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BASF reúne imprensa para apresentar investimentos e resultados

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A BASF, uma das maiores fabricantes de defensivos agrícolas do mundo, apresentou, na semana passada, em Campinas (Interior de São Paulo) os principais investimentos, resultados e lançamentos de produtos da empresa nos últimos anos, durante encontro realizado com jornalistas brasileiros.
Na ocasião estiveram presentes o membro da Junta Diretiva da companhia, Harald Schwager; o presidente global da Divisão de Proteção de Cultivos, Markus Heldt; o vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para América Latina, Eduardo Leduc; e o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos para o Brasil, Francisco Verza. 
O papel da agricultura brasileira no cenário mundial foi o tema central do encontro, pautado pelas iniciativas que a multinacional alemã vem desenvolvendo para contribuir com produtores e parceiros do setor agrícola. A ação reforça as atividades da empresa no ano em que completa 150 anos de existência, sendo mais de 100 deles no Brasil dedicados em grande parte à agricultura. 
Números e cenários 
Embora 2014 tenha sido um ano de desafios na economia mundial, a BASF atingiu globalmente sua meta, aumentando seus ganhos. A companhia fechou 2014 com vendas globais que somaram €74 bilhões em todos os seus negócios, dos quais €4,3 bilhões (ou 6%) somente na América do Sul. A Divisão Agrícola global, isoladamente, aumentou o volume de vendas de €5,2 bilhões para €5,4 bilhões, sendo que a América do Sul alcançou vendas de €3,5 bilhões. 
Porém, o cenário apresentado no ano de 2015 ainda gera incertezas. Os preços do petróleo e das matérias-primas estão voláteis, assim como as moedas; os mercados emergentes estão crescendo mais lentamente e a economia global está sendo freada por conflitos geopolíticos. Ainda assim a companhia espera um crescimento um pouco mais forte do que em 2014 na economia global, na produção industrial e na indústria química, e espera uma alta contribuição de seus segmentos globais de Proteção de Cultivos, de Produtos de Performance e de Soluções Funcionais. 
O vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF para América Latina, Eduardo Leduc, afirmou que o negócio agrícola da BASF tem a missão de continuar fornecendo aos produtores rurais soluções integradas que favoreçam a sustentabilidade de seus negócios, colaborando para reforçar a posição do Brasil como maior produtor de alimentos. Ele ressalta que os números reforçam os investimentos da companhia na região: “Mesmo em um ano de incertezas, sejam climáticas ou políticas como ocorrido em 2014, tivemos um aumento de 4% nas vendas em agro na América Latina “, avalia Leduc. 
Ainda segundo Eduardo Leduc, as principais culturas responsáveis pelo recente aumento nas vendas foram a soja, cana-de-açúcar, café, milho e laranja: “Um dos principais fatores que colaboraram para estes números refere-se ao fungicida Xemium®, que no Brasil recebeu a marca de OrkestraTMSC. Recomendado para o controle da ferrugem asiática da soja, o produto teve grande aceitação e deve ter vendas duplicadas até o fim deste ano”, ressalta o executivo. Outro produto que contribuiu para este cenário foi o herbicida Heat®, que se consolidou como uma das principais tecnologias para o controle de plantas invasoras no Brasil. 
Os números da agricultura brasileira não param de subir: a safra 2014/15 deve atingir produção de 204 milhões de toneladas, de acordo com dados oficiais da CONAB. Boas condições climáticas, pragas e doenças em menor pressão devem ser as principais contribuições para alcançar este recorde de produção. “Apesar deste cenário é importante estar atento às intempéries do clima, vai-e-vem das commodities, sem deixar de lado os avanços em produtividade, incluindo produção convencional e geneticamente modificada. Nesse sentido, temos oferecido o que há de mais moderno em agricultura para nossos clientes”, afirma Francisco Verza, vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF no Brasil. 
Confira as informações sobre os principais investimentos em plantas, sustentabilidade e produtos em três blocos abaixo: 
1. Ampliação do Complexo Químico de Guaratinguetá e investimentos na Estação Experimental de Santo Antônio de Posse 
2. Sustentabilidade na agricultura 
3. Produtos 
