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BASF reúne imprensa para apresentar investimentos e resultados

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A BASF, uma das maiores fabricantes de defensivos agrícolas do mundo, apresentou, na semana passada, em Campinas (Interior de São Paulo) os principais investimentos, resultados e lançamentos de produtos da empresa nos últimos anos, durante encontro realizado com jornalistas brasileiros.
Na ocasião estiveram presentes o membro da Junta Diretiva da companhia, Harald Schwager; o presidente global da Divisão de Proteção de Cultivos, Markus Heldt; o vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para América Latina, Eduardo Leduc; e o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos para o Brasil, Francisco Verza. 
O papel da agricultura brasileira no cenário mundial foi o tema central do encontro, pautado pelas iniciativas que a multinacional alemã vem desenvolvendo para contribuir com produtores e parceiros do setor agrícola. A ação reforça as atividades da empresa no ano em que completa 150 anos de existência, sendo mais de 100 deles no Brasil dedicados em grande parte à agricultura. 
Números e cenários 
Embora 2014 tenha sido um ano de desafios na economia mundial, a BASF atingiu globalmente sua meta, aumentando seus ganhos. A companhia fechou 2014 com vendas globais que somaram €74 bilhões em todos os seus negócios, dos quais €4,3 bilhões (ou 6%) somente na América do Sul. A Divisão Agrícola global, isoladamente, aumentou o volume de vendas de €5,2 bilhões para €5,4 bilhões, sendo que a América do Sul alcançou vendas de €3,5 bilhões. 
Porém, o cenário apresentado no ano de 2015 ainda gera incertezas. Os preços do petróleo e das matérias-primas estão voláteis, assim como as moedas; os mercados emergentes estão crescendo mais lentamente e a economia global está sendo freada por conflitos geopolíticos. Ainda assim a companhia espera um crescimento um pouco mais forte do que em 2014 na economia global, na produção industrial e na indústria química, e espera uma alta contribuição de seus segmentos globais de Proteção de Cultivos, de Produtos de Performance e de Soluções Funcionais. 
O vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF para América Latina, Eduardo Leduc, afirmou que o negócio agrícola da BASF tem a missão de continuar fornecendo aos produtores rurais soluções integradas que favoreçam a sustentabilidade de seus negócios, colaborando para reforçar a posição do Brasil como maior produtor de alimentos. Ele ressalta que os números reforçam os investimentos da companhia na região: “Mesmo em um ano de incertezas, sejam climáticas ou políticas como ocorrido em 2014, tivemos um aumento de 4% nas vendas em agro na América Latina “, avalia Leduc. 
Ainda segundo Eduardo Leduc, as principais culturas responsáveis pelo recente aumento nas vendas foram a soja, cana-de-açúcar, café, milho e laranja: “Um dos principais fatores que colaboraram para estes números refere-se ao fungicida Xemium®, que no Brasil recebeu a marca de OrkestraTMSC. Recomendado para o controle da ferrugem asiática da soja, o produto teve grande aceitação e deve ter vendas duplicadas até o fim deste ano”, ressalta o executivo. Outro produto que contribuiu para este cenário foi o herbicida Heat®, que se consolidou como uma das principais tecnologias para o controle de plantas invasoras no Brasil. 
Os números da agricultura brasileira não param de subir: a safra 2014/15 deve atingir produção de 204 milhões de toneladas, de acordo com dados oficiais da CONAB. Boas condições climáticas, pragas e doenças em menor pressão devem ser as principais contribuições para alcançar este recorde de produção. “Apesar deste cenário é importante estar atento às intempéries do clima, vai-e-vem das commodities, sem deixar de lado os avanços em produtividade, incluindo produção convencional e geneticamente modificada. Nesse sentido, temos oferecido o que há de mais moderno em agricultura para nossos clientes”, afirma Francisco Verza, vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF no Brasil. 
Confira as informações sobre os principais investimentos em plantas, sustentabilidade e produtos em três blocos abaixo: 
1. Ampliação do Complexo Químico de Guaratinguetá e investimentos na Estação Experimental de Santo Antônio de Posse 
2. Sustentabilidade na agricultura 
3. Produtos 
