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Avicultura paranaense supera expectativas e atinge crescimento acima de 6% na produção anual

Com total de 1,87 bilhão de cabeças de frango, Estado registra recorde de abates para o mês de dezembro e no acumulado

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Arquivo/OP Rural

A produção avícola paranaense superou as previsões otimistas do setor para 2019. Em um ano de recuperação econômica, o estado fechou o ano com recorde de abates de frangos, chegando a marca de 1,87 bilhão de cabeças. O número é 6,43% maior ao registrado em 2018, com 1,76 bilhão de aves, marcando o recorde para a produção em um ano. Os dados são do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

Nas estatísticas do mês de dezembro, os índices seguiram a trajetória de crescimento, com acréscimo de 11,85% nos abates em relação ao mesmo mês em 2018. No total, foram 156,8 milhões de cabeças abatidas, ante 140,2 milhões em dezembro do ano anterior. Esta foi a melhor marca no décimo segundo mês do ano na história da avicultura paranaense.

As três principais regiões produtoras avícolas do estado foram a Oeste, responsável por 663,6 milhões de aves (35,42% do total); Norte Central, com 384 milhões de cabeças (20,49%) e o Sudoeste paranaense (363,1 milhões de aves e 19,38% dos abates). Segundo o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, os números reforçam o trabalho realizado pelos produtores na recuperação econômica do setor. “Juntos tivemos a capacidade de trabalharmos exatamente de acordo com a nossa demanda para projetarmos nossa oferta. Hoje a grande preocupação da avicultura paranaense é oferecer cada vez mais produtos, com as melhores condições possíveis”, afirma.

Exportações acompanharam avanço anual

Crescimento significativo também foi registrado na exportação avícola geral. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Paraná se manteve como principal exportador de carne de frango do país, com 38% do volume total. O estado embarcou 1,58 milhão de toneladas ao exterior, número 4,71% superior em relação a 2018 (1,51 milhão de toneladas). Com isso, o estado registrou crescimento acima do total nacional, que ficou na casa dos 2,39%, com 4,16 milhões de toneladas, ante 4,06 milhões no ano anterior.

Considerando as exportações apenas no mês de dezembro, o Paraná alcançou aumento de 32,27% em comparação ao décimo segundo mês de 2018. No total, foram 152,37 mil toneladas de proteína enviadas, contra 115,19 mil toneladas no mesmo mês do ano anterior. Os principais países compradores da carne de frango paranaense foram a China (290 mil toneladas), África do Sul (139 mil t.) e Arábia Saudita (127,56 mil toneladas). Em receita, o valor chegou a US$ 2,56 bilhões, com aumento de 9,58% em relação a 2018 (US$ 2,34 bilhões).

As marcas atingidas pela avicultura paranaense em 2019 trazem otimismo ao setor, que espera um crescimento de 4 a 6% em produção e exportação para este ano, como ressalta Martins. “As peculiaridades que o planeta apresenta relacionadas a escassez de proteína animal favorecem o Brasil, pois somos grandes produtores, e especialmente o estado do Paraná. No cenário nacional, acredito que teremos um ótimo 2020 para a avicultura, com a expectativa de crescimento da economia. Este avanço impulsiona o consumo, e com isso nós crescemos também”, finaliza.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Avicultura

Difusão de conhecimento e recorde de inscrições marcam Simpósio da ACAV

Foram mais de 1,2 mil inscrições e mais de 3 mil visualizações na página do evento

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Divulgação

Referência nacional em atualização tecnológica e integração setorial, o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV foi marcado por difusão de conhecimento e debates atuais e importantes para a avicultura. Promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), o evento ocorreu nesta semana com números que demonstram o sucesso da iniciativa on-line, que teve transmissão a partir dos estúdios da BS Áudio, em Chapecó (SC).

Foram mais de 1,2 mil inscrições e mais de 3 mil visualizações na página do evento durante os dois dias de programação. Além disso, cada evento paralelo contou com aproximadamente 400 pessoas que acompanharam as transmissões ao vivo.

O Simpósio é um momento importante para o agronegócio catarinense, pois trouxe para a discussão temas relevantes para a avicultura industrial e, ao mesmo tempo, apresentou as inovações que surgiram no Brasil e no mundo. “Tudo isso com o principal objetivo que é a busca constante do aperfeiçoamento e do nível de qualidade da cadeia produtiva do setor”, realçou o coordenador geral, Bento Zanoni.

