do aprimoramento contínuo na busca pela eficiência no uso de recursos naturais no processo produtivo, garantindo um produto saudável e saboroso, sob um processo de produção responsável e rentável. 

Somos referência.  

Somos da Terra. Somos do Boi. Vivemos da terra e pela terra lutamos por nosso país. 

Somos homens, somos mulheres trabalhando pelo campo e pela cidade.

Somos guerreiros, somos da carne.

#somosdacarne, um manifesto pela carne bovina brasileira!

Fonte: Assessoria

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Notícias Em Londrina

Gigante da produção de alimentos inaugura nova fábrica de R$ 300 milhões no Paraná

Complexo industrial deve processar cerca de 200 mil toneladas de trigo por ano, gerar 200 empregos e reforça hub logístico para o Sul e Sudeste do país.

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (26) da inauguração do novo complexo industrial da J.Macêdo em Londrina, no Norte do Estado. Uma das maiores empresas de alimentos do Brasil e dona de grandes marcas como Dona Benta e Sol, a planta recebeu investimento de R$ 300 milhões e tem capacidade para processar mais de 200 mil toneladas de trigo por ano.

Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior: “Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante” – Foto: Ari Dias/AEN

Ratinho Junior destacou o bom momento da economia paranaense com grandes empreendimentos se instalando no Paraná. “Isso é motivo de muita alegria porque nós fizemos três inaugurações de novas indústrias só hoje. A primeira foi em Pato Branco, uma esmagadora de soja. Depois, em São Jorge do Oeste, com uma fábrica de queijo e derivados de leite, e agora a J. Macêdo, inaugurando essa planta e consolidando cada vez mais Londrina com o seu parque industrial, gerando muito emprego para a cidade e também para quem mora na região”, afirmou.

“Acima de tudo, mostrando que a economia e a geração de emprego no Paraná estão crescendo cada vez mais. Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante. Tudo isso somado à estratégia do Governo do Estado de atrair grandes indústrias para gerar emprego e renda para a nossa gente”, acrescentou.

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

Com cerca de 200 colaboradores, a planta industrial está instalada em uma área de 276 mil metros quadrados e integra a estratégia de expansão da J.Macêdo, incorporando tecnologias de última geração e alto nível de automação para ampliar a capacidade de produção. A unidade possui moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos e um Centro de Distribuição (CD), servindo de hub logístico para as regiões Sul e Sudeste, em apoio à unidade de São José dos Campos (SP).

O novo moinho foi construído em um projeto greenfield (do zero), com capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia, enquanto os silos podem armazenar até 42 mil toneladas de grãos. Entretanto, a capacidade fabril pode aumentar, uma vez que a unidade foi construída em formato modular, o que permite futuras expansões sem prejudicar a operação existente.

De acordo com o diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, a nova planta conta com as melhores práticas

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

de gestão ambiental, com sistemas para aumentar sua eficiência energética e uso racional da água. A meta é zerar a destinação de resíduos a aterros sanitários.  “Temos aqui os fornecedores mais conceituados disponíveis no mundo em tecnologia de moagem, incorporando o que existe de melhor, tanto na qualidade do produto, com a segurança para as pessoas que operam, quanto no nível elevado de automação, na eficiência energética e no baixíssimo impacto ambiental. Não geramos resíduos, é uma indústria extremamente limpa e com alta eficiência”, explicou.

Segundo ele, o objetivo é ampliar a contribuição do Paraná no campo produtivo da empresa. “Hoje Londrina tem uma participação modesta frente ao seu potencial. Com esse investimento ela cresce e se torna absolutamente relevante no atendimento do Sul e Sudeste. Temos uma indústria em São José dos Campos, onde transformamos farinha em misturas e massas. O moinho daqui vai abastecer essa fábrica e nós esperamos, em um espaço de tempo não muito distante, trazer também parte dessa produção para Londrina”, detalhou.