1. Ampliação do Complexo Químico de Guaratinguetá e investimentos na Estação Experimental de Santo Antônio de Posse 
Com o objetivo de fortalecer a produção local a BASF deve finalizar ainda este ano o processo de ampliação e modernização da divisão agrícola no Complexo Químico Industrial da companhia, localizado em Guaratinguetá, na região do Vale do Paraíba em São Paulo, iniciado em 2013. 
O investimento total de 65 milhões de euros contemplou a construção de novas fábricas, sendo uma de fungicidas e inseticidas, com produção iniciada em outubro de 2014 (especialmente do fungicida Orkestra); uma de herbicidas (especialmente o herbicida Heat®), com início de produção em abril último e processos de melhorias na já existente fábrica do fungicida Boscalid que devem ser concluídos este ano. Além disso, houve a construção de uma fábrica de produtos biológicos focada em hortifruticultura no Chile. 
Com a expansão da planta de Boscalid será possível atender a demanda mundial pelo produto, já que este é o princípio ativo para a fabricação de uma gama variada de fungicidas da companhia que serão utilizados no manejo de culturas como café, cereais, hortifruticultura e canola. “Com a ampliação a produção brasileira da BASF se consolida como um importante fornecedor global de soluções para a agricultura“, afirma Leduc. 
Já a fábrica de fungicidas visa reforçar a liderança da BASF neste mercado. O principal produto produzido é o Orkestra. Este fungicida faz parte da nova geração das carboxamidas que obtêm registro no Brasil desde 2013. Dessa forma, têm auxiliado os agricultores no controle da ferrugem da soja e outras doenças. 
A fábrica de Heat®, herbicida lançado em 2013 no Brasil, foi inaugurada em abril último. O produto é parte da família de herbicidas Kixor® e recomendado para o controle de ervas daninhas de folhas largas, incluindo os que são resistentes a outros herbicidas já disponíveis no mercado. 
No Chile, por sua vez, foi inaugurada em agosto de 2013, a fábrica de produtos biológicos focada em soluções para o manejo de hortifruticultura, especialmente vegetais e frutas. A ideia é fornecer o produto para toda a América do Sul, Europa e Norte da África. “Com a necessidade de se produzir mais e de forma sustentável, a BASF tem buscado atender de forma mais completa as demandas de seus clientes em mercados estratégicos para o seu negócio, especialmente os focados na produção de cereais, oleaginosas como milho e soja, além dos que concentrem a produção em culturas como hortifruticultura e cana-de-açúcar”, afirma Leduc. 
Aquisição 
Em 2012, a BASF já havia anunciado a aquisição da Becker Underwood, pelo valor de US$ 1,02 bilhão (€785 milhões). Com essa compra, a empresa passou a ser a provedora líder mundial em tecnologias para o tratamento biológico de sementes, corantes e polímeros, bem como pode ampliar seu portfólio de produtos nas áreas de proteção biológica de cultivos, nutrição animal e paisagismo. Dessa forma, a empresa consolida seu negócio conhecido como Soluções Funcionais para Agricultura ou Functional Crop Care (FCC). 
O modelo de negócio de FCC conta com três principais áreas de soluções: produtos voltados ao Manejo de Solo, incluindo soluções para manejo de nutrientes e para o manejo hídrico; Soluções para Sementes; que inclui o tratamento de sementes químico convencional, produtos biológicos como os inoculantes, polímeros e colorantes aplicados à semente e Proteção de Cultivos, incluindo produtos biológicos foliares (bioinseticidas e biofungicidas), produtos químicos que vão além da proteção de cultivos e reguladores de crescimento. 
Outro investimento relevante da companhia foi em maquinário focado no tratamento de sementes e desenvolvimento de inoculantes e corantes para sementes e fabricação: os investimentos somam mais de €20 milhões e foram realizados na planta de Pinhais, em Curitiba (PR). 
Estas iniciativas fortalecem a produção local em continuidade aos investimentos da BASF na América Latina nos últimos anos. Além disso, reforçam o compromisso da empresa para acelerar o crescimento dos negócios na região, por meio de inovação das novas tecnologias. “Todos estes investimentos em unidades produtivas devem atender ao aumento da demanda por agroquímicos na América Latina para os próximos anos”, comenta Leduc. 
Sustentabilidade na agricultura 
Outro serviço relevante que vai além de proteção de cultivos da BASF é AgBalanceTM, ferramenta exclusiva e totalmente desenvolvida pela empresa, aplicada pela sua Fundação, a Fundação Espaço ECO (FEE). A ferramenta mensura e avalia a sustentabilidade na agricultura. 