O Simpósio reuniu especialistas que debateram tendências, inovações e o futuro da avicultura. A edição on-line democratizou o acesso do público, que pode acompanhar as palestras de qualquer parte do Brasil. O presidente da ACAV, Ricardo Castellar de Faria, salientou a inovação no formato do evento. “Tivemos palestrantes de alto nível, com uma excelente estrutura técnica que possibilitou o mesmo aproveitamento que os eventos presenciais”.

A Comissão Científica fez uma criteriosa seleção dos palestrantes. “A intenção foi trazer as melhores informações técnicas e também de mercado. Os palestrantes conhecem muito sobre os temas, que são relevantes para o momento atual”, ressaltou o coordenador da Comissão, Felipe Lino Kroetz Neto.

O vice-presidente da ACAV, José Antônio Ribas Junior, salientou que o objetivo da ACAV é colocar a avicultura no papel de protagonismo que ela merece. “Nosso setor vem sendo muito desafiado ao longo dos anos e, mesmo diante de tantos empecilhos, a exemplo da pandemia, continuamos sendo um segmento que gera emprego e alavanca a economia”, afirmou Ribas.

Zanoni lembrou a trajetória do Simpósio. “Iniciamos com um evento pequeno. Neste ano, tivemos um grande aprendizado com a iniciativa on-line que foi um sucesso, com recorde de público. Devido a isso, o próximo será no formato híbrido”, adiantou. O 13º Simpósio de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição da ACAV está confirmado para os dias 6 a 8 de junho de 2022, no CentroSul, em Florianópolis.

Eventos paralelos

A programação do Simpósio contou com eventos paralelos que completaram a programação. A promoção foi das empresas patrocinadoras. Foram três dias com palestras organizadas pela Cobb, Aviagen, MSD Saúde Animal, Cargill e Ceva.

Apoio

O Simpósio de Qualificação Técnica ACAV teve apoio dos patrocinadores da categoria ouro (Seara Alimentos, Cargill, Ceva, Cobb, MSD Saúde Animal e Aviagen | Ross), da categoria prata (Icasa, Hubbard Your Choice, Dur Commitment, Plasson Livestock, Petersime Incubators & Hatcheries, Zoetis, Vetanco Phibro Animal Health Corporation e Evonik Leading Chemistry) e da categoria bronze (DSM Bright Science, Brighter Living, Trouw Nutrition a Nutreco Company, Elanco e BRDE).

Fonte: Assessoria
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Avicultura Simpósio de Avicultura da ACAV

Palestrantes explanam sobre manejo de machos reprodutores e incubação de alta performance

período mais crítico, de acordo com o palestrante, é quando os machos são transferidos, o que exige um manejo refinado

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Fábio Luiz Bittencourt / Divulgação

Os padrões de fertilidade dos machos e a relação com controle efetivo de peso e estratégia alimentar, o que é recomendado e o que deve ser evitado nas várias fases de vida foram os temas abordados pelo gerente de serviços técnicos da Aviagen no Brasil, médico veterinário Marco Aurélio Romagnole de Araújo, que abriu a programação de palestras do segundo e último dia do Simpósio de Qualificação Técnica ACAV (Associação Catarinense de Avicultura), com a palestra “Manejo de machos reprodutores para alta performance”. O evento virtual encerra nesta quarta-feira (22) e está sendo transmitido a partir dos estúdios da BS Áudio, em Chapecó (SC).

Araújo fez um comparativo dos melhores e dos piores resultados da linhagem ROSS durante as fases de vida dos machos, orientando sobre as práticas mais eficientes. Iniciou sua explanação falando sobre manejo de macho para alta performance, enfatizando o controle efetivo do peso e da uniformidade. Expôs sobre as condições de alojamento nas primeiras semanas de vida, passando pela fase do desenvolvimento esquelético e a produção de sêmen. O alimento deve ser uniformizado para o lote e, quando for feita a seleção dos machos, os que forem retirados não devem voltar ao plantel, mesmo que atingirem o mesmo peso.