1. Ampliação do Complexo Químico de Guaratinguetá e investimentos na Estação Experimental de Santo Antônio de Posse 
Com o objetivo de fortalecer a produção local a BASF deve finalizar ainda este ano o processo de ampliação e modernização da divisão agrícola no Complexo Químico Industrial da companhia, localizado em Guaratinguetá, na região do Vale do Paraíba em São Paulo, iniciado em 2013. 
O investimento total de 65 milhões de euros contemplou a construção de novas fábricas, sendo uma de fungicidas e inseticidas, com produção iniciada em outubro de 2014 (especialmente do fungicida Orkestra); uma de herbicidas (especialmente o herbicida Heat®), com início de produção em abril último e processos de melhorias na já existente fábrica do fungicida Boscalid que devem ser concluídos este ano. Além disso, houve a construção de uma fábrica de produtos biológicos focada em hortifruticultura no Chile. 
Com a expansão da planta de Boscalid será possível atender a demanda mundial pelo produto, já que este é o princípio ativo para a fabricação de uma gama variada de fungicidas da companhia que serão utilizados no manejo de culturas como café, cereais, hortifruticultura e canola. “Com a ampliação a produção brasileira da BASF se consolida como um importante fornecedor global de soluções para a agricultura“, afirma Leduc. 
Já a fábrica de fungicidas visa reforçar a liderança da BASF neste mercado. O principal produto produzido é o Orkestra. Este fungicida faz parte da nova geração das carboxamidas que obtêm registro no Brasil desde 2013. Dessa forma, têm auxiliado os agricultores no controle da ferrugem da soja e outras doenças. 
A fábrica de Heat®, herbicida lançado em 2013 no Brasil, foi inaugurada em abril último. O produto é parte da família de herbicidas Kixor® e recomendado para o controle de ervas daninhas de folhas largas, incluindo os que são resistentes a outros herbicidas já disponíveis no mercado. 
No Chile, por sua vez, foi inaugurada em agosto de 2013, a fábrica de produtos biológicos focada em soluções para o manejo de hortifruticultura, especialmente vegetais e frutas. A ideia é fornecer o produto para toda a América do Sul, Europa e Norte da África. “Com a necessidade de se produzir mais e de forma sustentável, a BASF tem buscado atender de forma mais completa as demandas de seus clientes em mercados estratégicos para o seu negócio, especialmente os focados na produção de cereais, oleaginosas como milho e soja, além dos que concentrem a produção em culturas como hortifruticultura e cana-de-açúcar”, afirma Leduc. 
Aquisição 
Em 2012, a BASF já havia anunciado a aquisição da Becker Underwood, pelo valor de US$ 1,02 bilhão (€785 milhões). Com essa compra, a empresa passou a ser a provedora líder mundial em tecnologias para o tratamento biológico de sementes, corantes e polímeros, bem como pode ampliar seu portfólio de produtos nas áreas de proteção biológica de cultivos, nutrição animal e paisagismo. Dessa forma, a empresa consolida seu negócio conhecido como Soluções Funcionais para Agricultura ou Functional Crop Care (FCC). 
O modelo de negócio de FCC conta com três principais áreas de soluções: produtos voltados ao Manejo de Solo, incluindo soluções para manejo de nutrientes e para o manejo hídrico; Soluções para Sementes; que inclui o tratamento de sementes químico convencional, produtos biológicos como os inoculantes, polímeros e colorantes aplicados à semente e Proteção de Cultivos, incluindo produtos biológicos foliares (bioinseticidas e biofungicidas), produtos químicos que vão além da proteção de cultivos e reguladores de crescimento. 
Outro investimento relevante da companhia foi em maquinário focado no tratamento de sementes e desenvolvimento de inoculantes e corantes para sementes e fabricação: os investimentos somam mais de €20 milhões e foram realizados na planta de Pinhais, em Curitiba (PR). 
Estas iniciativas fortalecem a produção local em continuidade aos investimentos da BASF na América Latina nos últimos anos. Além disso, reforçam o compromisso da empresa para acelerar o crescimento dos negócios na região, por meio de inovação das novas tecnologias. “Todos estes investimentos em unidades produtivas devem atender ao aumento da demanda por agroquímicos na América Latina para os próximos anos”, comenta Leduc. 
Sustentabilidade na agricultura 
Outro serviço relevante que vai além de proteção de cultivos da BASF é AgBalanceTM, ferramenta exclusiva e totalmente desenvolvida pela empresa, aplicada pela sua Fundação, a Fundação Espaço ECO (FEE). A ferramenta mensura e avalia a sustentabilidade na agricultura. 
