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Balança comercial do agronegócio apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões em novembro

No acumulado de 2021, setor registrou saldo positivo de US﹩ 96,6 bilhões

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Foto: Arquivo - O Presente Rural

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta sexta-feira (10/12), análise do comércio exterior do agronegócio brasileiro, com dados de novembro. Enquanto a balança comercial total (com produtos de todos os setores) registou déficit de US﹩ 1,3 bilhão, a balança comercial do setor apresentou superávit de US﹩ 6,9 bilhões. No acumulado do ano, o setor registrou saldo positivo de US﹩ 96,6 bilhões, ou seja, US﹩ 14,8 bilhões acima do acumulado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, os demais setores da economia apresentaram déficit de US﹩ 39,5 bilhões de janeiro a novembro deste ano.

Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US﹩ 8,4 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações do setor cresceram 10,5% frente a novembro de 2020, atingindo US﹩ 1,4 bilhão no mês.

A safra recorde da soja motivou o resultado positivo do setor em novembro. A soja em grãos cresceu 80,2% em quantidade e 150% em valor frente ao mês de novembro do ano passado, enquanto o óleo de soja – que tem menor participação que a soja em grãos, mas que está entre os principais produtos exportados – teve alta de 965,8% em quantidade e 1.653,5% em valor.

Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou quedas em outros produtos. Após a suspensão da compra de carne bovina do Brasil pela China desde setembro deste ano, esta proteína animal teve queda de 41,5% no valor e 49,2% em quantidade. Houve ainda queda de 16,3% no valor e 9,8% na quantidade da carne suína, resultante também da queda da demanda chinesa, decorrente em parte da recomposição parcial do rebanho doméstico. Essa recuperação inesperada da oferta chinesa de carne suína já havia reduzido as importações brasileiras em setembro e outubro. Sendo o Brasil o maior fornecedor da China de carne suína, a diminuição dos embarques impacta diretamente o desempenho brasileiro deste produto. Segundo a Administração Geral de Aduanas da China, até agosto, a média mensal de importação dessa proteína era de US﹩ 1,0 bilhão. Em setembro caiu para US﹩ 495 milhões, e em outubro para US﹩ 455 milhões.

Além das carnes, em novembro, houve queda acentuada no milho, no algodão e no café – 49,6%, 50,1% e 35,7% em quantidade e 41,7%, 42,0% e 0,9% em valor, respectivamente. O açúcar exportado apresentou queda apenas na quantidade (8,2%). As exportações do café e açúcar foram impactadas pela restrição de oferta, resultado dos problemas climáticos e da bienalidade negativa – no caso do café – na última safra. A dificuldade de encontrar fretes marítimos e a resistência dos compradores internacionais em fechar as compras com altas cotações agravaram também a comercialização desses dois produtos.

A exportação dos principais produtos do agronegócio apresentou crescimento significativo em termo de valor, com exceção do milho, no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período de 2020. Em quantidades, as quedas mais significativas foram no milho (-42,5%), no açúcar (-8,8%) e na carne bovina (-8,1%).

Os preços médios dos produtos do setor, que já apresentavam sinais de melhora nos meses anteriores, em novembro, estiveram acima dos praticados em 2020. Na comparação com novembro do ano passado, alguns desses produtos tiveram crescimento superior a 33% no valor: café (+54,1%), soja em grão (+38,7%) e carne de frango (+33,4%). Essa recuperação mostra que a alta dos preços internacionais das commodities foi percebida nas mercadorias embarcadas no Brasil.

De acordo com a pesquisadora associada do Ipea, Ana Cecília Kreter, que redigiu a nota em coautoria com Rafael Pastre, “para as proteínas animais, a tendência é de desaceleração do crescimento, com preços ainda em alta no primeiro trimestre de 2022”, disse. Segundo ela, 2021 tem sido um ano de apreciação de preços no mercado internacional, com efeitos equivalentes no mercado interno. “Entre os principais fatores apontados pelas altas observadas este ano, encontram-se: a demanda aquecida, principalmente de grãos e proteínas animais, o comprometimento de algumas safras, como a de café e de açúcar, e as dificuldades logísticas”, avaliou.

Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, “essa análise contribui para uma visão mais detalhada do setor agropecuário, que vem ganhando relevância no cenário internacional ao longo dos anos”, examinou. “As exportações do agronegócio são fundamentais para o resultado positivo da balança comercial brasileira. Sem isso, o país teria déficit”, conclui o diretor.

Acesse a íntegra da análise

Fonte: IPEA
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Instituto de Ovos Brasil homenageia Jornal O Presente Rural durante SIAVS 2022

Prêmio é um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelo veículo de comunicação para levar informações ao setor produtivo.

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Diretor de Comunicação e Marketing de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, recebeu o prêmio das mãos do diretor da Aves da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo, Nélio Hand, e do presidente do IOB, Edival Veras - Foto: Divulgação

O Jornal O Presente Rural foi homenageado em cerimônia realizada, nesta quarta-feira (10), durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), que acontece no Parque Anhembi, na cidade de São Paulo (SP).

