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Avicultura

Avicultura mantém cenário favorável com alta das exportações

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, desempenho do mercado externo e custos controlados contribuíram para a rentabilidade do setor.

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As exportações brasileiras de carne de frango registraram forte desempenho em maio, com recuperação nos volumes embarcados e nos preços médios, enquanto o mercado interno apresentou melhora nas margens da cadeia produtiva. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o avanço da oferta limitou uma valorização mais expressiva dos preços domésticos.

Em maio, os embarques de carne de frango in natura e industrializada somaram 497 mil toneladas, volume 30,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A base de comparação foi impactada pelo caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que afetou as exportações em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, região responsável por quase 30% das exportações brasileiras de carne de frango, os embarques aumentaram em relação aos dois meses anteriores. O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além de uma leve alta no preço médio em comparação com abril. Com isso, o spread das exportações permaneceu em 44%, acima da média dos últimos cinco anos, de 38%.

No mercado interno, o preço da ave abatida em São Paulo avançou 2,4% na média mensal em relação a abril. A valorização foi observada na primeira quinzena de maio, mas perdeu força na segunda metade do mês.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os custos de produção recuaram 0,7% entre abril e maio, favorecendo a rentabilidade do setor. O spread interno, que considera os preços da carne no atacado e os custos da avicultura, aumentou dois pontos percentuais, alcançando 37%, ligeiramente acima da média histórica.

Apesar da maior oferta, a carne de frango manteve competitividade frente à carne bovina. Em maio, os preços da proteína avícola no atacado ficaram cerca de 13% abaixo dos registrados no mesmo período de 2025, enquanto o dianteiro bovino apresentou movimento contrário, com alta de aproximadamente 15% na comparação anual.

Segundo dados preliminares do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2026, o número de cabeças abatidas aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somado ao ganho de 3,2% no peso médio das carcaças, o resultado foi um crescimento de 7% na produção de carne de frango no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA

Avicultura No Oeste do Paraná

Queda de energia mata 30 mil frangos e provoca prejuízo de R$ 100 mil em aviário de Cascavel

Falha no fornecimento de energia interrompeu o sistema de ventilação do aviário durante a madrugada. Copel afirma que a interrupção foi causada pelo rompimento de um cabo provocado por um raio e atingiu 169 consumidores.

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Foto: Divulgação

Cerca de 30 mil frangos morreram na madrugada de terça-feira (30) após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica atingir um aviário na Colônia Melissa, área rural de Cascavel, no Oeste do Paraná. O produtor estima um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil e atribui as perdas à paralisação dos equipamentos de ventilação, essenciais para manter a temperatura e a renovação do ar no galpão.

Foto: Divulgação

O avicultor registrou a situação dentro do aviário e cobrou providências da Copel. “Olha aí. De novo falta de energia. Meu Deus do céu! Trinta mil aves perdidas por causa da Copel, de novo!”, desabafou.

Na avicultura industrial, os sistemas de ventilação operam continuamente para controlar a temperatura, a umidade e a qualidade do ar dentro dos aviários. Quando ocorre uma interrupção no fornecimento de energia, exaustores e ventiladores deixam de funcionar, fazendo com que o ambiente aqueça rapidamente.

Em galpões com elevada densidade de aves, o aumento da temperatura e a redução da circulação de ar podem provocar estresse térmico e falta de oxigenação em poucos minutos, levando à morte de grande parte do plantel.

Segundo o produtor, foi exatamente esse cenário que ocorreu durante a madrugada, quando a energia foi interrompida e o sistema de climatização deixou

Foto: Divulgação

de operar.

Copel atribui falha a descarga atmosférica

A Copel informou que o fornecimento de energia foi restabelecido ainda na madrugada de terça-feira. De acordo com a companhia, a interrupção foi provocada pelo rompimento de um cabo de energia após uma descarga atmosférica.