Lançada em 2012, já realizou estudos para diversas instituições como a SLC Agrícola, produtora de commodities, focada na produção de algodão, soja e milho e a Guarani, uma das empresas líderes do setor sucroenergético brasileiro em transformação da cana-de-açúcar. 
Recentemente a empresa também anunciou os resultados de AgBalanceTM junto à Cooperativa de Café de Guaxupé (Cooxupé) que contemplou diferentes regiões de atuação da cooperativa e três arranjos produtivos: não mecanizado, mecanizado e mecanizado irrigado. 
Novo estudo – AgBalanceTM na Fazenda Santa Brígida 
A BASF e a FEE acabam de finalizar mais um estudo de AgBalanceTM: trata-se da Fazenda Santa Brígida (FSB), Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa, localizada em Ipameri (GO). 
O estudo é fruto de uma parceria com a estudante de mestrado da UNESP Sorocaba, a engenheira ambiental Marcela Porto Costa, e teve como base os dados dos sistemas integrados (iLPF e iLP) da Fazenda. A aplicação do método AgBalanceTM para comparar modelos de produção agrícola desenvolvidos na FSB (integrados -iLP e iLPF) e nas regiões vizinhas (convencionais) buscou, por meio de comparações, identificar o modelo de produção mais sustentável para se obter produtos como carne, soja, milho, sorgo e eucalipto. A pesquisa teve iniciou em janeiro de 2014 e deve encerrar em junho 2015, utilizando dados de 2007 a 2014. 
Foram comparados os dados da própria FSB, uma vez que a fazenda é unidade de referência tecnológica da Embrapa e possui o iLPF implantado há mais tempo, com dados modelos de produção de fazendas vizinhas (não especificadas devido à proteção de informação) que cultivam produtos em sistemas convencionais. 
O estudo concluiu que quanto maior a integração iLPF – seguida de iLP, mais socioecoeficiente é o modelo de produção. Vale lembrar que as bases do estudo consideram sempre a demanda alimentar média e energética (de biomassa de eucalipto) de 500 pessoas no Brasil. Ele apontou ainda algumas vantagens nas recuperações de solos degradados, aumentando a matéria orgânica nos solos, conseguindo manter esse padrão de qualidade de solo a longo prazo. 
Hoje a fazenda de quase mil hectares encontra-se totalmente adotada com os sistemas de integração. Esse estudo auxiliará principalmente na divulgação do modelo da fazenda, a fim de contribuir para a disseminação do sistema na região e no país. 
Produtos 
A última safra no Brasil foi marcada pelo aumento de algumas pragas como a helicoverpa e a falsa medideira e contou com o crescimento de soluções para esse tipo de controle fitossanitário. Porém, o crescimento mais significativo está relacionado aos fungicidas, que na ferrugem asiática, por exemplo, continua figurando como o maior problema para os sojicultores e pode dizimar até 80% das lavouras. 
Neste cenário, o fungicida OrkestraTMSC teve seu melhor desempenho. Lançado no segundo semestre de 2013, o produto tem recomendação ao controle das principais doenças que assolam a cultura da soja, especialmente a ferrugem asiática. O fungicida tem sido apresentado aos sojicultores dentro do chamado “Sistema AgCelence Soja – SAS”, modelo de manejo fitossanitário exclusivo, integrado e sequencial de produtos da companhia que, além do controle de pragas e doenças, promove incremento de produtividade da ordem de 10% ou três sacas a mais por hectare. “De acordo com o Sindiveg, a safra de grãos em 2014 registrou novo recorde de 195,47 bilhões de toneladas, um ganho de 6,81 milhões se comparado a 2013. Ou seja, esse aumento só foi possível graças ao uso de tecnologias como do SAS“, complementa Francisco Verza. 
Com a introdução de Orkestra no SAS o modelo tornou-se ainda mais eficiente, já que o fungicida possui efeito “blindagem”, ou seja, protege a planta de soja por mais tempo de importantes doenças e é responsável por acelerar ainda mais a produtividade da cultura pela ação conjunta de dois princípios ativos diferenciados: o fluxapiroxade, uma carboxamida, e a molécula F500, com efeitos comprovados de eficiência fisiológica nas funções orgânicas da planta, com destaque para o aumento da produtividade. 
Nas últimas safras brasileiras mais de 150 milhões de hectares já foram tratados com produtos que apresentam os efeitos AgCelence®, isto é, com os benefícios da molécula F500. 
