Conectado com

Avicultura Agronegócio

Avicultura paranaense reafirma seu papel de liderança no mercado global

Paraná é responsável por quase 40% da produção nacional de carne de frango e por 41,7% do volume das exportações brasileiras.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O ano de 2024 confirmou a força da avicultura brasileira como um dos pilares do agronegócio nacional, com números que reforçam a liderança global do setor. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil produziu cerca de 15 milhões de toneladas de carne de frango, consolidando-se como o segundo maior produtor mundial. Deste total, 5,25 milhões de toneladas foram destinadas à exportação, reafirmando o país como o maior exportador global da proteína.

Empresário e presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer: “O Paraná investe constantemente em inovação e tecnologia, assegurando que nossa avicultura esteja preparada para atender aos mais diversos mercados internacionais com alta qualidade e versatilidade” – Foto: Jaqueline Galvão/OPR 

No Paraná, a avicultura reafirmou sua importância estratégica, respondendo por 39,47% da produção nacional, equivalente a 5,9 milhões de toneladas. Nas exportações, o Estado manteve sua posição de liderança, representando 41,7% do volume total enviado ao exterior. “O Paraná investe constantemente em inovação e tecnologia, assegurando que nossa avicultura esteja preparada para atender aos mais diversos mercados internacionais com alta qualidade e versatilidade”, destacou o empresário Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

 Mercado Global

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apresentou um panorama otimista para a avicultura brasileira no mercado global, destacando conquistas em 2024 e desafios estratégicos enfrentados pelo setor.

Santin revelou avanços significativos na abertura de novos mercados, como Panamá, Papua Nova Guiné e Butão, além de habilitações de plantas para exportação à África do Sul, China e República Dominicana. O Brasil ampliou sua presença em mais de 150 países, com crescimento expressivo nas exportações para Emirados Árabes Unidos, Japão, Filipinas, México e Kuwait. Segundo ele, a estratégia de pré-listing, que simplifica a habilitação sanitária para alguns mercados, foi essencial para manter o ritmo positivo das exportações.

Exigências internacionais

O presidente da ABPA destacou as diferentes exigências dos mercados, como as rigorosas normas Halal no Oriente Médio e as regulamentações tarifárias e sanitárias da União Europeia. Ele também mencionou que, apesar dessas barreiras, os produtores brasileiros têm demonstrado resiliência e adaptabilidade, o que mantém o país na liderança global. “A biosseguridade, qualidade e sustentabilidade colocam o Brasil em uma posição vantajosa no mercado global, fruto de décadas de investimento e evolução”, afirmou Santin.

Segundo ele, o Paraná se destaca ao combinar tecnologia avançada, gestão eficiente e uma ampla oferta de insumos, garantindo rápida adequação às especificidades de cada mercado.

Além disso, o presidente da ABPA destacou a preservação do status sanitário do Brasil, que segue como o único grande produtor mundial a nunca registrar casos de influenza aviária em granjas comerciais. Ele ressaltou também a importância de campanhas preventivas contínuas e da revisão de protocolos de contingenciamento para proteger o setor.

Santin destacou, ainda, que a ABPA está em negociação com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para que a vacinação contra influenza aviária não seja utilizada como barreira comercial. “O Brasil é líder não por acaso, mas pela capacidade construída ao longo das últimas cinco décadas”, concluiu.

O presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer, salientou que a indústria paranaense continua comprometida para seguir inovando e investindo para seguir na vanguarda da avicultura mundial. “O Paraná tem mostrado ao mundo que é possível combinar tecnologia de ponta, sustentabilidade e qualidade, mantendo-se como referência na produção de carne de frango”, enfatizou, salientando que a prioridade absoluta para 2025 é manter o status sanitário. “É isso que nos diferencia no cenário global e dá aos nossos produtos a confiança necessária para conquistar mercados cada vez mais exigentes”, complementa.

Sindiavipar

O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) representa as indústrias de produtos avícolas. A carne de frango produzida no Paraná é exportada para 150 países.

O processamento de aves no Paraná se concentra em 29 municípios e 35 indústrias. Além disso, a avicultura gera 95,3 mil empregos diretos e cerca de 1,5 milhão de empregos indiretos no Estado. São mais de 19 mil aviários, aproximadamente e 8,4 mil propriedades rurais distribuídas em 312 municípios paranaenses. As indústrias associadas ao Sindiavipar são responsáveis por 97% da produção estadual.

Segundo o Relatório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil ocupa o primeiro lugar no mercado global de carne de frango, sendo o principal exportador do produto.

Fonte: Assessoria Sindiavipar

Avicultura

Queda de energia mata 20 mil frangos no Oeste do Paraná

Interrupção no fornecimento compromete ventilação de aviário em São Miguel do Iguaçu e causa prejuízo de R$ 150 mil.

Publicado em

em

Foto: Reprodução

Uma interrupção no fornecimento de energia elétrica resultou na morte de 20 mil frangos de corte em uma granja de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na terça-feira (03). As aves tinham 26 dias de criação e estavam a menos de três semanas do envio para uma cooperativa da região. O prejuízo estimado pela proprietária da área, Sandra Bogo, é de R$ 150 mil.

A mortalidade foi identificada por volta do meio-dia. No mesmo dia, as aves foram recolhidas e descartadas conforme os protocolos de biosseguridade exigidos para esse tipo de situação.

De acordo com a produtora, a propriedade possui gerador de energia, mas a instabilidade no fornecimento comprometeu o funcionamento do equipamento, afetando o sistema de ventilação do aviário. No momento da ocorrência, os termômetros marcavam cerca de 35°C no município, com sensação térmica próxima de 40°C, conforme dados do Simepar.

As altas temperaturas, associadas à falta de ventilação, agravaram a situação. Conforme orientações da Embrapa Suínos e Aves, a faixa ideal de conforto térmico para frangos em fase final de criação varia entre 21°C e 24°C.

A granja possui três aviários de 1.500 metros quadrados cada, com 20 mil aves alojadas em cada estrutura. Apenas um dos galpões foi afetado. Segundo Sandra, o produtor responsável pela atividade conta com seguro que cobre danos estruturais e mortalidade de animais, mas a liberação de eventual indenização depende da análise técnica do laudo.

Em nota, a Copel informou que o desligamento na região de Nova Santa Rosa do Ocoy foi causado pelo rompimento de um cabo de energia. A empresa afirmou que o fornecimento ao cliente mencionado ficou interrompido por 17 minutos, entre 11h16 e 11h33, período em que equipes realizaram manutenção e manobras para restabelecer o serviço a partir de outra fonte. A companhia acrescentou que redes aéreas estão sujeitas a interferências externas, como contato com vegetação, e que vem investindo em tecnologias para reforçar a operação do sistema.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres

Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Seapi

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.

O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi
Continue Lendo

Avicultura

Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango

Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.

O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.

A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.

Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves

O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.

Petróleo e frete como vetores de transmissão

A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias

Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.

Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.

No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.

Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.