Avicultura
Avicultura gaúcha reforça união e biosseguridade após caso de gripe aviária
Durante reunião do Conagro, presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou esforços para retomada das exportações e importância da responsabilidade do setor produtivo.

O caso de Influenza aviária registrado em maio deste ano no município de Montenegro (RS) foi o tema central da apresentação do presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, durante a reunião do Conselho da Agroindústria (Conagro), realizada na tarde de terça-feira (1º), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre.
Ao abordar a resposta do setor ao episódio sanitário, o dirigente destacou as medidas adotadas para conter a disseminação do vírus, ressaltando o papel da biosseguridade nas granjas e a importância da atuação coordenada entre o setor produtivo e os órgãos oficiais. “A avicultura gaúcha tem enfrentado os desafios com responsabilidade e união. Reforçamos a importância da biosseguridade e da atuação coordenada entre setor produtivo e autoridades sanitárias para preservar nossa produção”, afirmou.
Exportações como prioridade estratégica
Durante a apresentação, Santos enfatizou o impacto do episódio sobre as exportações de carne de frango e ovos do Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor e exportador de carne de frango do país e principal exportador nacional de ovos.

Fotos: Divulgação/Asgav
Ele destacou que a retomada plena das exportações é essencial tanto para a economia regional quanto para a manutenção da imagem sanitária brasileira junto ao mercado internacional. “O retorno das exportações avícolas é essencial não apenas para a economia do Rio Grande do Sul, mas também para manter a credibilidade do Brasil nos mercados internacionais”, ressaltou o presidente da Asgav.
Apoio institucional e articulação internacional
O dirigente também agradeceu o apoio institucional da Fiergs e do Conagro junto ao Ministério da Agricultura e ao Ministério das Relações Exteriores, no esforço para ampliar e acelerar as negociações com os países que ainda mantêm restrições às exportações avícolas gaúchas em decorrência do caso de gripe aviária já considerado encerrado pelas autoridades sanitárias.
Segundo ele, essa atuação integrada reforça o papel estratégico da Asgav/Sipargs na defesa dos interesses da cadeia produtiva e na busca de soluções que garantam a continuidade, a competitividade e a segurança sanitária da avicultura do Estado.

Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.