Os outros dois produtos presentes nesse modelo de manejo oferecido por meio do Sistema AgCelence Soja são Standak® Top e Opera®. O primeiro, de dupla ação (fungicida e inseticida), protege as sementes e as deixa com características determinantes para que o desenvolvimento inicial tenha consequências diretas na qualidade final das plântulas, auxiliando para garantir mais vigor e enraizamento. O segundo é essencial no combate de importantes doenças da cultura. 
Outras recentes soluções para o manejo de soja da BASF é a campanha Comando Antipragas, que prevê técnicas de manejo integrado de pragas cujo funcionamento também se dá com base em três inseticidas: o Fastac® Duo, que controla importantes percevejos que deformam plantas e promovem a má formação dos grãos; Pirate® que possui ação translaminar, ou seja, quando aplicado numa face da folha, exerce sua toxidez contra insetos alojados inclusive na outra face, combatendo de forma eficiente a Helicoverpa; e Nomolt® 150, que também age contra lagartas, sendo eficiente no controle de importantes pragas mastigadoras. 
Outro produto que alterou a forma como se tratava as ervas resistentes no País foi o herbicida Heat®. Durante mais de 10 anos o setor não lançava um produto novo para o controle das daninhas, especialmente a Buva. O produto é posicionado para uso na dessecação, que é um dos principais momentos no qual o agricultor deve eliminar as ervas daninhas para proporcionar a emergência “no limpo” das principais culturas como soja, arroz, milho, trigo e algodão, além do manejo de plantas daninhas em pós-emergência nas culturas do arroz, cana-de-açúcar e algodão em jato dirigido, e da dessecação pré-colheita para as culturas da batata e algodão. 
Cultivance – a nova arma do sojicultor para o manejo de resistência 
A BASF e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) obtiveram recentemente a aprovação de exportação por parte da União Europeia para exportar a soja Cultivance®, tecnologia do Sistema de Produção Cultivance®. Esta autorização era fundamental para que as empresas começassem a fase de comercialização das sementes no Brasil, uma vez que o bloco europeu é um importante comprador da soja nacional. 
O Sistema de Produção Cultivance® é resultado de uma parceria entre a BASF e a Embrapa, que combina cultivares de soja geneticamente modificada, de grande potencial genético, ao uso de herbicidas de amplo espectro para controle de plantas daninhas de folhas largas e gramíneas, configurando um novo sistema de produção. 
O Sistema de Produção Cultivance® foi desenvolvido com o objetivo de atender a todas as regiões do País. As duas empresas preparam o lançamento comercial da tecnologia para o segundo semestre de 2015. Em um primeiro momento, ele estará disponível para parte das regiões produtoras de soja do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Paraná. 
“A tecnologia oferecerá aos agricultores uma nova opção para o manejo de plantas daninhas, já que Cultivance® será uma opção aos produtores brasileiros, principalmente para aqueles que enfrentam problemas com as plantas de difícil controle. É uma forma do agricultor ter uma nova opção para rotacionar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, evitando assim a seleção de plantas resistentes, o que a torna uma importante alternativa às já existentes”, afirma Francisco Verza. 
A soja Cultivance® passou por diversos estudos agronômicos, ambientais e de equivalência nutricional que atestaram sua segurança para o cultivo, consumo humano e para consumo animal. 
A expectativa é que ainda este ano os primeiros produtores tenham acesso à tecnologia. A distribuição levará em conta as características técnicas das cultivares que estarão disponíveis no mercado a partir da safra de verão 2015/2016. 
AgMusa – uma revolução no mercado sucroenergético 
Lançado pela empresa em 2013, o AgMusaTM (Agricultura de Mudas Sadias) chegou ao mercado como um sistema inovador de produção e plantio de mudas sadias de cana-de-açúcar com uso de variedades nobres, garantindo sanidade, por meio de técnicas simplificadas de plantio que resultam no aumento de produtividade dos viveiros e canaviais. 
Nestes dois anos, a BASF consolidou a tecnologia AgMusa junto ao mercado e incrementou fortemente o serviço graças à boa aceitação. Prova disso são as sete patentes já estabelecidas dentro do oferecimento da tecnologia. Hoje já são mais de 50 clientes do serviço, entre usinas e outros fornecedores, que é oferecido desde a matéria-prima ou material varietal com sanidade, passando pela extração de gemas, tratamento das mudas até o plantio e o acompanhamento do canavial, de acordo com o modelo escolhido pela cliente. 