Lançada em 2012, já realizou estudos para diversas instituições como a SLC Agrícola, produtora de commodities, focada na produção de algodão, soja e milho e a Guarani, uma das empresas líderes do setor sucroenergético brasileiro em transformação da cana-de-açúcar. 
Recentemente a empresa também anunciou os resultados de AgBalanceTM junto à Cooperativa de Café de Guaxupé (Cooxupé) que contemplou diferentes regiões de atuação da cooperativa e três arranjos produtivos: não mecanizado, mecanizado e mecanizado irrigado. 
Novo estudo – AgBalanceTM na Fazenda Santa Brígida 
A BASF e a FEE acabam de finalizar mais um estudo de AgBalanceTM: trata-se da Fazenda Santa Brígida (FSB), Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa, localizada em Ipameri (GO). 
O estudo é fruto de uma parceria com a estudante de mestrado da UNESP Sorocaba, a engenheira ambiental Marcela Porto Costa, e teve como base os dados dos sistemas integrados (iLPF e iLP) da Fazenda. A aplicação do método AgBalanceTM para comparar modelos de produção agrícola desenvolvidos na FSB (integrados -iLP e iLPF) e nas regiões vizinhas (convencionais) buscou, por meio de comparações, identificar o modelo de produção mais sustentável para se obter produtos como carne, soja, milho, sorgo e eucalipto. A pesquisa teve iniciou em janeiro de 2014 e deve encerrar em junho 2015, utilizando dados de 2007 a 2014. 
Foram comparados os dados da própria FSB, uma vez que a fazenda é unidade de referência tecnológica da Embrapa e possui o iLPF implantado há mais tempo, com dados modelos de produção de fazendas vizinhas (não especificadas devido à proteção de informação) que cultivam produtos em sistemas convencionais. 
O estudo concluiu que quanto maior a integração iLPF – seguida de iLP, mais socioecoeficiente é o modelo de produção. Vale lembrar que as bases do estudo consideram sempre a demanda alimentar média e energética (de biomassa de eucalipto) de 500 pessoas no Brasil. Ele apontou ainda algumas vantagens nas recuperações de solos degradados, aumentando a matéria orgânica nos solos, conseguindo manter esse padrão de qualidade de solo a longo prazo. 
Hoje a fazenda de quase mil hectares encontra-se totalmente adotada com os sistemas de integração. Esse estudo auxiliará principalmente na divulgação do modelo da fazenda, a fim de contribuir para a disseminação do sistema na região e no país. 
Produtos 
A última safra no Brasil foi marcada pelo aumento de algumas pragas como a helicoverpa e a falsa medideira e contou com o crescimento de soluções para esse tipo de controle fitossanitário. Porém, o crescimento mais significativo está relacionado aos fungicidas, que na ferrugem asiática, por exemplo, continua figurando como o maior problema para os sojicultores e pode dizimar até 80% das lavouras. 
Neste cenário, o fungicida OrkestraTMSC teve seu melhor desempenho. Lançado no segundo semestre de 2013, o produto tem recomendação ao controle das principais doenças que assolam a cultura da soja, especialmente a ferrugem asiática. O fungicida tem sido apresentado aos sojicultores dentro do chamado “Sistema AgCelence Soja – SAS”, modelo de manejo fitossanitário exclusivo, integrado e sequencial de produtos da companhia que, além do controle de pragas e doenças, promove incremento de produtividade da ordem de 10% ou três sacas a mais por hectare. “De acordo com o Sindiveg, a safra de grãos em 2014 registrou novo recorde de 195,47 bilhões de toneladas, um ganho de 6,81 milhões se comparado a 2013. Ou seja, esse aumento só foi possível graças ao uso de tecnologias como do SAS“, complementa Francisco Verza. 
Com a introdução de Orkestra no SAS o modelo tornou-se ainda mais eficiente, já que o fungicida possui efeito “blindagem”, ou seja, protege a planta de soja por mais tempo de importantes doenças e é responsável por acelerar ainda mais a produtividade da cultura pela ação conjunta de dois princípios ativos diferenciados: o fluxapiroxade, uma carboxamida, e a molécula F500, com efeitos comprovados de eficiência fisiológica nas funções orgânicas da planta, com destaque para o aumento da produtividade. 
Nas últimas safras brasileiras mais de 150 milhões de hectares já foram tratados com produtos que apresentam os efeitos AgCelence®, isto é, com os benefícios da molécula F500. 
