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Bandeira Pão de Açúcar amplia campanha para a 4ª SNCS
Para a 4ª edição da Semana a rede espera um crescimento de 20% nas vendas
Engajada com a campanha da 4ª Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), a bandeira Pão de Açúcar preparou uma série de ações para impulsionar o consumo da proteína no período de 13 a 29 de setembro. Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) em parceria com o GPA, a SNCS tem como objetivo estimular o crescimento de vendas em 20% na categoria em relação ao ano passado.
O destaque da campanha nas lojas de todo o país é uma das principais frentes de atuação da 4ª SNCS. Os cortes ganharam destaque nas gôndolas, com bandejas que levam a etiqueta “Especial Suínos”, além de wobblers, banners, folders e placas que evidenciam as principais ofertas da Semana e trazem informações sobre a proteína. Nesse âmbito, o Pão de Açúcar também preparou a Revista Especial Suínos, que traz dicas e informações sobre a versatilidade de cortes e demais produtos derivados da proteína e a Revista Pitadas, com o tema "onda saudável".
No período da campanha, as rotisseries também passam a dar ênfase a pratos feitos à base de carne suína com o objetivo de incentivar os consumidores a conhecer a versatilidade e as diversas formas de preparo da proteína. Ainda, com foco no atendimento aos clientes, a rádio interna de cada unidade apresenta chamadas com dicas para reforçar a ação em loja.
O investimento da bandeira na 4ª SNCS também fica evidente no volume de oficinas gastronômicas que serão realizadas. Ao invés de 16, como ocorreu ano passado, foram feitas 96 ações e lojas de diferentes e importantes regiões do país, conquistando cerca de 1200 clientes. A multiplicação das oficinas se deve a inserção da ação no já consagrado formato do Pitadas ao Vivo, que para a Semana foi intitulado de “Mais Carne Suína”.
Os meios digitais são fortes aliados na divulgação da 4ª SNCS. Tanto o Facebook quanto o Instagram ativam a campanha por meio de anúncios de produtos, dicas e benefícios do consumo da carne suína. Além disso, o site do Pão de Açúcar está com um banner em uma página exclusiva para a campanha, tudo para que os clientes que buscam o delivery da rede tenham ainda mais facilidade e comodidade na hora das compras. Adicionalmente, os participantes do programa de relacionamento Pão de Açúcar Mais recebem e-mails informativos sobre a campanha e descontos exclusivos.
Outra novidade desse ano é que os anúncios nas mídias impressas, como nos jornais Folha de São Paulo e O Globo, apresentam conteúdo especial além das ofertas. O material agrega informações aos clientes sobre os benefícios de consumir a proteína e dicas do produto. Um spot – peça sonora utilizada em rádios – também está sendo veiculado na CBN São Paulo, no qual os ouvintes podem conferir a chamada da campanha no intervalo do Jornal da CBN 1° Edição das 6h às 9h30 de segunda à sexta-feira, além de reproduzir em horários alternativos durante toda a programação de 12h às 20h.
Segundo David Buarque, gerente comercial do GPA, o Pão de Açúcar foi a rede do grupo que mais inovou para a 4ª SNCS. “Elaboramos um material exclusivo para carne suína explicando sua origem, formas ideais de preparo e também destacando as ofertas de produtos in natura, temperados, defumados e embutidos. Além disso, reforçamos a campanha nas redes sociais porque entendemos que estes meios são fundamentais para conversarmos com o consumidor, fazendo com que eles discutam os mitos e verdades sobre a proteína”.
Para Lívia Machado, coordenadora de Marketing da ABCS, a ampliação da campanha da bandeira Pão de Açúcar demonstra todo o potencial e espaço de crescimento que a carne suína tem no mercado brasileiro. “A campanha que conseguimos criar junto ao departamento de marketing da bandeira é muito ampla. Os consumidores serão impactados por diversos meios e todas as mensagens são educativas sobre a carne suína. É inédito o que estamos fazendo através dessa parceria com o maior grupo de varejo da América Latina porque em escala impactaremos milhões de consumidores com esse trabalho".
Fonte: Assessoria

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Esmagamento recorde redesenha equilíbrio entre óleo e farelo em 2026/27
Brasil, Estados Unidos e Argentina ampliam processamento e elevam a disponibilidade dos derivados.