Entre as principais vantagens da adoção do serviço estão uma maior velocidade de introdução de uma nova variedade, produtividade maior (entre 20 e 30%), melhor qualidade sanitária do material a ser multiplicado e um menor investimento em áreas de viveiro de cana. 
Dentre os ganhos tecnológicos ocorridos no período valem ressaltar: a recomendação do sistema em meiosi e a utilização de biofábrica (móvel). O plantio em Meiosi ou “método inter-rotacional”, consorciado às culturas de soja ou amendoim prevê a integração de duas culturas com o objetivo de proporcionar a rotação de área e benefícios agronômicos. A formação de um canavial a partir de mudas AgMusa elimina a possibilidade de levar pragas como Sphenophorus levis para a área em formação, além de garantir a sanidade em relação às doenças como raquitismo e escaldadura. Além disso, a rotação de culturas reduz a pressão de pragas e incrementa a rentabilidade do agricultor, já que o custo por hectare formado é reduzido à medida que o sistema proporciona um aumento de produtividade entre 20% e 40% do viveiro. O produtor pode ainda obter ganhos adicionais com o cultivo intercalar e benefícios técnicos relacionados ao uso do solo. Outra vantagem é a sinergia com os químicos utilizados para o plantio da cultura de ciclo rápido. 
Já a utilização da biofábrica móvel no modelo de negócio tem por objetivo realizar a originação de material genético de cana, utilizando-se de gemas da planta de variedades definidas previamente e na própria usina. A ferramenta possui tecnologia de extração de gemas da cana, alto rendimento e figura com uma das principais patentes geradas. Para que se tenha uma ideia, uma única unidade móvel de biofábrica é capaz de gerar 40 mil gemas/dias (pequenos pedaços do broto). 
A BASF segue investindo fortemente na tecnologia AgMusa nas áreas técnicas e desenvolvimento de equipamentos que aumentam o rendimento na produção e plantio. Com isto, tem conseguido incrementar em escala e fortalecer as áreas e o acesso a novos clientes. O grande desafio para tornar a tecnologia ainda mais acessível é obter um maior banco de variedades para atender o mercado e a adequação da estrutura da fazenda para implementar no campo um novo método de plantio de cana. 
“O desafio agora é tornar a tecnologia ainda mais acessível por meio de um maior banco de variedades, visando nos adequarmos melhor à estrutura de cada cliente“, conclui Verza.
Sobre a BASF 
Na BASF nós transformamos a química – e estamos fazendo isso há 150 anos. Nosso portifólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance e para proteção de cultivos, até petróleo e gás. Como empresa química líder mundial, nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias atender às atuais e futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando nutrição saudável e melhoria da qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa proposição corporativa: “We create chemistry for a sustainable future” – Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de mais de €74 bilhões em 2014 e contava com mais de 113 mil colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.br ou nos perfis corporativos da empresa no Facebook (BASF Brasil) e no Twitter (@BASF_brasil). 
Sobre a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF 
Com vendas de mais de €5.4 bilhões em 2014, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF oferece soluções inovadoras em proteção de cultivos, tratamento de sementes e controle biológico, bem como inovações no gerenciamento de nutrientes e saúde da planta. Seu portfólio inclui também produtos para gramado e plantas ornamentais, controle de pragas e saúde pública. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma líder inovadora e aliada dos agricultores na proteção e melhoria de produtividade das culturas, o que lhes permite produzir alimento de alta qualidade de forma mais eficiente. Ao oferecer novas tecnologias e conhecimento, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF apoia os produtores a construírem uma vida melhor para si mesmos, suas famílias e comunidades. Mais informações podem ser obtidas no site www.agro.basf.com ou por meio de nossos canais das mídias sociais. 

