Suínos
Baias coletivas chegam à pequena propriedade
Granja no Oeste do Paraná chama atenção pelo projeto que segue novos conceitos para uma granja de 300 matrizes
O conceito de bem-estar animal (BEA) tem sido cada vez mais empregado na suinocultura moderna. Para atender a padrões dos exigentes e mais lucrativos mercados internacionais, como o Europeu, os ambientes para a produção de proteína animal estão sendo paulatinamente modificados. Um dos fatores mais decisivos para a aplicação de bem estar é a gestação coletiva das matrizes, reduzindo o tempo que elas ficam confinadas nas gaiolas, em ambientes em que elas podem expressar seus instintos mais livremente. A criação de baias coletinas, no entanto, ainda trava na dificuldade de adaptar estruturas antigas ao novo sistema e nos custos de instalação, mais elevados para o produtor, especialmente para granjas menores.
Mas uma propriedade no Oeste do Paraná tem mostrado que o sistema é economicamente viável até mesmo a pequenos produtores. A granja do suinocultor Adair Grasel , em Entre Rios do Oeste, já foi concebida noas padrões de bem-estar. São 300 matrizes que alimentam o ciclo completo na propriedade, que deve produzir 6,5 mil animais por ano.
Sandro Rodrigo Schneider, gerente da granja, explica que o projeto, pronto em, agosto do ano passado, já foi pensado para atender o conceito de bem-estar como oportunidade de acessar mercados mais exigentes no que se refere ao sistema de produção. “Vários fatores me levaram a investir no sistema de baias coletivas, especialmente a exigência cada vez maior de bem-estar do mercado externo. Mas há outros benefícios, como a otimização do espaço. Eu calculo meu espaço por animal e não por cela. Ocupa menos espaço”, frisa, citando ainda os benefícios para a matriz. “Nas baias coletivas, o animal pode expressar suas vontades, ocupar o espaço que quer. Estou evitando que ele fique a maior parte da vida dele dentro da cela”.
Ele comenta que os custos são mais elevados, mas os benefícios tornam o resultado positivo. “Ela custou cerca de 20% mais do que se eu fosse fazer uma granja comum, mas os benefícios são fantásticos”, justifica o produtor independente.
Sem Brigas
O sistema é dividido em duas grandes baias. A primeira, menor, é onde ficam as matrizes com suspeita de prenhez, três dias depois de inseminadas. Nesse espaço elas ficam entre 28 e 30 dias. Confirmada a futura leitegada, a matriz é transferida para a segunda maia, maior. O espaço democrático não estimula brigas, conforme o produtor já diz ter ouvido muito. “Tem muita gente que pensa que dá briga entre as leitoas, mas não dá. Mesmo em grupo a convivência é tranquila”, pontua.
Mais informações podem ser conferidas na edição de Suínos e Peixes de O Presente Rural de maio/junho ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