O segundo semestre de 2026/27 projeta um cenário de maior oferta no complexo soja e tendência de preços mais baixos para parte dos derivados, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.
Para o período, o óleo de soja deve seguir relativamente mais valorizado em relação ao farelo. O suporte vem principalmente da demanda ligada aos biocombustíveis e da correlação com o petróleo, que também adiciona volatilidade ao mercado, como observado no recuo registrado no fim de maio em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã.

Foto: Shutterstock
Já o farelo de soja tende a enfrentar pressão maior devido ao aumento da oferta global. O esmagamento deve atingir níveis recordes nos Estados Unidos, no Brasil e na Argentina, ampliando a disponibilidade do derivado. Apesar disso, as exportações brasileiras de farelo já superam o ritmo do ano passado, indicando demanda firme no mercado externo.
Na Argentina, o line-up de farelo de soja para junho aponta embarques próximos de 1,8 milhão de toneladas, abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em maio. No acumulado do ano, as exportações somam 6,5 milhões de toneladas, ainda 7,5% abaixo do mesmo período do ciclo anterior. A expectativa, no entanto, é de retomada do ritmo nas próximas semanas.

Foto: Divulgação
Com a redução gradual dessa diferença em relação ao ano passado, a tendência é de aumento da concorrência no mercado internacional e maior pressão sobre os prêmios brasileiros, especialmente entre junho e agosto.
A boa oferta sul-americana, combinando maior esmagamento e maior disponibilidade de farelo e óleo, deve manter o abastecimento global confortável nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, os contratos futuros do óleo em Chicago indicam viés de queda nas cotações, refletindo a expectativa de maior oferta no segundo semestre e um mercado considerado invertido.
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Mapa cria grupo para monitorar impactos do El Niño e regulamenta coprodutos do etanol de milho
Portarias assinadas durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027 tratam da gestão de riscos climáticos e estabelecem regras para produtos destinados à alimentação animal.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na terça-feira (30), duas portarias voltadas à gestão de riscos climáticos e à cadeia do etanol de milho. As medidas foram assinadas durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027, em Brasília.
Uma das portarias cria um Grupo de Trabalho (GT) para avaliar os impactos do fenômeno El Niño sobre a produção agropecuária brasileira e elaborar estratégias de mitigação e proteção aos produtores rurais.

Foto: Percio Campos/Mapa
O grupo será formado por representantes do Ministério da Agricultura, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa. Entre as atribuições estão identificar as regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno climático, com foco em culturas como soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.
Além do diagnóstico, o GT deverá propor medidas de adaptação e mitigação, bem como elaborar estudos técnicos para subsidiar ações de enfrentamento dos impactos climáticos sobre a agropecuária.
A segunda portaria estabelece, pela primeira vez, o padrão oficial de identidade e qualidade para produtos da biorrefinaria de milho e de outros cereais amiláceos destinados à alimentação animal, entre eles o DDG (grãos secos de destilaria), coproduto da produção de etanol de milho.
A regulamentação define os requisitos de identidade e qualidade desses produtos, além de padronizar critérios de classificação, rotulagem e fiscalização. A norma também estabelece conceitos relacionados aos produtos da biorrefinaria e às unidades industriais responsáveis pelo processamento de milho e outros cereais para a produção de etanol.
Segundo o Ministério da Agricultura, a medida busca ampliar a segurança jurídica para produtores, indústrias e compradores, além de fortalecer a cadeia do etanol de milho e ampliar as oportunidades de comercialização de seus coprodutos.
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Fretes rodoviários permanecem em alta impulsionados pela safra recorde
Boletim Logístico da Conab aponta demanda aquecida pelo transporte de grãos, mesmo após o pico da colheita da soja. Paraná registra pressão sobre custos em rotas específicas.