Fonte: Assessoria

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias

Quando o clima ajuda a conter a alta dos grãos

Análise da Consultoria Agro do Itaú BBA indica que o El Niño tende a redistribuir a produção entre regiões e reduzir a volatilidade dos preços, ao contrário da La Niña, que concentra perdas e pressiona o mercado global.

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Foto: Gilson Abreu

O impacto dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña sobre o mercado global de soja e milho não segue um padrão simples de alta ou baixa de preços. De acordo com análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, os efeitos são assimétricos, dependem da distribuição geográfica das chuvas e, sobretudo, da intensidade de cada evento.

Foto: Divulgação

No caso do fenômeno El Niño, o efeito global tende a ser mais de redistribuição do risco do que de perda generalizada de produção. Enquanto algumas regiões enfrentam restrições climáticas, como partes da Ásia e da África, grandes produtores como Estados Unidos, Brasil e Argentina podem registrar condições mais favoráveis.

Segundo a análise, esse “balanceamento geográfico” faz com que a produção global de soja, em muitos episódios, apresente até ganhos médios de 2% a 5%. No milho, o comportamento é mais neutro a levemente negativo, com perdas estimadas em até cerca de 4%, concentradas em áreas tropicais.

Esse desenho ajuda a explicar por que eventos de El Niño, especialmente os moderados, podem resultar em menor volatilidade nos preços internacionais de grãos. Com a oferta global relativamente preservada, o mercado tende a operar com estoques mais confortáveis, o que reduz a intensidade de movimentos altistas.

Em eventos mais fortes, como os registrados em 1997/98 e 2015/16, não houve, segundo a consultoria, rupturas relevantes no balanço global de oferta e demanda de soja e milho, e as cotações internacionais exibiram comportamento menos volátil do que em anos neutros ou sob influência de La Niña.

O quadro muda de forma mais consistente sob influência da La Niña. Nesse cenário, o padrão climático tende a ser mais sincronizado entre grandes regiões

Foto: Divulgação

produtoras, ampliando a probabilidade de perdas simultâneas de produtividade.

A América do Sul, responsável por cerca de 65% das exportações globais de soja e fatia relevante do milho, aparece como uma das áreas mais vulneráveis a períodos prolongados de estiagem associados ao fenômeno. Episódios recentes de La Niña entre 2020 e 2022 coincidiram com secas severas no Sul da África e perdas expressivas no Cone Sul, contribuindo para forte alta nos preços internacionais em 2021 e 2022.

Nesse período, o milho chegou a superar US$ 6,50 por bushel em Chicago, enquanto a soja atingiu US$ 17 por bushel, refletindo um aperto global de oferta.

Para a Consultoria Agro do Itaú BBA, essa mudança também reflete uma transformação estrutural no mercado global de grãos. Com o aumento da participação do Hemisfério Sul no comércio internacional, choques climáticos negativos passaram a ter impacto mais direto sobre a formação de preços, especialmente em anos de La Niña.

Nesse contexto, enquanto o El Niño atua mais como um fator de redistribuição regional de produção, a La Niña segue associada a maior risco de desequilíbrio global entre oferta e demanda, com efeitos mais intensos sobre as cotações de soja e milho.

