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Bactérias heteroláticas em silagens de milho revelam novos benefícios

Uso de inoculantes biológicos contribui para maior estabilidade aeróbica, melhora da digestibilidade do amido e controle de micotoxinas.

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Foto: Shutterstock

Artigo escrito por Lucas Mari, médico-veterinário, doutor em Ciência Animal e Pastagens, gerente de Suporte Técnico para América do Sul – Lallemand Animal Nutrition

Pode ser que a palavra heterolática não seja parte de um vocabulário comum a todos, mas trata-se de um grupo de bactérias usada em inoculantes para silagem, cujo principal objetivo é controlar o aquecimento da silagem após ser aberta para consumo. A primeira espécie dessa bactéria usada foi o Lactobacillus buchneri (agora Lentilactobacillus buchneri). Isso ocorreu desde o final da década de 1990, especialmente em silagens de milho, seja como planta inteira, seja como silagens de grãos, mas também em distintos outros cereais e em silagens de cana-de-açúcar com muito sucesso no Brasil desde o início dos anos 2000. Mais recentemente, outra grande novidade no mercado foi o uso do L. buchneri associado ao L. hilgardii, com resultados muito mais significativos que o L. buchneri isolado.

O principal objetivo do uso dessas bactérias heteroláticas é o controle da estabilidade aeróbica por meio da produção de ácido acético durante a fermentação. Em uma análise mais detalhada, a produção desse ácido é responsável por inibir o crescimento de leveduras, os primeiros microrganismos que causam deterioração durante exposição da silagem aberta ao oxigênio atmosférico.

Ainda se faz necessário esclarecer que existe um limite mínimo que a literatura científica recomenda como inoculação para o efeito de controle da temperatura da silagem após a abertura, esse nível é de 100.000 unidades formadoras de colônias (ufc)/g de silagem. Isso foi avaliado em uma meta-análise por pesquisadores e pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) em 2013.

Além do efeito do L. buchneri associado ou não ao L. hilgardii no controle de leveduras e, consequentemente, na estabilidade aeróbica, as bactérias heteroláticas têm demonstrado recentemente efeitos positivos na melhoria da digestibilidade do amido e no controle de fungos e, consequentemente, micotoxinas.

Efeito na digestibilidade do amido

As silagens de milho, planta inteira ou grão, têm a característica de ter melhora na digestibilidade do amido ao longo do tempo, ou seja, quanto mais tempo o silo permanece fechado, maior é a degradação de uma proteína prolamina chamada zeína. A zeína atua como um cimento entre os grânulos de amido, dificultando sua degradação.

Em um estudo com silagem de milho reidratado, estudiosos concluíram que mais de 60% da degradação da zeína é dada por bactérias da silagem, quase 30% por enzimas nos próprios grãos de milho, e os 10% restantes são divididos entre fungos e ácidos de fermentação (Figura 1).

Figura 1 – Contribuição na proteólise em silagens de milho em grão reidratado

Em 2018, novas pesquisas verificaram que as silagens inoculadas com bactérias heteroláticas (L. buchneri) tiveram a degradabilidade da MS ainda mais efetiva. Silagens de grãos reidratados de milho não inoculadas apresentaram degradação de cerca de 79% da MS, enquanto a inoculação com bactérias homoláticas apresentou 82% e de L. buchneri inoculado a 100.000 ufc/g de silagem elevou a degradabilidade da MS a 83,6% (Figura 2). Comparando esta última bactéria com a silagem de controle, isso seria de quase 5 pontos percentuais, ou seja, quase 6% de melhoria. Dessa maneira estamos falando, praticamente, de uma equivalência de uma saca de milho para cada tonelada de silagem inoculada com L. buchneri.

Figura 2 – Degradabilidade da MS em 12h de incubação ruminal de silagens de milho inoculadas ou não com bactérias homo ou heterofermentativas

Comparativamente aos resultados demonstrados, um estudo conduzido na Universidade Federal de Lavras avaliou a inoculação de silagens de espiga de milho (snaplage) com L. buchneri + L. hilgardii. O benefício comparativamente a silagem não inoculada foi ainda maior e chegou a 9 pontos percentuais (91,5 vs. 82,5% de degradabilidade do amido em 7h de incubação ruminal).

