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Bacteriófagos são nova aposta para controle de doenças em bezerras

Tecnologia de bacteriófagos é especialmente relevante para combater a diarreia neonatal em bezerros, uma das principais causas de perdas na bovinocultura leiteira.

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Fotos: Shutterstock

O uso excessivo de antibióticos na pecuária tem contribuído para o aumento da resistência bacteriana, tornando o tratamento de infecções mais desafiador. Buscando alternativas eficazes e seguras, uma solução inovadora baseada no uso de bacteriófagos, microrganismos que atuam como predadores naturais de bactérias patogênicas, foi apresentada no Show Rural 2025. O objetivo é controlar infecções comuns em bezerras e reduzir a dependência de antibióticos na produção leiteira.

Nicolás Ferreira: “Novilhas que receberam a suplementação com bacteriófagos atingiram a maturidade sexual mais cedo” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Segundo o diretor de vendas e fundador da PhageLab, Nicolás Ferreira, a tecnologia de bacteriófagos é especialmente relevante para combater a diarreia neonatal em bezerros, uma das principais causas de perdas na bovinocultura leiteira. A doença ocorre nos primeiros 60 dias de vida e tem como principais agentes bacterianos a Escherichia coli e a Salmonella. “A diarreia impacta diretamente no desenvolvimento dos animais. Durante os primeiros 90 dias, ocorre a formação da glândula mamária, e infecções nesse período podem levar a uma redução de até mil litros de leite na primeira lactação. Os bacteriófagos ajudam a prevenir essas infecções, garantindo um crescimento mais saudável”, explica Ferreira.

Como funciona a tecnologia?

Foram realizados estudos de campo para identificar as cepas bacterianas predominantes nos rebanhos leiteiros. Com base nesses dados, desenvolveu um produto contendo bacteriófagos específicos, adicionados aos substitutos lácteos utilizados na alimentação dos bezerros. “O animal consome os bacteriófagos naturalmente, e eles colonizam o trato intestinal. Dessa forma, quando uma bactéria patogênica, como a E. coli ou a Salmonella, entra no organismo do animal, ela é imediatamente combatida pelos fagos, prevenindo infecções e reduzindo a necessidade de antibióticos”, detalha Ferreira.

Diferentemente dos antibióticos de amplo espectro, que eliminam tanto bactérias patogênicas quanto benéficas, os bacteriófagos atuam de forma altamente específica. “A tecnologia funciona como um franco-atirador: ataca apenas as bactérias que causam doenças, preservando a microbiota intestinal saudável. Isso é fundamental para ruminantes, pois o equilíbrio da flora intestinal influencia diretamente no crescimento e na produtividade”, explica Ferreira.

Benefícios e resultados

Além da redução na incidência de doenças, um dos principais benefícios da tecnologia é a diminuição do uso de antibióticos. De acordo com estudos realizados no Chile, propriedades que adotaram o uso de bacteriófagos reduziram em até 70% a aplicação desses medicamentos, resultando em menor custo para os produtores e menor risco de resistência antimicrobiana.

Outro impacto positivo foi a melhora no desempenho reprodutivo dos animais. “Novilhas que receberam a suplementação com bacteriófagos atingiram a maturidade sexual mais cedo, o que possibilitou a primeira gestação em menor tempo e otimizou a renovação do rebanho”, destaca Ferreira.

De acordo com o profissional, o uso de bacteriófagos no início da vida do animal pode potencializar seu desempenho ao longo do ciclo produtivo. “O investimento na saúde animal gera retorno para o produtor, pois animais mais saudáveis produzem mais leite e crescem com maior eficiência. Nosso foco é oferecer uma ferramenta simples e acessível para otimizar o desempenho da pecuária leiteira”, ressalta.

O acesso à edição digital do Bovinos, Grãos & Máquinas é gratuito. Para ler a versão completa on-line, basta clicar aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina

Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

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Foto: Divulgação/Angus

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock

A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.

Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock

alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados.  “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o  gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.

Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.

Fonte: Assessoria Minerva Foods
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