Fonte: O Presente Rural
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El Niño 2026/27 pode reordenar oferta global de grãos com impactos opostos entre hemisférios, aponta Itaú BBA

Fenômeno altera padrões de chuva e temperatura no planeta, com efeitos assimétricos sobre EUA, Brasil, Argentina, Ásia e Oceania e maior risco de volatilidade agrícola.

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Foto: Shutterstock

O El Niño é um fenômeno climático de escala global associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele integra o ciclo El Niño-Oscilação Sul (ENOS), que alterna entre três fases: a quente (El Niño), a fria (La Niña) e a neutra.

A fase de El Niño se caracteriza quando as temperaturas do Pacífico permanecem pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses consecutivos, acompanhadas por alterações relevantes na circulação atmosférica.

Foto: José Fernando Ogura

Esse processo está ligado ao enfraquecimento ou até à inversão dos ventos alísios, o que favorece o deslocamento de águas mais quentes em direção ao leste do Pacífico e reduz a ressurgência de águas frias na costa da América do Sul. “Por cobrir cerca de um terço do planeta, o Pacífico exerce forte influência sobre a circulação atmosférica global, reorganizando padrões de chuva e temperatura em escala planetária”, afirma a Consultoria Agro Itaú BBA.

Na fase oposta do sistema, a La Niña, observa-se o resfriamento anormal das águas do Pacífico Equatorial, acompanhado pela intensificação dos ventos alísios e por efeitos climáticos em geral contrários aos do El Niño em diversas regiões do mundo.

Ao modificar a interação entre oceano e atmosfera, o ENOS altera a circulação global de umidade e, consequentemente, os regimes de precipitação em diferentes continentes.

O El Niño tende a elevar temporariamente a temperatura média global, enquanto a La Niña promove um leve resfriamento de curta duração. Em ambos os casos, há uma reorganização dos riscos climáticos em escala planetária.

Foto: Gilson Abreu

Esses eventos ocorrem, em média, a cada dois a sete anos e costumam durar entre nove e 12 meses, com impactos relativamente consistentes sobre grandes regiões agrícolas, ainda que com variações de intensidade entre episódios.

Estados Unidos: efeitos mais fortes no inverno e impacto indireto no verão

 

Nos Estados Unidos, os efeitos do El Niño são mais bem definidos no outono, inverno e início da primavera, quando o fenômeno altera de forma mais consistente os padrões de temperatura e precipitação.

Em termos gerais, o evento está associado a invernos mais amenos e úmidos no Centro-Norte do país e a condições mais secas no Sul, com destaque para o Texas.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, há registros históricos de safras elevadas no Corn Belt em episódios de El Niño de intensidade moderada, como em 2009, 2015 e 2023, quando a combinação de umidade e temperaturas mais equilibradas favoreceu o desenvolvimento das lavouras.

Ainda assim, a influência do fenômeno sobre o verão, fase crítica para o desenvolvimento de milho e soja, é menos estável e apresenta maior variabilidade, com casos pontuais em que excesso de precipitação ou ondas de calor tardias impactaram negativamente a produtividade.

Na direção oposta, a fase de La Niña tende a aumentar o risco de secas e ondas de calor no Sul dos EUA e em parte do cinturão agrícola, elevando o estresse hídrico

Foto: Divulgação

sobre as lavouras e ampliando a variabilidade produtiva.

Brasil: assimetria regional e alto grau de variabilidade produtiva

No Brasil, o El Niño acentua a heterogeneidade climática entre as regiões, provocando padrões de chuva distintos e, muitas vezes, opostos no território nacional.

No Sul, há tendência de precipitações acima da média durante a primavera e o verão, o que pode favorecer o desenvolvimento de culturas como soja e milho. Contudo, esse cenário também eleva o risco de encharcamento do solo, proliferação de doenças fúngicas e ocorrência de eventos extremos.

No Sudeste, o regime de chuvas tende a se tornar mais irregular, com alternância entre períodos mais úmidos e episódios de calor intenso, o que pode afetar o desempenho de culturas como soja, milho e cana-de-açúcar justamente em fases críticas do ciclo produtivo.