Demonstra-se, portanto, que é possível melhorar a estabilidade aeróbica com o uso de L. buchneri e L. buchneri associado ao L. hilgardii e ter benefício adicional de maior degradabilidade do amido. Com os custos que o milho está no mercado mundial, fica fácil fazer as contas e ver que o retorno do investimento desse tipo de inoculante é muito positivo, mesmo se considerado apenas esse ponto.

Efeito no controle fúngico e na produção de micotoxinas

O efeito do controle de fungos e leveduras por Lactobacillus buchneri também está bem documentado. Uma avaliação feita por cientistas do INTA Salta na Argentina foi publicada no Simpósio Internacional de Qualidade e Conservação de Forragem em 2019. O tratamento com L. buchneri diminuiu a contagem de fungos e leveduras e melhorou a estabilidade aeróbica, como pode ser visto na Figura 3.

Figura 3 – Contagem de fungos e leveduras e estabilidade aeróbica em silagens de milho de plantas inteiras avaliadas na Argentina

Uma consequência esperada do controle fúngico em silagens pode ser a diminuição da produção de micotoxinas. Pesquisadores da IRTA Barcelona, na Espanha, inocularam plantas de milho com Lactobacillus buchneri e o compararam com forragem fresca antes da silagem e silagem de milho controle. Pode-se observar que a inoculação com a bactéria heterolática L. buchneri foi responsável pelo controle da produção das duas micotoxinas avaliadas: aflatoxina (Figura 4) e zearalenona (Figura 5).

Figura 4 – Níveis de aflatoxina em forragem fresca e silagem não inoculada ou inoculada com L. buchneri

A aflatoxina é considerada uma micotoxina de armazenamento, por isso esperava-se que se desenvolvesse enquanto as forragens estavam fermentando, se estamos falando desse processo. O que aconteceu foi mesmo o contrário, houve uma diminuição dos níveis de micotoxinas em ambos os casos, ainda assim, na silagem inoculada com L. buchneri esses níveis foram ainda mais baixos, muito provavelmente devido à maior inibição do crescimento fúngico.

Figura 5 – Níveis de zearalenona em forragem fresca e silagem não inoculada ou inoculada com L. buchneri

Por sua vez, a zearalenona, que é uma micotoxina relacionada ao dano reprodutivo em animais, principalmente em fêmeas, é produzida por Fusarium spp., fungo considerado de crescimento no campo, mas o que foi observado neste estudo foi que houve um aumento nos níveis durante o armazenamento, a forragem fresca apresentou menos ZEA do que as silagens. Mesmo assim, a silagem sem inoculante apresentou nível de ZEA 10% maior que o observado na inoculada com Lentilactobacillus buchneri.

Considerações finais

Como vimos, muito mais do que apenas o efeito desejável em termos de estabilidade aeróbica, silagens inoculadas com bactérias heteroláticas exclusivamente apresentaram melhoria na digestibilidade do amido e o controle de fungos e suas micotoxinas. Assim, para calcular o retorno do investimento, ele deve ser avaliado de acordo com as múltiplas respostas positivas.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: jmoro@lallemand.com

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural

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Proposta de redução da jornada preocupa cadeia do leite no Brasil

Setor alerta para aumento de custos, risco de desabastecimento e impacto direto na produção, que exige atividade contínua.

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Foto: Arnaldo Alves/AEN

As propostas para uma nova legislação envolvendo a redução da jornada de trabalho continuam preocupando os setores produtivos da agropecuária no Brasil. Neste mês de março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados (CSLEI) encaminhou documento ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, manifestando apreensão em relação a alteração da escala 6×1. A CSLEI está vinculada ao Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) do próprio Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o documento formulado pela CSLEI, a redução de 44 horas para 36 horas semanais vai gerar perda de 658 milhões de horas por mês no Brasil. Diante deste quadro será necessário a contratação adicional de 3,65 milhões de trabalhadores, com custo adicional de R$ 228 bilhões/ano em salários e encargos.

Foto: Juliana Sussai

No setor da pecuária de leite, os desdobramentos da mudança seriam graves. A atividade é praticada em mais de 1 milhão de propriedades rurais no país, que exigem ordenha diária das vacas, em até três turnos, durante os 365 dias do ano, de forma ininterruptamente. No Paraná, a pecuária de leite está presente nos 399 municípios.

