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Bahia adere ao Mapa Conecta e entra para rede nacional de inovação agropecuária
Estado busca produtividade, sustentabilidade e inclusão social ao conectar produtores, startups, universidades e órgãos públicos em rede nacional de tecnologia agropecuária.

A Bahia aderiu à plataforma Mapa Conecta, rede nacional de inovação agropecuária que busca modernizar e tornar mais competitivo o campo brasileiro. A iniciativa aproxima governo, setor produtivo, universidades, startups, empresas de tecnologia, centros de pesquisa e sociedade civil. “A Bahia é um dos estados com maior diversidade agropecuária do país. Temos cacau, café, fruticultura, grãos, pesca e pecuária. Mas sabemos que, para avançar em produtividade, sustentabilidade e competitividade, precisamos investir cada vez mais em tecnologia, conectividade, inovação e inclusão social. O Mapa Conecta é um passo estratégico para fortalecer a inovação agropecuária na Bahia”, destaca o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo.
Com a adesão, será iniciado um diagnóstico aprofundado das capacidades, desafios e oportunidades do ecossistema de inovação no campo baiano. Um Comitê Gestor, com mais de 50 instituições de diferentes setores, foi criado para construir um Plano Estadual de Inovação Agropecuária, com metas voltadas para quem vive da produção rural.

Para o superintendente de Agricultura e Pecuária na Bahia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fábio Alexandre Rodrigues, o estado tem potencial para liderar o avanço tecnológico no campo. “O programa representa uma política nacional capaz de integrar e potencializar as diversas inovações já existentes no país. Agora, com o Mapa Conecta, teremos uma ferramenta eficaz que vai promover a difusão dessas inovações e conectar todos esses agentes”, afirma.
O Mapa Conecta integra um esforço nacional que busca estruturar uma rede de ecossistemas de inovação agropecuária em todo o país. A iniciativa já conta com a adesão de 12 estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Pará, Rio Grande do Norte e Goiás.
Expectativas para a Bahia
“A expectativa é que a Bahia avance em diferentes frentes da inovação no campo”, pontuou a assessora técnica da Seagri, Waleska Viana. A modernização deve ser impulsionada pela mecanização adaptada, automação de processos e uso de bioinsumos (insumos biológicos para fertilização e controle de pragas) e biotecnologia, que podem elevar a produtividade de forma sustentável.
A digitalização também tende a ganhar força com sensores, internet rural, agricultura de precisão e ferramentas conectadas. Paralelamente, a agregação de valor aos produtos baianos será estimulada por meio de certificação, rastreabilidade, processamento local e abertura de novos mercados.
O programa promete ainda fortalecer a inclusão social, com apoio a pequenos produtores, à capacitação de jovens e mulheres e ao incentivo ao cooperativismo. Outro eixo fundamental será o fortalecimento dos ambientes de inovação, como parques tecnológicos, incubadoras e hubs de inovação agropecuária, que terão papel central na atração de startups e novos investimentos para o estado.
Plataforma digital
O Mapa Conecta contará com uma plataforma multilíngue que utilizará inteligência artificial para facilitar soluções para demandas do campo. A ferramenta será o elo entre diversos agentes, promovendo conexões, novos negócios e a difusão de tecnologias, tanto para outros estados quanto para o exterior.
A plataforma vai promover a interação entre startups, investidores, universidades e órgãos de governo, além de oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas. “O projeto vem sendo construído com base em diálogos com representantes de todos os setores. A estratégia é dividir os participantes em grupos de trabalho por segmento para identificar demandas específicas e propor soluções eficazes. Com 417 municípios e uma economia fortemente ligada ao campo, a Bahia tem todas as condições para liderar esse movimento”, explicou Patrícia Fonseca, consultora de inovação agropecuária do Mapa.
Para o presidente da Softex, principal promotora de políticas públicas para o ecossistema da tecnologia e inovação, Ruben Delgado, o projeto representa uma oportunidade para transformar a Bahia em um polo de inovação tecnológica voltado à agropecuária. “A Bahia já reúne os principais insumos para o empreendedorismo e a inovação: universidades, centros de referência, profissionais qualificados e equipamentos estratégicos, e a Seagri e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação alinhadas com esse propósito. Com essa articulação, o estado tem todas as condições de se tornar uma referência tecnológica, não apenas para o Brasil, mas também para o mundo”, ressalta.