A perspectiva de uma safra recorde de grãos segue sustentando os preços dos fretes rodoviários em importantes corredores logísticos do país. A avaliação consta no Boletim Logístico de junho, divulgado na terça-feira (30) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o levantamento, o mercado de transporte permaneceu aquecido mesmo após o encerramento do período de maior intensidade da colheita da soja, quando normalmente seria esperada uma redução na demanda e, consequentemente, nos preços dos fretes.

Foto: Márcio Ferreira
De acordo com a Conab, a produção recorde de soja, com acréscimo de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, continua impulsionando a necessidade de transporte de grãos, mantendo os valores dos fretes próximos aos registrados entre fevereiro e março, período de maior movimentação da safra.
Em Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, os preços apresentaram apenas pequenas oscilações em comparação com o mês anterior e permaneceram em níveis elevados.
Em Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte também continuou forte em maio, sustentada pelo fluxo de escoamento da produção e pelas negociações voltadas ao mercado externo, mesmo após o fim da colheita da safra de verão.
No Distrito Federal, os fretes agrícolas registraram alta moderada ao longo de maio. O avanço foi influenciado pelo aumento do custo do diesel e pela continuidade do transporte das safras de soja e milho produzidas no Centro-Oeste.
No Maranhão, a Conab também verificou aumento nos preços dos fretes. Em maio, a colheita da soja alcançou 92% da área cultivada, enquanto a do milho chegou a 27%. O avanço das colheitas intensificou a movimentação de grãos por rodovias e ferrovias, tanto para abastecimento interno quanto para exportação pelo Porto do Itaqui. Nesse cenário, os fretes subiram cerca de 1,2% em relação a abril.

Foto: Divulgação
No Paraná, o boletim aponta variações pontuais nos fretes em comparação com abril, com pressão sobre os custos em rotas específicas. O cenário foi influenciado pelo preço médio do diesel S-10, cotado a R$ 6,38 por litro, e pela elevada demanda sobre a infraestrutura de transporte rodoviário.
Em contrapartida, Goiás e Bahia registraram redução na movimentação de fretes durante maio. A desaceleração acompanhou o calendário agrícola, marcado pelo encerramento da colheita da soja e pelo período que antecede a intensificação da colheita do milho de segunda safra.
Situação semelhante foi observada no Piauí, onde os preços dos fretes recuaram em relação a abril. Segundo a Conab, a queda está associada à redução de 22% nas exportações de soja, equivalente a 64 mil toneladas a menos embarcadas.
Em São Paulo, os fretes também apresentaram recuo após as altas registradas no início do ano. A redução foi atribuída à queda nos custos do diesel e à menor demanda da indústria, apesar da continuidade do ritmo aquecido do agronegócio.
Exportações

Foto: Cláudio Neves
Os embarques brasileiros de milho somaram 7,5 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, acima dos 6,1 milhões registrados no mesmo período de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Do total exportado, 33,5% passaram pelos portos do Arco Norte. O Porto de Santos respondeu por 26,5% dos embarques, seguido por Paranaguá, com 9,6%, e Rio Grande, com 19,5%.
As exportações de soja alcançaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado até maio. Os portos do Arco Norte concentraram 38,5% do volume embarcado, enquanto Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul com 4,5%.
Fertilizantes

Foto: Claudio Neves
O boletim também mostra que as importações brasileiras de fertilizantes somaram 15,05 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.
Segundo a Conab, as compras realizadas em maio foram as menores para o período desde 2022. O documento destaca que os elevados custos dos fertilizantes, as incertezas relacionadas ao cenário no Oriente Médio e os impactos esperados do fenômeno El Niño continuam sendo fatores de atenção para a produção agrícola mundial.
Além da análise do mercado logístico, o Boletim Logístico de junho reúne informações sobre a movimentação dos estoques da Conab realizada por transportadoras contratadas por meio de leilão eletrônico.