“A situação vai ficar bastante complicada no setor de lácteos, pois a matéria-prima, o leite, é perecível. Ou seja, exige trabalho contínuo, sem possibilidade de interrupção para evitar perdas e, consequentemente, prejuízo ao produtor”, destaca Ronei Volpi, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados. “O setor já convive com escassez de mão de obra qualificada, alta carga tributária e crise por conta dos produtos provenientes da Argentina e Uruguai. Mais um golpe coloca em risco a atividade pelo país, podendo gerar desabastecimento, inflação e êxodo rural”, complementa.

O documento da CSLEI também aponta a necessidade de estudos em relação ao impacto da mudança, para uma discussão técnica. “O debate relativo a esse tema deve ocorrer em 2027, para evitar interferências político-eleitorais”, ressalta Volpi.

Foto: Isabele Kleim

Esse é o mesmo posicionamento adotado pelo Sistema Faep. A entidade defende a discussão equilibrada, sem viés ideológico e/ou político. Para isso, o setor produtivo, tanto as entidades representativas quanto os próprios empresários, precisa participar do debate, para evitar prejuízos para o país, como aumento dos preços de produtos e serviços, pressão inflacionária, crescimento da informalidade, precarização das relações de trabalho e expansão da pejotização.

Segundo estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada vai gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná. O levantamento considera uma base de 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual estimada em R$ 24,8 bilhões, valor que inclui salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário.

“O Brasil não está preparado para essa mudança, que terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “A proposta do fim da escala 6×1 não pode ser usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição. Esse debate precisa ocorrer com serenidade”, reforça.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Exportação de miúdos bovinos de Mato Grosso cresce 30% e alcança 53 países

Segmento gerou US$ 99,6 milhões em 2025, com destaque para fígado e língua bovina, mostrando valorização e diversificação da cadeia de carne no mercado internacional.

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Foto: Imac

A exportação de miúdos bovinos de Mato Grosso alcançou 53 países em 2025 e reforçou o papel estratégico desse segmento dentro da cadeia da carne. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, rabo, pâncreas, fígado e tripas. Segundo dados do sistema Comex Stat, a comercialização desses itens gerou uma receita de US$ 99,6 milhões.

Parte importante da rentabilidade da pecuária, a venda de miúdos deixou de ser vista como um subproduto de baixo valor e se consolidou como um negócio lucrativo, especialmente no mercado internacional. Para se ter uma ideia, apenas o fígado bovino foi exportado para 29 países, totalizando 8,5 mil toneladas, com destinos como Angola, Cabo Verde, Egito, Reino Unido, Rússia, Maldivas e Turquia.

Foto: Freepik

Na comparação com 2024, houve avanço significativo nos embarques. O volume exportado saltou de 41,2 mil toneladas para 53,5 mil toneladas, o que representa crescimento de 29,6%. Já a receita teve alta ainda mais expressiva, de 102%, indicando valorização do produto no mercado externo e maior disposição de pagamento por parte dos importadores.

Entre as partes menos tradicionais do boi que ganham espaço no comércio internacional está a língua bovina, que chegou a 27 países em 2025, com volume de 4,6 mil toneladas. O produto mato-grossense foi consumido em mercados como Argentina, Uruguai, Aruba, Ucrânia, Angola, Gana, Cazaquistão, Singapura, Israel e Palestina, evidenciando a diversidade de destinos e a adaptação da proteína a diferentes culturas alimentares.

O diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, destaca que o desempenho reforça a eficiência da cadeia produtiva no estado. “A comercialização de miúdos mostra como Mato Grosso consegue aproveitar integralmente o animal e transformar isso em valor. São produtos que têm alta demanda em diversos mercados e ajudam a ampliar a rentabilidade da cadeia, além de diversificar os destinos das exportações”, afirma.

Fonte: Assessoria Imac
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Frigoríficos da Amazônia Legal têm baixo controle sobre desmatamento

Levantamento aponta que nenhuma das 15 plantas autorizadas a exportar carne para a União Europeia apresenta evidências públicas de rastreabilidade completa da cadeia de fornecedores.