No Centro-Oeste, o principal risco está associado ao atraso do início das chuvas de primavera, o que pode reduzir a janela ideal de plantio da soja e, por consequência, comprometer o calendário da segunda safra de milho. Além disso, a maior frequência de veranicos e episódios de déficit hídrico durante o verão aumenta a vulnerabilidade das lavouras. “Em cenários de maior intensidade do fenômeno, a combinação entre atraso de plantio e irregularidade das chuvas eleva de forma relevante o risco para o milho 2ª safra no Centro-Oeste”, destaca a Consultoria Agro Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Freepik

Nas regiões Norte e Nordeste, o impacto tende a ser mais negativo, com redução mais acentuada das chuvas, o que amplia o risco de secas severas e afeta diretamente o Matopiba e áreas de agricultura de subsistência.

Mapa de risco climático no Brasil

A projeção da Consultoria Agro Itaú BBA indica que o El Niño amplia a assimetria climática no país:

  • Sul (RS, SC, PR): risco alto de excesso de chuva e inundações, com impacto também sobre qualidade sanitária das lavouras
  • Norte/Amazônia e Matopiba: risco alto de seca, queimadas e déficit hídrico
  • Centro-Oeste Norte (MT): risco de veranicos e irregularidade no plantio
  • Centro-Oeste Sul (MS e GO): risco médio-alto associado a calor excessivo
  • Sudeste: risco médio-alto de ondas de calor e chuvas irregulares

“O comportamento não é homogêneo, e o desafio central é a simultaneidade de riscos distintos dentro de um mesmo país produtor”, aponta a consultoria.

Argentina: padrão mais favorável ao El Niño

Na Argentina, o El Niño historicamente favorece a produção de soja e milho, sobretudo pelo aumento das chuvas durante a primavera-verão, período crítico para o

Foto: Divulgação

desenvolvimento das lavouras no cinturão agrícola do país.

Em anos recentes de El Niño, como 2014/15 e 2016/17, o país registrou produtividades acima da média, em contraste com os episódios de La Niña, marcados por forte restrição hídrica e perdas expressivas.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a seca prolongada de 2020–22, associada à La Niña, levou a produção de soja argentina a cerca de 25 milhões de toneladas em 2022/23, enquanto a reversão para um El Niño forte em 2023/24 permitiu recuperação relevante da oferta, com colheita próxima de 50 milhões de toneladas. “Os extremos do ENOS têm efeito direto e imediato sobre a variabilidade produtiva da Argentina, com forte sensibilidade da soja às condições de chuva no ciclo de primavera-verão”, destaca a consultoria.

Ásia e Oceania

 

Na Ásia e na Oceania, o El Niño está frequentemente associado ao enfraquecimento das monções (ventos sazonais) e à redução das chuvas, o que provoca alterações relevantes no regime hídrico de algumas das principais regiões agrícolas do mundo.

Na Índia e no Sudeste Asiático, esse padrão climático afeta diretamente culturas estratégicas como arroz, milho e cana-de-açúcar, além de impactar a produção de óleo de palma na Indonésia e na Malásia, com repercussões importantes sobre a oferta global de óleos vegetais.

Foto: Gilson Abreu

Na Austrália, o fenômeno costuma estar ligado a episódios de seca e ondas de calor, comprometendo de forma significativa a produção de trigo, como observado em eventos recentes, incluindo 2015 e 2023. “A forte dependência das monções faz com que a região responda de forma particularmente sensível às variações de temperatura do Pacífico”, observa a Consultoria Agro Itaú BBA.

Sistema climático integrado e risco de oferta global

O conjunto de evidências reforça que o El Niño não se trata de um evento isolado, mas de um componente de um sistema climático integrado, com efeitos simultâneos e interconectados em diferentes continentes.

Na leitura da Consultoria Agro Itaú BBA, o principal ponto de atenção para o ciclo 2026/27 não está apenas na intensidade do fenômeno, mas na sua capacidade de redistribuir riscos climáticos entre hemisférios, com potencial de alterar o equilíbrio global de oferta de grãos e aumentar a volatilidade dos mercados agrícolas.

Fonte: O Presente Rural
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