O período mais crítico, de acordo com o palestrante, é quando os machos são transferidos, o que exige um manejo refinado. “É fundamental garantir alimento e sua distribuição uniforme, com comedouros adequados e cama nivelada. O macho não pode comer no mesmo comedouro da fêmea”, sublinhou o palestrante. Na fase de produção, é essencial o controle de peso dos machos para que atinjam o comportamento produtivo. O ganho de peso ideal é de 25 a 30 gramas por semana.

Em todas as fases de vida, o palestrante citou pontos-chaves como: manejo inicial, espaço de comedouro, densidade, fornecimento de ração e seleções. “O conjunto de todos os manejos bem realizados é a garantia do sucesso da obtenção de machos com alta performance, garantindo bons índices de fertilidade e eclosão”, concluiu.

INCUBAÇÃO DE ALTA PERFORMANCE

“Construindo uma incubação de alta performance com foco em qualidade de pintos” foi a temática abordada por um dos maiores especialistas em incubação de frangos e perus do Brasil, Fábio Luiz Bittencourt. De acordo com o palestrante, quando se fala em incubação de alta performance na atualidade, é preciso ter em mente que está sendo manejado um embrião de frango de corte de alto desempenho zootécnico e extremamente sensível. “A busca da máxima expressão de seus potenciais zootécnicos, principalmente quanto à conversão alimentar e rendimento de carne, passa pelo estabelecimento de um indicador mensurável de qualidade para esse embrião/pintinho, o qual deve traduzir ao máximo o que aconteceu durante o período de incubação”, expôs.

Bittencourt explicou que ao longo dos anos foram medidas várias características individuais e coletivas, buscando sempre o entendimento da causa e do efeito. Conforme os conhecimentos científicos da incubação foram evoluindo e as tecnologias foram se consolidando, os indicadores foram sendo reestabelecidos: percentual de perda de peso na transferência, relação do peso do pintinho versus o peso do ovo. De acordo com o palestrante, a relação entre o peso de ovo e o peso do pintinho pós-nascimento é o que melhor se encaixa. “A característica dessa relação mostrou alta correlação com ganho de peso”, realçou.

“A incubação de alta performance leva em consideração o comportamento do desenvolvimento fisiológico dos embriões do seu incubatório, dando-lhe oportunidade de estabelecer melhorias com ajustes finos”, enfatizou, ao acrescentar a importância de buscar a uniformização dos embriões antes de colocá-los na incubadora e desenvolver um mecanismo que possibilite mapear micro clima na incubadora, possibilitando correções.

APOIO

O Simpósio Técnico ACAV tem o apoio dos patrocinadores da categoria ouro (Seara Alimentos, Cargill, Ceva, Cobb, MSD Saúde Animal e Aviagen | Ross), da categoria prata (Icasa, Hubbard Your Choice, Dur Commitment, Plasson Livestock, Petersime Incubators & Hatcheries, Zoetis, Vetanco Phibro Animal Health Corporation e Evonik Leading Chemistry) e da categoria bronze (DSM Bright Science, Brighter Living, Trouw Nutrition a Nutreco Company, Elanco e BRDE).

Fonte: Assessoria
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Avicultura Segundo Embrapa

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto

Dados são da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa

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Arquivo/OP Rural

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos registraram novo aumento durante o mês de agosto segundo os estudos publicados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, que disponibiliza as informações no site embrapa.br/suinos-e-aves/cias. Tanto o ICPFrango quanto o ICPSuíno voltaram a ficar acima da barreira dos 400 pontos, chegando aos 407,53 e 407,15 pontos, respectivamente.

Em agosto, o ICPFrango aumentou 1,68%, influenciado principalmente pelas despesas operacionais com a alimentação (1,62%) das aves. Agora, o ICPFrango acumula alta de 20,97% somente em 2021 e de 44,27% nos últimos 12 meses. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, oscilou R$ 0,09 em agosto com relação a julho, passando de R$ 5,18 para R$ 5,27.

Já o ICPSuíno registrou uma alta de 0,18%. No ano de 2021, o ICPSuíno registra aumento de 8,52%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 41,17%. Com isso, o custo total de produção por quilograma de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina voltou a registrar valor superior aos sete reais, fechando em R$ 7,12.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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ABPA – PSA

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