Os outros dois produtos presentes nesse modelo de manejo oferecido por meio do Sistema AgCelence Soja são Standak® Top e Opera®. O primeiro, de dupla ação (fungicida e inseticida), protege as sementes e as deixa com características determinantes para que o desenvolvimento inicial tenha consequências diretas na qualidade final das plântulas, auxiliando para garantir mais vigor e enraizamento. O segundo é essencial no combate de importantes doenças da cultura. 
Outras recentes soluções para o manejo de soja da BASF é a campanha Comando Antipragas, que prevê técnicas de manejo integrado de pragas cujo funcionamento também se dá com base em três inseticidas: o Fastac® Duo, que controla importantes percevejos que deformam plantas e promovem a má formação dos grãos; Pirate® que possui ação translaminar, ou seja, quando aplicado numa face da folha, exerce sua toxidez contra insetos alojados inclusive na outra face, combatendo de forma eficiente a Helicoverpa; e Nomolt® 150, que também age contra lagartas, sendo eficiente no controle de importantes pragas mastigadoras. 
Outro produto que alterou a forma como se tratava as ervas resistentes no País foi o herbicida Heat®. Durante mais de 10 anos o setor não lançava um produto novo para o controle das daninhas, especialmente a Buva. O produto é posicionado para uso na dessecação, que é um dos principais momentos no qual o agricultor deve eliminar as ervas daninhas para proporcionar a emergência “no limpo” das principais culturas como soja, arroz, milho, trigo e algodão, além do manejo de plantas daninhas em pós-emergência nas culturas do arroz, cana-de-açúcar e algodão em jato dirigido, e da dessecação pré-colheita para as culturas da batata e algodão. 
Cultivance – a nova arma do sojicultor para o manejo de resistência 
A BASF e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) obtiveram recentemente a aprovação de exportação por parte da União Europeia para exportar a soja Cultivance®, tecnologia do Sistema de Produção Cultivance®. Esta autorização era fundamental para que as empresas começassem a fase de comercialização das sementes no Brasil, uma vez que o bloco europeu é um importante comprador da soja nacional. 
O Sistema de Produção Cultivance® é resultado de uma parceria entre a BASF e a Embrapa, que combina cultivares de soja geneticamente modificada, de grande potencial genético, ao uso de herbicidas de amplo espectro para controle de plantas daninhas de folhas largas e gramíneas, configurando um novo sistema de produção. 
O Sistema de Produção Cultivance® foi desenvolvido com o objetivo de atender a todas as regiões do País. As duas empresas preparam o lançamento comercial da tecnologia para o segundo semestre de 2015. Em um primeiro momento, ele estará disponível para parte das regiões produtoras de soja do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Paraná. 
“A tecnologia oferecerá aos agricultores uma nova opção para o manejo de plantas daninhas, já que Cultivance® será uma opção aos produtores brasileiros, principalmente para aqueles que enfrentam problemas com as plantas de difícil controle. É uma forma do agricultor ter uma nova opção para rotacionar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, evitando assim a seleção de plantas resistentes, o que a torna uma importante alternativa às já existentes”, afirma Francisco Verza. 
A soja Cultivance® passou por diversos estudos agronômicos, ambientais e de equivalência nutricional que atestaram sua segurança para o cultivo, consumo humano e para consumo animal. 
A expectativa é que ainda este ano os primeiros produtores tenham acesso à tecnologia. A distribuição levará em conta as características técnicas das cultivares que estarão disponíveis no mercado a partir da safra de verão 2015/2016. 
AgMusa – uma revolução no mercado sucroenergético 
Lançado pela empresa em 2013, o AgMusaTM (Agricultura de Mudas Sadias) chegou ao mercado como um sistema inovador de produção e plantio de mudas sadias de cana-de-açúcar com uso de variedades nobres, garantindo sanidade, por meio de técnicas simplificadas de plantio que resultam no aumento de produtividade dos viveiros e canaviais. 
Nestes dois anos, a BASF consolidou a tecnologia AgMusa junto ao mercado e incrementou fortemente o serviço graças à boa aceitação. Prova disso são as sete patentes já estabelecidas dentro do oferecimento da tecnologia. Hoje já são mais de 50 clientes do serviço, entre usinas e outros fornecedores, que é oferecido desde a matéria-prima ou material varietal com sanidade, passando pela extração de gemas, tratamento das mudas até o plantio e o acompanhamento do canavial, de acordo com o modelo escolhido pela cliente. 