A empresa informou que o problema afetou 169 unidades consumidoras da região e que, para restabelecer o serviço, foram necessárias manobras na rede, o que provocou oscilações momentâneas no fornecimento.

Ainda segundo a concessionária, equipes permanecem trabalhando no local para estabilizar o sistema elétrico.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Comissões da avicultura gaúcha alinham medidas sanitárias e discutem novas exigências do mercado

Encontro reuniu representantes da cadeia produtiva para tratar de biosseguridade, trânsito de aves, regulamentações e tecnologias voltadas à eficiência e sustentabilidade.

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A avicultura do Rio Grande do Sul avançou nesta terça-feira (30) em uma série de discussões sobre sanidade, biosseguridade, sustentabilidade e adequação às exigências do mercado internacional. Durante reunião conjunta das comissões da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), representantes das empresas associadas alinharam procedimentos técnicos, debateram mudanças regulatórias e conheceram novas tecnologias voltadas à produção.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, destacou a necessidade de alinhamento técnico e atualização permanente da cadeia avícola diante dos desafios sanitários e regulatórios do setor – Foto: Divulgação/Asgav

Entre os principais encaminhamentos do encontro estiveram o reforço das regras para o trânsito interestadual de aves de descarte, orientações sobre o uso da Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA), atualizações referentes ao registro de granjas e medidas de biosseguridade, além da revisão dos planos de contingência para pequenas e médias propriedades. Também entraram na pauta os desdobramentos relacionados ao uso de antimicrobianos e às exigências impostas pela União Europeia, temas considerados estratégicos para a competitividade da avicultura brasileira.

A reunião também apresentou soluções tecnológicas voltadas à melhoria da eficiência produtiva e da sustentabilidade nas granjas. Foram demonstradas alternativas para o manejo e a secagem da cama aviária, sistemas de aproveitamento de resíduos agroindustriais para produção de biometano e tecnologias de geração e armazenamento de energia limpa, com foco na redução de custos e no fortalecimento da sustentabilidade das propriedades.

Na abertura do encontro, o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, destacou que as reuniões técnicas têm o papel de manter o setor atualizado diante das mudanças regulatórias e dos desafios sanitários enfrentados pela cadeia produtiva. Segundo ele, a troca de informações entre as empresas contribui para a adoção de práticas mais eficientes e para o fortalecimento da competitividade da avicultura gaúcha.

Durante o encontro, a entidade também confirmou a realização da 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), marcada para os dias 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS). As inscrições para o evento serão abertas nesta quarta-feira (1º).

A reunião integrou as comissões de Integrações, Sanidade Avícola, Meio Ambiente e Sustentabilidade e Indústria, Comércio e Produção de Ovos, consolidando o alinhamento das empresas em temas considerados prioritários para a produção avícola no Estado.

Fonte: Assessoria Asgav/Sipargs
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Avicultura

Avicultura brasileira enfrenta cobrança crescente por padrões internacionais de produção

Estudo indica que bem-estar animal e rastreabilidade já impactam competitividade e acesso a mercados globais.

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Foto: Jonathan Campos

O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne de frango, e um dos principais protagonistas da produção global de proteína animal. Essa posição, porém, passa a ser acompanhada por novas exigências relacionadas a sustentabilidade, rastreabilidade, sanidade e bem-estar animal, que ganham espaço em negociações comerciais, critérios de investimento e estratégias de grandes compradores internacionais.

Foto: Ari Dias

A avaliação faz parte da terceira edição do Observatório do Frango, iniciativa da Alianima, que analisou o cenário da avicultura brasileira diante das transformações que vêm redesenhando o mercado global de alimentos. O estudo destaca que o bem-estar animal deixa de ocupar uma posição periférica e passa a integrar discussões estratégicas já presentes no setor, como Saúde Única, resistência antimicrobiana, influenza aviária, sustentabilidade e competitividade internacional. Como consequência, cresce a demanda por maior transparência e rastreabilidade nas cadeias produtivas, especialmente em mercados que adotam critérios cada vez mais rigorosos para seus fornecedores.