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Foto: Fernando Dias

Plantas frigoríficas da Amazônia Legal autorizadas a exportar carne bovina para a União Europeia apresentam baixo controle sobre o desmatamento em suas cadeias de fornecimento. Nenhuma das unidades avaliadas possui evidências públicas que comprovem atendimento aos requisitos da nova regulamentação europeia contra o desmatamento, e ainda não há respostas formais das empresas quanto à comprovação de monitoramento socioambiental. A norma europeia, que entrará em vigor nos próximos anos, exigirá rastreabilidade completa de toda a produção. A constatação é resultado de um levantamento realizado pelo Radar Verde.

O estudo avaliou 15 plantas frigoríficas pertencentes a oito empresas, todas localizadas em Mato Grosso e habilitadas a exportar para o mercado europeu em 2025. Juntas, essas unidades possuem capacidade de abate de 11.250 animais por dia. Segundo a análise, 13 apresentam baixo controle e duas plantas frigoríficas apresentam controle muito baixo da cadeia, de acordo com os critérios de avaliação do Radar Verde.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

O estudo aponta, ainda, que o risco de novo desmatamento dentro das zonas potenciais de compra de gado desses frigoríficos varia de 31 mil a 2,8 milhões de hectares. A pesquisa identificou que 12 plantas frigoríficas demonstram alto nível de controle sobre fornecedores diretos, que são as fazendas que vendem animais diretamente às indústrias. No entanto, nenhuma empresa apresentou evidências robustas, como auditorias independentes, de monitoramento de fornecedores indiretos, que são as fazendas onde o gado nasce ou é criado antes da fase final de engorda.

De acordo com a análise, essa lacuna cria espaço para a chamada “lavagem de gado”, quando animais provenientes de áreas com desmatamento passam por propriedades intermediárias antes de serem vendidos aos frigoríficos, dificultando a rastreabilidade ambiental da produção.

O relatório também analisa iniciativas brasileiras voltadas à rastreabilidade da cadeia da carne, incluindo plataformas públicas e programas nacionais de identificação animal. Segundo o estudo, embora existam avanços institucionais, nenhuma dessas iniciativas oferece atualmente uma solução completa e imediata para atender às exigências da regulamentação europeia, especialmente no monitoramento de fazendas fornecedoras indiretas.

Regulamentação europeia exige rastreabilidade completa

A União Europeia está adotando novas regras para impedir a entrada de produtos associados ao desmatamento em seu mercado. A chamada Regulamentação Europeia contra o Desmatamento (EUDR) exigirá que empresas comprovem, com dados e geolocalização, que commodities como carne bovina não foram produzidas em áreas desmatadas.

Foto: Shutterstock

A norma deverá entrar em vigor a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes empresas e de 30 de junho de 2027 para pequenas e microempresas, exigindo sistemas de rastreabilidade capazes de identificar todas as propriedades por onde o gado passou ao longo da cadeia produtiva.

Embora represente uma parcela menor das exportações brasileiras de carne bovina, a União Europeia vem ganhando importância como destino comercial. Em 2025, o bloco importou 128,9 mil toneladas de carne bovina brasileira, movimentando cerca de US$ 1,06 bilhão e registrando crescimento de 132,8% em relação a 2024. Nesse contexto, o relatório destaca que o acesso ao mercado europeu tende a depender cada vez mais da capacidade das empresas de demonstrar, com evidências verificáveis, cadeias de fornecimento livres de desmatamento.

Recomendações da análise

O próprio estudo aponta caminhos para avançar na rastreabilidade da cadeia da carne bovina. Segundo o relatório, uma estratégia seria priorizar a integração de bases de dados já existentes, como os registros de movimentação de gado (GTA), os cadastros de propriedades rurais (CAR) e informações sobre desmatamento e áreas embargadas, permitindo aproximar a análise do risco de desmatamento ao nível das transações e ampliar a visibilidade sobre fazendas fornecedoras indiretas.

A análise também sugere que avaliações comparativas entre empresas, como o próprio Radar Verde, podem ajudar a orientar ações de fiscalização, acordos de compartilhamento de dados e incentivos de mercado, direcionando esforços para as regiões e empresas onde os riscos são mais elevados e as melhorias podem gerar maior impacto.

Para conferir a análise completa, clique aqui

Fonte: Assessoria Radar Verde
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