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Superávit da balança comercial chega a US$ 3,9 bilhões em março
No acumulado do mês, exportações atingem US$ 14,7 bilhões e corrente de comércio alcança US$ 25,5 bilhões.

Na 2ª semana de março de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 14,7 bilhões e as importações, US$ 10,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 65,6 bilhões e as importações, US$ 53,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 119,4 bilhões.
Esses e outros resultados, foram divulgados na segunda-feira (16), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2° Semana de Março/2026

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,471 bi) com a de março/2025 (US$ 1,512 bi), houve queda de -2,7%. Em relação às importações houve queda de -1,9% na comparação entre as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,083 bi) com a do mês de março/2025 (US$ 1,104 bi).
Assim, até a 2ª semana de março/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.554 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 386,72 milhões. Comparando-se este período com a média de março/2025, houve queda de -2,4% na corrente de comércio.
Exportações e Importações por Setor
No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores: pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 54,55 milhões (19,2%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 42,2 milhões (-9,8%) em Agropecuária e de US$ 55,18 milhões (-7,0%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 8,5 milhões (17,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 6,44 milhões (-21,3%) em Agropecuária e de US$ 22,38 milhões (-2,2%) em produtos da Indústria de Transformação.
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Seminário internacional debate futuro da pecuária familiar no bioma Pampa
Evento no Uruguai reúne pesquisadores, extensionistas e produtores de Brasil, Argentina e Uruguai para discutir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento rural na região.

A Embrapa Pecuária Sul participa do 5º Seminário Técnico Internacional Ganadería Familiar y Desarrollo Rural, que será realizado entre 18 e 20 de março, na cidade de Salto, no Uruguai. O encontro reúne pesquisadores, extensionistas, gestores públicos e produtores para discutir os desafios e as perspectivas da pecuária familiar no Bioma Pampa, território compartilhado por Brasil, Argentina e Uruguai.
O seminário tem como objetivo promover uma reflexão conjunta sobre caminhos para fortalecer a pecuária familiar e o desenvolvimento rural na região, considerando aspectos produtivos, sociais e ambientais. A programação reúne instituições de pesquisa, ensino e extensão rural dos três países, além da participação de convidados internacionais, como o CIRAD, da França, organização voltada à pesquisa agrícola e à cooperação científica internacional.

Engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha – Fotos: Divulgação
Os seminários técnicos fazem parte de uma iniciativa construída por uma rede trinacional de instituições, que desde 2017 promove encontros periódicos para compartilhar experiências e resultados de projetos voltados ao manejo sustentável da pecuária familiar no Pampa. As edições anteriores foram realizadas nas cidades de Tacuarembó (2017), Dom Pedrito (2018), La Plata (2019) e Santana do Livramento (2024). A quinta edição busca dar continuidade ao intercâmbio de conhecimentos científicos e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.
De acordo com os organizadores, o seminário pretende fortalecer o diálogo entre ciência, extensão rural e produtores, contribuindo para a construção de estratégias que conciliem produtividade, conservação dos campos naturais e permanência das famílias no meio rural.
Participação da Embrapa

Chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba
A equipe da Embrapa terá presença ativa na programação do encontro. No primeiro dia do seminário, o engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha, vai atuar como mediador da segunda mesa de debates, dedicada à apresentação de experiências de transição agroecológica em estabelecimentos de pecuária familiar.
No dia seguinte, os pesquisadores Leandro Volk e José Pedro Trindade apresentarão o livro Arte e Ciência no Manejo do Campo Nativo, publicado no ano passado. A obra reúne conhecimentos técnicos e experiências práticas relacionadas ao manejo sustentável dos campos naturais do Pampa.
O chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba, também participará da etapa final do seminário. Ele integrará o grupo de representantes institucionais responsável pelo encerramento do evento e pela elaboração de uma síntese dos debates, que deverá reunir propostas e recomendações voltadas ao fortalecimento da pecuária familiar e à sustentabilidade produtiva no bioma.
Segundo a organização, o encontro busca consolidar um espaço permanente de cooperação entre os três países, ampliando o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade produtiva e ambiental do Pampa.
Para conferir a programação completa e mais informações sobre o seminário clique aqui.
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Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio discute crédito mais escasso e endividamento no campo
Desafios do financiamento rural, execução de garantias e segurança jurídica estarão no centro de debate entre juristas, magistrados e executivos.