A discussão também ganha relevância em meio ao avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia, que ampliaram o debate sobre padrões de produção, elevando o grau de escrutínio sobre as boas práticas nas cadeias agroalimentares do Brasil. Em diferentes mercados, cresce a expectativa de que produtores e empresas consigam demonstrar, de forma cada vez mais consistente, informações relacionadas à origem dos alimentos e às práticas adotadas ao longo da produção, ao mesmo tempo em que atendem às crescentes demandas dos consumidores por ética e responsabilidade na produção.

“Não se trata apenas de uma discussão sobre bem-estar animal. Estamos falando de fatores que influenciam acesso a mercados, percepção de risco, reputação e competitividade ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirma Ana Paula Souza, médica veterinária e especialista em bem-estar de aves na Alianima — organização de proteção animal sem fins lucrativos, que atua junto à indústria alimentícia para promover melhorias no bem-estar animal das cadeias produtivas.

Brasil reúne vantagens para liderar esse processo

Foto: Jonathan Campos

Para compreender como esses fatores podem influenciar a competitividade da cadeia nos próximos anos, o Observatório do Frango apresenta uma análise “FOFA” (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), utilizada para avaliar fatores internos e externos que impactam setores econômicos.

A avaliação aponta que o Brasil possui condições favoráveis para liderar essa agenda. Entre as principais forças identificadas, estão a estrutura de produção integrada, a expertise em gestão da qualidade e biossegurança, a elevada capacidade técnica da cadeia produtiva, e alto potencial de inovação e adaptação tecnológica.

Ao mesmo tempo, há desafios relacionados à necessidade de maior coordenação setorial, ampliação da transparência e construção de estratégias capazes de antecipar movimentos regulatórios e comerciais já observados em mercados internacionais.

Segundo a especialista, a não adoção de compromissos estruturados de bem-estar animal prejudica a transparência das empresas, deixando de ser uma posição neutra e passando a representar um fator de risco competitivo. Além de afetar empresas individualmente, esse quadro pode dificultar a construção de uma narrativa setorial consistente e reduzir a autonomia e a capacidade de posicionamento coordenado da avicultura brasileira diante de pressões externas (e internas).

Oportunidade de construir uma agenda própria

Foto: Shutterstock

O documento também identificou que parte das grandes empresas do setor já passou a incorporar indicadores de bem-estar animal em relatórios de sustentabilidade e comunicações corporativas. Entre os exemplos estão BRF e Seara, que se destacam por apresentar informações mais consolidadas e metas para aspectos de manejo e condições de criação das aves, sinalizando atenção crescente a referências técnicas reconhecidas e às expectativas dos mercados e investidores.

Além disso, o levantamento mostra que aproximadamente 1,5 bilhão de aves já são criadas no Brasil sob parâmetros de densidade de alojamento compatíveis com práticas consideradas mais avançadas em bem-estar animal. O volume representa cerca de 27,7% da produção nacional e demonstra que parte das condições necessárias para a evolução dessas práticas já está presente na cadeia produtiva brasileira.

“Apesar disso, ainda há espaço para ampliar a formalização de metas, indicadores e mecanismos de transparência capazes de demonstrar de forma mais consistente os avanços já existentes no setor e as intenções futuras”, ressalta a porta-voz.

Para a especialista, os dados mostram que o principal desafio não está na capacidade produtiva do país, mas na construção de uma estratégia coordenada capaz de transformar avanços já existentes em uma agenda estruturada de longo prazo.

“A questão não é se haverá mudanças nas expectativas dos mercados internacionais, mas quem irá liderar esse processo. O Brasil reúne condições para participar da construção dessas soluções, e não apenas reagir a exigências externas no futuro”, conclui a especialista.

Clique aqui para acessar a 3ª edição do Observatório do Frango

Fonte: Assessoria Alianima
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