O Troféu Imprensa é um reconhecimento do Instituto de Ovos Brasil (IOB) pelo trabalho desenvolvido pelo veículo de comunicação para levar informações ao setor produtivo.

O diretor de Comunicação e Marketing do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, recebeu o prêmio das mãos do diretor da Aves da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo, Nélio Hand, e do presidente do IOB, Edival Veras, destacando sua importância. “É uma honra ter recebido esse prêmio, nos sentimos muito lisonjeados com esse reconhecimento do Instituto de Ovos Brasil, entidade que atua para esclarecer a população sobre as propriedades nutricionais do ovo e os benefícios que este alimento proporciona à saúde, além de desfazer mitos sobre seu consumo. Buscamos constantemente levar conhecimento através das páginas do Jornal O Presente Rural ou das nossas plataformas digitais, com informações relevantes ao setor e esse prêmio mostra o reconhecimento do nosso trabalho, desempenha com ética e profissionalismo para contribuir com o desenvolvimento de todos os elos da cadeia produtiva”, ressaltou.

A programação do SIAVS 2022 segue até esta quinta-feira (11), com a Feira de Negócios e palestras.

Fonte: O Presente Rural
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Lançamento da primeira burrata gaúcha de leite de búfalas será realizada na Expointer

Ascribu também promoverá na feira julgamento, seminário técnico e leilão da raça, além de mostra nacional de queijos de búfala.

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Foto: AgroEffective/Divulgação

Serão três as cabanhas que irão expor seus búfalos na Expointer. Elas vão apresentar o potencial da carne e do leite resultantes da criação de bubalinos. A Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu) também organizou um seminário e irá realizar a 2ª Mostra Nacional do Queijo de Búfalas, durante a feira, com o lançamento da primeira burrata gaúcha, de leite de búfalas.

A programação da entidade, em Esteio, inicia com o julgamento da raça. Os animais serão analisados pelo presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), Caio Rossato, e pelo criador Jonas Assumpção. Os animais estarão em pista no dia 31, a partir das 14h. No dia seguinte, será realizado o leilão da raça, marcado para às 19h. Ainda durante a tarde, os criadores e interessados nos búfalos de corte ou de leite, estão convidados a participarem de um seminário. O encontro será no auditório da Federacite e está marcado para às 14h.

A presidente da Ascribu, Desirrè Müller, também destaca a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, juntamente com os demais expositores. Além das três cabanhas, a Panorama, de Camaquã, Herdade, Gravataí, a Búfalas do Pampa, de Rosário do Sul, apresentará um touro em parceira com o Grupo de Estudos de Bubalinocultura (Gebu) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). “Este touro representa uma grande conquista, pois em 2018, a Ascribu doou oito animais para a universidade e hoje eles já têm 33 bubalinos para estudo, e nós temos o compromisso de fazer a troca dos touros”, conta a dirigente. Este ano, a Búfalas do Pampa forneceu o touro da raça Murrah, puro, para o Gebu.

Também está prevista a participação da carne de búfalo no Vitrine da Carne Gaúcha. O espaço, tradicionalmente ocupado pelo que há de melhor na pecuária do estado, chama muito a atenção do público da feira, atraído pelo odor dos pratos em produção. A participação dos búfalos na Vitrine será na tarde do dia 3 de setembro, a partir das 16h30min.

Fonte: Ascom
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Representantes do Mapa visitam Espírito Santo e conhecem o trabalho da avicultura capixaba

Comitiva percorreu alguns municípios para conhecer mais do setor agropecuário estadual, com destaque para a avicultura de postura comercial do município de Santa Maria de Jetibá. 

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O Espírito Santo recebeu no fim de julho a visita de um grupo dos representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que percorreram alguns municípios e conheceram mais do setor agropecuário estadual, com destaque para a avicultura de postura comercial do município de Santa Maria de Jetibá.

Em solo capixaba, os representantes vivenciaram mais da realidade da agricultura, pecuária e avicultura e também conheceram as ações da Superintendência do Mapa no Estado. No dia 28 de julho, a equipe se reuniu na sede da Superintendência, em Vitória, com os representantes locais do Mapa e de diversas entidades do agro capixaba. O grupo do Mapa foi formado por José Guilherme Tollstadius Leal, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa;
Ana Lúcia de Paula Viana, diretora Dipoa/Mapa; Arildo Pinto da Cunha, chefe do 4º Sipoa; Mara Papini, secretária executiva adjunta; Rosinalva Gomes, coordenadora geral das Superintendências; Fábio Florêncio, coordenador geral do Vigiagro; Celso Gabriel, coordenador do 4º Vigiagro; Clerio Alves, chefe da Serviço Vigiagro-SD3; Aureliano Nogueira, superintendente do Ministério da Agricultura no Espírito Santo; Raphael Conde, chefe do Sifis; Flávio Marquini, chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural; Allan Rogério Alvarenga, affa da DINSP; Fabiana Gasperazzo Barbosa, agente de Inspeção do INSP/ES; Winnie Luiza dos Santos, AFFA do INSP/ES; Letícia Meireles Alves, chefe do SISA.

