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Avicultura nordestina ganha escala com expansão em frangos, ovos e genética

Investimentos ampliam a capacidade produtiva da região, enquanto Bahia e Ceará se destacam no avanço da cadeia avícola nacional.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura do Nordeste vive um novo ciclo de crescimento impulsionado pela expansão da produção de frangos de corte e pelo aumento da produção de ovos. Embora a região ainda tenha participação modesta no abate nacional de frangos, os investimentos em alojamento de aves indicam uma capacidade produtiva crescente, com destaque para a Bahia, que se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento da atividade.

Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que a Bahia alojou 150 milhões de pintinhos de corte em 2025. No mesmo período, a produção estadual de ovos aumentou 16,3%, desempenho que coloca o estado entre os mercados de maior crescimento do país.

Para 2026, a expectativa do setor é de continuidade desse movimento, sustentado pela ampliação dos plantéis, investimentos em integração, modernização das granjas e fortalecimento da cadeia produtiva.

A expansão baiana ocorre em um momento em que a avicultura nordestina amplia sua relevância dentro da produção nacional. Em 2025, a região respondeu por 15,95% de todo o alojamento de pintainhos de corte realizado no Brasil, percentual significativamente superior à sua participação no abate, o que sinaliza aumento da capacidade produtiva instalada.

Pernambuco lidera o alojamento regional, com 7,63% do total nacional, seguido por Ceará, com 4,62%; Bahia, com 1,86%; e Paraíba, com 1,84%.

Abate ainda concentrado no Sul

Apesar da expansão dos investimentos, o abate de frangos permanece concentrado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em 2025, o Brasil abateu 5,706 bilhões de frangos sob inspeção federal. Desse total, o Nordeste respondeu por 118,4 milhões de aves, equivalentes a 2,08% da produção nacional.

Pernambuco lidera o abate de frangos no Nordeste, com 62,1 milhões de cabeças em 2025, o equivalente a 1,09% da produção brasileira. A Bahia vem na sequência, com 34,8 milhões de aves e participação de 0,61%, enquanto a Paraíba registra 21,5 milhões de cabeças abatidas, respondendo por 0,38% do total nacional. A diferença entre a participação regional no alojamento e no abate evidencia um mercado em fase de expansão, no qual parte dos investimentos recentes ainda está sendo incorporada ao sistema produtivo.

Produção de ovos ganha força

Na postura comercial, a Bahia apresenta um ritmo de crescimento superior à média observada em diversos estados brasileiros. O aumento de 16,3% na produção de ovos em 2025 reflete a expansão do consumo interno, a ampliação das granjas e o fortalecimento da produção destinada ao abastecimento regional.

A evolução da atividade acompanha a diversificação da avicultura nordestina, tradicionalmente mais concentrada na produção de carne de frango.

Ceará se destaca em genética avícola

Além da produção de carne e ovos, o Nordeste também participa da cadeia de genética avícola. Em 2025, o Ceará respondeu sozinho pelas exportações regionais de material genético, embarcando 257 toneladas, volume equivalente a 1,42% das exportações brasileiras desse segmento.

Embora represente uma parcela reduzida do total nacional, o resultado demonstra a presença do estado em uma etapa de maior valor agregado da cadeia avícola, voltada ao fornecimento de material genético para mercados internacionais.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

A granja adoece antes de parecer doente

Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta.

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Foto: Shutterstock

Na avicultura, o prejuízo raramente começa no dia em que o problema fica evidente. Antes da mortalidade subir, da conversão alimentar piorar, da produção de ovos cair ou do frigorífico registrar mais condenações, a granja costuma emitir sinais menores. Às vezes estão no consumo de água, na resposta vacinal, na cama, na ambiência, no comportamento das aves, na uniformidade do lote ou em alterações discretas de desempenho. Quem espera o problema aparecer por completo, normalmente já chegou tarde.

Essa lógica é especialmente verdadeira quando se fala em sanidade. Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta. A avicultura intensiva trabalha com alta densidade, ciclos curtos, margens pressionadas e forte dependência de regularidade. Nesse sistema, prevenir não é discurso técnico: é condição econômica.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

A laringotraqueíte infecciosa é um exemplo claro de como a granja pode adoecer antes de parecer doente. A circulação do agente, a movimentação de pessoas, falhas nos protocolos de acesso, risco de disseminação entre propriedades e demora na resposta sanitária podem transformar um problema localizado em ameaça regional. Quando os sinais clínicos ficam evidentes, o vírus pode já ter encontrado caminhos para avançar.

Por isso, biosseguridade não pode ser tratada como checklist de auditoria. Ela precisa ser rotina de produção. Controle de acesso, vazio sanitário, limpeza, desinfecção, qualidade da água, manejo de cama, vacinação, diagnóstico laboratorial, rastreabilidade e treinamento das equipes são partes de uma mesma engrenagem. Nenhum desses pontos funciona isoladamente quando o restante da operação falha.

A avicultura brasileira construiu competitividade porque aprendeu a produzir com método. Mas o método precisa ser atualizado todos os dias, dentro da granja, antes que a planilha mostre a perda. O futuro sanitário da atividade dependerá menos da capacidade de apagar incêndios e mais da disciplina para identificar riscos quando eles ainda parecem pequenos.

A granja avisa. A questão é se a cadeia está preparada para ouvir antes que o problema vire prejuízo.

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Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

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que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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