Foto: Ari Dias/AEN

O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, ressaltou a importância da empresa, presente na cidade há mais de 50 anos. “É uma demonstração do compromisso da indústria com Londrina. De lá para cá, muitas famílias foram estruturadas a partir do emprego gerado pela J. Macêdo, nossa maior indústria instalada no parque industrial. Mas queremos mais”, comentou, ressaltando: “Hoje é a primeira etapa da expansão, mas o projeto compreende uma segunda etapa do moinho e, na sequência, as fábricas de massas, biscoito e uma estrutura de tecnologia muito forte que está vindo para cá.”

Cidade industrial

A planta industrial da J.Macêdo é a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina, que está em processo de estruturação com apoio do Governo do Estado, via Secretaria das Cidades (Secid). O investimento é de R$ 38,7 milhões para as obras, que chegaram a 83% de execução, de acordo com a última medição. Os serviços compreendem terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, rede de água e esgoto, iluminação pública, ensaios tecnológicos e serviços complementares, em uma área total de 395 mil metros quadrados.

Além disso, também deve iniciar em breve a duplicação da Avenida Saul Elkind, que dá acesso ao novo bairro

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

industrial, e da Rua Joni Belai Aguiar. O aporte é de R$ 25,3 milhões, totalizando 5,77 quilômetros. As obras fazem parte da estratégia de incentivar a instalação de novas indústrias na cidade, ampliando a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) municipal, que hoje é formado majoritariamente pelos setores de comércio e serviços.

“Sabemos que o processo de industrialização é extremamente vital. Por isso, estamos fazendo obras no entorno desse parque industrial para garantir o escoamento dos produtos. A extensão da rodovia na região será duplicada até o parque industrial para podermos melhorar o acesso dos trabalhadores e, obviamente, garantir tranquilidade para a principal via de acesso”, explicou Guto Silva, secretário estadual das Cidades.

Secretário estadual das Cidades, Guto Silva: “Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente” – Foto: Ari Dias/AEN

“Londrina é a garantia do futuro, com emprego e renda na veia, auxiliando também as cidades do entorno com novas oportunidades. O Paraná não para de crescer. Nosso PIB saltou de R$ 400 bilhões para R$ 800 bilhões em oito anos. Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente”, complementou.

Produção paranaense

O Paraná está entre os maiores produtores de trigo no Brasil, ocupando o 2º lugar em 2024, de acordo com o Diagnóstico Agropecuário, produzido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura abrange uma área de 1,1 milhão de hectares, com uma produção de 2,3 milhões de toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 2,9 bilhões. É o 15ª item no ranking estadual.

Londrina registrou a segunda maior produção paranaense na cultura, com produção de 57 mil toneladas e VBP de R$ 71,2 milhões, atrás apenas de Cascavel, com 65,5 mil toneladas e R$ 81,2 milhões em valor de produção. Completam o top cinco as cidades de Tibagi, Luiziana e São João. Na safra 2023/2024, as exportações corresponderam a US$ 105,7 milhões, com destino a cinco países.

Fonte: AEN-PR
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Colunistas

Qual tipo de marketing será bastante utilizado no agro nos próximos três anos?

Uso de IA embarcada em máquinas e sistemas de gestão permitirá que empresas transformem dados operacionais em ações comerciais personalizadas no campo.

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tecnologia
Foto: Shutterstock

Com a inteligência artificial (IA) ganhando cada vez mais espaço nas granjas e nas lavouras, um tipo de marketing será amplamente implementado pelo agronegócio durante os próximos três anos.

Trata-se do marketing de dados, conhecido data-driven marketing.

Imagine um trator com IA, coletando dados em tempo real. Em determinado momento, a tecnologia identifica que o trator está consumindo muito combustível, apesar de não ter um problema aparente.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

A fabricante do trator pode utilizar essas informações para oferecer gratuitamente um curso para o operador do trator desempenhar melhor as suas funções.

Essa ação é apenas um exemplo de toda a potencialidade do marketing de dados.