Um dos temas mais sensíveis para o agronegócio brasileiro – o acesso ao crédito rural em um contexto de restrição financeira, aumento do endividamento no campo e maior pressão sobre os custos de produção – estará no centro dos debates do painel “Seguro e financiamento rural: sustentabilidade e crise do crédito”, programado para o dia 30 de março, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA).
Especialistas do setor privado, do sistema financeiro e do judiciário irão analisar os desafios jurídicos e institucionais do financiamento ao produtor em um momento de maior pressão sobre as margens e de dificuldades para renegociação de dívidas. “O agronegócio brasileiro é um sistema cuja viabilidade depende cada vez mais do financiamento privado, especialmente da atuação das multinacionais de grãos. Diante da atual crise de crédito, a segurança jurídica se torna um elemento central para a confiança dos financiadores e para a sustentabilidade econômica do setor”, afirma o advogado Marcelo Fraga, especialista em Direito da Energia, Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Para o advogado Marcelo Fraga, especialista em Direito da Energia, Meio Ambiente e Recursos Naturais. a segurança jurídica é elemento central para a confiança dos financiadores do agro – Foto: Divulgação
Em sua apresentação, Fraga analisará a participação dos agentes de crédito nas duas últimas safras, o papel das multinacionais de grãos no financiamento da produção e os impactos da recuperação judicial de produtores rurais sobre o ambiente de crédito. Outro ponto de destaque será a evolução institucional do setor, simbolizada pelos mais de 30 anos da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento considerado fundamental para o desenvolvimento do crédito rural no país.
Já a advogado com especialização em Contratos Imobiliários, Andréa Aranha Greco, vai abordar as dificuldades enfrentadas por credores para excutir garantias fiduciárias em processos de recuperação judicia”, especialmente quando o devedor alega a essencialidade dos bens dados em garantia.
Moderado por Pauleandro Duarte, o painel contará também com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ricardo Villas Bôas Cueva; e do juiz de Direito Thiago Castelliano, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Castelliano irá discutir os desafios jurisprudenciais relacionados ao crédito rural -em um contexto de maior escassez de recursos e aumento do endividamento dos produtores – além das dificuldades na aplicação do Manual de Crédito Rural pelo Judiciário e os obstáculos processuais enfrentados por produtores que buscam renegociar dívidas.”Entre esses entraves está a criação, em algumas decisões judiciais, de requisitos prévios para ações de alongamento de dívidas rurais, como a exigência de requerimento administrativo anterior e de negativa formal da instituição financeira. A combinação desses requisitos pode dificultar o acesso do produtor rural à Justiça”, afirma o juiz.

Thiago Castelliano, juiz do Tribunal de Justiça de Goiás, abordará os obstáculos processuais enfrentados por produtores que buscam renegociar dívidas – Foto: Divulgação
Para o presidente do IBDA, Renato Buranello, embora o cenário do agronegócio brasileiro pareça positivo à primeira vista, com safra recorde e posição estratégica do país na produção de alimentos, fibras e bioenergia, os próximos anos tendem a ser desafiadores. “Os fundamentos estruturais do setor permanecem sólidos. No entanto, 2025 e 2026 refletem os efeitos de um ciclo recente de forte expansão do crédito. Observamos margens mais pressionadas e um número crescente de empresas da cadeia produtiva enfrentando dificuldades semelhantes”, afirma.
Segundo Buranello, essa fase de ajuste não deve se dissipar no curto prazo. “Ao contrário, tende a se estender ao longo de todo o ano de 2026, agravada por fatores como o calendário eleitoral e a realização da Copa do Mundo. Historicamente, em anos eleitorais, temas estruturantes costumam avançar com menor intensidade.”
Palestra inaugural
A palestra inaugural da sexta edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio será ministrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, com o tema “Ordem Econômica e Segurança Jurídica”.
A programação inclui ainda painéis sobre segurança jurídica na reforma do Estatuto da Terra e na aplicação do Marco Temporal, incentivos à segurança climática, regulamentação e transição da reforma tributária e uma mesa redonda sobre os desafios das relações de trabalho no campo e a importância da negociação coletiva no estatuto do trabalhador rural.
O evento será realizado das 09 às 18 horas no Hotel Renaissance São Paulo. As inscrições para participação presencial ou on-line podem ser feitas pelo site acesse clicando aqui. A transmissão on-line será gratuita. As inscrições estarão abertas até 29 de março ou enquanto houver vagas.



