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Avicultura gaúcha inicia novo ciclo com posse do Conselho Diretivo

Nova gestão assume com foco em sanidade, custos de produção e competitividade em um cenário de pressão sobre margens e mercado externo.

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Porto Alegre foi palco de um movimento que ultrapassa a formalidade institucional. A posse do novo Conselho Diretivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A/RS), formada pelas entidades membros Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Estado RS (Sipargs), aconteceu nesta quarta-feira (29), no Cais Embarcadero, e marcou o início de um novo ciclo estratégico para a avicultura gaúcha, uma das cadeias produtivas mais relevantes do agronegócio brasileiro.

Em um ambiente de integração entre lideranças, executivos, políticos e representantes da indústria, o setor avícola gaúcho reafirmou sua maturidade organizacional e capacidade de adaptação frente aos desafios contemporâneos.

A eleição, ocorrida em 25 de março, consolida a terceira gestão sob o modelo de governança implantado em 2020, uma mudança estrutural que aferiu mais agilidade, integração entre os elos da cadeia e eficiência na tomada de decisões.

À frente do Conselho Diretivo, o presidente Nestor Freiberger foi reconduzido ao cargo com a missão de dar continuidade a esse processo evolutivo, em um momento em que a avicultura exige respostas rápidas e coordenadas. “A avicultura gaúcha vive um momento estratégico, que exige união, eficiência e capacidade de adaptação diante de desafios como logística, tributação, mão de obra e exigências sanitárias globais”, afirmou.

Já a presidência executiva permanece sob a liderança de José Eduardo dos Santos, figura central na articulação institucional e no fortalecimento da representatividade do setor. “A continuidade da gestão executiva é um sinal claro de estabilidade estratégica. Em um setor pressionado por variáveis globais, isso faz toda a diferença”, avaliou.

O dirigente também ressaltou a importância da integração entre os elos da cadeia produtiva. “Vamos atuar de forma conjunta, para garantir que o Rio Grande do Sul siga como referência na produção de proteína animal, com sustentabilidade e protagonismo nos mercados nacional e internacional”, completou.

Desafios do novo triênio

Se o cenário produtivo é robusto, os desafios são igualmente complexos. Entre os principais pontos destacados para o ciclo 2026/2029 estão:

  • Gargalos logísticos que impactam competitividade;
  • Avanços e incertezas da reforma tributária;
  • Escassez de mão de obra qualificada;
  • Necessidade de aceleração da automação;
  • Rigor sanitário frente a ameaças globais;
  • Pressões geopolíticas sobre exportações.

A capacidade de articulação institucional da Asgav/Sipargs será determinante para transformar esses obstáculos em oportunidades.

Outro eixo que se mantém em evidência é a agenda ambiental e social. A presença de uma diretoria específica para gestão ambiental sinaliza a crescente exigência dos mercados internacionais por práticas sustentáveis e rastreabilidade. A avicultura moderna não se sustenta apenas em produtividade, mas também em reputação.

Um setor que sustenta economias e alimenta mercados

Os números apresentados durante a cerimônia reforçam a dimensão da avicultura no Rio Grande do Sul:

  • Presença em mais de 260 municípios;
  • Mais de 6 mil famílias integradas na produção de frango;
  • Cerca de 300 produtores de ovos de pequeno, médio e grande porte;
  • 20 frigoríficos em operação;
  • Produção anual de 1,9 milhão de toneladas;
  • Abate superior a 808 milhões de aves;
  • Exportações de carne de frango na casa de 686 mil toneladas/ano;
  • Exportações de ovos ultrapassando 6 mil toneladas.

Nova composição do Conselho Diretivo (2026/2029)

A nova gestão inicia com bases sólidas, representatividade ampliada e um setor que, mesmo diante de desafios estruturais e globais, segue como um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

 Presidente do Conselho Diretivo:

  • Nestor Freiberger (Agrosul – Agroavícola Industrial S/A)

Secretaria

  • Titular: Pedro Luís Utzig (Nutrifrango Alimentos Ltda)
  • Suplente: Anderson Herbert (Solar Comércio e Agroindústria Ltda)

Finanças

  • Titular: Daniel Bampi (Comercial Avícola Bampi Ltda)
  • Suplente: Magno Milani (Frigorífico Chesini Ltda)

Relações Industriais

  • Titular: Gerson Muller (Vibra Agroindustrial S/A)
  • Suplente: Sadi Domingos Marcolin (Mais Frango Miraguaí Ltda)

Assuntos Fiscais

  • Titular: Matheus Thiago Santin (Seara S/A)
  • Suplente: Roberto Luiz Khel (Granja Pinheiros Ltda)

Produção e Qualidade

  • Titular: Rafael Santos (Cooperativa Central Aurora Alimentos)
  • Suplente: Evandro Luiz Stragliotto (Master Eggs Indústria e Comércio)

Gestão Ambiental e Responsabilidade Social

  • Titular: José Serra (BRF S/A)
  • Suplente: Antônio Apércio Klein (Agrogen Desenvolvimento Genético S/A)

Conselho Fiscal

Titulares

  • Margareth Schacht (Companhia Minuano de Alimentos)
  • Jairo Nienow (Granja Nienow Ltda)
  • Gabriel Carrer (Carrer Alimentos Ltda)

Suplentes

  • Henrique Roman (Mercoaves Comércio de Aves Ltda)
  • Jeferson Vidor (Granja Avícola Bom Frango)
  • Carlos Raul Filippsen (Agroavícola Filippsen Ltda)

Delegados junto à Fiergs

Titulares

  • Nestor Freiberger
  • Pedro Luís Utzig

Suplentes

  • Gerson Muller

José Eduardo dos Santos

Fonte: Assessoria Asgav

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Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida

Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

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Foto: Divulgação

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação

A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.

Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.

Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.

Biosseguridade como eixo central da produção

Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação

Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.

Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.

A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.

A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.

O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.

Reconhecimento internacional

Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.

A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação

Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.

Cooperação e perspectivas para o setor

A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.

Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.

Fonte: Assessoria Planalto Ovos
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Avicultura

Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil

São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.

Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.

A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.

Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal

brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.

Consumo interno sustenta produção elevada

Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado

No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.

Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.

Fonte: O Presente Rural
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