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Bayer orientou sobre doenças metabólicas do pós-parto
No Simpósio de Leite de Erechim, técnicos da Bayer informaram sobre doenças metabólicas do pós-parto, que podem ser a porta de entrada para outros inimigos da saúde da vaca e da produção de leite
A Bayer Saúde Animal foi uma das patrocinadoras do Simpósio de Leite de Erechim – RS, realizado nos dias 07 e 08 de junho, junto ao Pólo de Cultura, no Parque da Accie. O Simpósio do Leite de Erechim é um dos eventos mais importantes do segmento no Sul do Brasil.
Márco Dahmer, Coordenador de Contas Chaves da Bayer destacou a importância do Simpósio de Leite para todo o setor leiteiro. “Trata-se de um evento regional com a presença maciça de acadêmicos e produtores”. Todos os anos, a Bayer apoia o Simpósio visando ampliar o leque de informações para o desenvolvimento da cadeia leiteira. “Além de apresentar seus produtos e orientações técnicas, a Bayer acredita que é extremamente importante o produtor estar informado e saber como agir no dia a dia de sua propriedade. Eventos como este contribuem para isso”, destacou.
A Bayer patrocinou uma das palestras do Simpósio, com o professor Márcio Nunes Correa, sobre Cetose. “Uma doença de grande impacto na produção e, muitas vezes, negligenciada pela dificuldade de identificá-la na propriedade”, completou Dahmer.
O Médico Veterinário André Pratto, Consultor Técnico da Bayer na Região Sul, destaca que a Bayer está inserida em todos os eventos com foco acadêmico, envolvendo produtores ou profissionais da cadeia leiteira, buscando melhorar a produção com estudo e com tecnologia. “O foco principal da Bayer é a inovação e isso nos traz a eventos como esses”, salienta.
Soluções para os problemas do pós-parto
No Simpósio de Leite de Erechim, técnicos da Bayer informaram sobre doenças metabólicas do pós-parto, que podem ser a porta de entrada para outros inimigos da saúde da vaca e da produção de leite. Num grau mais elevado, o balanço energético negativo registrado nas vacas após parir pode resultar, por exemplo, em problemas reprodutivos e cetose. Conforme André Pratto, o balanço energético negativo é fisiológico. “A vaca sempre vai mobilizar. O problema começa quando isso exacerba algo que seria normal”, afirma.
Hipocalcemia (subclínica) e cetose (clínica e subclínica) são duas das principais doenças metabólicas no pós-parto. “Diversos levantamentos a campo apontam que a cetose, por exemplo, pode acometer de 30 a 50% dos rebanhos”, alerta Pratto. Diante disso, um dos grandes desafios da produção leiteira é diminuir esse balanço energético negativo com manejo ou auxilio de suplementação de cálcio e magnésio (Calfon Oral). Estes elementos reduzem a incidência de hipocalcemia (febre do leite), estimulando a vaca a comer melhor e arrancar melhor no início da lactação.
Soluções injetáveis com fósforo orgânico (Butafosfana) e vitamina B12 (presentes no produto Catosal) estimulam os processos metabólicos e melhoram os índices produtivos e reprodutivos dos animais. Promovem ainda a ingestão de matéria seca e, consequentemente, diminuem a mobilização de gordura do animal, baixando os índices de cetose.
Prevenção é fundamental
Um pós-parto tranquilo começa num pré-parto bem conduzido. “A dica é cercar a vaca de cuidados com um bom manejo, ambiente com sombra, água à vontade e sem estresse para o animal, proporcionando à vaca sofrer menos com os desafios do pós- parto”. Já a suplementação com cálcio em magnésio visa reduzir os índices de hipocalcemia subclínica no pós-parto imediato.
O fósforo orgânico (Butafosfana) e a vitamina B12 são excelentes opções para alavancar o metabolismo da vaca após parir. “Prevenir a hipocalcemia subclínica é extremamente importante, pois esta pode ser a porta de entrada de uma cascata de doenças como metrite, mastite, deslocamento de abomaso, cetose, entre outras”, alerta o veterinário. Além de proteger a vaca, estes cuidados ajudam a aumentar a ingestão de matéria seca e melhoram a produção do leite.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