Recentemente, li o livro “Inteligência Artificial”, escrito pelo chinês Kai-Fu Lee, que trabalhou na Google e na Apple. O autor defende que a IA terá o mesmo alcance que a eletricidade tem hoje.

Será um grande impacto! Mas, o agro precisa se mexer mais rapidamente.

Uma pesquisa, realizada pela Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, aponta que apenas 32% das empresas do agro, entre propriedades, agroindústrias e cooperativas, utiliza IA.

Acredito, conforme falei em entrevista ao Valor Econômico, que esse número chegará a 100% em 05 anos.

Sinceramente, torço para que ocorra antes. O marketing de dados é essencial para o constante fortalecimento do agronegócio.

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio
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Notícias

Mato Grosso termina semeadura do milho safrinha em 7,4 milhões de hectares

Estado liderou o ritmo de plantio no país, concentrou metade da área no Médio-Norte e manteve a maior parte da semeadura dentro da janela ideal mesmo com chuvas em parte do território.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária confirmou que 100% da área prevista para a segunda safra de milho está semeada no estado, consolidando Mato Grosso como principal referência nacional na produção do cereal. A estimativa é de 7,4 milhões de hectares cultivados, área próxima à registrada no ciclo anterior.

O ritmo de plantio acompanhou a média histórica, favorecido pela boa umidade do solo e pelo avanço da colheita da soja, que liberou as áreas para a entrada das máquinas. Apesar disso, houve diferenças regionais no calendário.

De  acordo com o agrônomo Bruno Casati, as chuvas mais intensas registradas em fevereiro provocaram ajustes pontuais no cronograma, sobretudo no Sul e no Oeste do estado. “Algumas regiões foram impactadas por chuvas mais intensas durante fevereiro, principalmente no Sul e no Oeste do estado. Isso acabou deslocando um pouco o calendário de plantio, mas não altera o tamanho da área cultivada”, ressalta.

Concentração produtiva no Médio-Norte

Agrônomo Bruno Casati: “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso” – Foto: Divulgação

A maior parte da semeadura ocorreu dentro da janela considerada ideal, especialmente nas regiões mais tradicionais da agricultura mato-grossense. O Médio-Norte segue como principal polo produtivo, concentrando cerca de metade da área de milho do estado ao longo do eixo da BR-163, que corta municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop. “Cerca de metade da área de milho do Mato Grosso está concentrada no eixo da BR-163. Essa região costuma iniciar o plantio mais cedo. Por isso, mesmo quando há algum atraso na colheita da soja, ainda assim é possível recuperar o ritmo geral do plantio da safrinha”, explica Casati.

Sistema soja-milho

Mesmo com custos elevados e margens mais estreitas, a área plantada apresenta leve acréscimo em relação ao ciclo anterior. Para Casati, isso está ligado ao papel estratégico do milho dentro do sistema produtivo predominante no estado, baseado na sucessão soja-milho. “O agricultor hoje olha a propriedade como um sistema. A soja e o milho trabalham juntos na rentabilidade da fazenda. Quando uma cultura tem margens menores, a outra ajuda a equilibrar o resultado do ano. Este ano o milho está fazendo este papel de reduzir as perdas do ano-safra”, afirma.

Demanda industrial

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro fator que sustenta a presença do milho nas lavouras mato-grossenses é a expansão da demanda interna, especialmente com o crescimento das usinas de etanol de milho no estado. “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso. Os produtores do estado têm tecnologia e infraestrutura de produção da porteira para dentro e o mercado interno cresce e absorve parte desse volume, então o agricultor mesmo em períodos não tão favoráveis segue investindo”, diz.

A produtividade média projetada pelo IMEA é de 116 sacas por hectare. O resultado final, no entanto, ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. “Vejo que, se o clima se mantiver dentro de uma variação média nas próximas semanas, a tendência é que essa produtividade seja revista para cima”, salienta Casati.

Fonte: O Presente Rural com Shull Seeds
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