A equipe também realizou visitas às granjas do município Santa Maria de Jetibá e se reuniu com produtores, responsáveis técnicos e demais atores da avicultura de postura local para debater as demandas e o cenário da atividade.

O encontro, que aconteceu na Câmara Municipal, contou com a participação de representantes da AVES, como o diretor executivo, Nélio Hand, que em sua fala levantou vários pontos do trabalho da entidade junto a avicultura capixaba e as necessidades do setor, destacando a evolução da avicultura capixaba no contexto sanitário; os desafios do setor; os desafios locais; as perspectivas para a avicultura; além dos avanços e pontos críticos, externando especialmente a preocupação com produtores de pequeno porte.

Nélio ressaltou também a necessidade de se debater essas pautas e buscar soluções e ajustes para os pontos levantados.

“Ficamos felizes com a iniciativa  do Mapa, em nos visitar e conhecer melhor a realidade da avicultura capixaba. Essa aproximação é muito importante para entendermos melhor o trabalho do MAPA e como devemos levar à frente as nossas demandas, além do próprio Mapa, em suas maiores instâncias, conhecer as grandezas, os anseios  e os desafios do setor. Percebemos a sensibilidade dos representantes do órgão oficial  quanto à necessidade de haver um nivelamento de informações”, disse Nélio.

Superintendente do Mapa no Espírito Santo (SFA-ES), Aureliano Nogueira destaca que o objetivo das visitas dos representantes do órgão federal foi dar voz às prioridades e demandas do setor avícola capixaba. “Um dos maiores destaques do evento foi ouvir às prioridades e demandas do setor avícola capixaba e estabelecer um contato direto com a Secretaria Executiva do MAPA e todo time para destacar, enfatizar a importância e prioridades do setor e sua grande representatividade na geração de empregos e renda e economia no Espírito Santo”, disse.

Ele também explica a importância de o grupo ter conhecido a rotina das granjas do Estado. “As visitas às granjas e estabelecimentos registrados com SIF em Santa Maria de Jetibá e a reunião na Câmara Municipal foram um marco histórico para ouvir, de todo o setor de avicultura, as demandas, necessidades e prioridades e oportunizar a todo o setor um relato sobre a legislação; atualizações; sistemas e avanços do Ministério da Agricultura para desburocratizar e agilizar o atendimento ao setor. As expectativas da programação com a equipe do MAPA foram superadas muito por conta da grande interação e participação do setor e em especial a AVES que esteve presente com a diretoria e a equipe técnica”, explicou Aureliano.

Proximidade com o setor

Diretora do 4º Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Ana Lúcia de Paula Viana – Fotos: Divulgação

Diretora do 4º Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Ana Lúcia de Paula Viana fez um balanço do que conseguiu visualizar durante sua visita às granjas do Estado. “O setor avícola capixaba tem uma grande importância e representatividade na produção avícola nacional. Desde 2017, o Dipoa vem trabalhando para que o setor do Estado possa se adequar às regras nacionais vigentes, tentando ao máximo simplificar os processos de registro de estabelecimentos classificados como granja avícola, que passou a ser automático em 2020. Foi realizada uma força-tarefa do Dipoa e do 4º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal para agilizar o registro desses estabelecimentos, o que aumenta a possibilidade de buscar novos mercados de forma competitiva. Percebi na visita que há uma grande preocupação e compromisso dos produtores com o cumprimento das regras, evitando possíveis sanções aplicadas pela fiscalização”, declarou a representante do Dipoa.

Ana Lúcia enfatiza também o trabalho do setor avícola de Santa Maria de Jetibá e fala do contato que teve com os produtores do município. “Santa Maria de Jetibá é um importante polo produtor com um grande potencial de crescimento da produção e produtos de qualidade. A visita foi de suma importância para que pudéssemos nos aproximar cada vez mais dos produtores e compreender os desafios da atividade, identificar oportunidades de melhoria e traçar estratégias em conjunto com o setor produtivo”, declarou.

Por fim, ela destaca os próximos passos que já vêm sendo programados para ajudar os produtores. “Estamos preparando um treinamento sobre a Portaria 612/2022 para que o atendimento seja harmônico e padronizado tanto pelos produtores quanto pela fiscalização. O Dipoa está em contato com a Secretaria de Agricultura Familiar e Corporativismo para que possam, em conjunto, elaborar materiais de orientação para os produtores e responsáveis técnicos das granjas e unidades de beneficiamento de ovos para auxiliar na elaboração dos programas de autocontrole e esclarecimentos nos procedimentos de reforma e ampliação”, encerrou a diretora do Dipoa/Mapa.

Fonte: Mapa
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