Entre as principais vantagens da adoção do serviço estão uma maior velocidade de introdução de uma nova variedade, produtividade maior (entre 20 e 30%), melhor qualidade sanitária do material a ser multiplicado e um menor investimento em áreas de viveiro de cana. 
Dentre os ganhos tecnológicos ocorridos no período valem ressaltar: a recomendação do sistema em meiosi e a utilização de biofábrica (móvel). O plantio em Meiosi ou “método inter-rotacional”, consorciado às culturas de soja ou amendoim prevê a integração de duas culturas com o objetivo de proporcionar a rotação de área e benefícios agronômicos. A formação de um canavial a partir de mudas AgMusa elimina a possibilidade de levar pragas como Sphenophorus levis para a área em formação, além de garantir a sanidade em relação às doenças como raquitismo e escaldadura. Além disso, a rotação de culturas reduz a pressão de pragas e incrementa a rentabilidade do agricultor, já que o custo por hectare formado é reduzido à medida que o sistema proporciona um aumento de produtividade entre 20% e 40% do viveiro. O produtor pode ainda obter ganhos adicionais com o cultivo intercalar e benefícios técnicos relacionados ao uso do solo. Outra vantagem é a sinergia com os químicos utilizados para o plantio da cultura de ciclo rápido. 
Já a utilização da biofábrica móvel no modelo de negócio tem por objetivo realizar a originação de material genético de cana, utilizando-se de gemas da planta de variedades definidas previamente e na própria usina. A ferramenta possui tecnologia de extração de gemas da cana, alto rendimento e figura com uma das principais patentes geradas. Para que se tenha uma ideia, uma única unidade móvel de biofábrica é capaz de gerar 40 mil gemas/dias (pequenos pedaços do broto). 
A BASF segue investindo fortemente na tecnologia AgMusa nas áreas técnicas e desenvolvimento de equipamentos que aumentam o rendimento na produção e plantio. Com isto, tem conseguido incrementar em escala e fortalecer as áreas e o acesso a novos clientes. O grande desafio para tornar a tecnologia ainda mais acessível é obter um maior banco de variedades para atender o mercado e a adequação da estrutura da fazenda para implementar no campo um novo método de plantio de cana. 
“O desafio agora é tornar a tecnologia ainda mais acessível por meio de um maior banco de variedades, visando nos adequarmos melhor à estrutura de cada cliente“, conclui Verza.
Sobre a BASF 
Na BASF nós transformamos a química – e estamos fazendo isso há 150 anos. Nosso portifólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance e para proteção de cultivos, até petróleo e gás. Como empresa química líder mundial, nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias atender às atuais e futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando nutrição saudável e melhoria da qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa proposição corporativa: “We create chemistry for a sustainable future” – Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de mais de €74 bilhões em 2014 e contava com mais de 113 mil colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.br ou nos perfis corporativos da empresa no Facebook (BASF Brasil) e no Twitter (@BASF_brasil). 
Sobre a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF 
Com vendas de mais de €5.4 bilhões em 2014, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF oferece soluções inovadoras em proteção de cultivos, tratamento de sementes e controle biológico, bem como inovações no gerenciamento de nutrientes e saúde da planta. Seu portfólio inclui também produtos para gramado e plantas ornamentais, controle de pragas e saúde pública. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma líder inovadora e aliada dos agricultores na proteção e melhoria de produtividade das culturas, o que lhes permite produzir alimento de alta qualidade de forma mais eficiente. Ao oferecer novas tecnologias e conhecimento, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF apoia os produtores a construírem uma vida melhor para si mesmos, suas famílias e comunidades. Mais informações podem ser obtidas no site www.agro.basf.com ou por meio de nossos canais das mídias sociais. 

Fonte: Assessoria

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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG

Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

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Foto: Divulgação

É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.

“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.

Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.

O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.

“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.

É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.

Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.

Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.

“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Santa Catarina lança Coopera Agro SC e libera até R$ 1 bilhão em crédito para produtores

Programa oferece juros fixos, carência de dois anos e prazo de até oito anos para impulsionar investimentos em suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias.

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Anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos - Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

Mais crédito, menos custo e mais tempo para investir. É com essa lógica que o Governo de Santa Catarina lançou o Programa Coopera Agro SC, que vai fomentar até R$ 1 bilhão em financiamentos destinados para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias. Esse é um dos maiores programas estaduais do país de financiamento para o agronegócio, no setor de proteína animal. O lançamento foi realizado pelo governador Jorginho Mello nesse sábado, 28, na abertura da 19ª ExpoCampos 2026, em Campos Novos.

O Coopera Agro SC tem potencial de gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico, criar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 120 mil produtores rurais em Santa Catarina. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, dois anos de carência e oito anos para quitação.

“O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia. Vamos alavancar e estimular projetos que trarão retorno com mais renda e geração de empregos para esse setor tão importante, que leva a proteína animal para mais de 150 países”, destacou o governador Jorginho Mello.

Instituído pela Lei nº 19.666 e sancionado pelo governador Jorginho Mello em dezembro de 2025, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a construção teve participação efetiva da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O objetivo é ampliar a competitividade do campo, destravar investimentos e promover desenvolvimento sustentável em todas as regiões catarinenses.

Os financiamentos serão destinados prioritariamente a projetos de infraestrutura de produção, gestão hídrica e melhoria da eficiência produtiva; modernização tecnológica e automação; sustentabilidade ambiental e redução de emissões e produção de insumos estratégicos para o agronegócio catarinense.

“O programa oferece condições reais para que os produtores, cooperativas e agroindústrias possam investir e crescer. É resultado de um intenso estudo do Governo do Estado para atender na ponta as reais necessidades da cadeia de proteína animal”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Produtores

O Coopera Agro SC vai possibilitar a expansão pra muita gente. Sonhos vão poder sair do papel, como os do produtor rural Eduardo Elias Port, da cidade de Concórdia. Ele e a família criam suínos, na fase de terminação (próximo ao abate). O pensamento é usar o possível financiamento para aumentar a produção e trazer mais tecnologia nos equipamentos da granja. Mas, para ele, outro fator importante da iniciativa do Governo é possibilitar a sucessão familiar, afastando a necessidade do jovem abandonar o campo em busca de emprego nas grandes cidades.

“Eu acredito que é fundamental, até pelo fato do jovem hoje não estar querendo ficar muito no campo, né? Então, o governo colocando novas linhas, eu acredito que ajudaria muito ao jovem ficar na propriedade também”, avalia o jovem produtor.

Ainda em Concórdia, o produtor rural Anselmo Antônio Ludea tem criação de aves e porcos. Depois de quarenta anos de trabalho, ele produz hoje 90 mil frangos, 7,5 mil suínos, além do milho que planta em cerca de 30 hectares. Tudo conquistado com muito suor e financiamentos diversos, mas que hoje em dia cobram juros altos e adiaram o sonho da expansão. Com a chegada do Coopera Agro SC, a intenção é voltar a expandir o negócio.

“Eu acho que vem em boa hora porque assim eu tinha um projeto para cinco aviários, era para ser feito ano passado, 2025. Não viabilizou por causa do juro muito alto, não dá viabilidade, então a gente deu um passo para trás e parou. Agora com essa nova modalidade, eu acho que a gente vai refazer as contas e acredito que seja viável. Isso aumentaria duas vezes ou mais do que eu tenho, porque seria 250 mil aves que iriam nesses cinco aviários”, comemora Anselmo.

Operacionalização

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e BRDE, por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. Os recursos serão viabilizados por meio de subprogramas de crédito operados pelo BRDE, com aporte de até R$ 200 milhões do Estado e até R$ 800 milhões do setor privado, inclusive com a possibilidade de utilização de créditos acumulados de ICMS.

O programa é constituído por um Comitê Gestor do Programa Coopera Agro SC, com representantes da Sape, da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e do BRDE, responsável por acompanhar a execução do programa, monitorar resultados e propor aperfeiçoamentos. Para acessar o programa, os produtores devem entrar em contato com as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados.

Trabalho integrado

O Programa contou com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teve papel central na concepção, coordenação e estruturação da iniciativa. Por meio do Escritório de Projetos de Santa Catarina (Eproj), contribuiu diretamente na elaboração do projeto, na modelagem da solução e também na construção dos instrumentos legais necessários à sua viabilização, incluindo a minuta da Lei e do Decreto que darão sustentação normativa à ação. O resultado é um programa robusto, com elevada segurança jurídica, modelo operacional simplificado e forte capacidade de replicação, posicionando Santa Catarina como referência nacional em políticas públicas inovadoras voltadas ao agronegócio.

Fonte: Assessoria Secom GOVSC
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026

Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

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Foto: Shutterstock

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.

Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.

A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.

A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.

Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.

“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.

Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.

Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.

Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.

Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.

“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.

Fonte: Assessoria Sindirações
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